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	<title>queimadas - Portal NDC</title>
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	<description>Sempre em Cima da Notícia</description>
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	<title>queimadas - Portal NDC</title>
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		<title>Brasil reduz 70% da área queimada no primeiro trimestre de 2025</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/brasil-reduz-70-da-area-queimada-no-primeiro-trimestre-de-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 16:13:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[área]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[Monitor do Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[queda]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[Do total das áreas queimadas, 78% são de vegetação nativa Nos três primeiros meses de 2025, a extensão de todas as áreas atingidas por queimadas no país somou 912,9 mil hectares. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 2,1 milhões de hectares, houve uma redução de 70% no território nacional [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-2800715558" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Do total das áreas queimadas, 78% são de vegetação nativa</p>
<p>Nos três primeiros meses de 2025, a extensão de todas as áreas atingidas por queimadas no país somou 912,9 mil hectares. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 2,1 milhões de hectares, houve uma redução de 70% no território nacional atingido pelo fogo.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1639070&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1639070&amp;o=node" /></p>
<p>Do total das áreas queimadas 78% são de vegetação nativa, sendo que 43% do que foi consumido pelo fogo eram de formação campestre<strong>.</strong></p>
<p><strong>Entre os estados brasileiros, Roraima foi o que mais queimou nesses três meses, somando 415,7 mil hectares. O Pará foi o segundo mais atingido, com 208,6 mil hectares queimados e o Maranhão perdeu 123,8 mil hectares para o fogo, sendo o terceiro na lista. Entre as cidades, Pacaraima e Normandia, ambas em Roraima, foram as mais afetadas, com 121,5 mil e 119,1 mil hectares, respectivamente.</strong></p>
<p>Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) Felipe Martenexen, Roraima vivencia sua estação seca no início do ano, o que torna o estado particularmente vulnerável às queimadas nesse período. “Os dados do primeiro trimestre de 2025 refletem essa sazonalidade climática, com Roraima despontando como o principal foco de fogo no país”, explica</p>
<p>Os números foram divulgados nesta quarta-feira (16) e são do Monitor do Fogo, uma ferramenta do MapBiomas que utiliza imagens de satélite para mapear cicatrizes de fogo em todo o país.</p>
<blockquote>
<p>“A ocorrência do período de chuvas contribui para essa diminuição das queimadas. No entanto, o Cerrado se destacou com a maior área queimada no primeiro trimestre em comparação aos últimos anos, o que reforça a necessidade de estratégias específicas de prevenção e combate ao fogo de cada bioma”, alerta a pesquisadora do Mapbiomas Fogo, Vera Arruda.</p>
</blockquote>
<h2>Biomas</h2>
<p><strong>Entre janeiro e março de 2025, o Cerrado teve aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, Foram 91,7 mil hectares queimados, ficando 106% acima da média histórica desde 2019.</strong></p>
<p>Também cresceram em área atingida pelo fogo a Mata Atlântica e o Pampa. Em relação a 2024, as áreas queimadas aumentaram 7% e 1,4%, respectivamente. Enquanto a Mata Atlântica teve 18,8 mil hectares atingidos, o Pampa teve 6,6 mil hectares queimados.</p>
<p>A Amazônia, apesar de ter registrado queda de 72% na área queimada em relação aos três primeiros meses de 2024, foi o bioma mais atingido em extensão no mesmo período de 2025. Foram 774 mil hectares queimados, representando 78% do total nacional.</p>
<blockquote>
<p>“É importante entendermos que a estação seca de 2025, que se aproxima, possivelmente ainda será forte, o que pode reverter essa condição de redução” diz a diretora de Ciência do Ipam e coordenadora do Mapbiomas Fogo.</p>
</blockquote>
<p>O Pantanal e a Caatinga também observaram redução nas suas áreas queimadas durante os três primeiros meses de 2025. Eles tiveram, respectivamente, 10,9 e 10 mil hectares atingidos pelo fogo, que representaram reduções de 86% e 8% em relação ao mesmo período de 2024,</p>
<h2>Março</h2>
<p><strong>No último mês do primeiro trimestre deste ano, o fogo alcançou 106,6 mil hectares do país, o equivalente a 10% da área total queimada nos meses analisados. Na comparação com março de 2024, foram 674,9 mil hectares a menos queimados, o que representa redução de 86%.</strong></p>
<p>Do total no mês, a Amazônia queimou 55,1 mil hectares; o Cerrado, 37,8 mil hectares, a Caatinga 2,2 mil hectares, Mata Atlântica, 9,2 mil hectares, o Pampa 1,5 mil hectares e o Pantanal, 561 hectares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Indígenas Kambeba se formam como brigadistas e vão atuar contra queimadas no AM</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/indigenas-kambeba-se-formam-como-brigadistas-e-vao-atuar-contra-queimadas-no-am/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2025 14:04:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[AM-070]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas Kambeba]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[Tururukari-Uka]]></category>
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					<description><![CDATA[Treinamento acontece com o objetivo de prevenir incêndios florestais, previstos para terem aumento a partir de junho devido à estiagem. Indígenas da etnia Kambeba, da aldeia Tururukari-Uka, localizada no km 47 da rodovia AM-070, entre Manaus e Manacapuru, receberam no último sábado (12) a certificação como brigadistas de incêndio florestal. Ao todo, 18 moradores participaram [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-763645727" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Treinamento acontece com o objetivo de prevenir incêndios florestais, previstos para terem aumento a partir de junho devido à estiagem.<br /><br />Indígenas da etnia Kambeba, da aldeia Tururukari-Uka, localizada no km 47 da rodovia AM-070, entre Manaus e Manacapuru, receberam no último sábado (12) a certificação como brigadistas de incêndio florestal. Ao todo, 18 moradores participaram da capacitação, que aliou conhecimentos técnicos ao saber ancestral da comunidade.</p>
<div id="chunk-3t2nb">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="37" data-block-id="8">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Orleilso Muniz, destacou que o<em> </em><span class="highlight highlighted">treinamento acontece com o objetivo de prevenir incêndios florestais, previstos para terem aumento a partir de junho devido à estiagem.</span></p>
</div>
</div>
<div id="chunk-526th">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="42" data-block-id="9">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">&#8220;Em alguns casos eles podem estar utilizando técnicas erradas e tendo o material certo. E a gente mostrando como é a técnica correta, vai ajudar a minimizar o tempo-resposta no combate&#8221;, afirmou o comandante da guarnição dos bombeiros de Manacapuru, Emerson Silva.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-dlfss">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="48" data-block-id="10">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">O presidente da Associação Tururukari-uka, Gelson Silva, lembrou que, em 2024, toda a comunidade atuou durante 23 dias combatendo os incêndios florestais para que a aldeia não fosse atingida. O combate ao fogo foi executado apenas com os conhecimentos ancestrais e sem a utilização de máscaras, por exemplo.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-ddeae">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="33" data-block-id="11">
<blockquote class="content-blockquote theme-border-color-primary-before">&#8220;Nós passamos 23 dias brigando com o inimigo número 1, que era o fogo. Para nós foi muito difícil, porque não tínhamos nenhum equipamento, foi apenas na força e na coragem&#8221;, afirmou Gelson.</blockquote>
</div>
</div>
<div id="chunk-bcbvm">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="51" data-block-id="12">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">A formação teve carga horária de 20 horas e ocorreu nos dias 7, 8 e 9 de abril, com aulas teóricas e práticas. Apesar de apenas parte da aldeia ter feito o curso, o conhecimento será compartilhado com os demais membros da comunidade, composta por 58 pessoas distribuídas em 12 famílias.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-flndp">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="21" data-block-id="13">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">Para o tuxaua da aldeia, Francisco Uruma, que também participou do curso, o aprendizado técnico vai complementar os saberes tradicionais.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-85hps">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="60" data-block-id="14">
<blockquote class="content-blockquote theme-border-color-primary-before">&#8220;Aqui é uma região que tem muita queimada das pessoas que derrubam as árvores para tirar madeira e, esse ano, nós solicitamos um curso do Corpo de Bombeiros para que pudéssemos ter uma noção de como combater o fogo com todas as técnicas&#8221;, ressaltou Francisco ao destacar, ainda, que um dos principais aprendizados é o cuidado com a própria pessoa.</blockquote>
<p><em>Fonte: G1</em></p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Amazônia tem o maior número de queimadas e incêndios em 17 anos</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/amazonia-tem-o-maior-numero-de-queimadas-e-incendios-em-17-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Dec 2024 15:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[Devastação]]></category>
		<category><![CDATA[focos de calor]]></category>
		<category><![CDATA[ICMBio]]></category>
		<category><![CDATA[incêndio na Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Preservação]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[TEDxAmazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[Pará é o estado que lidera em número de focos de calor “Já vi situações extremas, mas eu nunca tinha visto nada tão forte quanto agora”. A frase de Francisco Wataru Sakaguchi, agricultor de Tomé-Açu, no nordeste da Amazônia paraense, dá o tom do que representaram as queimadas e incêndios florestais este ano. Sakaguchi tinha [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-705794824" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Pará é o estado que lidera em número de focos de calor</p>
<p>“Já vi situações extremas, mas eu nunca tinha visto nada tão forte quanto agora”.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1623659&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1623659&amp;o=node" /></p>
<p>A frase de Francisco Wataru Sakaguchi, agricultor de Tomé-Açu, no nordeste da Amazônia paraense, dá o tom do que representaram as queimadas e incêndios florestais este ano. Sakaguchi tinha agendado uma palestra em Manaus no início de dezembro, mas teve que cancelá-la de última hora para impedir que o fogo chegasse na propriedade dele. Os esforços deram resultado, mas outros vizinhos não tiveram a mesma sorte.</p>
<p>“A minha situação está resolvida, fiquei mais protegido. Mas muita gente perdeu tudo. A gente presencia o desespero das pessoas, perguntando o que vai ser da vida delas dali para frente. E tudo o que a gente pode fazer é dar um apoio moral”, disse o agricultor, em vídeo enviado para a TEDxAmazônia.<br /><br />Dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que em 2024  a Amazônia teve o maior número de focos de calor dos últimos 17 anos. Até o início de dezembro foram 137.538, o que inclui queimadas, controladas ou não, e incêndios florestais. O período só não foi pior do que em 2007, quando foram registrados 186.480 focos.</p>
<p>Em relação a 2023, houve aumento de 43%. Em todo o ano passado, foram 98.646 focos. Em 2024, a maior parte dos registros ocorreu entre julho e novembro, com números acima da média histórica. Só em setembro foram 41.463 focos. A média para o mês é de 32.245.</p>
<p>A Amazônia é o bioma mais impactado, com 50,6% de todos os focos do país. Logo na sequência, vem Cerrado (29,6% / 80.408 focos), Mata Atlântica (7,7% / 21.051), Caatinga (6,5% / 17.736), Pantanal (5,3% / 14.489) e Pampa (0,2% / 419). E não se trata apenas de ter o maior número de focos, mas da capacidade de reagir ao fogo.</p>
<p>“A Floresta Amazônica é do tipo ombrófila, por ser muito úmida. Ela tem vários estratos que impedem a passagem do vento e é mais sombreada. Caso o fogo ocorra e se propague nela, o impacto é muito maior. Porque ela não tem adaptações de resistência ao fogo. A casca é mais fina, as folhas são mais membranosas. Diferentemente do Cerrado, que é uma vegetação dependente do fogo e evolui em dependência dele. A vegetação tem casca mais grossa, as gemas são protegidas”, explica o engenheiro Alexandre Tetto, coordenador do Laboratório de Incêndios Florestais (Firelab) e do Laboratório de Unidades de Conservação (Lucs) no Setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR).</p>
<p>O Pará, que tem como bioma predominante a Amazônia, é o estado que lidera em número de focos de calor: 54.561. Os municípios mais impactados são os de São Félix do Xingu (7.353), Altamira (5.992) e Novo Progresso (4.787).</p>
<p>Nas últimas semanas, o céu paraense foi coberto por uma fumaça densa, oriunda das queimadas e incêndios florestais. A maior parte está relacionada ao desmatamento ilegal da Amazônia. A qualidade do ar ficou comprometida em diversas cidades. Santarém ganhou destaque pelos números altos de concentração de poluentes e teve decretada situação de emergência ambiental.</p>
<p>Segundo o Ministério Público Federal (MPF), no dia 24 de novembro, a poluição do ar no município foi 42,8 vezes superior à diretriz anual de qualidade do ar da Organização Mundial de Saúde (OMS). A Secretaria Municipal de Saúde disse que, entre os meses de setembro e novembro de 2024, Santarém registrou 6.272 atendimentos relacionados a sintomas respiratórios.</p>
<h2>Brigadistas</h2>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center">
<div class="dnd-atom-rendered">
<div style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" title="Foto:  Agência Santarém." src="https://imagens.ebc.com.br/019UWVMSqbIOgB3vlVx3jcg9fuY=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/12/11/fogo_em_santarem.jpg?itok=VL584x_a" alt="Amazônia-11/12/2024 Amazônia tem o maior número de queimadas e incêndios em 17 anos.  Foto:  Agência Santarém." width="754" height="566" /><p class="wp-caption-text">Amazônia tem o maior número de queimadas e incêndios em 17 anos. Foto: Agência Santarém.</p></div>
</div>
</div>
<p>Daniel Gutierrez, faz parte da brigada voluntária de Alter do Chão, um dos distritos administrativos de Santarém. O grupo existe desde 2018 e tem lidado cada vez mais com episódios de fogo na região e arredores. Na semana passada, um esquadrão precisou ser enviado à Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns para ajudar a combater três incêndios. O grupo se juntou às equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e às outras brigadas de locais próximos.</p>
<p>“A gente que vive aqui, sentiu que aumentaram muito as queimadas. E, agora, parece que estacionou uma nuvem. A fumaça que a gente sentiu nos últimos meses, eu nunca tinha visto antes, em dez anos morando aqui. As pessoas que são daqui e vivem há muito mais tempo do que eu, também nunca tinham visto. Esse ano foi muito pior”, relata Gutierrez.</p>
<p>O brigadista destaca que é preciso melhorar as investigações sobre os focos de incêndios e queimadas, porque eles são majoritariamente provocados pela ação humana.</p>
<p>“A vegetação fica seca e mais propensa a pegar fogo. Mas alguém provoca, não tem fogo natural. Fogo natural na Amazônia é de raio. Só que quando tem raio, tem chuva. Pode acontecer um fogo com raio? Pode. Eu só vi uma vez aqui em Alter do Chão, em um dia que não choveu. Mas é uma exceção da exceção”, diz o brigadista.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center">
<div class="dnd-atom-rendered">
<div style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" title="Foto:  Agência Santarém." src="https://imagens.ebc.com.br/v471Ncd9rLSMk584oXLoSM88g8g=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/12/11/fumaca_de_queimadas_em_santarem.jpg?itok=ntctHv8o" alt="Amazônia-11/12/2024 Amazônia tem o maior número de queimadas e incêndios em 17 anos. Fumaça de queimadas em Santarém. Foto: Agência Santarém." width="754" height="424" /><p class="wp-caption-text">O Pará, que tem como bioma predominante a Amazônia, lidera em número de focos de calor. Foto: Agência Santarém.</p></div>
</div>
</div>
<h2>Focos de calor</h2>
<p>O engenheiro florestal Alexandre Tetto explica que as condições climáticas em 2024 foram favoráveis para a propagação do fogo, seja ele natural, legal ou criminoso.</p>
<p>“Picos de focos de calor ocorrem em função de duas coisas. Maior disponibilidade material combustível, quer dizer, você tem mais vegetação para queimar. E condições meteorológicas: temperaturas mais altas, umidade relativa do ar mais baixa, velocidade do vento maior, e estiagem, tempo maior sem precipitação. Tudo isso acaba possibilitando a maior ocorrência e propagação dos incêndios”, diz o especialista.</p>
<p>O fogo pode ser usado de forma controlada e autorizada em determinadas condições meteorológicas. Quando o índice de incêndio está baixo ou médio, a queima controlada pode ser feita com mais segurança.</p>
<p>“A queima controlada e autorizada tem uma série de funções e objetivos no campo, desde melhoria do habitat para fauna, manejo de vegetação, abertura de área para agricultura de subsistência. Inclusive para a FAO [Food and Agriculture Organization, das Nações Unidas], a queima controlada é vista como uma forma de reduzir a pobreza, por possibilitar ao pequeno agricultor abrir uma área com baixo custo, de uma forma relativamente segura”, explica Alexandre.</p>
<h2>Tempo de extremos</h2>
<div class="dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left">
<div class="dnd-atom-rendered">
<div style="width: 473px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" title="Foto:  Agência Santarém." src="https://imagens.ebc.com.br/zuN8bH5jLQhvlQ6Tr9qZzWXtcv8=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/12/11/francisco_sakaguchi_video_print.jpg?itok=bFO8V-03" alt="Amazônia-11/12/2024 Amazônia tem o maior número de queimadas e incêndios em 17 anos. Francisco Sakaguchi. Reprodução de vídeo, arquivo pessoal." width="463" height="300" /><p class="wp-caption-text">Francisco Sakaguchi conta que chegada da chuva esta semana ajudou a impedir que fogo se propagasse Foto: Agência Santarém.</p></div>
</div>
</div>
<p>Em Tomé-Açu, onde vive o agricultor Francisco Sakaguchi, a chegada da chuva esta semana ajudou a impedir que o fogo se propagasse e causasse danos ainda maiores. Mas os acontecimentos climáticos extremos e inéditos deste ano não deixam boas perspectivas para o futuro.</p>
<p>“Nunca vi o meu lago secar. Tem umas áreas de brejo, alagadas, que tem muito açaí. Nunca vi o açaizeiro, que eu sempre andei quando criança e andava dentro do igapó, morrendo pela seca. E esse anos, eu estou vendo isso”, relata Francisco. “Nós aqui da comunidade sempre tivemos preocupação de medir índice pluviométrico, umidade relativa do ar. A gente usa isso como ferramenta da nossa agricultura. E eu nunca vi na minha vida, a umidade relativa do ar ser abaixo de 50% aqui na nossa região. E esse ano teve dias que marcaram 42%. Foram cento e cinquenta dias sem chuvas”.</p>
<h2>Notas</h2>
<p>A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará disse que o combate às queimadas em Santarém e outras regiões do estado foi intensificado. Desde o fim de novembro, as operações receberam um reforço de “40 novos bombeiros, totalizando 120 profissionais na linha de frente, distribuídos em cinco frentes de trabalho. Além disso, oito novas viaturas e abafadores de incêndio foram incorporados às três já em operação, com o suporte adicional de dois helicópteros no combate aéreo. O monitoramento é realizado em tempo real via satélite, garantindo uma resposta ágil e coordenada aos focos de calor”.</p>
<p>A nota diz ainda que &#8220;somente 30% do território do Pará está sob jurisdição estadual. Os outros 70% são federais, o que demanda uma coordenação de esforços com a União. Neste sentido, o estado solicitou em setembro deste ano o apoio do governo federal com recursos para reforçar o combate às queimadas no estado. Além disso, a gestão estadual faz parte do Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional (CIMAN), coordenado pelo governo federal, que reúne representantes dos estados e de órgãos federais como Ministério do Meio Ambiente, IBAMA, ICMBio, FUNAI, CENSIPAM e INCRA, para discutir linhas de trabalho e atuações em conjunto para o combate às queimadas&#8221;.</p>
<p>Em nota, o Ministério do Meio Ambiente disse que “em 2024, desde o início das ações de combate aos incêndios na Amazônia, o governo federal mobilizou mais de 1.700 profissionais, disponibilizou 11 aeronaves, mais de 20 embarcações e mais de 300 viaturas, além de combater 578 incêndios de grandes proporções. É importante ressaltar que a resposta foi iniciada em 1º de janeiro de 2023, com a criação da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas. Atualmente, 500 profissionais atuam no combate aos incêndios no Pará e no Maranhão”.</p>
<p>A pasta também disse que em junho, o governo federal assinou “um pacto com governadores para combater o desmatamento e os incêndios no Pantanal e na Amazônia&#8221;. Em julho, foi sancionado o Projeto de Lei n° 1.818/2022, que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. O Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, previsto pela política, foi instalado pelo governo federal em 9 de outubro e já realizou duas reuniões”. Além disso, assinou, em setembro, uma medida provisória “que autoriza crédito de R$ 514 milhões para o combate aos incêndios na Amazônia, incluindo R$ 114 milhões para o MMA. Uma terceira MP, assinada em novembro, flexibiliza a transferência de recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) para estados e municípios em regiões com emergência ambiental, priorizando a agilidade no combate aos incêndios”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Marina Silva reconhece falhas do governo no enfrentamento da crise climática no Brasil</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/marina-silva-reconhece-falhas-do-governo-no-enfrentamento-da-crise-climatica-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Sep 2024 12:24:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[Ministra também alertou que a estrutura atual do governo é insuficiente para enfrentar eventos climáticos extremos, evidenciando a vulnerabilidade do país às mudanças climáticas A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, admitiu que as medidas adotadas pelo governo Lula para lidar com a grave crise de seca e incêndios no Brasil não foram adequadas. O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1892316045" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Ministra também alertou que a estrutura atual do governo é insuficiente para enfrentar eventos climáticos extremos, evidenciando a vulnerabilidade do país às mudanças climáticas<br /><br />A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, admitiu que as medidas adotadas pelo governo Lula para lidar com a grave crise de seca e incêndios no Brasil não foram adequadas. O país enfrenta a pior seca de sua história, enquanto nações como Peru, Bolívia e Portugal já declararam estado de emergência devido a queimadas.</p>
<p>Segundo Marina, a humanidade, incluindo o governo brasileiro, não está devidamente preparada para os desafios impostos pela crise climática. As críticas em relação à ineficácia das ações governamentais têm aumentado, gerando pressão sobre a administração petista.</p>
<p>Em resposta, Lula se comprometeu a estabelecer uma autoridade climática e a implementar um Plano de Enfrentamento aos Riscos Climáticos Extremos. Além disso, o governo decidiu aumentar as multas para incêndios florestais e facilitar os repasses financeiros aos estados para o combate às queimadas.<br /><br />Marina também ressaltou que uma parte dos incêndios no Brasil pode ter motivações criminosas e políticas, citando ataques a equipes do Ibama e da Polícia Federal.</p>
<p>Ela enfatizou a importância de investigar esses incêndios e responsabilizar os culpados, destacando a necessidade de uma ação mais rigorosa contra esses crimes. Apesar das dificuldades enfrentadas, alguns membros do governo acreditam que a gravidade da situação pode servir como um catalisador para a implementação de propostas ambientais.</p>
<p>No entanto, a aprovação dessas medidas no Congresso ainda representa um grande desafio. Marina reforçou que é essencial que todos, independentemente de suas ideologias políticas, se comprometam com a agenda da sustentabilidade. Ela também alertou que a estrutura atual do governo é insuficiente para enfrentar eventos climáticos extremos, evidenciando a vulnerabilidade do Brasil às mudanças climáticas. A ministra concluiu que é fundamental uma mobilização conjunta para que o país possa lidar de forma eficaz com os impactos da crise ambiental.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Fonte: Jovem Pan</p>
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		<title>Em 2024, 7 dos 8 deputados do AM na Câmara não destinaram verbas para o combate de queimadas no estado</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/em-2024-7-dos-8-deputados-do-am-na-camara-nao-destinaram-verbas-para-o-combate-de-queimadas-no-estado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2024 15:13:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[AM na Câmara]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[Dados são do Portal da Transparência, que detalha as emendas apresentadas pelos parlamentares e o valor pago para cada uma. Sete dos oito deputados do Amazonas na Câmara Federal não destinaram verbas para combater queimadas no estado, neste ano. Os dados são do Portal da Transparência, que detalha as emendas apresentadas pelos parlamentares e o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-845448723" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Dados são do Portal da Transparência, que detalha as emendas apresentadas pelos parlamentares e o valor pago para cada uma.<br /><br />Sete dos oito deputados do Amazonas na Câmara Federal não destinaram verbas para combater queimadas no estado, neste ano. Os dados são do Portal da Transparência, que detalha as emendas apresentadas pelos parlamentares e o valor pago pelo Governo Federal para cada uma.</p>
<div id="chunk-dg9sb">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="44" data-block-id="9">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">O Amazonas enfrenta uma crise ambiental, potencializada pelo número de queimadas que atingem o estado e também pela seca recorde dos rios.<span class="highlight highlighted"> Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o Amazonas já soma, só em setembro, 4,7 mil focos de calor.</span></p>
</div>
</div>
<div id="chunk-fg84b">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="24" data-block-id="10">
<ul class="content-unordered-list" data-mrf-recirculation="Recomendado">
<li><strong>🔥Parcial de queimadas no Amazonas em setembro: 4.761</strong></li>
<li><strong>🔥Total de queimadas no Amazonas em agosto: 10.328</strong></li>
<li><strong>🔥Total de queimadas no Amazonas em julho: 4.241</strong></li>
</ul>
</div>
</div>
<div id="chunk-1qfn2">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="45" data-block-id="11">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Segundo o Portal de Transparência, no painel de emendas da bancada federal deste ano, constam projetos de envio de recursos para reestruturação e modernização de instituições federais de ensino superior, incremento temporário ao custeio de serviços de assistência hospitalar e transferências especiais, dentre outras.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-29emd">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="44" data-block-id="12">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links"><span class="highlight highlighted">No entanto quando o assunto é combate às queimadas, sete dos oito parlamentares do Amazonas nada destinaram para combater o problema. A situação foi a mesma em 2023. Na ocasião, nenhum dos oito parlamentares do Amazonas destinaram verbas para resolver o problema do fogo.</span></p>
</div>
</div>
<div id="chunk-4p0fj">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="49" data-block-id="13">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Conforme os dados, apenas o deputado Amom Mandel (Cidadania) destinou verbas ao combate de queimadas no estado neste ano. O projeto apresentado pelo parlamentar destina R$ 191.440,96, do Ministério do Meio Ambiente, para a compra de materiais de segurança para os brigadistas que atuam no combate ao fogo.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-306uh">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="35" data-block-id="14">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Todavia, o projeto só foi apresentado em julho deste ano e, mesmo assim, sequer foi pago pela Câmara. Já os demais parlamentares não destinaram nenhum valor para combater o avanço das chamas no estado.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-8g4hm">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="5" data-block-id="15">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links"><strong>São deputados federais pelo Amazonas:</strong></p>
</div>
</div>
<div id="chunk-57m7f">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="28" data-block-id="16">
<ul class="content-unordered-list" data-mrf-recirculation="Recomendado">
<li><strong>Amom Mandel (Cidadania);</strong></li>
<li><strong>Adail Filho (Republicanos);</strong></li>
<li><strong>Átila Lins (PSD);</strong></li>
<li><strong>Capitão Alberto Neto (PL);</strong></li>
<li><strong>Pauderney Avelino (União Brasil);</strong></li>
<li><strong>Saullo Viana (União Brasil)</strong></li>
<li><strong>Sidney Leite (PSD); e</strong></li>
<li><strong>Silas Câmara (Republicanos).</strong></li>
</ul>
</div>
</div>
<div id="chunk-doa1t">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="44" data-block-id="17">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Já o total de emendas destinadas por deputados e senadores para o combate às queimadas em todo o país é de R$ 41 milhões. A Comissão Mista Permanente de Mudanças Climáticas foi a bancada que mais destinou verbas para a gestão ambiental no país.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-ek17v">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="49" data-block-id="18">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">De acordo com o Portal da Transparência, a emenda do grupo foi orçada em R$ 8 milhões. Desses, o governo federal pagou R$ 7.575.000,00 para o combate ao fogo. Ainda assim, o valor é pequeno perto do problema que parece só crescer com o avanço do problema pelo país.</p>
<div id="chunk-b28gd">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="5" data-block-id="21">
<div class="content-intertitle">
<h2>Amazonas em situação de emergência</h2>
</div>
</div>
</div>
<div id="chunk-33a26">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="44" data-block-id="22">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Todos os 62 municípios do Amazonas foram declarados em estado de emergência devido à seca severa e às queimadas que afetam o estado este ano. Diante da situação, os incêndios florestais têm provocado &#8220;ondas&#8221; de fumaça que se espalham por todo o estado.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-4j40p">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="11" data-block-id="23">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Nesta quarta (18), Manaus amanheceu novamente coberta por partículas de poluição.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links"> </p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links"> </p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Fonte: G1 AM</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Fogo na Amazônia é etapa da exploração econômica do bioma</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/fogo-na-amazonia-e-etapa-da-exploracao-economica-do-bioma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2024 14:57:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[exploração econômica]]></category>
		<category><![CDATA[fogo]]></category>
		<category><![CDATA[Incêndio]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[Para professor da UFPA, fogo é resultado da apropriação ilegal Os incêndios que consomem o bioma amazônico são uma das etapas da exploração econômica da floresta, que vem sendo convocada pela economia mundial para fornecer alimentos e matérias-primas baratas, permitindo a manutenção do preço dos salários nos países mais desenvolvidos e o aumento do lucro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1063408304" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Para professor da UFPA, fogo é resultado da apropriação ilegal</p>
<p>Os incêndios que consomem o bioma amazônico são uma das etapas da exploração econômica da floresta, que vem sendo convocada pela economia mundial para fornecer alimentos e matérias-primas baratas, permitindo a manutenção do preço dos salários nos países mais desenvolvidos e o aumento do lucro em escala global. Essa é a avaliação do professor de economia Gilberto de Souza Marques, da Universidade Federal do Pará (UFPA).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1612667&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1612667&amp;o=node" /></p>
<p>Autor do livro <em>Amazônia: riqueza, degradação e saque</em>, o especialista destaca que a agropecuária, a mineração e o setor madeireiro são as principais atividades que contribuem para o desmatamento da Amazônia e que a grilagem de terra alimenta essa exploração econômica.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered">
<div class="shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100">
<div style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="flex-fill img-cover" title="Gilberto de Souza Marques/Arquivo Pessoal" src="https://imagens.ebc.com.br/mGc_mur2VTwnYsXOI8d-167vucM=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/09/18/gilberto_de_souza_marques1.jpg?itok=LCfWEO6T" alt="Brasília (DF) 18/09/2024 - Professor de economia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Gilberto de Souza Marques, autor do livro “Amazônia: riqueza, degradação e saque”
Foto: Gilberto de Souza Marques/Arquivo Pessoal" width="754" height="559" /><p class="wp-caption-text">Brasília &#8211; O professor de economia da Universidade Federal do Pará, Gilberto de Souza Marques, autor do livro Amazônia: riqueza, degradação e saque &#8211; Foto:Gilberto de Souza Marques/Arquivo Pessoal</p></div>
</div>
</div>
</div>
<p>Marques questiona o modelo econômico imposto ao bioma, argumentando que nem tudo que gera muito lucro é o melhor para o conjunto da sociedade brasileira. Além disso, afirma que a Amazônia já está internacionalizada porque as grandes multinacionais da mineração e do agronegócio são as que controlam a economia dominante na região.</p>
<p>Para o especialista em economia política, natureza e desenvolvimento, as experiências dos povos indígenas e comunidades tradicionais são as sementes de esperança que devem ser regadas para se contrapor à monocultura na região amazônica.</p>
<p>Confira a entrevista completa:</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: Qual a relação da destruição da Amazônia com a exploração econômica do bioma?</p>
<p><strong>Gilberto Marques</strong>: A Amazônia tem duas grandes tarefas no mundo que são incompatíveis. A primeira é contribuir para aumentar a rentabilidade do capital nas economias centrais, com o rebaixamento dos custos de produção. Isso significa produzir matérias-primas baratas de exportação para a China e para a Europa, como o ferro, a soja e outros produtos.</p>
<p>Ao produzir alimentos baratos, a Amazônia diminui a pressão para elevação salarial nesses países e contribui para elevar as taxas de lucro em meio a uma economia global que vive sucessivas crises de rentabilidade do capital.</p>
<p>A segunda tarefa da Amazônia é contribuir para reduzir os efeitos do aquecimento global, em particular a emissão de gases de efeito estufa. Na atualidade, essas duas tarefas são incompatíveis porque a primeira tarefa impõe um ritmo de apropriação da natureza como nunca visto nos 13 mil anos de existência humana na Amazônia.</p>
<p>Esse ritmo ditado pela busca do lucro faz com que a natureza tenha dificuldade de se recompor, pois são atividades extremamente degradantes para a natureza.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: Quais as principais atividades que contribuem para degradar a Amazônia?</p>
<p><strong>Gilberto</strong>: Principalmente a mineração e o agronegócio associados à exploração madeireira. E a característica mais gritante na Amazônia é que o legal se alimenta do ilegal e o ilegal do legal.</p>
<p>O setor pecuarista, que se apropria de terras públicas e que utiliza muitas vezes o trabalho escravo, continua, de alguma forma, vendendo o seu gado para as grandes cadeias da comercialização dos grandes frigoríficos, direta ou indiretamente.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered">
<div class="shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100">
<div style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="flex-fill img-cover" title="Marcelo Camargo/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/zOCdpw0pkeMfwQhSz6F9frfPeRI=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/floresta_amazonica211016ebc0667.jpg?itok=ubONuGz_" alt="floresta Amazônica" width="754" height="502" /><p class="wp-caption-text">floresta Amazônica &#8211; Marcelo Camargo/Agência Brasil</p></div>
</div>
</div>
</div>
<p>Indiretamente porque eles maquiam esse gado [de áreas griladas] e os frigoríficos sabem disso. O gado que não pode ser vendido para Europa, por exemplo, porque tem regras mais rígidas, segue para o Nordeste ou o Sudeste, abastecendo esses mercados regionais e permitindo que os rebanhos criados nessas regiões possam ser exportados sem prejuízo do consumo local. Direta ou indiretamente, o gado amazônico, mesmo criado em áreas ilegais, entra nas grandes cadeias de proteína animal do planeta.</p>
<p>Em 2021, o principal produto exportado pelo município de São Paulo foi o ouro, com aproximadamente 27% de tudo que o município exportou. De onde vem esse ouro que entra nos grandes circuitos legais da financeirização da economia? Esse ouro sai, em grande medida, dos circuitos ilegais que estão destruindo a Amazônia.</p>
<p>A mineração destrói intensivamente a floresta, o solo e subsolo, mas ela ocorre em espaço menor, ainda que tenha uma extensão além da mina, como é o caso da contaminação dos rios. Já a agropecuária usa extensas áreas e o uso de agrotóxicos mata os insetos que polinizam a floresta.</p>
<p>Além disso, a plantação de soja retira cobertura vegetal, aumentando a temperatura em torno do campo de plantio e os riscos de incêndios. Essas atividades estimulam a apropriação ilegal da terra na Amazônia.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: Como ocorre essa apropriação ilegal da terra da Amazônia?</p>
<p><strong>Gilberto</strong>: O grileiro se apropria de uma terra pública, de uma área de preservação ou de território indígena, e derruba a floresta de imediato. Em seguida, vende para um segundo proprietário que sabe que a terra é ilegal pelo próprio preço de venda, que é rebaixado.</p>
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<div class="dnd-atom-rendered">
<div class="shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100">
<div style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="flex-fill img-cover" title="Divulgação TV Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/sr2rFresMfVDOTaEnHMGEYByh70=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/floresta_amazonica_vista_de_cima.jpg?itok=GTxHEPHU" alt="Floresta amazônica vista de cima." width="754" height="424" /><p class="wp-caption-text">Floresta amazônica vista de cima. &#8211; Divulgação TV Brasil</p></div>
</div>
</div>
</div>
<p>Depois de comprar, o segundo dono entra com o pedido de regularização fundiária dessa terra, argumentando que a comprou de boa-fé, acreditando que era uma terra legalizada.</p>
<p>Esse argumento da boa-fé serviu para regularizar propriedades griladas desde os governos da ditadura empresarial militar, com o argumento de que isso geraria segurança jurídica e impediria a grilagem de terra. Na realidade, isso estimula a grilagem na região amazônica.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: Por que existe o risco de a soja avançar ainda mais no bioma amazônico?</p>
<p><strong>Gilberto</strong>: Por que o custo de transporte é elemento determinante hoje na soja. Do município de Sorriso (MT) até o Porto de Paranaguá, no Paraná, são 2,2 mil km. Depois de embarcada nos navios, ela sobe toda a costa brasileira.</p>
<p>Quando essa soja é produzida aqui na Amazônia, próximo à linha do Equador, ou com conexão com os rios, o custo de transporte cai bastante ou chega a quase zero. É o caso da soja que está sendo produzida no Amapá, a 70 quilômetros do porto.</p>
<p>Ou seja, há uma redução de custo brutal nesse processo e a redução eleva a rentabilidade da atividade, permitindo que o produto chegue barato aos mercados centrais.</p>
<p>Fora isso, quando, por meio da Lei Kandir, o governo deixa de cobrar o ICMS sobre essa exportação, o produto pode ser vendido por um preço abaixo de seu valor, sem que a empresa perca nada. Mas o Estado deixou de arrecadar o que lhe caberia. Há, então, uma transferência de valor do Brasil para as economias centrais. Vendemos mercadorias e recebemos menos do que elas efetivamente valem.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: Os incêndios na Amazônia têm relação com a exploração econômica?</p>
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<div style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="flex-fill img-cover" title="REUTERS / Bruno Kelly" src="https://imagens.ebc.com.br/kRvSAI-9qQ_HBMtWODg4m5sDy6o=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2019-08-21t165535z_1942945837_rc15f10d89c0_rtrmadp_3_brazil-politics.jpg?itok=OsZDamS7" alt="Um homem trabalha em um trecho de queimada da floresta amazônica, como está sendo desmatada por madeireiros e agricultores em Iranduba, Amazonas, Brasil, 20 de agosto de 2019. REUTERS / Bruno Kelly / " width="754" height="473" /><p class="wp-caption-text">Homem trabalha em trecho de queimada da floresta amazônica, desmatada por madeireiros e agricultores em Iranduba _ Foto Reuters/ Bruno Kelly </p></div>
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<p><strong>Gilberto</strong>: O fogo é resultado desse processo de apropriação ilegal da terra e é uma etapa da exploração econômica. Durante o primeiro semestre do ano, que é o período de mais chuva, se faz a derrubada da floresta para a retirada das madeiras.</p>
<p>Quando começa o verão amazônico, que ocorre entre o final de junho até setembro principalmente, se toca muito fogo na floresta para queimar o que se derrubou no primeiro semestre, mas não se aproveitou para a atividade madeireira. Então, se forma o pasto.</p>
<p>Além disso, 80% das propriedades da floresta são reservas legais que não podem ser desmatadas. O proprietário então toca fogo na floresta e diz que aquilo foi um incêndio não produzido por ele. Como deixou se ser floresta, ele vai utilizar a área para o aumento do pasto, para o plantio de soja ou outra atividade do agronegócio.</p>
<p>Quando você pega a distribuição do fogo, você vê que a concentração está exatamente nos municípios em que mais avança o agronegócio. Como é o caso de São Félix Xingu (PA), que tem o maior reganho bovino do Brasil.</p>
<p>Porém, o que estamos vendo hoje, neste início de setembro, é um descontrole porque alguns dados de monitoramento apontam que até um terço do fogo sobre a Amazônia está ocorrendo em floresta em pé, diferentemente do padrão típico que é o fogo sobre floresta que foi derrubada no primeiro semestre.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: O senhor diz que a Amazônia está internacionalizada no mercado global. Como é isso?</p>
<p><strong>Gilberto</strong>: A Amazônia está internacionalizada porque os grandes ramos da produção do agronegócio e da mineração estão controlados pelas grandes empresas multinacionais em escala internacional.</p>
<p>As duas maiores plantas de alumina e alumínio do planeta estão no Pará e são controladas por uma empresa transnacional, que é a Hydro, de capital principalmente norueguês. O principal acionista é o governo da Noruega, que é também o principal doador do Fundo Amazônia.</p>
<p>A Vale do Rio Doce anunciou que a maior parcela do seu capital total é negociada em circuitos estrangeiros, ou seja, não está nas mãos de brasileiros. Se pegarmos o comércio de grãos, principalmente soja, quem comercializa e controla esse comércio na Amazônia são as grandes transnacionais do agronegócio como Cargill, Bunge, ADM [Human, Pet and Animal Nutrition Company] e LDC [Louis Dreyfus Company].</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: Qual a exploração econômica sustentável alternativa que pode beneficiar o povo brasileiro?</p>
<p><strong>Gilberto</strong>: Nosso desafio é entender que não necessariamente o que dá grande lucro é algo que beneficia o conjunto da população ou que seja necessariamente o melhor para o país e para a região.</p>
<p>Precisamos problematizar essa noção de desenvolvimento como simples expansão da economia. Historicamente, isso foi utilizado no Brasil para justificar determinadas políticas, mas o resultado foi exclusão social e o enriquecimento de uma pequena minoria.</p>
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<div style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="flex-fill img-cover" title="Polícia Federal" src="https://imagens.ebc.com.br/7zGP1pOJzvBgmry1lx-R7KatCaQ=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/operacao_oke_aro_2701214146.jpg?itok=VmCNMDvx" alt="Boa Vista/RR – A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje, 27/01, a operação Okê Arô*, para combater o desmatamento ilegal em uma área de quase 5.000 hectares de floresta amazônica." width="754" height="566" /><p class="wp-caption-text">Boa Vista – Polícia Federal deflagra Operação Okê Arô* para combater desmatamento ilegal na floresta amazônica. &#8211; PF/divulgação</p></div>
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<p>Nesse sentido, temos experiências em curso na região amazônica que são ainda muito incipientes, mas muito ricas. A produção agroecológica, com as agroflorestas, é uma delas. Outras experiências são as atividades comunitárias, como a pesca do Mapará, no Rio Tocantins, onde as pessoas se juntam para pescar e o resultado é distribuído entre todos, inclusive entre aqueles que não puderam pescar.</p>
<p>Tem ainda a rica experiência do povo indígena Ka’apor, do Maranhão, que tem criado áreas de proteção quando identifica a entrada de madeireiros e outros invasores. Eles constroem comunidades nas rotas dos invasores, barrando a entrada deles. Já criaram 12 áreas de proteção, permitindo a recomposição da floresta.</p>
<p>Temos que ajudar a disseminar essas experiências de integração sociedade-natureza em oposição à monocultura na Amazônia. A gente tem que olhar a Amazônia com esperança, porque ela ainda é a maior concentração de matéria viva do planeta.</p>
<p>Ela captura dióxido de carbono e cumpre papel vital para a existência da humanidade. O planeta vai continuar existindo, o que está em questão é a continuidade da humanidade. Nesse sentido, a Amazônia é a esperança para o planeta. E os povos que vivem na Amazônia, por meio de suas experiências, são sementes de esperança que temos que ajudar a brotar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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		<title>Incêndio no Parque de Brasília entra no 3º dia; fumaça se espalha</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/incendio-no-parque-de-brasilia-entra-no-3o-dia-fumaca-se-espalha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 14:30:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Incêndio]]></category>
		<category><![CDATA[Parque Nacional de Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[PF]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[PF abriu inquérito para investigar indícios de crime A fumaça causada pelo incêndio no Parque Nacional de Brasília está se espalhando pela capital federal. A manhã desta terça-feira (17) iniciou com boa parte do Plano Piloto, em especial a Asa Norte, sob uma cortina de fumaça acompanhada de cheiro forte e fuligem. Indícios são de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1338553803" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>PF abriu inquérito para investigar indícios de crime<br /><br />A fumaça causada pelo incêndio no Parque Nacional de Brasília está se espalhando pela capital federal. A manhã desta terça-feira (17) iniciou com boa parte do Plano Piloto, em especial a Asa Norte, sob uma cortina de fumaça acompanhada de cheiro forte e fuligem.<br /><br />Indícios são de que o fogo iniciado no domingo (15), por volta das 11h30, teve origem criminosa, o que levou a Polícia Federal a abrir um inquérito.<br /><br />A onda de queimadas na capital do país atingiu pelo menos 2 mil hectares do Parque Nacional de Brasília, uma unidade de conservação de Cerrado nativo e abundante em nascentes de água, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).<br /><br />Com 147 dias sem chuvas este ano no DF, o tempo quente e seco dificulta o trabalho das equipes e facilita a propagação das chamas. Diante da necessidade de mobilização para enfrentar os focos de incêndio, o Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal (CBMDF) suspendeu todas as concessões de férias, abonos anuais, dispensas e autorizações para participação em cursos e seminários de seu efetivo.<br /><br />A baixa qualidade do ar nas áreas próximas do parque levou a Secretaria de Educação do Distrito Federal a autorizar a suspensão das aulas escolas – decisão que, segundo a secretaria, seria tomada de forma autônoma pelas unidades escolares, caso considerassem a medida necessária. <br /><br />O excesso de fuligem e fumaça no ar, associado ao clima seco que atinge boa parte do país, tem causado mal-estar a muitas pessoas, em especial crianças e idosos. Os efeitos da fumaça na saúde têm preocupado especialistas. <br /><br /><br /><br /><br />Fonte: Agência Brasil</p>
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		<title>VÍDEOS: agricultores do AM registram queimadas no Estado</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/videos-agricultores-do-am-registram-queimadas-no-estado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 14:16:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Estado]]></category>
		<category><![CDATA[manaus]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Airão]]></category>
		<category><![CDATA[Panelão]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[Registros feitos nos municípios de Careiro Castanho e Novo Airão assustam os agricultores Manaus – Vídeos compartilhados nos aplicativos de mensagens, mostram agricultores dos municípios de Careiro Castanho (a 88 quilômetros ao sul de Manaus) e Novo Airão (a 115 quilômetros a noroeste de Manaus) desesperados com os incêndios que atingem a região. Conforme as [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-86341654" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Registros feitos nos municípios de Careiro Castanho e Novo Airão assustam os agricultores<br /><br /><strong>Manaus</strong> – Vídeos compartilhados nos aplicativos de mensagens, mostram agricultores dos municípios de Careiro Castanho (a 88 quilômetros ao sul de Manaus) e Novo Airão (a 115 quilômetros a noroeste de Manaus) desesperados com os incêndios que atingem a região.<br /><br />Conforme as imagens, na comunidade de PA Panelão, no município de Careiro Castanho, o fogo se alastra por uma área de vegetação enquanto a pessoa que filma pede que os moradores parem de atear fogo na região. O registro também mostra um carro pipa e algumas pessoas correndo para tentar conter as chamas.<br /><br />Já no município de Novo Airão, o registro feito por moradores mostra o fogo tomando conta de uma área de vegetação, nas imagens a pessoa diz que “ainda pediu pra ele não ‘tacar’ fogo. Agora já era”, diz a pessoa que faz o registro.<br /><br />O Amazonas contabiliza 19.478 focos de incêndio desde o início de 2024, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta segunda-feira (16). Todos os 62 municípios do Amazonas estão em emergência ambiental devido à estiagem severa e aumento de focos de incêndio na região.<br /><br /><strong>Veja vídeos:</strong></p>

<a href='https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Video-2024-09-17-at-09.09.34.mp4'>WhatsApp-Video-2024-09-17-at-09.09.34</a>


<a href='https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Video-2024-09-17-at-09.08.55.mp4'>WhatsApp-Video-2024-09-17-at-09.08.55</a>

<p><br /><br /><br /><br /><br />Fonte: D24am</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Brasil concentra 76% dos incêndios na América do Sul</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/brasil-concentra-76-dos-incendios-na-america-do-sul/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2024 16:02:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[focos]]></category>
		<category><![CDATA[Incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[Inpe]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[País registrou mais de 5 mil focos nas últimas 24 horas Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 5.132 focos de incêndio, concentrando 75.9% das áreas afetadas pelo fogo em toda a América do Sul, informa o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O aumento no número de focos se deu no bioma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-930534330" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>País registrou mais de 5 mil focos nas últimas 24 horas</p>
<p>Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 5.132 focos de incêndio, concentrando 75.9% das áreas afetadas pelo fogo em toda a América do Sul, informa o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O aumento no número de focos se deu no bioma Cerrado, que ultrapassou a Amazônia nas frentes de fogo e registrou 2.489 focos ontem (9) e hoje.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1611322&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1611322&amp;o=node" /></p>
<p>Uma das maiores especialistas em fogo do país, a diretora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, diz que o avanço dos incêndios em grande parte do país preocupa principalmente pela antecipação do período crítico. “A gente está numa situação muito difícil, até porque não sabe como serão os próximos meses. Não queremos que seja como foi o fim do ano passado, quando em outubro a situação piorou na Amazônia, principalmente em novembro e dezembro, e a chuva só começou em janeiro. Então, fico muito preocupada com será depois de setembro”.</p>
<p>Nestes primeiros dias de setembro, os focos distribuídos pelo país superam o dobro do que foi observado em 2023. Em apenas dez dias são 37.492 focos registrados, enquanto que no mesmo período do ano anterior haviam sido 15.613. Para Ane Alencar, este ano o fogo foi potencializado por uma confluência de fatores que vão desde fenômenos como o segundo ano de El Niño, seguido de La Niña, passando pelo aquecimento global e a ação humana. “Eu acho que no Brasil, normalmente, já tivemos secas muito fortes na Amazônia, em uma parte do Cerrado, na região central do país, mas pegando vários biomas ao mesmo tempo, eu acho que é uma das primeiras vezes. É quase uma tempestade perfeita, onde o clima é o motor para propagar o fogo que ocorre a partir das queimadas”, diz.</p>
<p>Além dos incêndios que avançam sobre a Amazônia e o Pantanal, São Paulo também passa por situação crítica.</p>
<h2>Turismo</h2>
<p>No Cerrado, duas importantes unidades de conservação também são alcançadas pelo fogo. No estado de Goiás. o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros teve 10 mil hectares atingidos pelos incêndios e em Mato Grosso, estado que lidera o número de focos, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) interditou, por tempo indeterminado, pontos turísticos da unidade concedida à iniciativa privada.</p>
<p>Segundo a Parquetur, administradora do uso público das duas unidades, não foi necessário interditar as atrações turísticas em Goiás, já que o incêndio ocorre em região que não afeta nem coloca em risco a área de visitação. “A Parquetur reforça que é importante que as visitações ao entorno continuem a ocorrer, para não gerar impactos negativos ao mercado turístico local.”, informou a empresa.</p>
<h2>Ignição</h2>
<p>Para a pesquisadora, embora a seca seja capaz de causar impactos na economia e no equilíbrio ambiental, com isolamento de comunidades, dificuldades de transporte e mortandade de espécies, ela não é capaz de causar fogo e a proporção de seu impacto ganha maiores dimensões pela ação humana. “Para que haja um fogo, tem que ter faísca, que é essa primeira fonte de ignição, e ela é iniciada pelo ser humano, por diversos motivos. Mas os principais, eu diria, porque a gente está falando de uma região muito grande, os principais são o uso do fogo para renovação de pastagem e o uso do fogo na prática de conversão do solo, na prática de desmatamento”, afirma Ane.</p>
<h2>Qualidade do ar</h2>
<p>O cenário de incêndios em grande parte do país faz com que os episódios críticos de poluição do ar também sejam mais frequentes e as doenças causadas pela fumaça impactem, inclusive, o sistema de saúde do país. Recentemente, o Ministério da Saúde acionou a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) para atuar no auxílio aos estados e municípios em busca de minimizar os efeitos das queimadas na saúde humana.</p>
<p>Ane Alencar explica que os efeitos regionais do fogo vão muito além das questões de saúde e afetam até a economia de um país. “Há um impacto para as pessoas que perdem suas matérias-primas, aquela árvore frutífera, aquela madeira que está ali na floresta; há um impacto na caça das pessoas. E também na agropecuária, uma área que não estava preparada para ser queimada, quando é queimada tem efeito na agricultura. Também o gado tem que sair daquele pasto queimado e ir para outro, que vai ser arrendado ou, às vezes, o gado até morre”.</p>
<p>As perdas não param por aí segundo a pesquisadora, que também aponta impactos na ciência, no meio ambiente e no bem-estar da humanidade. “Tem impactos que vão desde a perda de biodiversidade, de material genético que a gente até desconhece, a diminuição da capacidade de recuperação dessas áreas, que ficam mais suscetíveis a outros incêndios. Isso faz com que se tenha uma perda de serviço ecossistêmico, principalmente de água, mas também de retenção de carbono, por exemplo. Outra questão é do calor mesmo, sabemos que a floresta tem papel importante no conforto térmico”.</p>
<h2>Conscientização</h2>
<p>Embora em grande parte das áreas atingidas pelos incêndios o manejo do fogo esteja proibido, a pesquisadora considera que ainda é necessário melhorar a conscientização das pessoas. “Do jeito que estamos vivendo essa crise, os contingentes governamentais, sejam eles da esfera federal, estaduais, ou municipais, não serão suficientes para conter o que está ocorrendo, a não ser que haja o engajamento da sociedade”, diz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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		<title>A cegueira cinza causada pela fumaça das queimadas</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/a-cegueira-cinza-causada-pela-fumaca-das-queimadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 18:31:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[manaus]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[A fumaça e a seca têm sido problemas enfrentados cotidianamente, como relata moradora de Humaitá, no Sul do Amazonas Pedi a uma moradora de Humaitá, um dos municípios mais afetados com as queimadas e com a seca no rio Madeira, que nos relatasse suas percepções cotidianas sobre essa realidade. Mali (nome fictício), 42 anos, professora, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-2819017872" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>A fumaça e a seca têm sido problemas enfrentados cotidianamente, como relata moradora de Humaitá, no Sul do Amazonas<br /><br />Pedi a uma moradora de Humaitá, um dos municípios mais afetados com as queimadas e com a seca no rio Madeira, que nos relatasse suas percepções cotidianas sobre essa realidade.<br /><br />Mali (nome fictício), 42 anos, professora, nos conta como está sendo viver sob densa fumaça desde a segunda quinzena do mês de agosto.<br /><br />“A cidade está com muita fumaça. Toda a população está imersa nela, aonde quer que você vá, tem fumaça, em todos os ambientes. As escolas tiveram que parar suas aulas porque as crianças passavam mal.<br /><br />Na virada de agosto para setembro, eu percebi que muita gente estava andando de máscara, muita gente mesmo, muita gente tossindo.<br /><br />Estava sufocante fumaça somada às altas temperaturas nesses dias. E, ainda por cima, ter que andar de máscara.<br /><br />Com a ausência das aulas, a cidade ficou um pouco mais quieta. Mesmo com o barulho das propagandas políticas, a cidade se aquietou.<br /><br />Tinha a impressão de que as pessoas só estavam se deslocando por uma extrema necessidade.<br /><br />Pela manhã é muito ruim, pela tarde é pior ainda. Dependendo da localização onde você está, essa situação até piora. Se a sua casa está mais próxima da estrada ou dos igarapés, que é o meu caso, a fumaceira é bem pior”.<br /><br />Leia mais<br />Amazônia: fumaça de queimadas deixou país sem céu azul no final de semana<br />A cegueira cinza<br />No livro “Ensaio sobre a cegueira”, do escritor José Saramago, as pessoas sofrem de uma cegueira que os faz enxergar tudo branco.<br /><br />Essa é a metáfora que o autor utiliza para criticar o egoísmo, a covardia, a imparcialidade e outros sentimentos que cegam, moralmente, o ser humano.<br /><br />As impressões de Mali sobre como a maioria dos moradores de Humaitá encaram a vida sob a fumaça, nos leva a pensar em analogia à crítica de José Saramago.<br /><br />No caso da fumaça das queimadas que tomou conta do Brasil neste momento, a cegueira que nos acomete é cinza.<br /><br />“A fumaça tem tomado conta da vida de todo mundo, mas eu observo que muitas pessoas tentam normalizar não conseguir respirar, a andar um pouco de bicicleta e ficar cansado. E não admitem que isso é por culpa desse ar que, quando não está ruim, está péssimo.<br /><br />Mas, todos sentem os efeitos da fumaça na saúde. Percebo que muitos jovens e idosos ao meu redor têm sido diagnosticados com pneumonia. E, mesmo assim, as pessoas não relacionam esses problemas com a fumaça.<br /><br />Me lembra muito a época da covid-19, pois muitos negavam a sua gravidade e, alguns, até a própria existência do vírus, mesmo com os altos números de mortes.<br /><br />Contudo, o vírus é invisível, a fumaça, não; basta olhar para o céu, ele fica cinza por vários dias.<br /><br />Não está normal, não está normal mesmo! A mudança climática é uma realidade.<br /><br />Aqui, a gente está enfrentando as duas situações: a fumaça das queimadas e a seca.<br /><br />A seca não está sendo vista por conta da fumaça. Mas o rio está muito seco, está cheio de praias em frente a cidade.<br /><br />E não existe uma discussão do porquê estar acontecendo, aonde vamos parar, o que fazer para evitar que isso continue acontecendo”.<br /><br /><br />“Nos piores dias, o ar tem cheiro de fuligem. Você vai até a orla da cidade ver o rio, mas não enxerga. Faz muito tempo que o rio sumiu, a gente só vê o cinza da fumaça.<br /><br />Quando acordo e vejo o céu cinzento, sinto saudade de ver o céu azul. Os dias têm sido tristes. Sinto saudade de ver o rio, de ver o verde.<br /><br />Toda essa situação mexe com a cabeça da gente, pelo menos com a minha. O ambiente todo cinza é muito triste para mim.<br /><br />Sinto saudade de ver o céu azul, de ver o sol amarelo, de ver o verde das árvores, de ver rio barrento, de ir na orla e pegar aquele ventinho gostoso. Eu sinto falta disso. Tenho sentido falta de ver as cores, é isso!”<br /><br /></p>
<p>Leia mais: <a href="https://bncamazonas.com.br/a-cegueira-cinza-causada-pela-fumaca-das-queimadas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">BNC Amazonas</a></p>
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