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	<title>Sandro Fantinel - Portal NDC</title>
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		<title>Vereador do RS culpa baianos pelo trabalho escravo em vinícolas: &#8216;Só sabem tocar tambor&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Mar 2023 13:09:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>
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<p>O vereador Sandro Fantinel (Patriota) de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, questionou, em sessão nesta terça-feira (28), as condições de trabalho escravo em que foram encontrados 207 trabalhadores em vinícolas na Serra Gaúcha, na sexta (24). A polícia confirmou que a maioria deles veio de cidades da Bahia.<br /><br />Na fala, Sandro Fantinel culpa os empregados pelas condições em que foram encontrados. &#8220;Um agricultor me ligou e pediu para eu ver um alojamento onde ficam os trabalhadores temporários e não dava para entrar do fedor de urina, da imundície que eles deixaram em uma semana. E a culpa é de quem? O patrão vai ter que pagar o empregado para fazer limpeza para os bonitos? Temos que botar eles em um hotel cinco estrelas para não termos problema com o Ministério do Trabalho?&#8221;, questionou, antes de citar os baianos.<br /><br />Em seguida, se dirigindo às empresas agrícolas e aos agricultores do Rio Grande do Sul, ele diz: &#8220;Não contratem mais aquela gente lá de cima. Contratem argentinos. São limpos, trabalhadores, corretos e quando vão embora ainda agradecem pelo trabalho&#8221;.<br /><br />Em sessão gravada, o vereador continua: &#8220;Nunca tivemos problema com um grupo de argentinos. Agora com os baianos, que a única cultura que eles têm é viver na praia tocando tambor, era normal que se fosse ter esse tipo de problema. E que isso sirva de lição. Que vocês deixem de lado esse povo que está acostumado com Carnaval e festa&#8221;, continua.<br /><br />Por fim, Fantinel questiona a condição de escravidão que foi denunciada, mencionando que alguns dos trabalhadores que estavam no local não queriam deixar o lugar.<br /><br />&#8220;Se estava tão ruim a escravidão, porque eles não quiseram deixar a empresa? Vamos abrir o olho quando eles falam em &#8216;trabalho análogo a escravidão&#8221;, finaliza. Dos 207 resgatados, 198 são da Bahia. Desses, 194 retornaram e quatro preferiram ficar no Rio Grande do Sul.</p>
<p>https://youtu.be/PucJkNBQ_Vc?t=2</p>

<p class="bodytext"><strong>Boletim de ocorrência</strong><br />Horas depois da sessão, o deputado estadual do RS Leonardo Radde (PT) publicou nas redes sociais que registrou um novo boletim de ocorrência contra a fala do vereador. &#8220;O Rio Grande do Sul e o Brasil não são lugares para racistas, escravocratas!&#8221;, disse.</p>
<p class="bodytext"><strong>Fuga e resgate</strong><br />O que três trabalhadores relataram aos agentes da Policia Rodoviária Federal (PRF) de Bento Gonçalves, cidade situada na Região Serrana do Rio Grande do Sul, levou à descoberta de um galpão com cerca de 240 trabalhadores em condições análogas à escravidão, segundo o Ministério Público do Trabalho. Grande parte das vítimas veio da Bahia. Eles foram resgatados no município vizinho de Caxias do Sul &#8211; polo produtor de uvas e vinhos finos das serras gaúchas.   </p>
<p class="bodytext">Ao divulgar o caso na sexta-feira (24), a PRF não revelou as identidades das vítimas. Após o resgate, os trabalhadores contaram aos policiais que foram contratados para trabalhar em vinícolas, colhendo uvas em Caxias do Sul. Foi garantido ao grupo salário de R$ 3 mil, acomodação e alimentação. Na chegada, contudo, encontraram condições desumanas.</p>
<p class="bodytext">De acordo com os relatos, os trabalhadores foram colocados em um alojamento em condições precárias, mal iluminado e com ventilação escassa. Durante as refeições, recebiam alimentação estragada. Os salários era pagos com atraso, e as vítimas contaram que eram coagidas a permanecer no local, sob pena de pagamento de multa por quebra do contrato de trabalho. Uma arma de choque e um spray de pimenta foram apreendidos no alojamento.</p>
<p class="bodytext">Havia ainda longas jornadas de serviço e também castigos físicos, narraram as vítimas. A PRF divulgou um vídeo nas redes sociais do momento em que os trabalhadores foram resgatados.</p>
<p>Fonte: Correio*</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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