Amazonas
VÍDEO: fogo em Cemitério do Tarumã reacende denúncias de descaso em Manaus
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a área de vegetação ao redor dos túmulos sendo consumidos pelas chamas
Manaus – Um princípio de incêndio registrado nesta sexta-feira (7) no Cemitério Municipal Nossa Senhora Aparecida, conhecido como Cemitério Tarumã, no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus, reacendeu a indignação de pessoas que tem familiares sepultados no local.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a área de vegetação ao redor dos túmulos sendo consumidos pelas chamas. As pessoas que estavam no cemitério e presenciaram a situação, pediram que aqueles que tem seus parentes enterreados fossem até o local.
O episódio ocorre em meio ao descumprimento de uma decisão da Justiça que determinava a regularização do licenciamento ambiental do cemitério. Mesmo após a ordem judicial, a Prefeitura de Manaus não adotou as medidas exigidas dentro do prazo e acabou sendo multada em R$ 500 mil pela Vara Especializada do Meio Ambiente.
Antes da aplicação da multa, a administração municipal tentou suspender a decisão. Em junho deste ano, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) pediu a suspensão da ordem que estabelecia prazo de 30 dias para a regularização e, como alternativa, solicitou a prorrogação por mais 180 dias. A Prefeitura alegou que havia iniciado o processo para contratar uma empresa especializada e que a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) não possuía equipe própria para realizar os estudos hidrogeológicos necessários.
Os argumentos, porém, foram rejeitados pela Justiça. Em 19 de junho, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) manteve a decisão de primeira instância e negou o pedido da Prefeitura. O desembargador Abraham Campos Filho destacou que o município não apresentou fundamentos suficientes para afastar a decisão assinada pelo juiz Moacir Pereira Batista, da Vara Especializada do Meio Ambiente.
A gestão municipal também sustentou que não havia comprovação técnica de danos ambientais concretos ou contaminação por necrochorume. No entanto, o desembargador ressaltou que a ausência de sinais visíveis de contaminação não elimina o risco ambiental.
Fonte: D24am

