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	<title>milícia - Portal NDC</title>
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	<title>milícia - Portal NDC</title>
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		<title>Milícias utilizam as redes sociais para divulgar esquemas de rivais e acontecimentos entre elas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jan 2024 23:15:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[milícia]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem mora no Rio e usa o X, antigo Twitter, já pode ter se deparado com perfis especializados na rotina de crimes do estado. “Direto do Miolo”, “Milícia RJ News”, “Milícia Neews 2” e “Baú do Tráfico FC” são alguns dos exemplos. Diariamente, elas compartilham informações de assassinatos, tiroteios, divulgam rostos e identidades de criminosos, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1171862768" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div><p>Quem mora no Rio e usa o X, antigo Twitter, já pode ter se deparado com perfis especializados na rotina de crimes do estado. “Direto do Miolo”, “Milícia RJ News”, “Milícia Neews 2” e “Baú do Tráfico FC” são alguns dos exemplos. Diariamente, elas compartilham informações de assassinatos, tiroteios, divulgam rostos e identidades de criminosos, além de atualizar sobre os domínios e disputas territoriais.</p>
<p>Apesar de ser difícil apontar que essas páginas sejam administradas por integrantes de organizações criminosas, a polícia já identificou que a @verdadesecreet, por exemplo, era comandada por membros da Família Braga, milícia do Zinho.</p>
<p>A descoberta surgiu com a quebra do sigilo telefônico de Rodrigo dos Santos, conhecido como Latrell, braço direito de Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho. Ele foi preso em março de 2022, em São Paulo, após investigação da polícia. O celular, apreendido na ação, revelou conversas entre os criminosos, usadas como provas no processo contra a milícia. Nos diálogos, há detalhes sobre a administração da página, como o padrão das publicações e o cuidado com erros ortográficos.</p>
<div id="attachment_33642" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-33642" class="wp-image-33642 size-full" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/01/48dc05b2-6f8f-48fe-938c-44423a07e827-e1705360240846.jpg" alt="" width="600" height="562" /><p id="caption-attachment-33642" class="wp-caption-text">Foto: Coordenação Geral de Polícia de Repressão a Drogas, Armas e Facções Criminosas. (Trecho de conversa entre Latrell e Trigo. Edição de foto: Editoria de Arte)</p></div>
<p>Em uma conversa com Trigo, identificado apenas como Tiago, Latrell o aconselha a sempre marcar autoridades policiais nas publicações, como o Exército Brasileiro e as delegacias de Homicídios da capital e da Baixada Fluminense. Ele ainda reforça: “Só escreve direito/ Vocês escrevem muito errado”.</p>
<p>Segundo consta no processo, o objetivo do perfil @verdadesecreet era expor ações da milícia de Danilo Dias Lima, o Tandera, principal rival de Zinho. A última publicação da página, ainda ativa, foi feita em 22 de abril de 2022, cuja legenda denunciava que um primo de Tandera estaria na Vila Kennedy, na Zona Oeste, negociando territórios do grupo. Atualmente, o perfil tem pouco mais de 3.750 seguidores.</p>
<p>Nas conversas anexadas ao processo, Latrell também dá dicas sobre o tom das publicações, apontando o mais importante a ser escrito nas legendas. Em mensagens do dia 1º de março de 2022, Trigo pede aprovação de um texto sobre a morte de um aliado de Tandera por Renato Alves de Santana, o Fofo, da mesma milícia, mas é repreendido:</p>
<p>“Não, mano. Fala que soldados do próprio Tandera revelaram que o Fofo matou o Pastor e acharam muita covardia”, pede Latrell.</p>
<p>Delegado titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, Rodrigo Coelho aponta que perfis como o Verdades Secretas compartilham, muitas vezes, informações falsas.</p>
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<p>Fonte: Extra</p>
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		<item>
		<title>Um dos chefes da maior milícia do Rio, que subornava policiais é solto por engano</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/um-dos-chefes-da-maior-milicia-do-rio-que-subornava-policiais-e-solto-por-engano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Nov 2023 01:05:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
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		<category><![CDATA[erro no banco de dados]]></category>
		<category><![CDATA[Gaeco]]></category>
		<category><![CDATA[liberação de Peterson Luiz de Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[milícia]]></category>
		<category><![CDATA[MPRJ]]></category>
		<category><![CDATA[Seap]]></category>
		<category><![CDATA[soltura por engano]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-2703913216" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div><p>&nbsp;</p>
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<p>Um inquérito policial foi instaurado, nesta terça-feira (31), para apurar a liberação de Peterson Luiz de Almeida, o Pet ou Flamengo, um dos chefes da maior milícia do estado, comandada por Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho. Ele saiu pela porta da frente do Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte, no domingo (29). A Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) alega que a soltura teria ocorrido por engano, devido a um erro da Justiça, após a pasta não ter sido comunicada da conversão da prisão temporária do preso para preventiva.</p>
<p>A Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Sistema Prisional, do Ministério Público do Rio, até o momento, apontou falha no funcionamento do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) administrado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além disso, reconheceu restrições de acesso ao banco por parte de órgãos de segurança pública do Rio, e a inexistência de um protocolo institucional que estabeleça procedimentos e fluxos de comunicação entre os órgãos do Poder Judiciário e a Seap.</p>
<p>Na ausência de protocolos de comunicação, diz o MP, a investigação observa a adoção de práticas informais que geram inconsistências, insegurança jurídica e até mesmo espaço para práticas ilícitas por serem apuradas, ora promovendo a soltura indevida, ora acarretando retenção injustificada de pessoas privadas de liberdade.</p>
<h3>Relembre a prisão</h3>
<p>Peterson foi preso em agosto deste ano, numa ação conjunta do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), e da Polícia Federal.</p>
<p>Ele foi denunciado pelos crimes de milícia privada e comércio ilegal de arma de fogo. As penas máximas podem atingir 20 anos de prisão.</p>
<p>A participação de Peterson na milícia foi revelada a partir da continuidade das investigações sobre o grupo criminoso integrado por ele — as provas foram coletadas na Operação Dinastia, deflagrada pela PF e o Gaeco em agosto de 2022. De acordo com a denúncia do MP, além de negociar armas, o criminoso planejava execuções de criminosos rivais, em prol de Zinho. Peterson teria, ainda, ligações com o também miliciano Rodrigo dos Santos, o Latrell, e com o miliciano Matheus Rezende, o Faustão, morto em 23 de outubro deste ano. Peterson atua, principalmente, nos bairros de Sepetiba e Nova Sepetiba, na Zona Oeste do Rio.</p>
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<p>Fonte: Extra</p>
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		<item>
		<title>Subtenente reformado da Polícia Militar, acusado de matar vereador e  jornalistas, é preso no Rio</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/subtenente-reformado-da-policia-militar-acusado-de-matar-vereador-e-jornalistas-e-preso-no-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Sep 2023 16:06:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[assassinato]]></category>
		<category><![CDATA[caso 2019]]></category>
		<category><![CDATA[matadores de aluguel]]></category>
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		<category><![CDATA[sequencia de mortes]]></category>
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					<description><![CDATA[O subtenente reformado da Polícia Militar Davi de Souza Esteves, que era considerado foragido, se entregou à polícia nesta sexta-feira. Na casa dele foram encontrados R$ 78 mil. As informações são do RJ1 da TV Globo. O militar é suspeito de ter participação nos assassinatos de três pessoas entre elas o vereador Ismael Breves de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1789862021" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div><p>O subtenente reformado da Polícia Militar Davi de Souza Esteves, que era considerado foragido, se entregou à polícia nesta sexta-feira. Na casa dele foram encontrados R$ 78 mil. As informações são do RJ1 da TV Globo.</p>
<p>O militar é suspeito de ter participação nos assassinatos de três pessoas entre elas o vereador Ismael Breves de Marins e o filho dele, o advogado Thiago André Marins, mortos em casa, no bairro Zacarias, em agosto de 2019. Outra vítima é o jornalista Romário da Silva Barros, que foi morto dos meses antes, em junho de 2019. Outras duas pessoas investigadas pelo crime, Rodrigo Barbosa da Silva e Vanessa da Matta Andrade, a &#8220;Vanessa Alicate&#8221;, já estavam presas. Os três são investigados ainda por outras mortes em Maricá, entre elas a de outro jornalista, também em 2019.</p>
<p>Durante as investigações de cinco assassinatos brutais em Maricá, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio (MPRJ), esbarraram numa teia de interesses políticos que conta com uma rede de apoio de matadores de aluguel.</p>
<p>As investigações do ocorrido em seis meses, de fevereiro a agosto, revelou que teria ocorrido uma orgia na prefeitura daquela cidade da Região dos Lagos, com a suposta participação de Vanessa da Matta Andrade, a &#8220;Vanessa Alicate&#8221;, acusada pela polícia de ser a mandante do assassinato do ex-companheiro Thiago André Marins e do pai dele, o vereador Ismael Breve de Marins.</p>
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<p>Fonte: Extra</p>
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		<item>
		<title>Investigação revela que traficantes &#8216;terceirizaram&#8217; serviços ilegais para milícia em favelas do Rio</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/investigacao-revela-que-traficantes-terceirizaram-servicos-ilegais-para-milicia-em-favelas-do-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Aug 2022 21:10:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[milícia]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[traficantes]]></category>
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					<description><![CDATA[Em abril de 2021, o ex-PM Diego Nunes Rayol, apontado como um dos chefes de uma milícia que atua em Nilópolis e São João de Meriti, na Baixada Fluminense, usou o celular para fazer uma proposta inusitada. “Tem uma matemática boa pra te apresentar aí, de porcentagem de venda de gás. Não quero localidade, não [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-2357256193" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Em abril de 2021, o ex-PM Diego Nunes Rayol, apontado como um dos chefes de uma milícia que atua em Nilópolis e São João de Meriti, na Baixada Fluminense, usou o celular para fazer uma proposta inusitada. “Tem uma matemática boa pra te apresentar aí, de porcentagem de venda de gás. Não quero localidade, não quero nada. Quero botar um caminhãozinho ali dentro, cheio de gás, e vai vender o gás ali dentro. Entendeu? Com autorização”, explicou Rayol, num áudio enviado por um aplicativo de mensagens.</p>
<p>Seu interlocutor era o traficante Rafael Alves Esteves, o Lacraia, acusado pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) de ser gerente da facção que controla a venda de drogas na favela Ás de Ouro, em Anchieta, na Zona Norte do Rio. O plano de Rayol era acabar com confrontos entre tráfico e milícia na região para que os dois grupos pudessem lucrar juntos: “Vai te dar uma porcentagem das vendas de cada gás aí. Tu vai ver que a gente vai ganhar um dinheirinho bom aí, entendeu?”, prometeu o ex-PM.</p>
<figure><img decoding="async" class="inline" src="https://extra.globo.com/incoming/25552738-12d-1d6/w448/conversa-criminosos-01.jpg" alt="" />
<figcaption>&#8220;Sociedade do crime&#8221;: mensagens que fazem parte de uma investigação da PF e do MPRJ Foto: Editoria de arte</figcaption>
</figure>
<h2>‘Uma empresa’</h2>
<p align="left">Lacraia respondeu, também por áudio, que o assunto interessava. Rayol aproveitou a deixa para esmiuçar como funcionaria o esquema: “A gente vai botar um caminhão parado no campo enquanto um carrinho pequeno vai ficar rodando a comunidade toda. E bota um de vocês colado com o caminhão pra saber certinho quantos (botijões) tá vendendo”. A explicação convenceu o traficante. “Fechou, pô. Tem caô não. Isso vai fluir. Vai fluir”, concluiu Lacraia.</p>
<p align="left">Diálogos do miliciano com comparsas e traficantes, que fazem parte de uma investigação conjunta da Polícia Federal e do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, revelam um acordo até então inédito entre grupos criminosos armados no Rio: em Anchieta, traficantes &#8220;terceirizaram&#8221; para a milícia a exploração de uma série de serviços em favelas. Além do monopólio da venda de gás, o pacto também previa que os paramilitares da Baixada tivessem exclusividade para oferecer internet clandestina e vender cigarros ilegais nos domínios dos traficantes. Em troca, a milícia repartia com a facção parceira uma parte dos lucros.</p>
<p align="left">Em uma das conversas, em 11 de fevereiro de 2021 — que vieram à tona graças a quebras de sigilo autorizadas pela Justiça —, Lacraia pediu a Rayol uma lista dos moradores que estavam devendo à milícia o pagamento por cigarros. Ao final da mensagem, o traficante pediu “desculpas por perturbar”. O miliciano reagiu com surpresa: “Tá maluco, Lacraia? Pô, para com isso. Perturbar o quê? A gente é sócio. A gente é uma empresa”.</p>
<p align="left">Em outra mensagem, Rayol acertou com Samyr Jorge João David, então chefe do tráfico da Ás de Ouro e superior imediato de Lacraia, o início da exploração do serviço de internet clandestina na favela. Na conversa, o traficante disse que preferia que o pagamento fosse feito em forma de munição: “Era bom se esse amigo aí, esse dinheiro que ele vai me dar aí, me desse tudo de munição. Tá ligado? De 9. Ia ser melhor”.</p>
<p align="left"> </p>
<figure><img decoding="async" class="inline" src="https://extra.globo.com/incoming/25552739-3c9-b22/w448/conversa-criminosos-02.jpg" alt="" />
<figcaption>&#8220;Sociedade do crime&#8221;: mensagens que fazem parte de uma investigação da PF e do MPRJ Foto: Editoria de arte</figcaption>
</figure>
<p align="left">No período dos diálogos, entre dezembro de 2020 e maio de 2021, o ex-PM Diego Rayol estava preso, cumprindo uma pena de nove anos, no regime semiaberto, pelos crimes de roubo e extorsão. Segundo a investigação da PF, Rayol — que foi expulso da Polícia Militar por vender carros clonados em 2017 e acabou preso em flagrante um ano depois, após ser flagrado por policiais civis dirigindo um carro roubado com uma pistola — se comunicava com comparsas de dentro da Cadeia Pública Constantino Cokotós, no Norte Fluminense, e também aproveitava a autorização que recebeu da Justiça para trabalhar fora da cadeia para cometer crimes.</p>
<p align="left">Em agosto de 2020, a Justiça autorizou o ex-PM a trabalhar como entregador de uma farmácia em Nilópolis — área de atuação da milícia. Segundo a decisão, o preso deveria trabalhar de terça-feira a domingo das 9h às 18h e teria que retornar ao presídio até duas horas depois do expediente. Numa das mensagens encontradas pela PF, no entanto, Rayol diz que ficou dentro da favela Ás de Ouro numa festa até “uma hora da manhã” — horário em que já deveria estar de volta ao cárcere. “Eu saí lá de dentro quase uma hora da manhã, entendeu? O dono é meu amigo, meu amigo mesmo”, afirmou o ex-PM, em 24 de abril de 2021.</p>
<p align="left">Por conta dos diálogos, Rayol, Samyr e Lacraia foram denunciados, em março passado, pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. Ao todo, 19 pessoas viraram réus na Justiça por integrar ou colaborar com a milícia. Atualmente, Rayol não pode mais sair da cadeia para trabalhar: em abril passado, a Vara de Execuções Penais determinou a volta do preso para o regime fechado após um celular ter sido encontrado em sua cela. O GLOBO não conseguiu contato com a defesa do ex-PM.</p>
<h2>Chefão foi morto</h2>
<p align="left">A investigação também revelou que o responsável pela instalação dos pontos de internet na Ás de Ouro foi um subtenente da PM, Felipe da Rocha Dias — que conciliava o trabalho no 6º BPM (Tijuca) com os afazeres designados por Rayol, seu superior na hierarquia da milícia, segundo o Gaeco. Para regularizar o pagamento de inadimplentes pelo serviço de internet, o subtenente usava um artifício: o desligamento do equipamento em toda a favela.</p>
<p align="left">Essa investigação levou o subtenente Dias e Lacraia à prisão. Já Samyr David estava foragido até o último dia 9, quando foi morto por traficantes de uma facção rival que invadiram a favela.</p>
<p align="left">Fonte: Extra</p>
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