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	<title>preço dos alimentos - Portal NDC</title>
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	<description>Sempre em Cima da Notícia</description>
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	<title>preço dos alimentos - Portal NDC</title>
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		<title>Clima e foco em exportação explicam alta de alimentos no longo prazo</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/clima-e-foco-em-exportacao-explicam-alta-de-alimentos-no-longo-prazo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Mar 2025 16:47:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Ibre]]></category>
		<category><![CDATA[Inflação FGV]]></category>
		<category><![CDATA[preço dos alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Soja]]></category>
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					<description><![CDATA[Estudo da FGV destrincha motivos para preços subirem mais que inflação Condições climáticas e mudanças no uso da terra que privilegiaram culturas de exportação nos últimos anos causaram redução no ritmo de crescimento da produção de alimentos no país e explicam o aumento no preço da comida. A constatação faz parte da Carta do Ibre, análise [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-3374452485" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Estudo da FGV destrincha motivos para preços subirem mais que inflação</p>
<p>Condições climáticas e mudanças no uso da terra que privilegiaram culturas de exportação nos últimos anos causaram redução no ritmo de crescimento da produção de alimentos no país e explicam o aumento no preço da comida. A constatação faz parte da <a href="https://portalibre.fgv.br/sites/default/files/2025-03/03ce2025cartadoibre.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Carta do Ibre</a>, análise de conjuntura econômica publicada mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1634518&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1634518&amp;o=node" /></p>
<p>O texto, assinado pelo economista Luiz Guilherme Schymura, traz a colaboração de outros pesquisadores do Ibre e aponta motivos que explicam a <strong>inflação de alimentos subir em velocidade maior que a inflação oficial do país</strong>, apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>A análise aponta que a alta no preço da comida é reflexo do fato de a produção no campo não acompanhar a demanda da população.</p>
<p>O IPCA de fevereiro mostrou que a inflação do grupo alimentos e bebidas subiu 7,25% no acumulado de 12 meses, acima do índice geral, que apresentou alta de 4,56%. A Carta do Ibre observa esse descolamento entre inflação da comida e inflação geral durante um tempo mais longo.</p>
<blockquote>
<p>“Entre 2012 e 2024, o item alimentação no domicílio teve alta de 162%, enquanto o IPCA geral elevou-se 109%”, afirma o documento.</p>
</blockquote>
<h2>Clima e dólar</h2>
<p>O Ibre ressalta que “a alta dos alimentos – que tem peso maior na cesta de consumo dos mais pobres – no Brasil e no mundo é um processo que já tem quase duas décadas, com muitos e complexos fatores explicativos”.</p>
<p>Schymura destaca como responsáveis pelo descasamento entre a inflação dos alimentos e o índice geral as mudanças climáticas, com aumento de eventos extremos e maior imprevisibilidade meteorológica, que “provocam perturbações crescentes na oferta de commodities [mercadorias negociadas com preços internacionais] e produtos alimentícios, num processo que afeta diversas partes do globo e, de forma bastante nítida e relevante, o Brasil”.</p>
<p>A análise frisa que efeitos negativos das mudanças climáticas começaram a emergir claramente a partir de meados dos anos 2000, com efeitos ainda mais negativos em partes mais quentes do globo, como no Brasil.</p>
<p>O documento assinala também que a “expressiva desvalorização cambial” possui parcela de culpa no encarecimento dos alimentos, uma vez que estimula a exportação.</p>
<p><strong>Com o real desvalorizado, vender para outros países e obter receita em dólar torna mais lucrativa a atividade do produtor.</strong></p>
<p>Mais um impacto do fator câmbio alto é o encarecimento de insumos agrícolas importados, como defensivos, fertilizantes, máquinas e equipamentos.</p>
<p>Outro elemento apontado são políticas internas de incentivo ao consumo, como “forte aumento real do salário mínimo e a ampliação expressiva do Bolsa Família”. Com mais renda, a população tende a aumentar o consumo, pressionando a relação produção x demanda.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered">
<div style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" title="Bruno Peres/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/8bLZrG0YXv9idB2faqZ5R6wYeQE=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/06/23/_mg_4117_0.jpg?itok=TAiVbyor" alt="Muçum (RS), 22/06/2024 - Tiago Dalmolin e seus filhos na varanda da sua casa, após enchente que atingiu toda a região. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil" width="754" height="503" /><p class="wp-caption-text">Destruição causada por enchentes na cidade de Muçum, no Rio Grande do Sul. Bruno Peres/Agência Brasil</p></div>
</div>
</div>
<h2>Produção agrícola</h2>
<p>A publicação da FGV traz dados que apontam perda de velocidade na oferta de alimentos. “O crescimento da produção agrícola mundial, que teve ritmo médio de cerca de 2,6% ao ano nas décadas de 1990 e 2000, desacelerou para 1,9% nos anos 2010”.</p>
<p>O Ibre detalha cenários específicos do Brasil. <strong>“O Brasil não está produzindo comida suficiente para o próprio país e o mundo”. Um dos motivos para isso é troca de culturas – alimentos dando lugar a soja e milho.</strong></p>
<blockquote>
<p>“A produção das lavouras está crescendo menos do que o necessário para atender à demanda interna e externa de alimentos voltados especialmente para consumo humano; uma parte da área plantada aparentemente está saindo dos alimentos e indo para esses produtos mais voltados à exportação”.</p>
</blockquote>
<p>O Ibre detalha aumentos específicos no preço da alimentação no domicílio de 2012 a 2024, como frutas (subiram 299%), hortaliças e verduras (246%), cereais, legumes e oleaginosas (217%), e tubérculos, raízes e legumes (188%), enquanto o índice geral de inflação foi 109%.</p>
<h2>Área plantada</h2>
<p>O estudo mostra que a área total plantada no Brasil aumentou de 65,4 milhões de hectares em 2010 para 96,3 milhões em 2023. Mas essa expansão se deve basicamente à soja e ao milho. Sem essas duas culturas, voltadas à exportação, a área plantada ficou estável, registrando 29,1 milhões de hectares em 2010, e 29,3 milhões em 2023.</p>
<p><strong>Segundo o Ibre, a produção de feijão por habitante no Brasil caiu 20%; e do arroz, 22%, quando se compara 2024 com 2012.</strong></p>
<p>“A área plantada de arroz no Brasil passou de 2,8 milhões de hectares em 2010 para 1,6 milhão em 2024, o que reforça a ideia de que culturas de alimentos estão dando lugar a culturas de exportação, especialmente de soja e milho”, escreve Schymura</p>
<p>O pesquisador frisa que a produção por habitante de quase todas as principais frutas caiu no Brasil a partir do início da década passada. No caso da banana, essa queda foi de 10%; no da maçã, de 5,6%; no da laranja, de 20% (afetada pelo greening, um tipo de praga); no do mamão, de 40%; e no da tangerina, de 8%. A exceção foi a uva, com aumento de 9%.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered">
<div style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" title="Joédson Alves/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/Ly5yPelszCYCW1-y83YwF9-PWo4=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/01/10/inflacion1.jpg?itok=Hha3xqpL" alt="Brasília (DF) 10/01/2025 - Inflação oficial do país em 2024 é de 4,83%, acima do limite da meta
Percentual é o mais alto desde 2022 (5,79%)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil" width="754" height="503" /><p class="wp-caption-text">Grãos à venda em mercado de Brasília.  Joédson Alves/Agência Brasil</p></div>
</div>
</div>
<h2>Hortaliças e verduras</h2>
<p>Em relação a hortaliças e verduras, segundo item de alimentação no domicílio que mais cresceu acima do IPCA em 2012-2024, o economista lembra que são culturas mais vulneráveis a climas adversos.</p>
<blockquote>
<p>“Outra hipótese, que não exclui a primeira, é o aumento Título 2da demanda em função de mudança de hábitos, como a busca de alimentação mais saudável. Por fim, o crescimento das áreas urbanas, em detrimento dos ‘cinturões verdes’, e o encarecimento da mão de obra também podem ser fatores que restringem a produção de hortifrutigranjeiros”, sugere.</p>
</blockquote>
<h2>Carne</h2>
<p>A análise aponta também fatores que tornam a carne mais cara, como o “clico do boi”, que provoca redução da oferta a cada cinco anos, aproximadamente.</p>
<p>A demanda de outros países pela carne brasileira apresenta também um fator de encarecimento. Houve, diz o Ibre, grande aumento da exportação do produto desde 2017, enquanto a produção nacional se manteve relativamente estável.</p>
<p>Segundo a publicação,<strong> em 2017, a disponibilidade de carne bovina para consumo doméstico foi de 39,9 kg/habitante, indicador que caiu para 36,1 em 2023</strong> – patamar mais baixo desde pelo menos 2013.</p>
<p>Além disso, observa a análise, a produção de carne também vem sendo afetada pelas mudanças climáticas, com destaque, em 2021, para o dano às pastagens causado pela forte seca.</p>
<h2>Recomendações</h2>
<p>A Carta do Ibre conclui que “a alta dos alimentos não é um fenômeno passageiro” e recomenda as seguintes políticas de suprimento e segurança alimentar:</p>
<ul>
<li><strong>Foco nas culturas que produzem diretamente alimentos para a mesa dos brasileiros.</strong></li>
<li><strong> Monitoramento da produção</strong></li>
<li><strong> Recomposição de estoques públicos</strong></li>
<li><strong> Silagem (estruturas de armazenamento)</strong></li>
<li><strong> Vias de escoamento</strong></li>
<li><strong> Crédito focalizado</strong></li>
</ul>
<h2>Cultura de exportação</h2>
<p>Em relação às culturas de exportação, Schymura comenta que “não se trata de restringir”. Ele afirma que a soja, por exemplo, traz muitos benefícios ao país, na forma de entrada de moeda estrangeira e da “consequente estabilização macroeconômica propiciada por elas”. Ele assinala ainda que essas culturas permitem o barateamento das rações, que são insumo nas cadeias de proteínas animais.</p>
<blockquote>
<p>“O foco deve ser o de estimular a produção adicional de alimentos, e não dificultar outras áreas do agronegócio. Não se trata de um jogo de soma zero”, conclui.</p>
</blockquote>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered">
<div style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" title="Valter Campanato/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/K1wIOFdwtgFaXpPaIY_fprV-VbM=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/dolar_moeda_0803221210.jpg?itok=5pApKnzq" alt="Dólar" width="754" height="503" /><p class="wp-caption-text">Nota de 100 dólares americanos. Valter Campanato/Agência Brasil</p></div>
</div>
</div>
<h2>Derrubada de impostos</h2>
<p>O preço dos alimentos é uma das principais preocupações atuais do governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a dizer que cogita “medidas drásticas” para conter a pressão de alta.</p>
<p>Na quinta-feira da semana passada (6), o governo decidiu zerar o Imposto de Importação de nove tipos de alimentos, na tentativa de baratear preços.</p>
<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz acreditar que a supersafra esperada para este ano seja fator de alívio na inflação de alimentos.</p>
<p>De acordo com estimativa anunciada nesta quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de grãos 2024/25 será de 328,3 milhões de toneladas, expansão de 10,3% ante a safra 2023/24.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Reforma tributária isenta cesta básica de impostos</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/reforma-tributaria-isenta-cesta-basica-de-impostos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jan 2025 19:03:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[cesta básica]]></category>
		<category><![CDATA[preço dos alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma tributária:]]></category>
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					<description><![CDATA[Já as bebidas açucaradas pagarão mais imposto Regulamentada na última quinta-feira (16) após 30 anos de discussões no Congresso, a reforma tributária sobre o consumo promoverá mudança no preço dos alimentos. Como determinado pela emenda constitucional de 2023, a lei complementar definiu os itens da cesta básica nacional que terão alíquota zero e os itens [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-2912942898" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Já as bebidas açucaradas pagarão mais imposto</p>
<p>Regulamentada na última quinta-feira (16) após 30 anos de discussões no Congresso, a reforma tributária sobre o consumo promoverá mudança no preço dos alimentos. Como determinado pela emenda constitucional de 2023, a lei complementar definiu os itens da cesta básica nacional que terão alíquota zero e os itens que terão alíquota reduzida em 60%. Por outro lado, bebidas prejudiciais à saúde serão sobretaxadas.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1627230&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1627230&amp;o=node" /></p>
<p>No caso da cesta básica nacional, a lei complementar inclui 22 produtos que não pagarão o futuro Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A lista traz produtos essenciais para a alimentação dos brasileiros, com a inclusão de itens regionais, como o mate e o óleo de babaçu. Outros 14 alimentos terão alíquota reduzida em 60% em relação a alíquota-padrão.</p>
<p>Durante a tramitação no Congresso, esses pontos geraram polêmica, com o Senado retirando o óleo de milho da cesta básica e passando para a lista de alíquota reduzida. Em contrapartida, o Congresso acrescentou carnes, queijos, todos os tipos de farinha, aveia, sal e óleo de milho, aumentando a lista de produtos da cesta básica de 15 para 22 itens.</p>
<p>Na última votação, na Câmara dos Deputados, os parlamentares retiraram a água mineral da lista de produtos com alíquota reduzida. Alguns deputados tentaram incluir os biscoitos e bolachas na cesta básica nacional, com isenção, mas os itens continuaram a lista de alíquota mais baixa.</p>
<p>Se diversos alimentos tiveram imposto reduzido, as bebidas açucaradas e alcoólicas vão pagar mais. Esses produtos foram incluídos na lista do Imposto Seletivo, apelidado de Imposto do Pecado, que incidirá sobre bens que prejudicam a saúde ou o meio ambiente.</p>
<p>O Imposto Seletivo também será cobrado sobre bens minerais, jogos de azar, embarcações e aeronaves, produtos fumígenos (cigarros e relacionados) e veículos. Apesar de especialistas em saúde terem pedido &#8211; em audiências públicas &#8211; a inclusão de alimentos processados no imposto, o Congresso não acatou as reivindicações.</p>
<h2>Preços finais</h2>
<p>No caso do Imposto Seletivo, a sobretaxação resultará em aumento de preços. O contrário, no entanto, não está garantido. O impacto das isenções e das alíquotas reduzidas sobre os preços finais depende da cadeia produtiva dos alimentos. Isso porque o futuro Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que substituirá sete tributos atuais que incidem sobre o consumo, não será cobrado em cascata.</p>
<p>A cada etapa da cadeia produtiva, o produtor poderá deduzir o IVA sobre os insumos. Em tese, alimentos com cadeia produtiva mais longa, como os industrializados, poderão se aproveitar de mais créditos (deduções) sobre a etapa anterior de produção. Na teoria, os alimentos <em>in natura</em> terão menos descontos, porque a cadeia produtiva é mais curta, o que justifica a alíquota reduzida para sucos naturais e hortaliças. Mesmo assim, os impactos definitivos só serão conhecidos à medida que a reforma tributária entrar em vigor, com um cronograma de transição de 2026 a 2033.</p>
<h2>Lista de alimentos regulamentados pela reforma tributária</h2>
<p>Cesta básica nacional, com alíquota zero</p>
<p>1.    Açúcar;</p>
<p>2.    Arroz;</p>
<p>3.    Aveias;</p>
<p>4.    Café;</p>
<p>5.    Carnes bovina, suína, ovina, caprina e de aves e produtos de origem animal (exceto foie gras)</p>
<p>6.    Cocos;</p>
<p>7.    Farinha de mandioca e tapioca;</p>
<p>8.    Farinha de trigo;</p>
<p>9.    Feijões;</p>
<p>10.   Fórmulas infantis;</p>
<p>11.   Grão de milho;</p>
<p>12.   Leite fluido pasteurizado ou industrializado, na forma de ultrapasteurizado; leite em pó, integral, semidesnatado ou desnatado; e fórmulas infantis definidas por previsão legal específica;</p>
<p>13.   Manteiga;</p>
<p>14.   Margarina;</p>
<p>15.   Massas alimentícias;</p>
<p>16.   Mate;</p>
<p>17.   Óleo de babaçu;</p>
<p>18.   Pão francês;</p>
<p>19.   Peixes e carnes de peixes (exceto salmonídeo, atum, bacalhau, hadoque, saithe e ovas e outros subprodutos);</p>
<p>20.   Queijos tipo muçarela, minas, prato, de coalho, ricota, requeijão, provolone, parmesão, fresco não maturado e do reino;</p>
<p>21.   Raízes e tubérculos;</p>
<p>22.   Sal.</p>
<h2>Alimentos com redução de 60% em relação à alíquota padrão</h2>
<p>1.    Amido de milho;</p>
<p>2.    Cereais não contemplados com alíquota zero;</p>
<p>3.    Crustáceos (exceto lagostas e lagostim);</p>
<p>4.    Extrato de tomate;</p>
<p>5.    Farinha, grumos e sêmolas, de cerais; grãos esmagados ou em flocos, de cereais;</p>
<p>6.    Fruta de casca rija regional, amendoins e outras sementes;</p>
<p>7.    Leite fermentado, bebidas e compostos lácteos;</p>
<p>8.    Massas alimentícias recheadas (mesmo cozidas ou preparadas de outro modo) e massas instantâneas;</p>
<p>9.    Mel natural;</p>
<p>10.   Óleo de soja, de milho, canola e demais óleos vegetais;</p>
<p>11.   Pão de forma;</p>
<p>12.   Polpas de frutas sem açúcar, outros edulcorantes e conservantes;</p>
<p>13.   Produtos hortícolas, frutas e vegetais;</p>
<p>14.   Sucos naturais de fruta ou de produtos hortícolas sem açúcar, edulcorantes e conservantes.</p>
<h2>Imposto Seletivo</h2>
<p>Alíquota extra sobre os seguintes produtos que prejudicam a saúde ou o meio-ambiente:</p>
<p>1.    Bebidas açucaradas;</p>
<p>2.    Bebidas alcoólicas;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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