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	<title>MTE - Portal NDC</title>
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	<title>MTE - Portal NDC</title>
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		<title>Número de jovens que não estudam nem trabalham cresce para 5,4 milhões</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/numero-de-jovens-que-nao-estudam-nem-trabalham-cresce-para-54-milhoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2024 18:56:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[jovens]]></category>
		<category><![CDATA[jovens desempregados]]></category>
		<category><![CDATA[MTE]]></category>
		<category><![CDATA[Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE]]></category>
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					<description><![CDATA[Levantamento é da Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do MTE Aumenta o número de jovens, entre 14 e 24 anos, que não trabalham, não estudam nem buscam trabalho. Se nos três primeiros meses do ano passado o contingente de jovens “nem-nem” somava 4 milhões de pessoas, no mesmo período deste ano alcançou 5,4 milhões. O levantamento foi [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-3814128000" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Levantamento é da Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do MTE</p>
<p>Aumenta o número de jovens, entre 14 e 24 anos, que não trabalham, não estudam nem buscam trabalho. Se nos três primeiros meses do ano passado o contingente de jovens “nem-nem” somava 4 milhões de pessoas, no mesmo período deste ano alcançou 5,4 milhões.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1597497&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1597497&amp;o=node" /></p>
<p>O levantamento foi feito pela Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego. Os dados foram divulgados durante o evento Empregabilidade Jovem, promovido pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) nessa segunda-feira (27), em São Paulo.</p>
<p>Em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>, a subsecretária de Estatísticas e Estudos do Ministério do Trabalho e Emprego, Paula Montagner, disse que esse crescimento se deve a vários fatores e atinge, principalmente, as mulheres, que representam 60% do total desse público.</p>
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<div class="shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100">
<div style="width: 473px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="flex-fill img-cover" title="Wilson Dias/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/6ocOlCUUAU1JX1AFZvekL_TXKS8=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/03/04/img_5731_0.jpg?itok=0AWgFXPY" alt="Brasília (DF), 04/03/2024 - Subsecretária de Estudos e Estatísticas do Trabalho no Ministério do Trabalho e Emprego, Paula Montagner, durante entrevista ao programa A Voz do Brasil, nos estúdios da EBC. Foto:Wilson Dias/Agência Brasil" width="463" height="309" /><p class="wp-caption-text">Subsecretária de Estudos e Estatísticas do Trabalho no Ministério do Trabalho e Emprego, Paula Montagner,  Foto: Wilson Dias/Agência Brasil</p></div>
</div>
</div>
</div>
<p>“Há muita dificuldade de as mulheres entrarem no mercado de trabalho, em especial, mulheres jovens. Por outro lado, há esse apelo para que as jovens busquem alguma outra forma de ajudar a sociedade, que é ter filhos mais jovens, além de um certo conservadorismo entre os jovens que acham que só o marido trabalhando seria suficiente”, disse,</p>
<p>A subsecretária acrescentou que isso faz com que elas entrem mais tarde no mercado de trabalho e, com menos qualificação, tenham mais dificuldade em conseguir emprego de melhor remuneração salarial.</p>
<p>Para tentar diminuir o universo de jovens que deixam o ensino médio, o governo federal lançou recentemente o programa Pé-de-Meia, que oferece incentivo financeiro para jovens de baixa renda permanecerem matriculados e concluírem essa etapa do ensino.</p>
<p>O programa prevê o pagamento de incentivos anuais de R$ 3 mil por beneficiário, chegando a até R$ 9,2 mil nos três anos do ensino médio, com o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na última série. Mas, segundo Paula Montagner, os efeitos desse programa entre os jovens só poderão ser sentidos nos próximos anos.</p>
<h2>Ocupação e desocupação</h2>
<p>Cerca de 17% da população brasileira é formada por jovens entre 14 e 24 anos, que somam 34 milhões de pessoas. Desse total, 14 milhões de jovens tinham uma ocupação no primeiro trimestre deste ano.</p>
<p>Dentre os jovens ocupados, 45% estavam na informalidade, o que corresponde a 6,3 milhões de indivíduos. Essa porcentagem, segundo Paula Montagner, é maior do que a média nacional, atualmente em 40%.</p>
<p>“A informalidade tem a ver com o fato dos jovens trabalharem predominantemente em micro e pequenas empresas. Jovens que vão muito cedo para o mercado de trabalho e não vão na condição de aprendizes; na maioria das vezes não têm uma situação de contratação formalizada. Quase sempre eles estão trabalhando como assalariados, sem carteira de trabalho assinada, porque o empregador, por vezes, fica na dúvida se o jovem vai, de fato, desempenhar corretamente as funções, se ele vai gostar do emprego ou não. Então, eles esperam um tempo um pouquinho maior para formalizá-los”, explicou.</p>
<p>Já os jovens que só estudam somam 11,6 milhões de pessoas e o número de desocupados nessa faixa etária chegou a 3,2 milhões em 2024.</p>
<h2>Aprendizes e estagiários</h2>
<p>O levantamento também apontou que houve, recentemente, um crescimento no número de aprendizes e de estagiários no país. No caso dos aprendizes, só entre os anos de 2022 e 2024 houve um acréscimo de 100 mil jovens que passaram para a condição de aprendizado. Em abril deste ano eles já somavam 602 mil, o dobro do que havia em 2011.</p>
<p>Já em relação aos estágios, o crescimento foi 37% entre 2023 e 2024, passando de 642 mil adolescentes e jovens nessa condição para 877 mil neste ano.</p>
<p>Para Rodrigo Dib, da superintendência institucional do CIEE, os resultados dessa pesquisa &#8220;mostram que a empregabilidade jovem é um desafio urgente para o Brasil&#8221;. </p>
<p>&#8220;Precisamos incluir essa faixa etária no mundo do trabalho de maneira segura e de olho no desenvolvimento desses jovens a médio e longo prazo&#8221;, disse. Ele considera grave o Brasil somar mais de cinco milhões dos chamados “nem-nem”.  &#8220;São jovens que não tem oportunidades e estão tão desesperançosos que não estão buscando uma oportunidade para dar o primeiro passo na carreira profissional&#8221;. </p>
<p>Paula Montagner entende que, para aumentar a inserção produtiva do jovem no mercado de trabalho, é preciso, primeiramente, elevar a escolaridade desse público. “Ele precisa estudar, elevar a escolaridade e ampliar sua formação técnica e tecnológica”, afirmou.</p>
<p>“A gente precisa também reforçar as situações de estágio e aprendizado conectado ao ensino técnico e aos cursos profissionalizantes não só para o jovem buscar uma inserção para sobreviver, mas para ele criar um acúmulo de conhecimento que permita que ele desenvolva uma carreira, para que ele encontre áreas de conhecimento que são do seu interesse”, acrescentou a subsecretária.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Governo atualiza valores do seguro-desemprego; confira tabela e saiba quem tem direito</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/governo-atualiza-valores-do-seguro-desemprego-confira-tabela-e-saiba-quem-tem-direito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jan 2024 14:38:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[do Ministério do Trabalho e Emprego.]]></category>
		<category><![CDATA[MTE]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) atualizou da tabela do seguro-desemprego. O reajuste leva em consideração o acumulado do INPC de 2023, que fechou em alta de 3,71%. Em vigor desde 11 de janeiro de 2024, o valor do benefício é calculado a partir do salário médio recebido pelo beneficiário nos três meses [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-2915539904" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>O Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) atualizou da tabela do seguro-desemprego.<br /><br />O reajuste leva em consideração o acumulado do INPC de 2023, que fechou em alta de 3,71%.<br /><br />Em vigor desde 11 de janeiro de 2024, o valor do benefício é calculado a partir do salário médio recebido pelo beneficiário nos três meses anteriores a demissão, tendo como piso o valor de um salário mínimo (R$ 1.412). Confira a seguir a tabela atualizada pelo MTE do seguro-desemprego em 2024:<br /><br />O trabalhador formal pode entrar com um pedido pelo benefício de 7 a 120 dias após a demissão. Pessoas com Bolsa qualificação podem solicitar o benefício durante a suspensão do contrato de trabalho, enquanto empregados domésticos devem solicitar o pedido em até 90 dias.</p>
<div class="flourish-embed flourish-table" data-src="visualisation/16458286"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-33602" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/01/2024-01-15.png" alt="" width="746" height="344" /></div>
<h2>Quem tem direito ao benefício?</h2>
<p>A lei define que tem direito ao seguro-desemprego o trabalhador que:</p>
<ol>
<li>Tenha sido dispensado sem justa causa;</li>
<li>Esteja em situação de desemprego, quando do requerimento do benefício;</li>
<li>Não possua renda própria para o seu sustento e de sua família;</li>
<li>Não esteja recebendo benefício de prestação continuada da previdência social, exceto pensão por morte ou auxílio-acidente;</li>
</ol>
<p>Também podem solicitar o benefício pescadores profissionais durante o período de defeso – quando a pesca é proibida – ou pessoas resgatadas de trabalhos análogos à escravidão.</p>
<p>Nesses casos, o pedido pode ser feito, respectivamente, em até 120 dias após o início do defeso e em até 90 dias após a data do resgate.</p>
<p>A depender da vez que o beneficiário solicita o auxílio, é necessário atender os seguintes pré-requisitos:</p>
<ul>
<li>Na primeira solicitação de seguro-desemprego, é necessário ter recebido salário de pessoa jurídica ou de pessoa física equiparada à pessoa jurídica por pelo menos 12 meses durante os 18 meses imediatamente anteriores à data da demissão;</li>
<li>Na segunda vez, ter recebido salário de pessoa jurídica ou de pessoa física equiparada à pessoa jurídica por pelo menos 9 meses durante os 12 meses imediatamente anteriores à data da demissão;</li>
<li>Na terceira solicitação (ou posterior), ter recebido salário de pessoa jurídica ou de pessoa física equiparada à pessoa jurídica nos 6 meses imediatamente anteriores à data da demissão.</li>
</ul>
<p>O benefício é pessoal e só pode ser pago diretamente ao solicitante. Contudo, uma pessoa designada pode recebê-lo nas seguintes situações:</p>
<ul>
<li>morte do segurado, quando serão pagas aos sucessores parcelas vencidas até a data do óbito;</li>
<li>grave moléstia do segurado, quando serão pagas parcelas vencidas ao seu curador legalmente designado ou representante legal;</li>
<li>moléstia contagiosa ou impossibilidade de locomoção, quando serão pagas parcelas vencidas ao procurador;</li>
<li>ausência civil, quando serão pagas parcelas vencidas ao curador designado pelo juiz;</li>
<li>beneficiário preso, quando as parcelas vencidas serão pagas por meio de procuração.</li>
</ul>
<h2>Como realizar o pedido?</h2>
<p>O seguro-desemprego pode ser solicitado via canais digitais, disponível tanto no portal <a href="https://www.gov.br/pt-br/servicos/solicitar-o-seguro-desemprego" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">gov.br</a> quanto no <a href="https://www.gov.br/pt-br/apps/sine-facil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">aplicativo de celular</a> do Sistema Nacional de Emprego (SINE).</p>
<p>Ao acessar a página de solicitação do benefício no gov.br, o beneficiário deve:</p>
<ol>
<li>Clicar no botão “SOLICITAR”;</li>
<li>Em seguida, utilize a função “JÁ TENHO CADASTRO” e informe o número do seu CPF e senha pessoal. Caso ainda não possua cadastro, clique em <a href="https://sso.acesso.gov.br/login?client_id=contas.acesso.gov.br&amp;authorization_id=18d0d415898" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">“Crie sua conta”</a> e siga as instruções;</li>
<li>Na funcionalidade Seguro-Desemprego escolha “Solicitar Seguro-Desemprego”;</li>
<li>Informe o número do seu Requerimento de Seguro-Desemprego (número de dez dígitos que está registrado no alto do seu formulário entregue pelo empregador após a demissão sem justa causa);</li>
<li>Confirme seus dados e siga os passos indicados na tela para solicitar o Seguro-Desemprego.</li>
</ol>
<p>Contudo, os serviços digitais só estão disponíveis para trabalhadores formais. Se esse não for o caso, a pessoa deve agendar um atendimento presencial em uma Superintendência Regional do Trabalho pelo número 158.</p>
<p><em>*Sob supervisão de Lígia Tuon</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foto Capa: Mário Carvalho</p>
<p>Fonte: CNN Brasil</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Lista Suja do trabalho escravo revela recorde de empregadores explorando trabalhadores em condições de escravidão</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/lista-suja-do-trabalho-escravo-revela-recorde-de-empregadores-explorando-trabalhadores-em-condicoes-de-escravidao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Oct 2023 01:37:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[analogia a escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[ANPT]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Heineken]]></category>
		<category><![CDATA[Kaiser]]></category>
		<category><![CDATA[Lista Suja]]></category>
		<category><![CDATA[MTE]]></category>
		<category><![CDATA[Sinait]]></category>
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					<description><![CDATA[A chamada Lista Suja do trabalho escravo publicada na quinta-feira (5), pelo Ministério do Trabalho e Emprego incluiu número recorde de empregadores que submeteram trabalhadores a condições semelhantes à escravidão. A lista é publicada a cada semestre desde 2003 e, nesta edição, incluiu 204 novos empregadores, a maior inclusão já registrada na história, segundo o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-577046608" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div><p>A chamada Lista Suja do trabalho escravo publicada na quinta-feira (5), pelo Ministério do Trabalho e Emprego incluiu número recorde de empregadores que submeteram trabalhadores a condições semelhantes à escravidão.</p>
<p>A lista é publicada a cada semestre desde 2003 e, nesta edição, incluiu 204 novos empregadores, a maior inclusão já registrada na história, segundo o MTE. Entre as empresas, chama atenção a inclusão de uma famosa cervejaria na lista, a Kaiser, ligada ao Grupo Heineken no Basil.</p>
<p>Confira <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/areas-de-atuacao/cadastro_de_empregadores.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">aqui</a> a lista completa.</p>
<p>Dos 204 novos empregadores incluídos na lista, a maioria é do setor da produção de carvão vegetal (23), seguido por criação bovina (22), serviços domésticos (19), cultivo de café (12) e extração e britamento de pedras (11). Entre as unidades da federação, a maior quantidade de novos casos foi registrada em Minas Gerais (37), seguida por São Paulo (32), Pará (17), Bahia (14), Piauí (14) e Maranhão (13).</p>
<p>A Lista Suja mostra que os 473 empregadores submeteram, ao todo, 3.773 trabalhadores a condições análogas à escravidão. Já o total de pessoas resgatadas nessas condições pela Inspeção do Trabalho no Brasil, desde 1995, chega a mais de 61 mil pessoas, segundo o site do ministério.</p>
<p>A diferença é explicada porque, para entrar na lista, é preciso esgotar os recursos administrativos contra o auto de infração aplicado pelos fiscais que encontraram pessoas em condições semelhantes à escravidão.</p>
<h3>Pobreza e fiscalização</h3>
<p>A vice-presidente da Associação Nacional dos Procuradores da Procuradores de Trabalho (ANPT), Lydiane Machado e Silva, afirmou que o aumento da pobreza nos últimos anos, em especial devido à pandemia, e o apoio do novo governo à fiscalização contra o trabalho escravo explicam o recorde no número de novos empregadores.</p>
<p><em>“A pandemia agravou a vulnerabilidade econômica das pessoas. Então, essas pessoas são presas mais fáceis para os cooptadores de trabalhadores. Fica mais fácil aceitar promessas de emprego que, no final das contas, são empregos que não estão observando os requisitos mínimos da legislação brasileira”, disse.</em></p>
<p>A procuradora Lydiane contou que as condições precárias de trabalho costumam se repetir nesses casos marcadas por alojamentos precários, sem banheiros e com alimentação sem armazenamento adequado.</p>
<p>Outra situação que tem aumentado é a de resgate de mulheres submetidas a essas condições no trabalho doméstico. <em>“Em que pese sempre haver uma desculpa de que ela é tratada como uma pessoa da família, o que a gente percebe, na realidade, é que ela é colocada em um quartinho dos fundos, muitas vezes em condições insalubres, sem acesso à convivência social com outras pessoas”, relatou.</em></p>
<p>Também chama atenção da procuradora a inclusão, na lista, de empresa de grande apelo social do público brasileiro.<em> “A gente se pergunta porque empresas tão grandes não entendem que também é responsabilidade delas verificar toda a sua cadeia produtiva”,</em> destacou Lydiane. Para ela, a Lista Suja é importante porque a sociedade brasileira merece saber o que está acontecendo em suas cadeias produtivas.</p>
<p>O Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais (Sinait), avalia que o aumento recorde de nomes incluídos na lista suja do trabalho escravo revela o tamanho do desafio da inspeção do trabalho no Brasil, e é consequência direta da atuação da auditoria fiscal do trabalho. “Apesar de contar com o menor contingente profissional dos últimos 30 anos, a inspeção do trabalho tem cumprido a sua missão institucional, com constantes operações de resgate de trabalhadores em situação análoga à escravidão”, diz o presidente do Sindicato, Bob Machado.</p>
<h3>Heineiken</h3>
<p>Em nota, o Grupo Heineken afirmou que foram surpreendidos pelo caso, que ocorreu em 2021, com uma das prestadoras de serviços da companhia, a Transportadora Sider.</p>
<blockquote><p>“Na ocasião, perplexos, nos mobilizamos para prestar todo apoio aos trabalhadores envolvidos e para garantir que todos os seus direitos fundamentais fossem reestabelecidos prontamente. Além disso, asseguramos as medidas necessárias junto à transportadora, que não faz mais parte do nosso quadro de fornecedores”, informou.</p></blockquote>
<p>Além disso, a nota diz que “<em>a partir desse caso, compreendemos a necessidade de avançar ainda mais nessa agenda e na checagem do cumprimento das regras presentes em nosso Código de Conduta. Entre as iniciativas, desenvolvemos uma plataforma robusta de controle de terceirização”.</em></p>
<p>A reportagem entrou em contato com a Transportadora Sider, para que se manifeste sobre o caso, e aguarda posicionamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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