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		<title>Foto registra interação de botos com anaconda na Bolívia: &#8216;brincadeira&#8217;, diz pesquisador da UFRGS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 May 2022 11:41:41 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Omar Machado Entiauspe Neto, de 24 anos, e dois colegas registraram a interação de dois botos com uma anaconda em um rio da Bolívia. As imagens são de um estudo publicado pela revista científica &#8220;Ecology&#8221;, dos Estados Unidos.<br /><br />O biólogo é mestrando em Biologia Animal na UFRGS e trabalhou com os cientistas Steffen Reichle e Alejandro dos Rios, de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.<br /><br />Reichle e Rios estavam no rio Tijamuchin, na região de Beni, próximo a Rondônia, em agosto de 2021, quando foi feito o registro. As interações entre os botos e as cobras sucuris são consideradas difíceis de se observar.<br /><br />&#8220;Eles foram perceber essa interação entre os botos e a sucuri bem depois, quando eles estavam vendo as fotos&#8221;, diz Omar.<br />Na análise, os pesquisadores afirmam que, possivelmente, a cobra já estava morta quando foi fotografada e que não serviria de alimento para os golfinhos.<br /><br />&#8220;A gente sabe que os botos se alimentam de peixes e crustáceos, que são animais bem pequenos. Apesar de eles serem animais grandes, de até dois metros, o diâmetro da boca deles não permite que comam animais muito grandes&#8221;, explica.<br /><br />Os botos, acreditam os cientistas, estavam brincando com o animal, como um item lúdico, possivelmente de ensino. O estudo aponta que futuras observações, análises da dieta dos golfinhos e armadilhas fotográficas podem ajudar a compreender o comportamento registrado no rio.<br /><br />&#8220;Talvez tenha um papel social essa brincadeira dos golfinhos, talvez para ensinar aos filhotes o que seria uma serpente ou até um método de aprendizagem mesmo&#8221;, comenta Omar.<br />Como Reichle trabalha na área de conservação, Omar contribuiu com o seu conhecimento sobre as serpentes no artigo. O resultado do estudo foi noticiado pelo jornal americano The New York Times nesta semana.<br /><br />O jovem fez pesquisas na Bolívia, analisando serpentes conservadas em coleções no país vizinho. Atualmente em Pelotas, no Sul do estado, ele prossegue o estudo de seu mestrado.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1005" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2022/05/dsc9505.jpg" alt="" width="1008" height="654" /></p>
<p>Por Gustavo Chagas, g1 RS</p>
<p>Foto: Alejandro dos Rios/Divulgação</p>
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