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Um relatório feito após missão institucional no fim de 2025 aponta que dragas e balsas usadas na extração de minérios mudaram a coloração do rio e colocam em risco a saúde da população
O Ministério Público Federal (MPF) alertou sobre os impactos do garimpo ilegal no Rio Tonantins, no noroeste do Amazonas. Segundo o órgão, há risco de contaminação por mercúrio em comunidades indígenas e ribeirinhas. Mais de três mil pessoas podem estar consumindo água comprometida pela atividade clandestina.
🔎 Garimpo ilegal é a extração de minérios sem autorização do Estado, feita em áreas proibidas. A atividade ocorre principalmente na Amazônia, dentro de terras indígenas e unidades de conservação. Ela provoca destruição ambiental, contamina rios com mercúrio e ameaça comunidades tradicionais.
Um relatório feito após missão institucional no fim de 2025 aponta que dragas e balsas usadas na extração de minérios mudaram a coloração do rio e colocam em risco a saúde da população. O mercúrio, usado com frequência no garimpo ilegal de ouro, está entre as dez substâncias mais perigosas para o ser humano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
“A simples presença de embarcações garimpeiras irregulares nos rios amazônicos representa risco elevado ao meio ambiente e à saúde humana, porque o processo de beneficiamento do ouro envolve o uso de mercúrio, substância altamente tóxica e poluidora.”, diz um trecho da recomendação do órgão
O MPF enviou recomendações a seis órgãos para reforçar a fiscalização e apresentar um plano emergencial de ação. O documento aponta fragilidade na presença do Estado. Veja quais foram as entidades que receberam o documento:
- Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
- Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
- Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam)
- Polícia Federal (PF)
- Polícia Militar do Amazonas (PMAM)
- Marinha do Brasil (Marinha)
➡️Medidas propostas
Entre as medidas recomendadas estão:
- destruição de dragas, balsas e equipamentos usados na extração ilegal;
- prisão em flagrante dos responsáveis;
- proibição de que infratores sejam nomeados como depositários dos bens apreendidos.
Os órgãos têm 30 dias para informar se vão cumprir as orientações. Se não houver resposta, o MPF poderá adotar medidas administrativas e judiciais.
Fonte: G1
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