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	<title>Real (moeda) - Portal NDC</title>
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	<title>Real (moeda) - Portal NDC</title>
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		<title>Real perde para o peso argentino e é a 2ª moeda que mais desvalorizou no ano, em queda de 12,4%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Jun 2024 15:48:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Câmbio]]></category>
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					<description><![CDATA[Dólar encerrou pregão desta sexta-feira (21) negociado em R$ 5,441 A desvalorização do real superou as perdas do peso argentino, colocando a moeda com o segundo pior desempenho do ano, de acordo com levantamento feito a pedido da CNN por Einar Rivero, sócio fundador da Elos Ayta Consultoria. A pesquisa considerou 23 moedas globais. Ao longo da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-3216584848" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div><p class="post__excerpt">Dólar encerrou pregão desta sexta-feira (21) negociado em R$ 5,441</p>
<p></p>
<p>A desvalorização do real superou as perdas do peso argentino, colocando a moeda com o segundo pior desempenho do ano, de acordo com levantamento feito a pedido da CNN por Einar Rivero, sócio fundador da Elos Ayta Consultoria.</p>
<p>A pesquisa considerou 23 moedas globais. Ao longo da semana, até a quarta-feira (19), o real tinha a maior desvalorização do índice.</p>
<p>Mas, nesta sexta-feira (21), a divisa norte-americana fechou em queda de 0,38%, dando um pequeno alívio para o real. O dólar era negociado em R$ 5,441, registrando, ainda assim alta de 1,12% na semana. No ano, a valorização do dólar em comparação ao real vai ainda mais longe: 12,40%.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-41467" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/06/DDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD.webp" alt="" width="580" height="626" /></p>
<p>O que chama atenção é que a moeda brasileira passava por um momento positivo forte no final do ano passado. Entre os fatores que impulsionaram os ativos brasileiros, estava a perspectiva favorável em relação ao exterior.</p>
<p>Alexandre Cabral, professor de Finanças da Saint Paul Escola de Negócios, explica que esse sentimento otimista atraiu os investidores estrangeiros ao país, levando a cotação da divisa norte-americana para baixo. No fim de dezembro, o dólar era negociado na faixa de R$ 4,90.</p>
<p>“[O capital externo] veio para o Brasil com a esperança de que os juros nos Estados Unidos caíssem em março. Se o juro cai nos Estados Unidos, a moeda vai para o mundo”, explica.</p>
<p>Mas Cristiane Quartaroli, estrategista de câmbio e economista-chefe do Ouribank, relembra que o movimento era uma antecipação por um momento que eventualmente não veio a acontecer com o adiamento dos cortes dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA).</p>
<p>“Isso também favorecia as moedas emergentes de forma geral”, explica.</p>
<p>Porém, 2024 começou desfavorável para a realização desses cortes nos EUA. A economia norte-americana vem mostrando resiliência, com um mercado de trabalho aquecido, atividade mantendo força, além de preocupações com a trajetória da inflação.</p>
<p>“Diante deste cenário, e de fatores geopolíticos que também influenciam este movimento, como os conflitos de abril entre Irã e Israel, o Federal Reserve postergou o início do ciclo de cortes de juros”, avalia Berenice Damke, professora do Insper e especialista em hedge, derivativos e gestão de riscos financeiros da Damke Consultoria.</p>
<p>Mas não só de decepções com o exterior se fez a valorização do dólar. A queda do real também foi puxada por fatores internos.</p>
<p>Neste aspecto, Damke aponta o aumento da percepção com o risco fiscal, que até o ano passado não havia pressionado tanto o humor dos investidores.</p>
<p>“Em 2023, a valorização do real refletiu o alívio em relação aos temores fiscais. Mesmo com as incertezas em relação às contas públicas, houve uma percepção positiva sobre o mercado de melhora ao longo do ano, dado a aprovação do arcabouço fiscal, e considerando os esforços da equipe econômica para elevar a arrecadação e atingir a meta de déficit primário zero em 2024”, relembra Damke.</p>
<p>Porém, em abril deste ano, a “montanha-russa” entrou no trecho de descida.</p>
<figure id="attachment_8498833" class="wp-caption alignnone" aria-describedby="caption-attachment-8498833">
<div id="attachment_8498833" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8498833" class="wp-image-8498833 size-large" src="https://www.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2024/06/BR_CNN_140624_GFX_MONTANHA_RUSSA.mxf_frame_87-e1718410743674.jpeg?w=1024" alt="Arte montanha russa econômica" width="1024" height="396" /><p id="caption-attachment-8498833" class="wp-caption-text">Agenda econômica do governo viveu ponto alto até promulgação da reforma tributária, mas entrou em turbulência no 2º tri deste ano / Arte / CNN Brasil</p></div>
</figure>
<p>Com a revisão da meta fiscal para 2025 — de um superávit primário para déficit zero —, começaram a crescer os temores sobre a responsabilidade fiscal do governo.</p>
<p>“Para o mercado, a alteração da meta sinaliza uma abertura para a ampliação dos gastos por um governo com dificuldades de elevar receitas”, aponta Damke.</p>
<p>A mais recente investida do governo para manter a arrecadação em alta, foi o envio da medida provisória que visa fechar brechas na legislação sobre crédito presumido PIS/Cofins não ressarcível e na compensação PIS/Cofins limitada.</p>
<p>A medida, contudo, foi mal recebida pelo governo e gerou forte crítica de parlamentares e dos setores da economia, a ponto de ser devolvida na semana seguinte de seu envio.</p>
<p>Com os juros se mantendo elevados por mais tempo nos EUA, o cenário tende a ser desfavorável para o resto do mundo como um todo. Porém, mesmo que o “externo esteja ruim [para todos], o Brasil fica no fim da fila por causa das razões internas”, diz Evandro Buccini, sócio e diretor de Crédito e Multimercados da Rio Bravo Investimentos.</p>
<p>“As metas vêm piorando muito para os próximos anos. E é um problema que vai até o político-econômico com os ataques do Lula ao Banco Central”, aponta Buccini.</p>
<p>Cristiane Quartaroli reforça que esse risco institucional não é bem visto pelo investidor do exterior, que acaba evitando o mercado pelas incertezas que esse risco causa.</p>
<p>“O risco institucional e fiscal no país piora o nosso prêmio de risco, e aí isso traz pressão para a nossa taxa de câmbio, que é o que a gente está vendo mais recentemente e é o que é causa essa divergência entre o real e as demais moedas emergentes”, aponta a estrategista de câmbio e economista-chefe do Ouribank.</p>
<p>Não obstante, a alta do dólar ante o real, apesar de ser observada desde o começo do ano, ganhou muito mais força em abril.</p>
<p>De acordo com as projeções do Prisma Fiscal, pesquisa de mercado realizada pelo Ministério da Fazenda, a dívida pública deve se estabilizar apenas entre 2032 e 2033 no patamar de 90% do PIB.</p>
<p>“O sarrafo está bastante alto para as pessoas acreditarem nas possíveis mudanças positivas de política econômica dado tudo que aconteceu. Então, o governo vai ter que realmente mudar de direção para convencer os mercados”, avalia Buccini.</p>
<p>Mas há quem defenda que essa mudança já pode estar acontecendo.</p>
<p>“A gente acredita que o governo vai tomar medidas que sejam, não as ideais, mas que próximas do que sejam necessárias para se ter um controle maior dos gastos, e que possam ajudar a dinâmica fiscal em 2025 e 2026”, aponta Luciano Costa, economista-chefe da Monte Bravo.</p>
<p>E não só pelo doméstico, mas o exterior tende a ficar mais favorável para o Brasil com a expectativa dos analistas de ao menos um corte dos juros nos EUA ainda neste ano, o que deve tirar parte da pressão sobre os indicadores brasileiros.</p>
<p>“Claro que vai depender muito das questões fiscais, mas pensando em pano de fundo macroeconômico e pensando em cenário externo, a gente deveria ver um dólar mais baixo até o final desse ano”, aponta a economista-chefe do Ouribank.</p>
<p>O último Boletim Focus divulgado pelo Banco Central aponta que o mercado vê o dólar cotado em R$ 5,13 no final deste ano.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-41468" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Captura-de-tela-2024-06-22-114613.webp" alt="" width="595" height="474" /></p>
<h2>Perspectiva</h2>
<p>De acordo com as projeções do Prisma Fiscal, pesquisa de mercado realizada pelo Ministério da Fazenda, a dívida pública deve se estabilizar apenas entre 2032 e 2033 no patamar de 90% do PIB.</p>
<p>“O sarrafo está bastante alto para as pessoas acreditarem nas possíveis mudanças positivas de política econômica dado tudo que aconteceu. Então, o governo vai ter que realmente mudar de direção para convencer os mercados”, avalia Buccini.</p>
<p>Mas há quem defenda que essa mudança já pode estar acontecendo.</p>
<p>“A gente acredita que o governo vai tomar medidas que sejam, não as ideais, mas que próximas do que sejam necessárias para se ter um controle maior dos gastos, e que possam ajudar a dinâmica fiscal em 2025 e 2026”, aponta Luciano Costa, economista-chefe da Monte Bravo.</p>
<p>E não só pelo doméstico, mas o exterior tende a ficar mais favorável para o Brasil com a expectativa dos analistas de ao menos um corte dos juros nos EUA ainda neste ano, o que deve tirar parte da pressão sobre os indicadores brasileiros.</p>
<p>“Claro que vai depender muito das questões fiscais, mas pensando em pano de fundo macroeconômico e pensando em cenário externo, a gente deveria ver um dólar mais baixo até o final desse ano”, aponta a economista-chefe do Ouribank.</p>
<p>O último Boletim Focus divulgado pelo Banco Central aponta que o mercado vê o dólar cotado em R$ 5,13 no final deste ano.</p>
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<p>Fonte: CNN</p>
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