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Meio Ambiente

Dois municípios do Amazonas lideram desmatamento na Amazônia em 2024, aponta Imazon

Desmatamento ilegal no Amazonas — Foto: Divulgaçã / Polícia Federal

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Somadas, áreas desmatadas em Apuí e Lábrea são de 277 quilômetros quadrados, o que equivale a 76 campos de futebol por dia.

Os municípios de Apuí e Lábrea, no interior do Amazonas, lideram os índices de desmatamento da Amazônia em 2024, segundo um estudo feito pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado na quinta-feira (28).

O levantamento utiliza dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), entre julho de 2024 e julho de 2025. Somadas, as áreas desmatadas nas duas cidades correspondem a 277 quilômetros quadrados. Isso equivale à devastação de 76 campos de futebol por dia – quase 30 mil nos últimos 12 meses.

Segundo a pesquisadora do Imazon, Larissa Amorim, os números relacionados ao desmatamento nas localidades vinham apresentando redução entre 2022 e 2023. O estudo mais recente, no entanto, registrou uma novo aumento.

“Agora tivemos esse leve aumento, o que alerta para a urgência em combater a derrubada nessas áreas mais pressionadas”, afirmou.

Os outros oito municípios que mais desmataram a Amazônia são Colniza, Marcelândia e União do Sul (MT), Uruará, Portel, Itaituba e Pacajá (PA) e Feijó (AC). Confira a tabela abaixo:

Ranking dos municípios que mais desmataram a Amazônia

Municípios Estado Área²
1º Apuí Amazonas 140 km²
2º Lábrea Amazonas 137 km²
3º Colniza Mato Grosso 124 km²
4º Marcelândia Mato Grosso 102 km²
5º Uruará Pará 91 km²
6º Partel Pará 89 km²
7º Feijó Acre 78 km²
8º Itaituba Pará 67 km²
9º União do Sul Mato Grosso 65 km²
10º Pacajá Pará 63 km²

➡️Degradação aumenta quase quatro vezes em 2025

Ainda conforme o Imazon, a degradação florestal cresceu quase quatro vezes em relação ao calendário anterior, passando de 8.913 km² entre agosto de 2023 e julho de 2024 para 35.426 km² entre agosto de 2024 e julho de 2025.

 

Diferente do desmatamento, que é a remoção completa da vegetação, a degradação ocorre quando a floresta é afetada pelo fogo ou pela extração madeireira.

“A degradação florestal fragiliza a floresta, aumenta a emissão de carbono e deixa a Amazônia ainda mais vulnerável, ameaçando sua biodiversidade e as populações locais. O salto que vimos em 2025 é um sinal de que precisamos olhar com mais atenção para esse tipo de dano”, alerta Manoela Athaíde, pesquisadora do Imazon.

O ranking dos estados que mais desmataram e mais degradaram a Amazônia entre agosto de 2024 e julho de 2025 segue a mesma ordem nos três primeiros lugares:

  • 🌳Pará
  • 🌳Mato Grosso
  • 🌳Amazonas

Juntos, esses estados foram responsáveis por 76% do desmatamento e 87% da degradação florestal na Amazônia nos últimos 12 meses.

 

Fonte: G1

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