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Homem mais rico do mundo faz ‘processo seletivo’ entre filhos para descobrir o herdeiro dos negócios

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Dono de marcas como Louis Vuitton e Christian Dior, Bernard Arnault – o francês que é o homem mais rico do mundo – organiza reuniões mensais com os cinco filhos numa espécie de “processo seletivo” para avaliar qual deles é o nome ideal para assumir os negócios familiares avaliado em R$ 2,22 trilhões.

Aos 74 anos, o pai dá a volta na mesa e pede aos herdeiros, um a um, conselhos sobre o que fazer com as empresas. Os almoços são realizados na sede do conglomerado LVMH, em Paris (França). De acordo com o jornal americano “The Wall Street Journal”, os encontros costumam ser cansativos e duram cerca de 90 minutos.

As respostas dos filhos são como testes para ajudar Arnault a decidir quem – de Delphine, de 47 anos, Antoine, de 45 anos, Alexandre, de 30 anos, Frederic, de 28 anos e Jean, de 25 anos – o substituirá como chefe dos negócios.

O veículo americano aponta que o empresário começa cada almoço com a leitura dos tópicos de discussão em um iPad, antes de pedir conselhos a cada um dos herdeiros, que são preparados para uma possível sucessão desde a infância.

Enquanto a decisão acerca do nome escolhido ainda não é tomada, Arnault sustenta que a decisão será baseada no mérito. Ele decidiu aumentar a idade de sua aposentadoria como CEO da LVMH para 80 anos, por causa de “novos tempos” a conferir mais longevidade aos homens de negócios.

Bernard Arnault em discurso na assembleia geral da LVMH em Paris  — Foto: ALAIN JOCARD / AFP

Bernard Arnault em discurso na assembleia geral da LVMH em Paris — Foto: ALAIN JOCARD / AFP

Quando questionado sobre o assunto, em janeiro, durante uma apresentação dos resultados anuais da LVMH, ele traçou um paralelo entre a decisão da empresa e o empenho do presidente francês Emmanuel Macron para aumentar a idade de aposentadoria da França para 64 anos.

“Quanto à sucessão, vocês também devem ter notado que a idade de aposentadoria – que está muito em voga – foi estendida”, afirmou.

Ele brincou que poderia usar o tempo livre fora dos negócios para aprimorar as habilidades no tênis, seu esporte favorito.

Os filhos mais velhos Delphine e Antoine são os favoritos na disputa pela chefia do grupo de empresas de Bernard Arnault — Foto: Reprodução

Os filhos mais velhos Delphine e Antoine são os favoritos na disputa pela chefia do grupo de empresas de Bernard Arnault — Foto: Reprodução

“A última vez que joguei com Roger Federer, acho que ganhei um ponto em um único set. Talvez eu pudesse fazer um pouco melhor do que isso”, apontou.

O filho Antoine chefia a holding da família e seria o favorito para herdar o comando do império de negócios, mas a irmã mais velha, Delphine, parece ter ganhado força após ter sido nomeada chefe da Dior, a segunda maior marca do conglomerado, em janeiro.

Os três filhos do segundo casamento de Arnault parecem estar atrás na corrida pela sucessão. Alexandre ocupa o cargo de vice-presidente executivo da Tiffany, Frederic dirige a marca de relógios Tag Heuer, enquanto Jean é diretor de marketing e desenvolvimento da divisão de relógios da Louis Vuitton. Eles estudaram nas melhores escolas de engenharia, uma qualificação que o pai considera crucial para o sucesso no mercado de trabalho.

Os três herdeiros mais novos Jean, Frederic e Alexandre — Foto: Reprodução / Redes Sociais

Os três herdeiros mais novos Jean, Frederic e Alexandre — Foto: Reprodução / Redes Sociais

O jornal também aponta que pessoas próximas à família contaram que os irmãos evitam falar sobre quem é melhor em determinados trabalhos ou esportes para evitar a aparência de conflito.

O bilionário, que mora em um castelo de 150 anos em Bordeaux (França), é dono da maior empresa de artigos de luxo do mundo. Nascido em 1949 em uma família de pequenos industriais, Arnault conseguiu multiplicar inúmeras vezes os US$ 15 milhões (R$ 75,6 milhões) iniciais que conseguiu com o pai para investir no próprio negócio.

Foi com este dinheiro que ele comprou a grife Christian Dior e iniciou a carreira de sucesso no mercado da alta sociedade. O grupo reúne outros grandes nomes da moda como Fendi, Givenchy, Marc Jacobs e Kenzo.

Além de marcas de relógios, acessórios e bebidas, como Bulgari, Tag Heuer, Moët&Chandon, Veuve Clicquot e Dom Pérignon. Outra grande aquisição foi o grupo Belmond que comanda 46 hotéis, trens e cruzeiros fluviais.

A mídia local destaca a similaridade do caso com a história da série “Succession”, da HBO, que foi vencedora do prêmio Emmy na categoria de Melhor Série Dramática no ano passado. A história fictícia da família Roy, mostra a disputa dos irmãos pela chefia de uma empresa de mídia liderada pelo pai. O paralelo se dá pela participação dos cinco filhos dos dois casamentos de Arnault nos negócios familiares.

*Extra

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