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	<title>Povo Yanomami - Portal NDC</title>
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	<title>Povo Yanomami - Portal NDC</title>
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		<title>Yanomami: Mulher encontrada morta foi a 3ª da mesma família</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/yanomami-mulher-encontrada-morta-foi-a-3a-da-mesma-familia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 May 2023 11:49:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Jenni Rangel]]></category>
		<category><![CDATA[Povo Yanomami]]></category>
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		<category><![CDATA[Terra Indígena Yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[A mulher morta com sinais de estrangulamento e violência sexual na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, teve sua identidade revelada. Trata-se de uma venezuelana chamada Jenni Rangel, que é a terceira pessoa da mesma família assassinada na região nesta semana. O marido de Jenni, Joel Perdomo, de 68 anos, e seu enteado, Johandri Perdomo, de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-2584705779" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>A mulher morta com sinais de estrangulamento e violência sexual na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, teve sua identidade revelada. Trata-se de uma venezuelana chamada Jenni Rangel, que é a terceira pessoa da mesma família assassinada na região nesta semana.<br /><br />O marido de Jenni, Joel Perdomo, de 68 anos, e seu enteado, Johandri Perdomo, de 24 anos, também estão entre os corpos encontrados na região nesta semana. Ambos eram garimpeiros.</p>
<p>O corpo de Jenni estava em uma vala, próximo ao local em que outros oito corpos de garimpeiros foram encontrados, na comunidade Uxiú. Com essa morte, o número de vítimas chega a 14 em apenas uma semana, em escalada de violência após tentativas do governo federal de expulsar da região os cerca de 20 mil garimpeiro.</p>
<p>De acordo com relatos de indígenas, pesquisadores e equipes de investigação, a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) atua na reserva federal.</p>
<p>No sábado (29), o agente de saúde indígena Ilson Xirixana foi morto com um tiro na cabeça, e outros dois Yanomami ficaram feridos em estado grave. A suspeita sobre a autoria do ataque recaiu sobre os garimpeiros e equipes da Polícia Federal foram enviadas ao local do conflito para ouvir testemunhas e a fazer perícias.</p>
<p>No domingo (30), quatro garimpeiros morreram durante operação de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Ibama na região de Uiaiacás, na Terra Indígena Yanomami.</p>
<p>A PRF disse que a equipe foi recebida a tiros. Foram apreendidos um fuzil e armas de uso restrito. O ataque é investigado pela PF. Um dos mortos era foragido da Justiça do Amapá.</p>
<p>Em nota, a Polícia Federal destacou o confronto entre os garimpeiros e os Yanomamis.</p>
<p>– Durante as diligências, a PF apurou indícios dos crimes cometidos contra os indígenas, ouviu testemunhas, realizou perícia de local de crime e aguarda a elaboração dos respectivos laudos e relatórios para prosseguimento das investigações – diz o texto.</p>
<p>Na última semana, a PF em ação conjunta com o Ibama, destruiu três aeronaves que dariam suporte a criminosos na região. Também foram destruídos combustíveis e uma oficina clandestina, localizada na mata, que realizaria manutenção de aeronaves de garimpo. As ações fazem parte da Operação Libertação,</p>
<p>Também foram destruídas acampamentos, combustíveis e maquinário encontrados em locais que ainda possuem garimpos em atividade. As ações contaram com apoio da FAB.</p>
<p>Foto: Reprodução/Redes Sociais</p>
<p>*Pleno.News</p>
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		<title>Novas imagens mostram ação ilegal de garimpeiros na Terra Indígena Yanomami</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/novas-imagens-mostram-acao-ilegal-de-garimpeiros-na-terra-indigena-yanomami/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Apr 2023 12:11:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Povo Yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[Na Amazônia brasileira, novas imagens mostram a ação ilegal de garimpeiros na Terra Indígena Yanomami. Duas pessoas foram presas em uma pista de voo clandestina. Por trás das nuvens e mais perto, no chão, o flagrante de um crime: aviões em pistas de pouso clandestinas na Reserva Yanomami. As imagens da Força Aérea, obtidas com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-2893711722" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Na Amazônia brasileira, novas imagens mostram a ação ilegal de garimpeiros na Terra Indígena Yanomami. Duas pessoas foram presas em uma pista de voo clandestina.<br /><br />Por trás das nuvens e mais perto, no chão, o flagrante de um crime: aviões em pistas de pouso clandestinas na Reserva Yanomami. As imagens da Força Aérea, obtidas com exclusividade pelo Jornal Nacional, mostram a movimentação de aviões de garimpeiros e os estragos causados à floresta.<br /><br />À noite, os radares da FAB revelam pequenas cidades erguidas pela ilegalidade do garimpo.</p>
<div id="chunk-71jal">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="38" data-block-id="8">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">A Força Aérea identifica os locais de atuação do garimpo. De cima, localiza pistas e ocupações ilegais. Essas informações são repassadas aos agentes da <a class="" href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/policia-federal/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Polícia Federal</a>, <a class="" href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/ibama/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Ibama</a> e <a class="" href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/policia-rodoviaria-federal/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Polícia Rodoviária Federal</a>, que atuam juntos para expulsar os invasores.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-e9rp4">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="53" data-block-id="10">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Na ação conjunta desta semana, os agentes conseguiram prender o piloto de um avião, João Gabriel Floriano Cardoso, e o copiloto, Hercules Freitas. <span class="highlight highlighted">A dupla estava em uma pista ilegal de garimpo. Na abordagem, o piloto destruiu o celular, mas o aparelho dele e do comparsa foram apreendidos. A aeronave foi incendiada. </span></p>
</div>
</div>
<div id="chunk-14p7f">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="36" data-block-id="11">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><span class="highlight highlighted">Na audiência de custódia, os dois foram liberados com uso de tornozeleira eletrônica.</span> João Gabriel era quem pilotava uma aeronave que caiu há 12 dias no rio de uma praia em Boa Vista. Ninguém ficou ferido.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-2f4lg">
<div class="row medium-uncollapsed content-media content-photo" data-block-type="backstage-photo" data-block-id="12">
<div class="column medium-22 large-20 medium-centered content-media__container">
<div class="content-media-container glb-skeleton-box">
<figure class="content-media-figure"><img decoding="async" class="i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content" src="https://s2.glbimg.com/K-uPQs6lkoLQGh3ypTBFLeBjwd8=/0x0:1920x1080/1008x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/w/2/yP8cEwTkGjnhj1KYg0uQ/jn-fab.01-frame-2038.jpeg" alt="Piloto e copiloto foram presos em Terra Yanomami — Foto: JN" /></figure>
</div>
<p class="content-media__description ">Piloto e copiloto foram presos em Terra Yanomami — Foto: JN</p>
<div id="chunk-fkcg6">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="53" data-block-id="15">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">A Operação Yanomami já destruiu mais de 200 acampamentos de garimpeiros. No último dia 6 de abril, a <a class="" href="https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2023/04/06/aeronautica-encerra-liberacao-de-voos-privados-para-saidas-de-garimpeiros-da-terra-yanomami.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">FAB desativou o corredor aéreo aberto em fevereiro para a saída voluntária de garimpeiros</a> da reserva indígena. Agora, a circulação de aeronaves sobre a Terra Yanomami voltou a ser proibida, com exceção das aeronaves militares.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-29pii">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="43" data-block-id="16">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><span class="highlight highlighted">As ações de apoio aos indígenas seguem. Cerca de 350 toneladas de alimentos já foram entregues em 40 aldeias. E ainda há muito a ser feito.</span> Imagens gravadas esta semana pelo Conselho de Saúde Indígena Yanomami mostram a destruição deixada pela extração ilegal.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-dm20r">
<div class="row medium-uncollapsed content-media content-photo" data-block-type="backstage-photo" data-block-id="17">
<div class="column medium-22 large-20 medium-centered content-media__container">
<div class="content-media-container glb-skeleton-box">
<figure class="content-media-figure"><img decoding="async" class="i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content" src="https://s2.glbimg.com/fOs2E0Nxn6n1Tpr9A2w661gyz2g=/0x0:1920x1080/1008x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/O/F/Rqxx6UQny4DUJkBPWH4w/jn-fab.01-frame-3569.jpeg" alt="Doações continuam chegando à Terra Yanomami — Foto: JN" /></figure>
</div>
<p class="content-media__description ">Doações continuam chegando à Terra Yanomami — Foto: JN</p>
<div id="chunk-3av48">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="26" data-block-id="19">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Mas, apesar de tudo, existe fôlego para esperança. <span class="highlight highlighted">Como a recuperação de um rio, como mostra o coordenador do Conselho de Saúde Indígena Yanomami, Júnior Hekurari:</span></p>
</div>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="31" data-block-id="20">
<blockquote class="content-blockquote theme-border-color-primary-before">&#8220;Olha aqui! Água que era cheia de lama. Tem dois meses que os garimpeiros foram embora, foram retirados pelo governo. Então, agora, a gente vê água limpa, se curando de novo&#8221;.</blockquote>
</div>
<p>*JN</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Salgueiro anuncia enredo Yanomami para o Carnaval do Rio 2024</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/salgueiro-anuncia-enredo-yanomami-para-o-carnaval-do-rio-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Mar 2023 13:51:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Povo Yanomami]]></category>
		<category><![CDATA[Salgueiro]]></category>
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					<description><![CDATA[A luta do povo Yanomami, em defesa do maior território indígena do Brasil contra a exploração mineral e o genocídio, vai se transformar em desfile de carnaval no Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2024. O enredo “Hutukara” é a escolha da Acadêmicos do Salgueiro, divulgado antecipadamente como presente de aniversário da escola de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-646691814" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>A luta do povo Yanomami, em defesa do maior território indígena do Brasil contra a exploração mineral e o genocídio, vai se transformar em desfile de carnaval no Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2024. O enredo “Hutukara” é a escolha da Acadêmicos do Salgueiro, divulgado antecipadamente como presente de aniversário da escola de samba neste domingo (05/03).<br /><br />Com contrato renovado para 2024, o carnavalesco Edson Pereira aprofunda a pesquisa na temática indígena para levar à Marquês de Sapucaí, em busca do 10° título do Salgueiro no Grupo Especial. A sinopse do enredo, para a criação musical do samba, será anunciada aos compositores da vermelho e branco no mês de maio. O termo Hutukara, em Yanomami, significa terra.</p>
<p>“Escolhemos divulgar o título do nosso enredo como um presente para a comunidade salgueirense nesse aniversário de 70 anos. Estamos na fase da pesquisa e muito fascinados com tudo que estamos lendo e vendo. Com os Yanomami, queremos fazer uma defesa enfática da Amazônia, mostrar como essa natureza é importante para todos nós. É um enredo muito sagrado”, comenta o carnavalesco.</p>
<p>*Parintins Notícias</p>
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		<title>Funai se diz preocupada com ida de Chico Rodrigues à Terra Yanomami sem autorização de indígenas</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/funai-se-diz-preocupada-com-ida-de-chico-rodrigues-a-terra-yanomami-sem-autorizacao-de-indigenas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Feb 2023 12:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Povo Yanomami]]></category>
		<category><![CDATA[Senador Chico Rodrigues]]></category>
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					<description><![CDATA[A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) afirmou nesta sexta-feira (24) que &#8220;recebeu com preocupação a notícia&#8221; da ida do senador Chico Rodrigues ao território Yanomami sem autorização dos indígenas. O parlamentar preside a Comissão do Senado criada para acompanhar a crise Yanomami e desembarcou no território na segunda-feira (20) de carnaval, sem os demais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-3556802990" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) afirmou nesta sexta-feira (24) que &#8220;recebeu com preocupação a notícia&#8221; da ida do senador Chico Rodrigues ao território Yanomami sem autorização dos indígenas. O parlamentar preside a Comissão do Senado criada para acompanhar a crise Yanomami e desembarcou no território na segunda-feira (20) de carnaval, sem os demais integrantes do grupo.<br /><br />Em nota, a Funai afirmou que recebeu cartas de organizações indígenas sobre a ida do senador e informou para o Ministério dos Povos Indígenas. Ontem, a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara declarou ao g1 que o senador deve responder pela visita e que a Funai não havia sido comunicada.</p>
<div id="chunk-47f9v">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="44" data-block-id="6">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">A Funai relembrou ainda que as <a href="https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2023/02/01/funai-acesso-terra-yanomami.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">autorizações de entrada na Terra Yanomami estão suspensas </a>devido à emergência de saúde pública. A entrada na Terra Yanomami é coordenada a partir das ações prioritárias definidas no Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE-Yanomami).</p>
</div>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="41" data-block-id="7">
<blockquote class="content-blockquote theme-border-color-primary-before">&#8220;Nesse sentido, a fundação recebeu com preocupação a notícia de ida intempestiva de senadores à terra indígena, sem comunicação prévia, sem notícias sobre a programação, em desacordo com a Portaria Conjunta nº 01/2023, e principalmente, sem a anuência dos Yanomami&#8221;, informou.</blockquote>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="53" data-block-id="9">
<p>Chico Rodrigues foi ao território mesmo após instituições indígenas se <a href="https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2023/02/19/liderancas-indigenas-pedem-afastamento-de-senadores-de-comissao-de-crise-yanomami.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">posicionarem contrárias à participação dele </a>e de demais parlamentares de Roraima nos trabalhos da comissão</p>
</div>
<div id="chunk-cai18">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="34" data-block-id="11">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">O senador foi à região em um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB), desceu no pelotão do Exército e, acompanhado de um general, visitou o posto de Surucucu, onde indígenas doentes são atendidos.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-4388c">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="43" data-block-id="12">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Além disso, para a vice-presidente da Comissão, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), a <a href="https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2023/02/22/senadora-vice-presidente-de-comissao-sobre-crise-yanomami-diz-que-ida-de-chico-rodrigues-ao-territorio-nao-tem-legitimidade.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">ida de Chico não tem legitimidade</a>. Isso porque, segundo ela, o senador não teve o aval dos demais membros do grupo de trabalho e não apresentou nenhum plano de atividades prévias.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">O Ministério Público Federal em Roraima também pediu explicações do senador Chico Rodrigues (PSB) sobre a visita. O pedido &#8220;visa identificar os objetivos e atividades da referida Comissão Temporária Externa na <a href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/terra-yanomami" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Terra Indígena Yanomami</a>, na perspectiva da defesa dos povos que habitam a TI Yanomami.&#8221; Ele tem 10 dias, a contar do dia 20, para responder.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Foto: Júnior Hekurari Yanomami/Divulgação</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">*g1</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Base federal em aldeia indígena é alvo de ataque de garimpeiros</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/base-federal-em-aldeia-indigena-e-alvo-de-ataque-de-garimpeiros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Feb 2023 12:32:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Povo Yanomami]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://noticiasdascomunidades.com.br/?p=21975</guid>

					<description><![CDATA[Uma base federal localizada na aldeia Palimiú, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, sofreu ataques de garimpeiros na madrugada de ontem (22). A informação é do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em nota divulgada na noite de hoje (23). O atentado justificou pedido apresentado à Polícia Federal (PF) por [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-3435074641" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Uma base federal localizada na aldeia Palimiú, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, sofreu ataques de garimpeiros na madrugada de ontem (22). A informação é do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em nota divulgada na noite de hoje (23). O atentado justificou pedido apresentado à Polícia Federal (PF) por reforços de segurança do local.<br /><br />O espaço atacado serve para barrar a entrada de embarcações clandestinas no território e completou apenas duas semanas de funcionamento. Conforme relatou o Ibama, garimpeiros armados furaram o bloqueio montado no rio Uraricoera e atiraram contra agentes do órgão que abordaram uma das embarcações. Os fiscais revidaram. No tiroteio, um dos garimpeiros, cujo nome não foi divulgado, ficou ferido e foi detido pela PF. Ele permaneceu internado até a noite desta quinta-feira.<br /><br />Os criminosos desciam o rio em sete embarcações chamadas &#8220;voadeiras&#8221;, de 12 metros cada, carregadas de cassiterita, metal cuja demanda tem aumentado. O carregamento foi identificado por drones operados por fiscais do Ibama. Após o ataque, os criminosos fugiram.<br /><br />A segurança da base de controle é feita por agentes da Força Nacional de Segurança Pública, da Polícia Rodoviária Federal e do Ibama. Na última segunda-feira (20), a base ganhou uma estrutura de cabos de aço e, desde então, de acordo com o Ibama, nenhum barco carregado seguiu em direção aos garimpos.<br /><br />Para o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, trata-se de um ataque criminoso programado. &#8220;Todos aqueles que tentarem furar o bloqueio serão presos. Acabar com o garimpo ilegal é uma determinação do presidente Lula&#8221;, acrescentou.<br /><br />Em maio de 2021, começou, na região do Palimiú, uma série de investidas de garimpeiros, que atiraram com armas de fogo e lançaram bombas de gás. O grupo de invasores chegou a disparar contra uma equipe da PF que foi socorrer os yanomami. O local tem uma população de cerca de 1 mil habitantes.</p>
<p>Foto: Fernando Frazão</p>
<p>*Agência Brasil</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Líder indígena: garimpo chegou a novas áreas yanomami nos últimos anos</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/lider-indigena-garimpo-chegou-a-novas-areas-yanomami-nos-ultimos-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2023 13:12:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Povo Yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[A invasão de garimpeiros às terras onde vive o povo yanomami, ou seja, o oeste de Roraima e o norte do Amazonas, não é um fenômeno novo. Na década de 70, iniciativas governamentais estimularam o garimpo na região. Na década de 80, veio a “corrida do ouro”. Mas foram nos últimos anos que o garimpo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-682825073" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>A invasão de garimpeiros às terras onde vive o povo yanomami, ou seja, o oeste de Roraima e o norte do Amazonas, não é um fenômeno novo. Na década de 70, iniciativas governamentais estimularam o garimpo na região. Na década de 80, veio a “corrida do ouro”.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1512081&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1512081&amp;o=node" /></p>
<p>Mas foram nos últimos anos que o garimpo ilegal atingiu outro nível, avançando por territórios que, até então, ainda se mantinham livres da atividade de exploração do ouro, segundo Júnior Hekurari Yanomami, líder indígena ouvido pela reportagem da <strong>Empresa Brasil de Comunicação</strong> (<strong>EBC</strong>).</p>
<p>Júnior Hekurari é presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami (Codisi-YY) e da Urihi – Associação Yanomami. Ele tem sido voz ativa na tentativa de resolver a situação humanitária emergencial de seu povo.</p>
<p>O líder conta que o garimpo “sempre existiu” em algumas áreas do território yanomami mas que, desde 2019, a situação piorou muito. “No Uraricoera, sempre teve algumas balsas. Eram umas dez. Nem passavam de 2 mil garimpeiros na terra indígena yanomami antes de 2016, 2017. Em 2019, eu entrava nas comunidades, principalmente Parima, Xitei, Homoxi. Eu fazia as reuniões de educação, de saúde. A gente não via [garimpo] como está agora. Em 2020, durante [a pandemia de] covid-19, avançou muito, até na comunidade Keta”, afirma Júnior.</p>
<p>Segundo ele, recentemente foi aberta uma estrada que vai até a nascente do Rio Mucajaí, o que piorou bastante a situação “Foi estrago total. Nessas comunidades não tinha garimpeiros em 2019. Quando eu fui lá em 2021, pensei: ‘meu Deus, o que aconteceu aqui?’.</p>
<p>Júnior conta que a chegada do garimpo começou a gerar problemas novos para comunidades que ainda não conheciam esse tipo de invasão.</p>
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<div class="shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100"><img decoding="async" class="flex-fill img-cover" title="Rovena Rosa/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/oyv2hVsd_KUyWNfgaEZBW9ATjPE=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/img_9281_1.jpg?itok=9ZEOxbul" alt="Boa Vista (RR), 14/02/2023, O presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye'kuana - Condisi-YY, Júnior Hekurari Yanomami, fala sobre a questão dos indígenas Yanomami no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Yek'uana - DSEI YY." /></div>
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<div class="meta">Boa Vista (RR), 14/02/2023, O presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye&#8217;kuana &#8211; Condisi-YY, Júnior Hekurari Yanomami, fala sobre a questão dos indígenas Yanomami no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Yek&#8217;uana &#8211; DSEI YY. &#8211; <strong>Rovena Rosa/Agência Brasil</strong></div>
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</div>
<p>“Um pajé que morava na comunidade de Xitei fugiu por causa da presença dos garimpeiros. Ele não conseguia fazer pajelança. Era muito barulho dos motores. O garimpo ficava a 50 metros [da comunidade]. Como vai conseguir se concentrar e fazer ritual? Ele [chegou a fazer] uma reunião. Algumas comunidades ganharam muitas armas de fogo [dos garimpeiros], como espingardas, pistolas. Essa liderança foi contra e foi embora pra região do Minaú. No Minaú, não tem [garimpo]”, conta Júnior, acrescentando que hoje são poucas as áreas yanomami livres do garimpo.</p>
<p>Um<a href="https://acervo.socioambiental.org/sites/default/files/documents/yal00067.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow"> relatório</a> divulgado em abril de 2022, pela Hutukara Associação Yanomami, liderada por Davi Kopenawa Yanomami, e pelo Instituto Socioambiental, organização não governamental (ONG) de defesa dos direitos indígenas, com base em dados coletados no ano anterior, mostrou que 2021 era, até então, o ano de maior destruição provocada pelo garimpo ilegal na região.</p>
<p>“Sabe-se que o problema do garimpo ilegal não é uma novidade na TIY [Terra Indígena Yanomami]. Entretanto, sua escala e intensidade cresceram de maneira impressionante nos últimos cinco anos. Dados do Mapbiomas [ONG de mapeamento do uso do solo] indicam que a partir de 2016, a curva de destruição do garimpo assumiu uma trajetória ascendente e, desde então, tem acumulado taxas cada vez maiores. Nos cálculos da plataforma, de 2016 a 2020 o garimpo na TIY cresceu nada menos que 3.350%”, informa o relatório.</p>
<p>De acordo com o documento da Hutukara, apenas de 2020 para 2021, a destruição provocada pelo garimpo na TIY cresceu 46%. “Esse é o maior crescimento observado desde que iniciamos o nosso monitoramento em 2018, e, possivelmente, a maior taxa anual desde a demarcação da TIY em 1992”, destaca o relatório. “O garimpo não apenas tem crescido em área, mas também tem se espalhado para novas regiões do território yanomami”.</p>
<p>O relatório mostra que entre as áreas com maior incremento do garimpo ilegal nos últimos anos estão Waikás, Homoxi, Kayanau e Xitei. Em Xitei, o crescimento foi de 1.000% de um ano para outro. Algumas áreas não apresentavam nenhum grau de degradação por garimpo em 2020 e passaram a registrar no ano seguinte, como Auaris (no extremo noroeste de Roraima), Parafuri e Waputha.</p>
<p>Um novo levantamento feito pela Hutukara e pelo Instituto Socioambiental mostrou que o garimpo ilegal avançou ainda mais no ano seguinte. Imagens de satélite revelaram <a href="https://www.socioambiental.org/noticias-socioambientais/garimpo-ilegal-na-terra-yanomami-cresceu-54-em-2022-aponta-hutukara" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">crescimento de 54%</a> no desmatamento, provocado pela extração de ouro na Terra Indígena Yanomami de 2021 para 2022. </p>
<h2>Radar na Amazônia</h2>
<p>De acordo com a Comissão Pró-Yanomami (CCPY), ONG criada na década de 70 para defender essa população indígena, em 1975, o projeto Radar na Amazônia (Radam) descobriu depósitos de minerais como estanho, cobre, níquel, zinco, prata e diamante, além de cassiterita e ouro.</p>
<p>Logo depois, começa um afluxo de garimpeiros à terra indígena, em especial à área de Surucucu, para explorar os depósitos de cassiterita, com o apoio de pistas de pouso que foram abertas por ali.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o governo militar começava a implantar seus planos de integração nacional na região, com a abertura de uma rodovia, a Perimetral Norte, e programas de colonização da área por não indígenas. A própria Companhia Vale do Rio Doce, na época uma empresa estatal, também chegou a fazer prospecções nessa terra.</p>
<h2>Conflitos com os napëpë</h2>
<p>Esse primeiro contato já gerou os primeiros conflitos e problemas para o povo yanomami, uma etnia que vivia relativamente isolada até então (apesar dos primeiros contatos com os napëpë, ou “homem-branco” terem ocorrido na primeira metade do século 20).</p>
<div id="attachment_21810" style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-21810" class="size-full wp-image-21810" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2023/02/sobrevoo_funai_mpi_pf_fotos_leo_otero-805.jpg" alt="" width="754" height="425" /><p id="caption-attachment-21810" class="wp-caption-text">Surucucu (RR), 11/02/2023 &#8211; GARIMPO: ação coordenada do governo federal no território Yanomami encontra comunidade de povo indígena isolado (Moxihatëtë), sem nenhum contato com a sociedade. Eles vivem há apenas 15 km de um ponto de garimpo. Foto: Leo Otero/MPI</p></div>
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<div class="meta">Surucucu (RR), 11/02/2023 &#8211; GARIMPO: ação coordenada do governo federal no território Yanomami encontra comunidade de povo indígena isolado (Moxihatëtë). Eles vivem a apenas 15 km de um ponto de garimpo. &#8211; <strong>LEO OTERO/MPI</strong></div>
</div>
</div>
<p>Segundo a CCPY, o contato dos primeiros garimpeiros provocou a disseminação de doenças venéreas, tuberculose, surtos de gripe e mortes entre os yanomami. As roças dos indígenas também começaram a ser atacadas pelos invasores, em busca de comida.</p>
<p>Em 1980, de acordo com a Comissão Pro-Yanomami, ouro é descoberto na região do Ericó, atraindo mais de 5 mil homens apenas no garimpo de Santa Rosa. O afluxo de garimpeiros à terra yanomami continuou durante toda a década de 80 e culminou no que o Instituto Socioambiental, outra ONG de proteção dos indígenas, chamou de “corrida do ouro”, entre 1987 e 1990.</p>
<p>Isso, apesar de o governo federal decidir interditar parte da terra yanomami para proteger a população indígena, em 1982, e depois criar o Parque Indígena Yanomami, em 1984.</p>
<p>Apesar de uma ação do governo para retirar os garimpeiros, no início da década de 90, a extração ilegal de ouro continuou na área. Em 1993, a ação criminosa de um grupo de invasores resultou na morte de 16 yanomami, na região fronteiriça da Venezuela com o Brasil, no episódio que ficou conhecido como Massacre de Haximu.</p>
<p>Cinco garimpeiros foram condenados por genocídio pelos assassinatos, em 1996, naquela que foi a primeira condenação desse tipo de crime no Brasil.</p>
<p><em>*Colaborou Ana Graziela Aguiar &#8211; Repórter da <strong>TV Brasil</strong></em></p>
<p>Foto: Fernando Frazão</p>
<p>*Agência Brasil</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Yanomami pedem água potável e dizem que garimpo ilegal contamina rios</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/yanomami-pedem-agua-potavel-e-dizem-que-garimpo-ilegal-contamina-rios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Feb 2023 12:21:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Povo Yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[“A água está doente em toda a terra indígena yanomami”. Assim o líder indígena Júnior Hekurari Yanomami apresenta mais um drama de seu povo: a falta de água potável para consumo pelas comunidades locais, no oeste de Roraima e norte do Amazonas. Presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye&#8217;kuana &#8211; Condisi-YY, Júnior Hekurari Yanomami [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-377514055" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>“A água está doente em toda a terra indígena yanomami”. Assim o líder indígena Júnior Hekurari Yanomami apresenta mais um drama de seu povo: a falta de água potável para consumo pelas comunidades locais, no oeste de Roraima e norte do Amazonas.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1511197&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1511197&amp;o=node" /></p>
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<div class="shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100"><img decoding="async" class="flex-fill img-cover" title="Rovena Rosa/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/QYR9Ejmz07hOKrbPvpXwrfKsuOM=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/img_9339.jpg?itok=VnK5w0NU" alt="Boa Vista (RR), 14/02/2023, O presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye'kuana - Condisi-YY, Júnior Hekurari Yanomami, fala sobre a questão dos indígenas Yanomami no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Yek'uana - DSEI YY." /></div>
</div>
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<h6 class="meta">Presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye&#8217;kuana &#8211; Condisi-YY, Júnior Hekurari Yanomami &#8211; <strong>Rovena Rosa/Agência Brasil</strong></h6>
</div>
</div>
<p>Presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Yek’uana (Codisi-YY), Júnior explica que os corpos hídricos da terra yanomami estão contaminados por metais pesados, usados pelos garimpeiros no processo de extração ilegal de ouro. Segundo ele, a falta de água é um problema grave neste momento para os indígenas.</p>
<p>“A água é o principal para a vida das comunidades. E não há água, como a gente vê, porque está toda contaminada. Não temos mais água, só lama. Estamos falando só em garantir alimentação, mas a gente precisa também de um sistema de água para as comunidades”, afirma.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left">
<div class="dnd-atom-rendered">
<div class="shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100"><img decoding="async" class="flex-fill img-cover" title="Fernando Frazão/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/CJl_UO9bAL484WWrYkPhkXHnC04=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/_mg_9637.jpg?itok=opNOHqKA" alt="Surucucu (RR), 10/02/2023 - Ivo Yanomami, liderança da Maloca de Xerimifique, em Surucucu, Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" /></div>
</div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<h6 class="meta">Ivo Yanomami, liderança da Maloca de Xerimifique, em Surucucu, Terra Indígena Yanomami &#8211; <strong>Fernando Frazão/Agência Brasil</strong></h6>
</div>
</div>
<p>Em visita à região de Surucucu, na semana passada, a equipe de reportagem da <strong>Empresa Brasil de Comunicação</strong> (<strong>EBC</strong>) encontrou indígenas pedindo água limpa. “Muita água suja. Nós ‘toma’ e barriga dói”, reclamou <a href="https://tvbrasil.ebc.com.br/reporter-brasil-tarde/2023/02/crise-yanomami-vida-e-o-trabalho-dentro-das-comunidades" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Ivo Yanomami</a>, tuxaua, líder da comunidade de Xirimifik. </p>
<p>Reclamação semelhante foi relatada por um indígena que estava em Boa Vista, para atendimento médico. &#8220;Água suja para comer, estraga o peixe. Crianças muito fracas. Água, bebe-se suja e barriga dói muito&#8221;, disse o jovem <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-02/indigenas-yanomami-descrevem-impactos-do-garimpo-na-saude-e-na-cultura" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Enenexi Yanomami</a>. </p>
<p>Segundo Júnior Yanomami, o governo precisa criar algum projeto urgente para atender às comunidades. “É importante a água chegar à comunidade. São muitas e não há onde buscar essa água”, contou. “A água precisa ser curada. As comunidades precisam ser curadas.”</p>
<p>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou a relação entre desnutrição e consumo de água em condições impróprias em duas comunidades yanomami, no estado do Amazonas. Os pesquisadores estão buscando uma <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-02/projeto-busca-solucao-hidrica-para-aldeias-yanomami-no-amazonas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">solução</a> que ofereça água potável para essa população. </p>
<p>Em nota, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) informou que “técnicos estão analisando a melhor forma e tecnologia de armazenamento de água viáveis para a região. Ela deve ser eficiente para a realidade local e respeitar os saberes e costumes do povo yanomami”.</p>
<p>Ainda segundo a nota, o ministério informou que, desde o início das ações emergenciais de atendimento aos indígenas, tem agido para “eliminar as situações de insegurança hídrica e alimentar” da população e que já entregou quase 80 toneladas de mantimentos e medicamentos aos indígenas.</p>
<p>“O MDS, como estrutura do governo federal, trabalha em conjunto para que essa tragédia humanitária não se repita mais em nosso país. É dever do Estado acolher e viabilizar condições para que o povo yanomami possa ter condições dignas de existência e que sejam respeitadas sua terra e cultura”, acrescenta a nota.</p>
<p>Foto: Fernando Frazão</p>
<p>*Agência Brasil</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Sala de rádio em Boa Vista é janela de comunicação com os yanomami</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/sala-de-radio-em-boa-vista-e-janela-de-comunicacao-com-os-yanomami/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Feb 2023 12:44:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Povo Yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[Na pequena sala, há basicamente mapas e cronogramas de visitas às comunidades indígenas afixados na parede e uma mesa com um equipamento de radiocomunicação. Ali, todos os dias, das 7h às 19h, um operador de rádio fica sentado e se comunica com o povo yanomami. Apesar de singela, essa sala no Distrito Sanitário Especial Indígena [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-3690179162" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Na pequena sala, há basicamente mapas e cronogramas de visitas às comunidades indígenas afixados na parede e uma mesa com um equipamento de radiocomunicação. Ali, todos os dias, das 7h às 19h, um operador de rádio fica sentado e se comunica com o povo yanomami.<br /><br />Apesar de singela, essa sala no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Yek’uana (Disei-YY), em Boa Vista, é o único canal de comunicação em tempo real com a maioria das comunidades da terra indígena yanomami, tanto em Roraima quanto no Amazonas, áreas em que não há sinal para aparelhos celulares.<br /><br />É por ali que entram as demandas do povo yanomami, tanto em relação à saúde quanto a outras emergências e qualquer outro tipo de necessidade de comunicação. O contato dos indígenas com o Disei-YY é feito a partir de 78 unidades de saúde espalhadas pelas comunidades.</p>
<p>Por esta pequena sala em Boa Vista chegam, por exemplo, as informações sobre casos graves de saúde que necessitam de remoção para hospitais da capital.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left">
<div class="dnd-atom-rendered">
<div class="shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100"><img decoding="async" class="flex-fill img-cover" title="Rovena Rosa/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/QYR9Ejmz07hOKrbPvpXwrfKsuOM=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/img_9339.jpg?itok=VnK5w0NU" alt="Boa Vista (RR), 14/02/2023, O presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye'kuana - Condisi-YY, Júnior Hekurari Yanomami, fala sobre a questão dos indígenas Yanomami no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Yek'uana - DSEI YY." /></div>
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<h6 class="meta">Presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye&#8217;kuana Júnior Hekurari Yanomami &#8211; <strong>Rovena Rosa/Agência Brasil</strong></h6>
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</div>
<p>“Os yanomami procuram essas estações, passam as informações para os profissionais de saúde e o profissional de saúde passa pra cá. Passam informações sobre remoções. Quando uma mãe se recusa a vir para a cidade, minha equipe vem pra convencer, porque eles têm medo de avião, de a criança morrer aqui, de a criança não retornar pra comunidade”, explica o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Yek’uana (Codisi-YY), Júnior Hekurari Yanomami.</p>
<p>Com as informações em mãos, são acionados os recursos logísticos necessários, como aeronaves e equipes médicas, para chegar até aquela comunidade e transferir o paciente para Boa Vista.</p>
<p>A central de rádio recebe também pedidos de medicamentos, além de denúncias de ameaças de garimpeiros e conflitos. “Chega tudo aqui. A gente ouve e corre para resolver esses problemas”, conta Júnior.</p>
<p>Como a sala não funciona 24 horas, demandas ocorridas durante a noite, só podem ser resolvidas na manhã seguinte. E, segundo Júnior Yanomami, mesmo nos horários de funcionamento da sala, algumas vezes não conseguem estabelecer comunicação com a terra indígena. “Às vezes só pega dez horas da manhã, às vezes uma hora da tarde”</p>
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<div class="shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100"><img decoding="async" class="flex-fill img-cover" title="Rovena Rosa/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/fRN9JYxSqW9BI1-0HRTX-dHa1ug=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/img_9330.jpg?itok=xMbj_xBB" alt="Boa Vista (RR), 14/02/2023, A operadora de rádio, Iolanda Carvalho, fala sobre o contato por rádio com aldeias da Reserva Indígena Yanomami na sala de radiofonia do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Yek'uana - DSEI YY." /></div>
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<h6 class="meta">Iolanda Carvalho, na sala de radiofonia do DSEI, em Boa Vista <strong>&#8211; Rovena Rosa/Agência Brasil</strong></h6>
<p>A operadora de rádio Iolanda Carvalho conta que muitas comunidades não conseguem se comunicar diretamente com a central, por ficarem em territórios remotos. Nesse caso, é preciso que outras unidades de saúde façam a mediação.</p>
<p>“Tem polo que é tão fraca a propagação, que tem que pedir pro outro ajudar, porque a gente não ouve. Então, às vezes, é até difícil a comunicação chegar certa aqui, porque envolve muita gente&#8221;, afirma.</p>
<p>Nove postos de saúde contam também com um aparelho de telefone público (orelhão), mas nem todos estão funcionando, conta Júnior.</p>
<p>Foto: Rovena Rosa</p>
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</div>
<p>*Agência Brasil</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Operações para retirada de garimpeiros tem destruição de aeronaves e apreensão de combustiveis</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/operacoes-para-retirada-de-garimpeiros-tem-destruicao-de-aeronaves-e-apreensao-de-combustiveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2023 13:25:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Povo Yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[As operações do governo federal para retirar mais de 20 mil garimpeiros ilegais se intensificam na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), a Fundação dos Povos Indígenas (Funai) e a Força Nacional, que operam desde sexta-feira (06), realizam a destruição de maquinário e aeronaves. Na noite [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-3979450245" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>As operações do governo federal para retirar mais de 20 mil garimpeiros ilegais se intensificam na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), a Fundação dos Povos Indígenas (Funai) e a Força Nacional, que operam desde sexta-feira (06), realizam a destruição de maquinário e aeronaves. <br /><br />Na noite de ontem, sportters flagraram dois aviões cargueiros da Força Aérea (KC-390 e C-105 Amazonas) no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes em Manaus. Embarcaram neles agentes da Força Nacional e materiais de trabalho &#8211; escudos e cassetetes &#8211; que chegaram de Brasília em um Boeing C-30.</p>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">O registro foi realizado por volta das 22h. Os agentes militares estariam embarcando para a Roraima, mas por condições do aeroporto, que não conta com maquinário logístico para receber o desembarque, precisaram fazer a mudança na aeronave.</p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">Desde segunda-feira na TIY, segundo reportagem do jornal Estado de São Paulo, foram destruídos um helicóptero, um avião, um trator de esteira e estruturas de apoio logístico ao garimpo. Duas armas e três barcos foram apreendidos, assim como cerca de 5 mil litros de combustível que será utilizado na própria operação. </p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">Uma base de controle foi montada no rio Uraricoera que tem servido de rota para os garimpeiros e tem acesso ao Amazonas. A medida pretende impedir o fluxo de suprimentos, gasolina e diesel, uma vez que as embarcações apreendidos nos últimos dias carregavam cerca de uma tonelada de alimentos, freezers, geradores e até antenas de internet.</p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">Para somar esforços, o Ministério da Defesa, acionou o Comando Operacional Conjunto Amazônia (Cmdo Op Cj Amz) &#8211; Exército, Marinha e Força Aérea (que comanda a ação), que ativou a Operação Escudo Yanomami . A medida dará suporte ao trabalho integrado das Forças Armadas no enfrentamento da crise em TIY, tanto em Roraima, quanto na fatia do território no Amazonas. </p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">A operação é gerenciada pelo comandante o Major-Brigadeiro do Ar Raimundo Nogueira Lopes Neto. A Força Aérea tem atuada na interceptação de aeronaves. Após apelo dos garimpeiros e pressões política como do próprio governador de Roraima, Antônio Denarium (PP), foi determinada a abertura parcial da Zona de Identificação de Defesa Aérea (Zida) para permitir a saída de garimpeiros. </p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">O afrouxamento da Zida será mantido até a próxima semana. Voos com tráfego suspeito serão submetidos a medidas de policiamento do espaço aéreo. Por terra, a Folha de São Paulo acompanhou a saída de garimpeiros à pé e revelou que as viagens de avião chegam a custar R$ 15 mil após às restrições de voos impostas na região. </p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">Além da interceptação da Força Aérea, o Grupo Especializado de Fiscalização (GEF) do Ibama,  monitora pistas de pouso clandestinas na região. Sobrevoos para identificar e destruir a infraestrutura do garimpo, como aviões, helicópteros, motores e instalações, serão mantidos. O trator destruído era usado para abrir “ramais” na floresta.</p>
<p>*Acritica.com</p>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>FAB reabre espaço aéreo em RR para saída espontânea de garimpeiros</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/fab-reabre-espaco-aereo-em-rr-para-saida-espontanea-de-garimpeiros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2023 12:04:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Povo Yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou a reabertura parcial do espaço aéreo sobre a Terra Indígena Yanomami, em Roraima, para permitir a saída coordenada e espontânea de garimpeiros que atuam ilegalmente na região. A medida começou a vigorar nesta segunda-feira (6) e vai durar uma semana, seguindo até a próxima segunda-feira (13). Segundo a FAB, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-363100973" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou a reabertura parcial do espaço aéreo sobre a Terra Indígena Yanomami, em Roraima, para permitir a saída coordenada e espontânea de garimpeiros que atuam ilegalmente na região. A medida começou a vigorar nesta segunda-feira (6) e vai durar uma semana, seguindo até a próxima segunda-feira (13). Segundo a FAB, foram criados três corredores aéreos. As aeronaves terão autorização de voo desde que se mantenham dentro dos limites laterais e verticais estabelecidos.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1508684&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1508684&amp;o=node" /></p>
<p>As novas regras foram normatizadas pela FAB por meio de Notam, sigla em inglês para Notice to Air Missions, que informa a comunidade aeronáutica sobre a operação.</p>
<p>&#8220;A alteração na Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA) acrescenta, ainda, que as aeronaves que decolarem de localidades distantes desses corredores devem voar perpendicularmente até ingresso em um deles, para após prosseguirem em seu voo. Os corredores são de seis milhas náuticas (NM) de largura, o que equivale a cerca de 11 quilômetros&#8221;, informou a FAB.</p>
<p>Setores de inteligência do governo federal e o próprio movimento indígena identificaram a fuga de<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-02/garimpeiros-comecam-fugir-da-terra-indigena-yanomami" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow"> garimpeiros da terra indígena </a>nos últimos dias por terra e por via fluvial. Como a principal forma de acesso ao território é por via aérea, a reabertura para os voos deve acelerar a saída dos invasores. </p>
<p>As aeronaves que descumprirem as regras estabelecidas nas áreas determinadas pela Força Aérea estarão sujeitas às Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), que vão desde a identificação da aeronave, pedidos de mudança de rota e pouso obrigatório até tiros de advertência e os chamados tiros de detenção, que são disparos com a finalidade de provocar danos e impedir o prosseguimento do voo da aeronave transgressora. </p>
<p>O <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-01/fab-inicia-controle-do-espaco-aereo-yanomami" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">bloqueio do espaço aéreo</a> sobre a terra indígena começou a vigorar no início da semana passada, após a edição de um decreto presidencial. </p>
<h2>Garimpeiros</h2>
<p>Representantes dos garimpeiros comemoraram a medida, que vai facilitar uma resolução da crise com menor possibilidade de conflitos. A reabertura do espaço aéreo na área Yanomami era uma demanda do segmento.</p>
<p>&#8220;Entendemos que o governo está sendo sensível à crise. É um momento de pânico para milhares de garimpeiros que pretendem, voluntariamente, deixar a área. Pedimos, fizemos a mobilização da forma que se poderia fazer para ajudar, para que não houvesse conflitos&#8221;, afirmou o coordenador de articulação política do Movimento Garimpo é Legal, Jailson Mesquita. </p>
<p>Segundo Mesquita, também é preciso manter as vias fluviais abertas para que os garimpeiros que estão de canoa e outras embarcações possam também deixar o território. &#8220;Quem ficou para trás foram os menos favorecidos, quem não tinha dinheiro, quem não tinha condição. Agora, vamos ver essa retirada aí, mas já é um passo, um importante passo&#8221;, disse.</p>
<p><em>*Com informações de Alex Oliveira &#8211; Repórter da Agência Brasil.</em></p>
<p>Foto: Fernando Frazão</p>
<p>*Agência Brasil</p>
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