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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, apresente em 48 horas as notas fiscais de contrato referente a um suposto estudo sobre “vulnerabilidades” nas urnas, divulgado na quarta-feira pelo partido.
O ministro quer ter acesso ao contrato firmado com o responsável pelo documento e quer saber também quanto foi gasto pela legenda.
O despacho de Moraes foi dado no inquérito das fake news, em que o caso foi incluído após o PL publicar o documento sobre supostos problemas na urna eletrônica.
Chamado de “Resultados da Auditoria de Conformidade do PL”, o parecer que veio a público nesta quarta-feira, com base em ilações, afirma haver um “quadro de atraso” no TSE em relação a “medidas de segurança da informação”, o que geraria “vulnerabilidades relevantes”. Segundo o documento, essas falhas podem “resultar em invasão interna ou externa nos sistemas eleitorais, com grave impacto nos resultados das eleições de outubro”.
Logo depois da divulgação do documento, o TSE disse que as afirmações do partido são falsas, mentirosas, fraudulentas e visam tumultuar as eleições.
A divulgação do relatório pelo PL ocorre no momento em que Bolsonaro voltou a elevar o tom das acusações infundadas ao TSE e a fazer questionamentos, sem qualquer prova, sobre a integridade das urnas eletrônicas. Bolsonaro tem indicado que, caso não vença, deve contestar o resultado da votação.
CRISTIANO MARIZ / Agência O Globo
*O Globo
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