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	<title>síndrome de Down - Portal NDC</title>
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	<title>síndrome de Down - Portal NDC</title>
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		<title>Peruano é preso suspeito de estuprar jovem com síndrome de Down no AM</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/peruano-e-preso-suspeito-de-estuprar-jovem-com-sindrome-de-down-no-am/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Nov 2024 16:54:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[abusado sexualmente]]></category>
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					<description><![CDATA[Investigações começaram na segunda-feira (25), quando o pai da vítima registrou um Boletim de Ocorrência na delegacia, relatando que seu filho havia sido abusado sexualmente. Um peruano, de 46 anos, foi preso na sexta-feira (29) suspeito de estuprar um jovem com síndrome de Down, de 22 anos, em Atalaia do Norte, no interior do Amazonas. [&#8230;]]]></description>
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<p>Investigações começaram na segunda-feira (25), quando o pai da vítima registrou um Boletim de Ocorrência na delegacia, relatando que seu filho havia sido abusado sexualmente.<br /><br />Um peruano, de 46 anos, foi preso na sexta-feira (29) suspeito de estuprar um jovem com síndrome de Down, de 22 anos, em Atalaia do Norte, no interior do Amazonas. Segundo a Polícia Civil, a prisão ocorreu quatro dias após o início das investigações.<br /><br />Segundo o delegado Weslei Zarate, as investigações começaram na segunda-feira (25), quando o pai da vítima registrou um Boletim de Ocorrência na delegacia, relatando que seu filho havia sido abusado sexualmente pelo companheiro da avó do jovem.<br /><br />&#8220;O pai informou que o crime aconteceu no dia 8 de novembro, na residência onde a vítima morava. Na ocasião, o jovem estava sozinho, momento em que o autor chegou e aproveitou a situação para cometer o abuso. No entanto, o pai só teve conhecimento do ocorrido no dia em que fez a denúncia&#8221;, explicou.<br /><br />Além disso, a vítima relatou à tia que, sempre que visitava a casa da avó, o homem tentava assediá-lo.<br /><br />Na terça-feira (26), a equipe iniciou a coleta de informações, depoimentos de testemunhas e demais oitivas para esclarecer o caso. Com base nas evidências, na quarta-feira (27), a polícia solicitou à Justiça a prisão preventiva do autor, que foi decretada pelo Poder Judiciário.<br /><br />A ordem foi cumprida nesta sexta-feira, quando o suspeito foi localizado e preso na BR-307, em Atalaia do Norte.<br /><br />O homem foi autuado por estupro de vulnerável e será submetido a uma audiência de custódia. Ele permanecerá à disposição da Justiça.<br /><br /><br /><br /><br />Fonte: G1</p>
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		<title>Artistas com Down contrariam previsões e viram inspirações</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/artistas-com-down-contrariam-previsoes-e-viram-inspiracoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Mar 2024 12:48:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mano Down]]></category>
		<category><![CDATA[síndrome de Down]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje é dia Internacional da Síndrome de Down As tintas que saem das mãos e dos pincéis do artista plástico brasiliense Lúcio Piantino, de 28 anos, trazem uma linguagem abstrata e de sentido humano e inclusivo concreto. O rapaz, multiartista, também atua, dança e faz do palco uma própria casa. Ali, ele encarna palhaço, drag queen e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-413721223" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Hoje é dia Internacional da Síndrome de Down</p>
<p>As tintas que saem das mãos e dos pincéis do artista plástico brasiliense Lúcio Piantino, de 28 anos, trazem uma linguagem abstrata e de sentido humano e inclusivo concreto. O rapaz, multiartista, também atua, dança e faz do palco uma própria casa. Ali, ele encarna palhaço, <em>drag queen</em> e sempre amando tudo o que faz. No momento, outra felicidade é que está no caminho de concluir o ensino médio, que chegou a desistir no passado porque viu em escolas lugares hostis para pessoas com Síndrome de Down como ele.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1586542&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1586542&amp;o=node" /></p>
<p>“Eu sofri preconceito dentro da escola por ter síndrome de Down. Quando eu era adolescente, minha mãe me levou a pintar. E eu comecei a minha carreira de artista plástico”, afirmou Piantino em entrevista àAgência Brasil. Aliás, o momento de dificuldades é relembrado como um “marco” pela mãe, a produtora cultural e professora Lurdinha Danezy, de 65 anos.</p>
<p>Ela recorda que, aos 12 anos de idade, o menino pediu uma reunião familiar para se queixar da escola.</p>
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<div style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="flex-fill img-cover" title="Lúcio Piatino/Arquivo Pessoal" src="https://imagens.ebc.com.br/idASuPnsscuwHf0LA8clani4Bxc=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/03/21/lucio13.jpg?itok=_VLCJirk" alt="Brasília (DF) 21/03/2024 - As tintas que saem das mãos e dos pincéis do artista plástico brasiliense Lúcio Piantino, de 28 anos de idade, trazem uma linguagem abstrata e de sentido humano e inclusivo tão concreto. O rapaz, multiartista, também atua, dança e faz do palco uma própria casa. Ali encarna palhaço, drag queen e amando tudo o que faz.
Foto: Lúcio Piatino/Arquivo Pessoal" width="754" height="754" /><p class="wp-caption-text">Lúcio Piantino e sua mãe, Lurdinha Danezy: unidos em torno da arte &#8211; Foto &#8211; Lúcio Piatino/Arquivo Pessoal</p></div>
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<p>“Ele disse que não queria mais sofrer. Aí, eu o levei para o meu ateliê e comecei a dar material para ele pintar”. O artista nunca mais parou. Em telas, lonas, muros…“O primeiro quadro que eu pintei foi o <em>Homem Quebrado</em>. Eu peguei uma lona grande, de dois metros”, recorda o rapaz.</p>
<p>E acrescenta: “quando recebi o diagnóstico da síndrome de Down, me falaram que ele iria demorar para andar e falar, e que dificilmente iria conseguir estudar. Eu aceitei o diagnóstico, mas recusei terminantemente o prognóstico de deficiência”, recorda a mãe.</p>
<p>Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde, a Síndrome de Down é genética e determinada pelo fato de a pessoa nascer com um cromossomo a mais (47 e não 46). Entre os traços característicos, estão olhos semelhantes aos orientais, nariz menor e rosto arredondado, além de orelhas e mãos pequenas e pescoço curto e grosso. </p>
<p>Lurdinha lembra que o filho teve um desenvolvimento motor muito próximo das crianças da idade dele. “Ele começou a ler com quatro anos de idade. Com seis, ele  estava alfabetizado. Mas tivemos muitos problemas em escolas privadas”. Ela lamenta, inclusive, que o filho tenha sido recusado em colégios de Brasília. </p>
<h2>Peculiaridades</h2>
<p>A trajetória do garoto artista foi descrita pela mãe em dois livros. Uma parceira de pesquisa foi a psicóloga Elizabeth Tunes, com quem escreveu <em>Cadê a Síndrome de Down que estava aqui?</em> No ano passado, lançou o livro <em>Meu Filho é um Artista. Lutas, Vivências e Conquistas na Síndrome de Down. </em>Já são quatro edições. </p>
<p>A psicóloga enfatiza que toda pessoa tem sua peculiaridade. “Cada aluno é de um jeito. O grande mestre da criança em casa é o exemplo. Então, se você tem pais leitores, a chance de você ter filhos leitores é altíssima. Criação só existe em estado de liberdade”, afirma a pesquisadora. Ela analisa que é necessário não priorizar a síndrome, mas sim a criança.  Nós precisamos só organizar o ambiente para que ela [a criança] tenha todos os estímulos para percorrer os caminhos que escolheu”.</p>
<p>Neste mesmo sentido, entidades sem fins lucrativos e especializadas como as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) entendem que a cultura e o esporte são fundamentais para inclusão de pessoas com Síndrome de Down. </p>
<p>De acordo com a diretora nacional de assistência social da Federação Nacional das Apaes, Ivone Maggioni, a arte e o esporte são estratégias que desenvolvem habilidades específicas e sociais, incluindo relacionamento entre as pessoas, de vínculos entre os envolvidos e autoestima. “A Apae [Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais] desenvolve essas atividades por meio das políticas públicas. Há entidades em 2,2 mil municípios”. A diretora enfatiza que outra estratégia é de empoderamento das famílias e o fortalecimento de vínculos da rede familiar.</p>
<h2>Carreira</h2>
<p>No caso de Lúcio, quando a mãe viu o menino pintar em estilo abstrato, ela se surpreendeu e resolveu mandar para artistas. O rapaz, assim, já contabiliza 16 anos de carreira, mais de 200 quadros e “inúmeras” exposições, inclusive em museu na Itália. </p>
<p>Mais recentemente, o garoto, que gostava de teatro na infância, foi para os palcos com textos da mãe. Entre as peças, <em>Xaxará e Limonada</em>, que é um espetáculo de palhaçaria, e <em>Somos Como Somos e Não Cromossomos</em>, um espetáculo solo. Nessa peça, ele faz quatro personagens. A direção é da dramaturga Mônica Gaspar, pesquisadora em curso de doutorado sobre a utilização do teatro para pessoas com deficiência.</p>
<p> Para ela, a diferença entre pessoas atípicas e convencionais no palco está no tempo necessário para a realização do trabalho. “Eu consegui criar o meu método de trabalho a partir da pessoa que contracena com o Lúcio, por exemplo”. Ela explica que, nesse método, o texto anterior ao da pessoa atípica deve oferecer dicas para a fala do ator com <em>down</em>, por exemplo.</p>
<p> “A gente tenta diminuir o máximo possível o nosso capacitismo, principalmente frente a uma plateia ávida por classificar pessoas com deficiência. Eu vejo uma evolução muito grande dele”, diz Mônica.</p>
<h2>Palhaço e drag</h2>
<p>Aliás, no próximo dia 24, Lúcio vai encenar no Festival de Cultura Inclusiva, em Brasília, dois espetáculos. Um é o de palhaçaria e o outro é o <em>Conversa de Drags</em>. Para a mãe, tudo o que o filho conquistou é uma resposta a quem não confiou ou arriscou previsões ruins. “A deficiência intelectual na Síndrome de Down é social, histórica e culturalmente construída”, observa a mãe. </p>
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<div style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="flex-fill img-cover" title="Lúcio Piatino/Arquivo Pessoal" src="https://imagens.ebc.com.br/CIcLTR7oSlpF5AlGKOY37F2-JRw=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/03/21/lucio7.jpg?itok=VaSHILwz" alt="Brasília (DF) 21/03/2024 - As tintas que saem das mãos e dos pincéis do artista plástico brasiliense Lúcio Piantino, de 28 anos de idade, trazem uma linguagem abstrata e de sentido humano e inclusivo tão concreto. O rapaz, multiartista, também atua, dança e faz do palco uma própria casa. Ali encarna palhaço, drag queen e amando tudo o que faz.
Foto: Lúcio Piatino/Arquivo Pessoal" width="754" height="502" /><p class="wp-caption-text">Lúcio Piantino, de 28 anos, encarna palhaço e drag queen. Foto: Lúcio Piatino/Arquivo Pessoal</p></div>
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<p>No palco ou nas telas, o artista diz que o mais inspirador está na família e nos amigos. As artes estão unidas. “A minha lona de cinco metros virou o cenário da minha peça”. Depois de encerrar o ensino médio, quer fazer o curso superior em artes. </p>
<h2>Música</h2>
<p>Outro apaixonado pelo palco é o mineiro Eduardo Gontijo, ou <em>Dudu do Cavaco</em>, de 33 anos de idade. O músico toca 10 instrumentos de percussão e, nesta quinta-feira (21), Dia de Conscientização sobre a Síndrome de Down, se apresenta com a cantora Roberta Sá, em show no Teatro Unimed, em Brasília. Ele recorda que pegou gosto pela música desde os cinco anos de idade. Desde então, vive em diferentes ritmos. Samba, pagode, música popular brasileira.  “No palco, eu me sinto com energia boa e levando amor para as pessoas”, revela.</p>
<p>Esse amor ele sentiu dentro de casa. Foi o irmão, o advogado Leonardo Gontijo, de 45 anos, 12 anos mais velho que o caçula da família, se viu incomodado com a exclusão e falta de informações sobre pessoas com Síndrome de Down. “Os médicos, quando meu irmão nasceu, chegaram a dizer que ele não iria andar ou falar”, recorda. </p>
<p>Ele criou uma Organização Não Governamental (ONG), a Mano Down com a finalidade de apoiar as pessoas nessa condição com diferentes ações de inclusão, da educacional ao mercado de trabalho.</p>
<p>“A gente atende mil famílias. Em 1990, a expectativa de vida das pessoas com Down era de menos de 25 anos. Agora, já são 60 anos. A alfabetização, que em 1990 era menos de 10%, continua a mesma”, afirma.</p>
<h2>Sensibilizar</h2>
<p>Gontijo entende que a principal função é sensibilizar. “A gente só muda um preconceito com um novo conceito. No caso do Dudu, 17 escolas negaram o direito de ele estudar. A nossa principal bandeira hoje é a escola inclusiva”, salienta. Assim como quer o <em>Dudu do Cavaco</em>. Além de mais músicas gravadas e shows, o instrumentista tem sonhos.</p>
<p> “Quero fazer mais palestras com meu irmão para contar nossas histórias. Quero ter um filho com a minha esposa (com quem está casado há dois anos). E outro grande sonho que eu tenho é tocar com o rei Roberto Carlos”, revela. O músico diz que está preparadíssimo para as emoções que vêm por aí.</p>
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<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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		<title>Cafeteria em São Paulo é comandada por pessoas com síndrome de Down</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/cafeteria-em-sao-paulo-e-comandada-por-pessoas-com-sindrome-de-down/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 13:06:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão Social]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[síndrome de Down]]></category>
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					<description><![CDATA[O sonho de Jéssica Pereira da Silva, de 31 anos, era abrir um restaurante. A ideia se consolidou com o Bellatucci Café, localizado em Pinheiros, na capital paulista. Dessa forma, ela se tornou a primeira empreendedora com síndrome de Down a se formalizar no Brasil. Nesta terça-feira (21) é celebrado o Dia Mundial da Síndrome de Down. A [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-2212935514" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>O sonho de Jéssica Pereira da Silva, de 31 anos, era abrir um restaurante. A ideia se consolidou com o Bellatucci Café, localizado em Pinheiros, na capital paulista. Dessa forma, ela se tornou a primeira empreendedora com síndrome de <em>Down</em> a se formalizar no Brasil. Nesta terça-feira (21) é celebrado o Dia Mundial da Síndrome de <em>Down</em>. A data é reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2012 e faz referência aos três cromossomos no par 21, que caracterizam a condição genética. <img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1517647&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1517647&amp;o=node" /></p>
<p>“Meu sonho era abrir um restaurante, mas minha irmã e minha mãe disseram que restaurante era muito difícil e resolvemos abrir um café. O café mudou minha vida. Ficava muito em casa, assistia muita televisão. Agora chego em casa 7h da noite, trabalho de segunda a sábado”, contou Jéssica.</p>
<p>O gosto por cozinhar veio ao observar a própria mãe e se tornou profissão com o curso de Técnico em Gastronomia no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Já formada, Jéssica teve a certeza de que queria ter um empreendimento na área de alimentação. Nas redes sociais, Jéssica conta sua rotina no café</p>
<p><blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/CpS-drmpKYt/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/CpS-drmpKYt/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; 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<p>“Gostava de ver a minha mãe mexendo com as panelas, as facas e comecei a ajudar a arrumar a mesa, fazer suco, sobremesa, salada e aí apaixonei”, disse. Na cafeteria, Jéssica serve doces, tortas e cafés. “Faço bolo de pote, brigadeiro, pão de mel, crepe. Cozinhamos todos os dias, vendemos tudo fresco e trabalhamos juntos, minha família toda me ajuda com o café”.</p>
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<div class="shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100"><img decoding="async" class="flex-fill img-cover" title="Fernando Frazão/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/jzThnePsOQlD_fbf7SSaVCS2IpQ=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/_mg_3060.jpg?itok=4VVehw1a" alt="São Paulo (SP), 20/03/2023 - O barista Philippe Tavares, 31 anos, que tem síndrome de Down, trabalha na Bellatucci Café, uma cafeteria inclusiva. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" /></div>
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<h6 class="meta">O barista Philippe Tavares, 31 anos, trabalha na Bellatucci Café, uma cafeteria inclusiva &#8211; <strong>Fernando Frazão/Agência Brasil</strong></h6>
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<p>No local, trabalham outras pessoas com síndrome de <em>Down</em>, inclusive Philippe Tavares, de 31 anos, o barista. “Ele era meu amigo e é barista aqui. E agora, meu namorado”, revelou Jéssica.</p>
<p>O jovem fez curso de barista e de garçom. “Eu amo estar aqui. Sou barista e faço cafés, cappuccino, café mocha. Sou um barista show. Conheci a Jéssica na Apae, aos 6 anos. Agora, ela é minha namorada”, contou orgulhoso.</p>
<h2>Confiança</h2>
<p>A mãe da Jéssica, Ivânia Della Bella da Silva, é uma das facilitadoras do empreendimento e está diariamente com os trabalhadores do café. Ela faz o treinamento e os acompanha, além de driblar os contratempos e a desconfiança dos clientes.</p>
<p>“Os obstáculos que a gente encontra, como passar para as pessoas a confiança que eles devem ter em contratar o serviço é árduo. É um trabalho de persistência, mas verdadeiro”.</p>
<p>Além de servir o café no local, a cafeteria também realiza eventos empresarias, oferecendo <em>coffee breaks</em> e coquetéis.</p>
<p>“Desde pequena, a Jéssica mostrou sinais de que queria trabalhar com comidas. Ela fez curso de técnica em gastronomia e começou a gostar muito, a procurar receitas, então quis abrir um restaurante. Sugerimos abrir um café e ela ficou super feliz”, contou.</p>
<p>A irmã de Jéssica, Priscila, junto do marido, Douglas Batetucci, investiram no espaço. Com a pandemia, o Café mudou de lugar. Agora, funciona anexo ao Restaurante Como Assim?!, cujo o dono, um investidor social, apoiou o empreendimento de impacto social da Jéssica. “A família toda ajuda e a gente não quer parar, queremos ver o resultado dela que está sendo muito bacana”.</p>
<p>Ivânia aconselha pais e mães a incentivar e a estimular filhos com síndrome de Down. Sua expectativa é que, assim, a sociedade se torne mais acolhedora e aprenda a conviver melhor com pessoas diferentes.</p>
<p>“Os nossos filhos jovens estão abrindo caminho para esses bebês [pessoas com <em>Down</em>] com um leque de possibilidades. Desejo que as mães estimulem seus filhos e deixem eles serem o que eles quiserem porque eles podem, basta você confiar. Se ele gosta de uma coisa, trabalhe em cima disso que ele vai dar certo e acreditar. Tenho a experiência viva e espero que um dia a sociedade deixe de falar inclusão e fale apenas em convivência, que a gente saiba conviver com os diferentes”, argumentou Ivânia.</p>
<h2>Barreiras</h2>
<p>O empreendimento da Jéssica é um exemplo da capacidade das pessoas com síndrome de <em>Down</em>. No entanto, a inserção no mercado de trabalho ainda enfrenta dificuldades, explicou a psicóloga Paula Cardoso Tedeschi, que atua na Fundação Síndrome de Down, com sede em Campinas (SP).</p>
<p>“As barreiras são alguns estigmas e preconceitos, uma superinfantilização das pessoas. Então há barreiras físicas, atitudinais e comunicacionais que dificultam a inclusão. São esses preconceitos de imaginar que [a pessoa com <em>Down</em>] não pode fazer e que não tem capacidade”, disse.</p>
<p>Para a psicóloga, mudanças nas posturas dos colegas e dos líderes de organizações podem melhorar a inclusão das pessoas com <em>Down</em> no mercado de trabalho.</p>
<p>“É preciso mudar esse olhar muito infantilizado, de imaginar que o colega de trabalho é uma criança, de não visualizá-lo como uma pessoa adulta que tem os seus direitos e os seus deveres. É uma pessoa que está lá para fazer um tipo de serviço e a postura do colega ou do líder deve ser de apoiá-lo como a todos os funcionários. Há questões em que são necessárias de adaptações, mas essas questões não impedem que essa pessoa seja tratada como um trabalhador, que tem horários, deveres e direitos, assim como os demais”, afirmou.</p>
<p>A Fundação Síndrome de <em>Down</em> oferece, desde 1999, o Serviço de Formação e Inclusão no Mercado de Trabalho. https://www.fsdown.org.br/o-que-fazemos/formacao-e-inclusao-no-mercado-de-trabalho/ O curso é composto por quatro programas: Iniciação ao Trabalho, Vivência Prática Profissional, Contratação CLT e Sócio Laboral.</p>
<p>“Esse serviço é oferecido a população com síndrome de <em>Down</em> e deficiência intelectual, através do Serviço Único de Saúde (SUS). As famílias podem procurar os centros de saúde, que encaminham para a fundação”, explica a psicóloga.</p>
<h2>Legislação</h2>
<p>A contratação desse público está prevista na Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência (8.213/91). A legislação determina que a empresa com 100 e 200 empregados está obrigada a preencher 2% dos seus cargos com pessoas com deficiência. Empresas com 201 a 500, são 3%; de 501 a 1000, são 4% e de 1001 em diante são 5%. A multa para o descumprimento pode chegar a mais de R$ 200 mil.</p>
<p>Já o Estatuto da Pessoa com Deficiência veda a restrição ao trabalho da pessoa com deficiência e qualquer discriminação em razão de sua condição, inclusive nas etapas de recrutamento, seleção, contratação, admissão, exames admissional e periódico, permanência no emprego, ascensão profissional e reabilitação profissional, bem como exigência de aptidão plena.</p>
<p>Na opinião da psicóloga, é necessário que a sociedade e as empresas sejam mais inclusivas para que de fato as pessoas com <em>Down</em> tenham oportunidades.</p>
<p>“Desde a questão arquitetônica para uma adaptação e locomoção até as questões das informações para as mudanças nas barreiras atitudinais. As empresas também precisam estar mais dispostas a conhecer, a ter vivências, para que tenhamos mais possibilidades de inclusão, inclusive com planos de carreira nas empresas. É preciso uma série de mudanças para que um trabalho de fato inclusivo”, afirmou Paula.</p>
<h2>Inclusão</h2>
<p>Na visão da fundadora da ONG <a href="https://nossoolhar.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Nosso Olhar</a>, Thaissa Alvarenga, a socialização e inclusão desses indivíduos deve ser trabalhada desde o berço familiar até a vida adulta. E quem convive também deve aprender mais sobre as pessoas com <em>Down</em>.</p>
<p>“No Brasil, temos a Lei de Cotas. Porém, para várias pessoas, essa realidade ainda é distante. Pessoas sem deficiência também devem ter a disposição de aprenderem para que a diversidade seja colocada em prática, assim a inclusão pode ser de fato trabalhada em todos os ambientes. Devemos promover e orientar. Para inclusão acontecer, devemos mobilizar o setor público e privado, unido com o terceiro setor”, avaliou. Thaissa atua pela garantia da capacitação, inserção no mercado de trabalho, independência financeira e autonomia das pessoas com deficiência e responsável pelo portal de conteúdos <a href="https://chicoesuasmarias.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Chico e Suas Marias</a> e <a href="https://nossoolhar.org/espaco-redet21/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Espaço Rede T21</a>.</p>
<p>Foto: Fernando Frazão</p>
<p>*Agência Brasil</p>
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