Brasil
Bertioga, SP, tem volume recorde de chuva no país e meteorologista explica milímetros: ‘683 litros de água por metro quadrado’
Bertioga, no litoral de São Paulo, registrou um volume de chuva de 683 mm durante o temporal que castigou as cidades da Baixada Santista e Litoral Norte no último final de semana – é considerado o maior da história no país. Para muitos, no entanto, o índice pluviométrico é apenas um número. O g1 conversou, nesta terça-feira (21), com o meteorologista da Defesa Civil de Santos, Franco Cassol, que explicou o que significa e representa cada milímetro de chuva.
Segundo o profissional, a medida de chuva é feita em milímetros, que é uma unidade de comprimento, ou seja, 1.000 mm representa 1 metro. “A chuva é uma unidade de altura e a quantidade de milímetros representaria uma lâmina de água formada por essa chuva no local que está sendo medido. Por exemplo, 100 milímetros representaria uma lâmina de água de 100 milímetros de altura nessa região”.
A melhor forma para entender a medida de chuva, segundo Cassol, é converter de milímetros para volume. “Se a gente pensar em uma lâmina de 100 mm de altura em uma superfície de área no chão de 1 metro quadrado, isso representaria 100 litros de volume”.
Dessa forma, como choveu 683 mm em Bertioga, isso representaria um volume de água de 683 litros em uma superfície de um metro quadrado. “A cada metro quadrado [ são mais] de 600 litros de chuva é muita água para uma área muito pequena”.
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Guarujá, no litoral de São Paulo, registrou volume de chuva de aproximadamente 400 milímetros em menos de 24h — Foto: Addriana Cutino/g1
Escoamento é prejudicado
O meteorologista afirmou que toda essa água não fica no local, infiltra no solo e escorre para partes mais baixas, no entanto, por causa da grande quantidade de água é comum alagamentos e deslizamentos de morros.
“Com a maré alta, dificulta o escoamento. Uma das principais formas é escorrer [a água] para áreas mais baixas como o mar, mas, como tinha a maré alta, essa acabou segurando um pouco esse escoamento da água”, disse.
Cassol reforçou, portanto, que, com a maré elevada a capacidade de escoamento é reduzida. Não só isso, como o solo encharcado não permite mais a infiltração de água. “Ela tem que sair pelas laterais, procurar áreas mais baixas. No caso de Santos (SP) existem os canais que ajudam no escoamento”.
O meteorologista ressaltou que as ações de melhorias no sistema de drenagem e macrodrenagem das cidades são importantes para reduzir os danos em situações como essas. “Claro que todas cidades da região têm esse tipo de coisa [sistema de drenagem], mas nem todas são totalmente adequadas”.
Confira imagens dos danos causados pela tempestade nas cidades da Baixada Santista
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