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Amazonas

Artista parintinense Helen Rossy realiza exposição ‘Bisignólio’, na Galeria do Largo, a partir do dia 11

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A exposição “Bisignólio” da artista parintinense Helen Rossy estará a mostra a partir da próxima sexta-feira (11/11), na Galeria do Largo (Largo de São Sebastião, Centro de Manaus), às 19h e segue até 12 de fevereiro de 2023.

A exposição que conta com a curadoria de Cléia Viana reúne 14 obras produzidas a partir de troncos de árvores. 

“A arte de Rossy representada nesta mostra chamada “Bisignólio” é Poema, retirado das “árvores nupciais”, que ganha nova vida por meio de suas mãos habilidosas em arrebatar dos “troncos mortos”, esculturas que povoam o imaginário de uma artista apaixonada pela natureza que a circunda e que como profunda observadora dos ciclos dos rios, desde sempre deixou que as águas guiassem sua vida”, segundo a curadora Cléia Viana. 

“Bisignólio é o nome que pauta a criação da artista, cujo significado curiosamente está materializado nas formas dos “seres” desta coleção. O resultado desse processo podemos observar em cada peça exposta e afirmar que a arte  de Helen Rossy navega pelo mundo encantado, levando histórias de porto em porto até sua chegada “numa espécie de Olimpo submerso nos rios da Amazônia, onde habitam os encantados, os deuses da cultura amazônica e a atmosfera universal que impregna sua arte de poesia” (Paes Loureiro, 2007). Assim, é possível dizer que o fundamento de Bisignólio é uma fusão de rios e poesias, que passam “lentos como um caminho de planeta”, redesenhando a Natureza e emergindo a arte-intervenção como símbolo do imaginário a navegar no mundo particular da artista”, ressaltou Cléia. 

BIOGRAFIA DA ARTISTA

Nascida na cidade de Parintins -AM, Helen Rossy desde sempre esteve a observar o rio que sempre a acompanhou. Em meados de 1990 foi morar em Novo Airão, pequena cidade do Amazonas, e as formas sinuosas das sobras das construções dos barcos, molhadas pelas águas do Rio Negro e paradas em frente à sua casa a chamavam atenção. 

Helen iniciou o processo artístico reaproveitando sobras de madeira nobre, desenvolvendo a elas uma nova vida o que intitulou de “esculturas utilitárias”. A partir dai, olhar em seu redor sempre fez parte do seu processo de criação.

Sua primeira participação em exposições se deu com uma escultura em papel na coletiva inaugural do Centro de Artes Chaminé, a convite do artista plástico Jair Jacquemont, à época incentivador de uma geração de novos artistas. Suas obras estão ligadas diretamente à vivência nos rios e matas amazônicas, onde as lembranças lúdicas se misturam a uma Amazônia também urbana, e se manifestam tanto nas esculturas quanto nas instalações, as madeiras e os resíduos das queimadas descartadas pelos homens são matéria prima para a execução do seu trabalho.

Fonte: Portal Samaúma