Curta nossa Página no Facebook

Ao fim de três anos na pasta, é possível dizer que o ministro já não pensa a ZFM como um problema ao país. Ao contrário, virou aliado do modelo
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), está entre os ocupantes da Esplanada dos Ministérios que devem deixar o cargo para disputar as eleições em 2026.
A estratégia eleitoral de 2026 da esquerda de vencer a Presidência, com a reeleição de Lula, passa também por aumentar sua representação no Congresso. Hoje, Câmara e Senado são dominados pela direita.
Assim sendo, Alckmin figura como peça importante no jogo. O PT deseja que ele seja candidato a senador, por São Paulo. O PSB, e ele próprio, avalia que ele está confortável na cadeira de vice e quer manter o cargo.
Alckmin e ZFM
Se o Amazonas tivesse que opinar, o argumento seria o de defesa de Alckmin, do jeito que está. Nesse caso, sobretudo, no cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Seus três anos na pasta, à qual a gestão da política de incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM) está subordinada, mostram um novo Alckmin, em relação ao modelo. Com ele, que sucedeu Paulo Guedes, que tentou acabar com a indústria local, o Polo Industrial de Manaus cessou as perturbações, ganhou estabilidade, cresceu e acendeu uma clareira de esperança para atração de novos investimentos na região.
Ao fim do seu terceiro ano na pasta, Alckmin deixa uma nova impressão e, na própria, não foi só aparência. Ele não tem nada mais a ver com o deputado federal paulista de 1992 que fez discurso dizendo que a ZFM era uma ameaça industrial ao restante do país. Alckmin também não é mais aquele governador paulista (2001/2006; 2011/2018) que denunciou as indústrias do Amazonas no STF.
Então, hoje, dá par dizer: Alckmin é amigo do Amazonas, aliado da ZFM. Dessa forma, dá para defendê-lo no cargo. Mas, se for preciso sair candidato a senador, que volte depois para reassumir a pasta.
Fonte: BNC Amazonas
Curta nossa Página no Facebook

