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Brasil

Polícia prende segundo suspeito de ter participado do ataque que causou morte de menina de 6 anos em SP

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A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (2) o segundo suspeito de ter participado do ataque a um carro que terminou com a morte de uma menina de 6 anos em Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo.

Segundo o delegado Marcelo Prado, responsável pela investigação, os dois suspeitos conheciam o pai da vítima e todos frequentavam a mesma oficina mecânica.

O segundo suspeito, de 29 anos, estava prestando depoimento quando foi feito o pedido da prisão. O homem alegou que no dia do crime estava na casa da sogra e ficou no local até 1h. No entanto, em depoimento, a sogra do suspeito afirmou que ele teria deixado o local por volta de 21h30. Ele negou ter envolvimento no crime.

A vítima, Helena Guimarães, foi morta quando estava dentro do carro com seu pai, um comerciante de 36 anos, no bairro Jardim Santa Rita, na noite de sexta-feira (29). Testemunhas disseram que ouviram os tiros e depois um outro carro passou disparando. O pai da criança também foi baleado.

A menina chegou a ser levada ao Hospital Infantil de Barueri com cerca de três disparos pelo corpo, mas não resistiu aos ferimentos. O pai continua internado.

Um rapaz de 24 anos foi preso na segunda-feira (1º), segundo a polícia, ele seria o mandate do crime. O advogado do homem nega que o cliente tenha participação no caso e, disse ainda, que ele sempre pegou dinheiro emprestado, mas nunca diretamente com o pai da vítima. A principal linha de investigação é de que o crime ocorreu por uma dívida de R$ 85 mil que o suspeito tinha com o pai da criança.

O delegado assistente do caso foi até o hospital ouvir o pai da menina, ele está consciente, mas afirmou que não consegue reconhecer o rosto da pessoa que atirou. Mas, segundo ele, um dos homens tinha dificuldades para andar, uma semelhança com o segundo suspeito que foi preso nesta terça.

Investigação

Policiais civis constataram que no local havia ao menos 14 balas de pistola. Devido ao alto número de tiros, a hipótese de latrocínio foi considerada improvável, segundo os investigadores.

Após ouvir testemunhas, a linha de investigação demonstrou que o pai da menina vinha fazendo empréstimos de dinheiro para várias pessoas, dentre elas o suspeito pelo crime.

“O empréstimo feito para o rapaz foi de R$ 66 mil e, como não foi pago, o valor aumentou para R$ 85 mil com vencimento exatamente na data do crime”, afirma o delegado Marcelo.

As testemunhas ouvidas, narrando várias situações particulares, mostraram que a morte do comerciante interessaria para o suspeito, como o modo mais fácil de resolver sua dívida, ressaltou Marcelo.

“Após o crime, ele [suspeito] foi visto portando arma de fogo, efetuando disparos para o alto e dizendo que acabara de fazer besteira, pretendendo fugir para o Paraguai. Enfim, com base no conjunto probatório, representamos e obtivemos a decretação da prisão temporária pelo prazo de 30 dias. O veículo utilizado na prática do crime foi identificado e a investigação prossegue no sentido de prender os demais coautores do crime”.
 
Foto: Reprodução: Facebook
Fonte: g1