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Manaus tem etanol mais caro do Brasil, aponta levantamento da ANP

Valor do litro da gasolina registrou aumento em postos de Manaus. — Foto: Rede Amazônica

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O estudo da ANP analisou os preços de combustíveis em centenas de postos de todo o país entre os dias 4 e 10 de janeiro.

Manaus encerrou a primeira semana de janeiro de 2026 com o etanol mais caro do Brasil, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A cidade lidera o ranking nacional do combustível, e ocupa a terceira posição dentre as gasolinas comuns mais caras do país.

O estudo da ANP analisou os preços em centenas de postos de combustíveis em todo o país entre os dias 4 e 10 de janeiroA alta nos preços em Manaus é atribuída a fatores logísticos, como o transporte fluvial, a distância dos centros de distribuição e a carga tributária estadual.

“Antes eu abastecia com etanol porque era mais barato, agora não compensa mais”, afirma a professora Carla Souza, que utiliza o carro para ir ao trabalho todos os dias.

📊 Ranking das cidades com etanol mais caro

  • Manaus (AM) – R$ 5,49
  • Porto Velho (RO) – R$ 5,49
  • Boa Vista (RR) – R$ 5,30
  • Natal (RN) – R$ 5,23
  • Rio Branco (AC) – R$ 5,21

📊 Ranking das cidades com gasolina comum mais cara

  • Rio Branco (AC) – R$ 7,24
  • Porto Velho (RO) – R$ 7,09
  • Manaus (AM) – R$ 6,98
  • Curitiba (PR) – R$ 6,74
  • Boa Vista (RR) – R$ 6,70

Postos de Manaus suspeitos de formar cartel

Em outubro de 2025, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) entrou com 33 ações civis públicas contra postos de combustíveis de Manaus suspeitos de formar cartel e combinar os preços da gasolina na capital. As ações foram protocoladas pela 51ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) após a conclusão de um inquérito civil que investigava a prática desde 2023.

O Ministério Público não divulgou os nomes dos postos nem os endereços dos estabelecimentos envolvidos nas ações. Segundo o MP, os estabelecimentos teriam ajustado os valores de forma simultânea, mantendo preços muito próximos em diferentes regiões da cidade, o que configura possível infração à ordem econômica.

As investigações começaram após denúncias de consumidores e acompanhamento das variações de preços feitas pela Prodecon, que identificou reajustes semelhantes em vários postos, mesmo sem justificativa econômica, como aumento de tributos ou custos operacionais.

 

 

Fonte: G1

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