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Morte de Benício completa 5 meses e segue sem solução

Benício ao lado dos pais, Joyce e Bruno, em registro de família; menino morreu aos 6 anos e caso segue sob investigação (Foto: Arquivo de família)

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Laudo deve sair em maio; família relembra menino e cobra resposta sobre morte em Manaus

Cinco meses após a morte de Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, o caso que comoveu Manaus e ganhou repercussão nacional segue sem uma conclusão definitiva. A expectativa agora se concentra no mês de maio, quando o laudo pericial deve ser entregue e pode esclarecer as circunstâncias da morte.

Considerado peça central do inquérito, o documento deve indicar os próximos encaminhamentos da investigação. Enquanto isso, a família segue aguardando respostas e lidando com os impactos da perda dentro de casa.

Os pais, Joyce e Bruno, convivem com uma rotina marcada pela ausência do filho. O ambiente, antes preenchido pela presença da criança, hoje é descrito como silencioso.

“Antes a gente tinha ali uma criança correndo, brincando, falando, abraçando, beijando. Hoje, o silêncio é bastante dolorido”, disse a mãe.

Joyce também relembra o início da história do filho, marcado por um simbolismo que a família guarda com carinho. “O Benício nasceu no dia 25 de dezembro, no dia do Natal. Foi uma surpresa muito grande, uma criança muito amada, muito esperada”, contou.

Segundo ela, o menino sempre teve um comportamento tranquilo e afetuoso dentro de casa. “Ele era uma criança calma, amorosa, pura. Gostava dos amigos, gostava de estar em família com a gente. Era muito inteligente, estudioso, obediente. Eu arrisco dizer que ele nunca me deu trabalho”, afirmou.

O pai relembra que o filho demonstrava organização e preocupação com a rotina desde cedo. “Ele gostava de planejar o que ia fazer no dia. Ficava olhando o horário, preocupado em não se atrasar. Quando conseguia fazer o que queria, ficava muito feliz”, disse.

Bruno também destacou o cuidado que o menino tinha com a família. “Ele se preocupava muito em deixar a gente feliz. Às vezes, eu acho que até mais com a gente do que com ele próprio”, relatou.

Durante o período de internação, ainda havia expectativa de recuperação. O pai relembra as tentativas de manter o filho reagindo diante do quadro de saúde.

“Eu falava: você tem prova na segunda-feira, você tem que voltar pra casa. Eu pedia para ele melhorar, para reagir”, contou.

Com a morte da criança, a rotina da família foi completamente alterada. A ausência de sons comuns, como brinquedos e desenhos na televisão, reforça o impacto da perda no dia a dia.

“A gente não tem mais a TV ligada no desenho, não tem mais aquele barulho de brinquedo caindo. Só a gente sabe o que passa quando está só nós dois em casa”, disse Joyce.

Mesmo diante do luto, os pais afirmam que a presença do filho permanece de outras formas. “A gente sente ele presente, mesmo não estando fisicamente. Às vezes parece que ele ainda está com a gente, no carro, no dia a dia”, afirmou Bruno.

“A saudade é diária, a gente está aprendendo a conviver com essa falta”, completou.

Enquanto o laudo não é concluído, a cobrança por justiça continua sendo o principal movimento da família, que aguarda uma resposta definitiva para o caso.

 

Fonte: Acrítica 

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