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Ensaio técnico surpreende e encanta a nação azulada do boi Caprichoso

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Parintins (AM) – No centro da Arena do Bumbódromo, o apresentador Edmundo Oran iniciou, exatamente às 20h37 desta quarta-feira (28), o último ensaio técnico de arena do Boi-Bumbá Caprichoso.

Evocando o tambor da ancestralidade do marujeiro Bacurí, Edmundo, avisou que o tambor iria rufar. O bailado corrido já se posicionava atrás aguardando o início da toada.

O levantador de toadas, Patrick Araújo, que domina os vocais com maestria e tranquilidade de um veterano, levantou a galera que compareceu em massa com a toada “Chamada do Boi 2023/Pode Avisar”. 

Ato 1: Ypuré – A caçada da ganância 

O amo do boi, Prince do Caprichoso, começa a versar para iniciar a primeira parte. Oran usa toda a teatralidade para explicar e contextualizar a lenda indígena ‘Ypuré –  A caçada da ganância’, sobre uma criatura em forma de senhora criada por Anhangá responsável por punir os homens gananciosos.

O amo do boi, Prince do Caprichoso, versa para iniciar a primeira parte enquanto Edmundo Oran usa toda a teatralidade para explicar e contextualizar a lenda indígena ‘Ypuré - A caçada da ganância’. (Foto: Junio Matos)

O amo do boi, Prince do Caprichoso, versa para iniciar a primeira parte enquanto Edmundo Oran usa toda a teatralidade para explicar e contextualizar a lenda indígena ‘Ypuré – A caçada da ganância’. (Foto: Junio Matos)

 Tomada por povos indígenas que marcam o passo para a chegada da cunhã-poranga, Marciele Alburquerque, a item 9 do boi azul evolui ao som da toada “Guerreira das Lutas”, com passos firmes e fortes já característicos  e conhecidos da galera. 

Ato 2 – O brado do povo guerreiro

Começa a exaltação cultural com a toada tema do álbum 2023. O boi Caprichoso adentra à arena junto do casal de Pai Francisco e Mãe Catirina para evoluir ao som da toada “Estrela da Evolução”, conduzido pelo tripa, Alexandre Azevedo. 

Caprichoso entrou na arena junto do casal de Pai Francisco e Mãe Catirina para evoluir ao som da toada 'Estrela da Evolução' (Foto: Jeiza Russo)

Caprichoso entrou na arena junto do casal de Pai Francisco e Mãe Catirina para evoluir ao som da toada ‘Estrela da Evolução’ (Foto: Jeiza Russo)

 Vestida com um lindo vestido azul claro e branco, cravejado de brilhantes, Valentina Cid, a sinhazinha da fazenda, evolui ao som da toada Bela Valentina. Com bastante leveza conduz a sombrinha e no solo de piano mostra toda a sincronia com o boi. 

Valentina Cid, a sinhazinha da fazenda, evoluiu ao som da toada 'Bela Valentina' (Foto: Junio Matos)

Valentina Cid, a sinhazinha da fazenda, evoluiu ao som da toada ‘Bela Valentina’ (Foto: Junio Matos)

 O amo do boi novamente é convocado para tocar o berrante para tirar mais um verso. Ele conduz a vaqueira ao som da toada “Vaqueiros da Floresta”, de 2000. Alexandre Azevedo mostra toda desenvoltura ao conduzir o Caprichoso pela arena. 

Até esse momento do ensaio, o boi Caprichoso demonstrou que vem para disputar o bicampeonato. O ensaio segue com o mesmo rigor técnico visto em dias de apresentações oficiais. A arquibanca do lado Garantido também já está tomada de torcedores azulados.

Ato 3 – Terra indígena

Os povos indígenas são convocados para o terceiro ato do Boi Caprichoso.  A toada “Brasil – Terra Indígena” da o tom para o corpo de dança  preencher a arena em um grande dabacurí tribal, no terceiro ato da apresentação. 

Acompanhados do pajé Erick Beltrão, a coreografia segue com o ritual “Yreruá – A festa do guerreiro” e com cajados o grupo coreografado encena o ato mais esperado da temporada. A tribo encerra a coreografia com o indígena Yreruá subindo na haste para “pegar a cabeça do inimigo”. 

 A tribo encerra a coreografia com o ritual “Yreruá - A festa do guerreiro” subindo na haste para “pegar a cabeça do inimigo. (Foto: Jeiza Russo)

A tribo encerra a coreografia com o ritual “Yreruá – A festa do guerreiro” subindo na haste para “pegar a cabeça do inimigo. (Foto: Jeiza Russo)

Ato 4 – Suraras do Beiradão

 Como figura típica regional as guerreiras Suraras são convocadas para a arena e mostrar a musicalidade indígena com maracás, tambores e bandolim.  Elas dividem os vocais em um dueto com o levantador de toadas Patrick Araújo. 

Suraras do Beiradão mostraram a musicalidade indígena com maracás, tambores e bandolim. (Foto: Jeiza Russo)

Suraras do Beiradão mostraram a musicalidade indígena com maracás, tambores e bandolim. (Foto: Jeiza Russo)

 A porta estandarte, Marcela Marialva, evolui com a toada “Estandarte da Nação” e mostra toda garra ao conduzir a flâmula do Boi Caprichoso. A Furacão Azul usa altos, o joelho e ergue o pavilhão ao evoluir na frente da arquibancada azul.

Marcela Marialva mostrou toda garra ao conduzir a flâmula do Boi Caprichoso como porta estandarte (Foto: Malu Dacio)

Marcela Marialva mostrou toda garra ao conduzir a flâmula do Boi Caprichoso como porta estandarte (Foto: Malu Dacio)

Ato 5 – Povos Indígenas

 O momento tribal do boi Caprichoso segue com a toada “Tuiçaua – A dança das Morubixaba” e participação de Marciele Albuquerque e Erick Beltrão.  Em perfeito alinhamento a tribo convoca a galera azul a bater palmas em perfeita sincronia. 

Marciele Albuquerque e Erick Beltrão estavam em perfeito alinhamento na toada 'Tuiçaua - A dança das Morubixaba'. (Foto: Junio Matos)

Marciele Albuquerque e Erick Beltrão estavam em perfeito alinhamento na toada ‘Tuiçaua – A dança das Morubixaba’. (Foto: Junio Matos)

 A lenda indígena “Aningal”, de 2009,  dá o tom  da próxima encenação. A rainha do folclore, Cleise Cimas, mostra todo o bailado de realeza ao som de “Deusa da Cultura Popular”. Edmundo Oran convoca a galera a chamar pela rainha em um coro de “bela, deusa que impera. A falange ela lidera”. 

Cleise Cimas, mostra todo o bailado de realeza ao som de 'Deusa da Cultura Popular'. (Foto: Jeiza Russo)

Cleise Cimas, mostra todo o bailado de realeza ao som de ‘Deusa da Cultura Popular’. (Foto: Jeiza Russo)

 Prince do Caprichoso mais uma vez é chamado a versar. “A corja que vive no teu boi só quer dinheiro. Cultura não. Tentam ganhar de qualquer jeito para esconder a sujeira e a podridão”, diz os versos do amo do boi para o Garantido, tachado pelo amo de “maior ladrão da história”. 

Foto: Márcio Silva

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