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	<title>Thais Medeiros de Oliveira - Portal NDC</title>
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	<title>Thais Medeiros de Oliveira - Portal NDC</title>
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		<title>O que explica a alergia que deixou garota em estado grave após sentir cheiro de pimenta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 12:26:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Thais Medeiros de Oliveira]]></category>
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					<description><![CDATA[Internada desde 17 de fevereiro, após ter apresentado uma reação alérgica somente por sentir o aroma de pimenta bode enquanto cozinhava com o namorado, Thais Medeiros de Oliveira, de 25 anos, não apresenta resposta neurológica, embora esteja sem sedação. De acordo com o último boletim médico, divulgado no domingo (5), a jovem encontra-se internada na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1054142169" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Internada desde 17 de fevereiro, após ter apresentado uma reação alérgica somente por sentir o aroma de pimenta bode enquanto cozinhava com o namorado, Thais Medeiros de Oliveira, de 25 anos, não apresenta resposta neurológica, embora esteja sem sedação. <br /><br />De acordo com o último boletim médico, divulgado no domingo (5), a jovem encontra-se internada na UTI, traqueostomizada e com apoio de ventilação mecânica. A pedido dos familiares, a Santa Casa de Anápolis (GO), hospital em que a paciente está internada, não divulgou mais o estado de saúde dela.</p>
<p>Fabiana Mascarenhas, alergista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que a alergia a pimenta é um quadro raro; é mais comum o quadro de irritação nas mucosas das vias respiratórias, provocado pela capsaicina, substância presente na maioria das pimentas, relacionada ao ardor do alimento, e com reações mais leves.</p>
<p>De acordo com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), vinculada ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), a picância da pimenta bode pode atingir 200 mil unidades Scoville (escala usada para medir a picância das pimentas), e ela é considerada extremamente picante, superando a ardência das pimentas dedo-de-moça e jalapeño.</p>
<p>Porém, tal ardência não definiria um quadro alérgico, uma vez que a manifestação ocorre em virtude da reação à proteína do alimento — e não à sua picância.</p>
<p>Embora seja rara, a alergia ao tempero, assim como a qualquer outro alimento, pode ser desenvolvida em qualquer fase da vida, a qualquer idade.</p>
<p>Mesmo pessoas que já tenham ingerido determinado alimento anteriormente estão sujeitas a ter alergia, pois nesses casos ocorre uma &#8220;desregulação&#8221; do sistema imunológico do entendimento do que seria normal e estranho, de acordo com a médica Brianna Nicolletti, alergista e imunologista do Hospital Albert Einstein.</p>
<p>&#8220;Diante do contato com a estrutura do alimento (por pele, mucosa ou inalado), se ela for entendida imunologicamente como &#8216;alergênica&#8217; e estranha, ocorre uma resposta com a produção de anticorpos contra a proteína daquele alimento (chamado de IgE), o que gera um processo inflamatório. A intensidade desse processo depende do quão sensível (alérgica) a pessoa é e se ela já estava previamente inflamada (por outro motivo)&#8221;, elucida Brianna.</p>
<p>As alergistas explicam que o tipo da pimenta não definirá a reação, assim como o tipo da pimenta não tem nenhuma relação com a frequência do quadro, sendo algo exclusivo entre a percepção do sistema imunológico quanto à proteína alimentar. </p>
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<div class="toolkit-image-container__edges edges"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="toolkit-image-container__image croppable" title="Pimenta bode é considerada mais picante que as pimentas dedo-de-moça e jalapeño" src="https://img.r7.com/images/pimenta-bode-06032023135741736?dimensions=771x420&amp;&amp;amp;&amp;amp;resize=771x420&amp;amp;crop=650x354+70+0&amp;amp;&amp;amp;resize=771x420&amp;amp;crop=650x354+70+0" alt="Pimenta bode é considerada mais picante que as pimentas dedo-de-moça e jalapeño" width="771" height="420" />
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<h4 class="toolkit-image-container__caption legend_box  ">Pimenta bode é considerada mais picante que as pimentas dedo-de-moça e jalapeño</h4>
<span class="toolkit-image-container__credit credit_box ">MILZA MOREIRA LANA / EMBRAPA HORTALIÇAS &#8211; 06.03.2023</span></div>
</div>
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<h3 class="content">Manifestações</h3>
</div>
<p>Podem ser três as formas de desenvolver uma reação alérgica: toque, mucosas (ingestão) ou pelas vias aéreas, como foi o caso de Thaís.</p>
<p>A partir da sensibilidade do sistema imune e da quantidade de proteínas daquele alimento ao qual foi exposto, o organismo passa a produzir o IgE e a manifestar os sintomas.</p>
<p>A gravidade do quadro, entretanto, dependerá da resposta de cada um, ressalta Fabiana; as de pior diagnóstico são aquelas que causam anafilaxia e comprometem mais de um sistema (respiratório, cardíaco, neurológico ou gastrointestinal). </p>
<p>Os quadros anafiláticos expressam um conjunto de sinais de reação imediata (de minutos a poucas horas após o contato), com manifestações graves, sistêmicas, generalizadas e potencialmente fatais. </p>
<p>Os choques anafiláticos costumam apresentar sintomas na pele (vermelhidão, coceira e inchaço) e/ou respiratórios (tosse, chiado no peito e falta de ar), gastrointestinais (dor na barriga, diarreia, vômitos), cardiovasculares (hipotensão) e neurológicos (desmaio, sonolência). Por se tratar de um quadro grave, deve ser administrada prontamente adrenalina de forma intramuscular.</p>
<p>Já o inchaço na garganta, que impede a passagem de ar (edema de glote), pode evoluir de forma rápida.</p>
<p>Em casos de suspeita, é necessário levar o paciente ao pronto-atendimento mais próximo.</p>
<p>Brianna recomenda a essas pessoas que sejam mantidas deitadas, com as pernas elevadas, para facilitar a circulação sanguínea, assim como observar os sinais vitais, monitorando batimentos cardíacos e respiração para verificar a necessidade de massagem cardíaca.</p>
<p>A dificuldade em respirar, eventualmente, pode levar à necessidade de uma traqueostomia para facilitar o acesso de ar aos pulmões. </p>
<p>Brianna afirma que, independentemente da alergia, é importante que haja o reconhecimento dos sintomas, que podem incluir rouquidão, sensação de coceira ou &#8220;bolo&#8221; na garganta, dificuldade para respirar, chiado ou barulho estridente durante a respiração, sensação de aperto no peito e dificuldade para falar.</p>
<p>Além disso, outros sintomas, como urticária, com vermelhidão ou comichão na pele, olhos e lábios inchados, língua inchada ou aumentada, conjuntivite ou lacrimejamento ocular ou crise de asma podem ocorrer.</p>
<p>Fabiana complementa que, em todos os casos, a busca por pronto-atendimento médico é imprescindível, visto que não há nenhuma garantia de que a reação será leve ou evoluirá com gravidade.</p>
<p>A partir da constatação e do diagnóstico da alergia, os profissionais definirão com o paciente o plano de ação para novas exposições ao componente e para novas reações e sugerirão a medicação a ser administrada nessas ocasiões, enquanto a pessoa busca atendimento médico.</p>
<p>As especialistas afirmam que alguns quadros podem provocar piores evoluções na reação alérgica, como a asma.</p>
<p>Deve ser levado em consideração que uma pessoa que já possui uma alergia pode ter, também, predisposição a outros quadros alérgicos devido a essa desregulação do sistema imune.</p>
<p>Além disso, pode haver a manifestação por &#8220;reações cruzadas&#8221;, quando os componentes estruturais de um alimento são parecidos com os do alimento causador da alergia, o que desencadeia uma nova manifestação.</p>
<p>&#8220;Para quem não possui alergia diagnosticada, é importante sempre valorizar os primeiros sintomas, desde seu aparecimento, para acompanhar a evolução e ter o melhor tratamento possível&#8221;, finaliza a alergista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.</p>
<p><strong>Intolerância ou alergia alimentar? Veja a diferença entre essas condições</strong></p>
<p><b>Qual a diferença entre alergia e intolerância alimentar? </b>A nutricionista Franciele Trevisan explica que na alergia alimentar ocorre uma reação quase instantânea ao alimento. Já a intolerância alimentar é ocasionada pela sensibilidade a alguma substância, não tendo reação instantânea e podendo gerar desconforto durante dias. Como o corpo está em constante mudança, a nutricionista afirma que é possível desenvolver sensibilidade a alguns alimentos durante a vida</p>
<p><em>Leia mais no R7</em></p>
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