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Após surto registrado em 2021 e 2022, novos casos reacendem alerta sobre consumo de pescado no interior
Três casos da doença de Haff, conhecida como “doença da urina preta”, foram confirmados em Itacoatiara, no interior do Amazonas. Os registros ocorreram ao longo de 2025 e foram oficializados nesta semana pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP).
A doença é uma condição rara que provoca rabdomiólise, caracterizada pela destruição súbita dos músculos.
O quadro costuma surgir após o consumo de peixes ou crustáceos de água doce contaminados por toxinas ainda não totalmente identificadas. Os principais sintomas são dor muscular intensa, rigidez, fraqueza e urina escura.
Em 2021 e 2022, o Amazonas enfrentou um surto da doença, o que mantém a condição sob monitoramento permanente das autoridades de saúde.
Em 2025, o Amazonas notificou nove casos suspeitos da doença, mas apenas três foram confirmados, todos em Itacoatiara. Dois pacientes são da mesma família. Os episódios foram registrados nos meses de junho e dezembro, na zona urbana do município.
Os pacientes relataram início dos sintomas cerca de nove horas após o consumo de pescado, principalmente da espécie pacu, preparado frito ou assado. Exames laboratoriais indicaram níveis médios de CPK de 6.400 U/L, acima do valor normal, que é de até 200 U/L.
A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas (Cievs-AM), Roberta Danielli, afirmou que “todos os casos passaram por investigação detalhada em conjunto com as vigilâncias municipais”.
Segundo ela, a análise busca monitorar a segurança do consumo de peixes na região e prevenir novos casos.
Fonte: BNC Amazonas
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