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Justiça decretou a prisão preventiva de Belmiro Wellington Costa Xavier e Hudson Marcelo Vilela após manifestação favorável do Ministério Público.
Os policiais militares Belmiro Wellington Costa Xavier e Hudson Marcelo Vilela de Campos se apresentaram à polícia na noite de terça-feira (21), após a Justiça do Amazonas decretar a prisão preventiva dos dois. Eles são suspeitos de envolvimento na morte do jovem Carlos André de Almeida Cardoso, de 19 anos, durante uma abordagem no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste de Manaus.
A vítima foi atingida com um tiro no peito. Uma câmera de segurança registrou a abordagem que ocorreu no último domingo (19). Nas imagens, é possível ver o momento em que o jovem é cercado e agredido pelos policiais. Assista acima.
Em nota, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) informou que os dois policiais presos foram encaminhados ao Núcleo Prisional da corporação e devem passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (22). O g1 tenta localizar a defesa dos policiais.
No âmbito administrativo, a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM), conduzido pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD), para apurar a conduta dos agentes.
A prisão preventiva foi decretada após manifestação favorável do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM). O órgão apontou indícios de autoria e materialidade do crime, além da necessidade da medida para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.
O advogado da família, Alexandre Torres, se manifestou após a decretação da prisão preventiva dos envolvidos no caso. Em sua fala, ele ressaltou a importância da medida para garantir justiça às vítimas e destacou que novas investigações estão sendo alinhadas junto ao Ministério Público para apurar não apenas o crime principal, mas também relatos de perseguição e tortura contra familiares e amigos da vítima.
“Nós recebemos isso com muita serenidade, nós acreditamos que realmente é a melhor decisão, é o melhor caminho. Nada passará impune. E nós não vamos sossegar enquanto a justiça não for feita”, destacou o advogado.
O MPAM também recorreu de decisão anterior que havia concedido liberdade provisória a Belmiro Wellington Costa Xavier. No recurso, a promotora de Justiça Adriana Espinheira destacou a gravidade do caso e o risco de interferência na apuração.
O órgão também se manifestou a favor da prisão preventiva de Hudson Marcelo Vilela de Campos, com base em representação da autoridade policial responsável pelo caso.
O g1 questionou a Polícia Militar do Amazonas sobre o posicionamento em relação à decisão da Justiça, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).
Família diz que polícia alegou acidente, mas contesta versão
De acordo com familiares da vítima, o rapaz estava em uma motocicleta quando foi abordado por policiais militares por volta das 2h45. A mãe dele relatou que, ao chegar ao local, encontrou o filho caído no chão, com a moto ao lado. Segundo ela, os policiais inicialmente afirmaram que o jovem havia sofrido um acidente.
“Quando eu cheguei lá, eu fui desesperada pra cima do corpo. Falaram que eu não podia chegar perto, que ele tinha sofrido um acidente, colidido com a calçada e quebrado o pescoço. Até então, eu me conformei, fiquei lá esperando a perícia. Nisso que a perícia chegou, a primeira coisa que eles fizeram foi virar o corpo e apontar o tiro que ele tomou no peito”, disse a mãe.
Uma câmera de segurança registrou a abordagem. Nas imagens, é possível ver o momento em que o jovem é cercado e agredido pelos policiais. Segundo a mãe da vítima, testemunhas relataram que os agentes impediram pessoas de se aproximarem do local após os disparos.
“O que eles fizeram foi totalmente desumano. Eles não foram fazer uma abordagem, eles vieram para matar”, afirmou a mãe.
O irmão da vítima, que é tenente da Polícia Militar, também compareceu ao local. A ele, os policiais teriam contado outra versão: de que efetuaram disparos para o alto, mas a família questiona como o tiro teria atingido o peito do jovem.
Segundo o laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML), a morte foi causada por ferimentos por projétil de arma de fogo. Também foi constatada lesão no pulmão.
Fonte: G1
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