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Aporte de US$ 100 milhões na Mineração Taboca consolida a rota asiática de insumos críticos na Amazônia e evidencia a vantagem competitiva chinesa sobre os EUA
O anúncio de um ciclo de investimentos de US$ 100 milhões pela Mineração Taboca, sob nova gestão da China Nonferrous Trade Co. Ltd., posiciona o Amazonas no epicentro da disputa global por minerais estratégicos.
O aporte, previsto até 2028, visa dobrar a capacidade produtiva de estanho, nióbio e tântalo na mina de Pitinga, em Presidente Figueiredo, reforçando a hegemonia asiática no suprimento de matérias-primas para a indústria de alta tecnologia.
A movimentação ocorre em um cenário onde a China consolida sua influência logística e industrial na América Latina.
Enquanto os Estados Unidos buscam alternativas para reduzir a dependência de fornecedores orientais, a presença chinesa no polo industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM) e a integração com o porto de Chancay, no Peru, criam um corredor logístico que favorece o escoamento mineral do Amazonas para o mercado asiático.
Para o secretário de Energia, Mineração e Gás do Amazonas, Ronney Peixoto, o investimento demonstra a segurança institucional do estado e a confiança no potencial mineral local.
“A Mineração Taboca contribui diretamente para o fortalecimento da cadeia produtiva mineral, alinhando crescimento econômico com responsabilidade socioambiental”, afirmou.
Tecnologia e transição energética
O plano de expansão destina US$ 25 milhões para pesquisa mineral, com foco em novos alvos estratégicos e no reprocessamento de rejeitos, seguindo o conceito de economia circular.
Além dos minerais já explorados, a operação identifica potencial para zircônio e háfnio, elementos essenciais para a transição energética e a fabricação de semicondutores.
O vice-presidente executivo da Mineração Taboca, José Flávio Alves, destaca que o aporte impulsionará a competitividade da mina de Pitinga.
O projeto inclui US$ 20 milhões para modernização das plantas de beneficiamento e US$ 43 milhões para a atualização das fundições de tântalo e nióbio no Amazonas, e de estanho em São Paulo.
Hegemonia asiática no Amazonas
A consolidação da China como principal investidora na mineração amazonense reflete a dinâmica das importações do estado, onde o país asiático já lidera o fornecimento de componentes para o setor eletroeletrônico.
A distância comercial dos Estados Unidos em relação ao Amazonas acentua-se com este novo ciclo, que integra a extração de minerais críticos à robusta estrutura da Zona Franca de Manaus (ZFM).
Além da operação industrial, a Taboca prevê US$ 12 milhões em ações de ESG (ambiental, social e governança), visando melhorias na infraestrutura e no relacionamento com as comunidades de Presidente Figueiredo.
Fonte: BNC Amazonas
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