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	<title>voo 1907 - Portal NDC</title>
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	<description>Sempre em Cima da Notícia</description>
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		<title>Mekaron nhyrunkwa, a cidade dos espíritos do voo 1907</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jul 2022 21:52:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cidade dos espíritos]]></category>
		<category><![CDATA[Mekaron nhyrunkwa]]></category>
		<category><![CDATA[voo 1907]]></category>
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					<description><![CDATA[No dia 29 de setembro de 2006, um Boeing da Gol 737-800, que fazia o voo 1907, chocou-se contra um jato Legacy 600, causando a morte de 154 pessoas e que caiu em uma área de mata no norte do Mato Grosso. O Boeing da Gol saiu de Manaus com destino ao Rio de Janeiro, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-2122652887" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>No dia 29 de setembro de 2006, um Boeing da Gol 737-800, que fazia o voo 1907, chocou-se contra um jato Legacy 600, causando a morte de 154 pessoas e que caiu em uma área de mata no norte do Mato Grosso.<br /><br />O Boeing da Gol saiu de Manaus com destino ao Rio de Janeiro, mas faria uma escala em Brasília. Já o jato Legacy, saiu de São José dos Campos, em São Paulo, às 14h51, e faria uma parada em Manaus, com destino final os Estados Unidos. <br /><br />Ao se chocar com a asa do jato Legacy, o avião acabou se despedaçando no ar, matando todos os tripulantes.<br /><br /></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4972" src="https://quetudiz.com.br/wp-content/uploads/2022/07/29833631582_da37932939_o.jpg" alt="" width="1080" height="718" /></p>
<h5>Foto: Reprodução/Força Aérea Brasileira</h5>
<div class="ebd-block   " data-type="text">
<p>Os destroços ficaram espalhados após a queda do Boeing e atingiram 1.000 m², uma circunferência com raio de 20 km, em uma área cujo município mais próximo é Peixoto de Azevedo, distante 740 km de Cuiabá. Este é considerado o segundo maior acidente aéreo da história brasileira.</p>
<p>Na área onde o acidente aconteceu, ficava a comunidade Kayapó que vive nas aldeias da terra indígena Capoto-Jarina, no norte do Mato Grosso.</p>
</div>
<div class="ebd-block   " data-type="heading">
<h4>Mekaron nhyrunkwa, a cidade dos espíritos</h4>
</div>
<div class="ebd-block   " data-type="text">
<p>Com a queda do Boeing, os destroços acabaram prejudicando a área, além da contaminação por querosene, derramado pelo avião, deixando o uso da terra impróprio. Lembrando que a área afetada foi de 1.000 m², o que corresponde a 1/6 da região da terra indígena Capoto-Jarina.</p>
<p>Entretanto, os prejuízos não foram apenas físicos, mas também espirituais. Isso segundo as crenças dos Kayapó, uma vez que na área onde exista o<em data-redactor-tag="em" data-verified="redactor"> Mekaron nhyrunkwa</em>, não se pode ser mais habitada.</p>
<p>De acordo com as histórias dos Kayapó,<em data-redactor-tag="em" data-verified="redactor"> Mekaron nhyrunkwa</em>, significa casa ou cidade dos espíritos. É uma área considerada sagrada, quase nunca frequentada, onde estão os espíritos dos mortos. Após o acidente, os indígenas deixaram de consumir o mel de abelha da região, além de não poderem mais caçar por ali nem fazer roças. Para piorar, uma das 12 aldeias precisou mudar de lugar por causa do <em data-redactor-tag="em" data-verified="redactor">M</em><em data-redactor-tag="em" data-verified="redactor">ekaron nhyrunkwa.</em></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4973" src="https://quetudiz.com.br/wp-content/uploads/2022/07/b2ap3_large_sjdnsa.jpg" alt="" width="936" height="618" /></p>
<h5>Foto: Gilvan Barreto</h5>
<div class="ebd-block   " data-type="text">
<p>Mas foi somente em 2010 que os indígenas procuraram a Gol, pedindo a retirada dos destroços, para que a terra ficasse menos impura, lembrando que os responsáveis pela retirada dos destroços são as companhias aéreas. A Gol ignorou o pedido.</p>
<p>Segundo o cacique Megaron Txucarramãe, a interdição do espaço era considerada duradoura, &#8220;<em data-redactor-tag="em" data-verified="redactor">kayoikot&#8221;</em>, ou seja, para sempre.</p>
<p>Devido às solicitações, surgiu então, uma proposta de indenização por danos espirituais, a primeira a ser realizada pelo direito brasileiro. </p>
<p>O inquérito civil público foi aberto em 2014, o Ministério Público Federal (MPF) montou uma comissão para debater os impactos ambientais e espirituais provocados pela queda do avião na terra indígena.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4974" src="https://quetudiz.com.br/wp-content/uploads/2022/07/b2ap3_large_saasskfsf.jpg" alt="" width="931" height="616" /></p>
</div>
<div class="ebd-block   " data-type="image">
<h5 class="eb-image style-clear">Foto: Gilvan Barreto</h5>
<p>Diversas reuniões foram realizadas para decidir qual o veredito do inquérito. As tratativas do acordo extrajudicial duraram dois anos e contaram com encontros com lideranças espirituais que relataram sobre a privação da área, considerada agora uma casa dos espíritos. </p>
<p>Em uma das reuniões, a liderança espiritual da etnia, Bedjai Txucarramae, afirmou que os indígenas não devem nem mesmo circular pela área, sobretudo à noite, horário em que os Kayapó acreditam que os espíritos saem pela mata (segundo a crença da etnia, os espíritos temem a luz do dia).</p>
<p>Em uma reunião realizada em junho de 2016, os advogados da Gol Linhas Aéreas informaram que a retirada dos destroços era inviável em razão dos custos e da logística necessária, assim como pelos danos ambientais que seriam causados com esse trabalho.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4975" src="https://quetudiz.com.br/wp-content/uploads/2022/07/b2ap3_large_voo1907.jpg" alt="" width="1080" height="718" /></p>
<h5>Foto: Agência Pública</h5>
<p>Com isso, em 8 de novembro de 2018, os indígenas propuseram uma indenização de R$ 4 milhões a ser destinada ao Instituto Raoni, com o objetivo de que fossem empregados em favor da comunidade indígena e &#8220;pela luta dos povos indígenas&#8221;. Segundo o procurador responsável, Wilson Rocha Fernandes Assis, de Barra do Garças, não houve contraproposta por parte da Gol Linhas Aéreas.</p>
<p>Ao fim da reunião, o procurador de Barra do Garças solicitou uma perícia antropológica dos danos causados ao povo Kayapó em decorrência da queda da aeronave e a análise sobre a inviabilização do uso de cerca de 1200 km² da Terra Indígena Capoto-Jarina. A perícia foi finalizada em dezembro de 2016 e o dinheiro foi depositado.</p>
<p>Foto: Gilvan Barreto</p>
<p>Fonte: Portal Amazônia</p>
</div>
</div>
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