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	<title>Laranjas na eleição - Portal NDC</title>
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		<title>Laranjas na eleição: partidos voltam a lançar candidatas só para cumprir exigência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2022 11:39:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Laranjas na eleição]]></category>
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					<description><![CDATA[Foco de denúncias nas eleições de 2018, o esquema de candidaturas laranjas lançadas pelos partidos apenas para preencher a cota de 30% de candidatas mulheres exigida por lei ganhou destaque na primeira sessão do Tribunal Superior Eleitoral sob o comando do ministro Alexandre de Moraes, na última quinta-feira. Sem meias palavras, o novo presidente do TSE afirmou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-4197372692" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Foco de denúncias nas eleições de 2018, o esquema de candidaturas laranjas lançadas pelos partidos apenas para preencher a cota de 30% de candidatas mulheres exigida por lei ganhou destaque na primeira sessão do Tribunal Superior Eleitoral sob o comando do ministro Alexandre de Moraes, na última quinta-feira.</p>
<p data-gtm-vis-recent-on-screen-8752935_845="37208" data-gtm-vis-first-on-screen-8752935_845="37208" data-gtm-vis-total-visible-time-8752935_845="100" data-gtm-vis-has-fired-8752935_845="1">Sem meias palavras, o novo presidente do <a href="https://www.metropoles.com/tag/tse" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">TSE</a> afirmou que não irá permitir candidaturas laranjas “simplesmente para fingir que as mulheres estão sendo candidatas” e que se a prática for comprovada neste ano, chapas inteiras de candidatos serão impedidas de concorrer.</p>
<div class="teads-inread sm-screen">
<div id="teads0" class="teads-player">Há quatro anos, quando o esquema veio à tona com candidatas do PSL, partido do presidente <a href="https://www.metropoles.com/tag/jair-bolsonaro" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Jair Bolsonaro</a> à época, constatou-se que havia um denominador comum nas candidaturas suspeitas de serem de fachada. Todas tiveram pouquíssimos votos nas urnas e os repasses que recebiam do fundão eleitoral, a verba pública a que os partidos têm direito para financiar seus candidatos, destoavam dos demais concorrentes: ou recebiam valores expressivos, a depender de quem as indicava, a ajuda era nenhuma.</div>
</div>
<p>Normalmente, os alvos desse tipo de prática são mulheres que desconhecem como funciona a política e são iludidas com o sonho de se elegerem ou simplesmente enganadas por lideranças partidárias locais. Há também aquelas que topam fazer o jogo a pedido de algum político a quem são ligadas de alguma maneira.</p>
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<div id="google_ads_iframe_/123935210/colunas-quadrado-2_0__container__">Das mulheres acusadas no suposto esquema do PSL em Minas Gerais e Pernambuco nas eleições de 2018, apenas Mariana Nunes se lançou novamente candidata pelo União Brasil, partido comandado pelo deputado Luciano Bivar, que presidia o PSL naquele ano. Ambos chegaram a ser <a href="https://www.metropoles.com/brasil/policia-federal-indicia-luciano-bivar-por-candidaturas-laranja" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">indiciados pela Polícia Federal</a> em 2019, mas o caso resultou em absolvição na Justiça Eleitoral, em junho deste ano.</div>
</div>
</div>
<p>Embora a campanha eleitoral deste ano esteja apenas no início, já é possível identificar nas mais de 9 mil candidaturas de mulheres registradas no TSE algumas candidatas a serem as novas “laranjas” desta eleição. A seguir, alguns casos reunidos pela coluna.</p>
<h3><strong>A massagista tântrica convocada de última hora</strong></h3>
<p>Quem segue a massagista Linda Cruz nas redes sociais foi surpreendido na noite da última terça-feira, 16, com um vídeo no qual ela anuncia sua candidatura a deputada estadual pelo PL em Rondônia. Na gravação, feita ao lado da mulher de um deputado do partido que também decidiu disputar a eleição para a Câmara, ela diz que havia acabado de selar a candidatura em uma reunião na sede da legenda em Porto Velho. O mais surpreendente é que ela própria admite ter ficado “muito surpresa” com a candidatura de última hora. No vídeo, Linda pede voto para o senador Marcos Rogério, candidato a governador pelo PL, e para o presidente Jair Bolsonaro.</p>
<p>Na prática, o registro de candidatura dela já tinha sido feito pelo partido na véspera, último dia do prazo determinado pelo TSE. E se não fosse a candidatura da massagista especializada em terapia tântrica, o PL de Rondônia não conseguiria atingir o mínimo de 30% da cota feminina na chapa de candidatos a deputados estaduais. “Eu fui pega realmente de surpresa. Não estava esperando sair candidata a deputada estadual”, admitiu Linda Cruz à coluna. “Esse convite me foi feito há uma semana, em cima da hora, e eu decidi aceitar”, completou a candidata, de 38 anos.</p>
<p><iframe title="Massagista é chamada às pressas para ser candidata e faz PL cumprir cota feminina em Rondônia" width="740" height="416" src="https://www.youtube.com/embed/25Uj4MCOY4E?start=3&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Linda Cruz já foi candidata pelo mesmo PL em 2020, quando tentou se eleger vereadora em Porto Velho. Na ocasião, ela recebeu R$ 4 mil do partido para a campanha. Gastou com o aluguel de dois carros e com um contador e teve apenas 46 votos. Questionada pela coluna se o convite de última hora para concorrer neste ano foi apenas para preencher a cota feminina do partido, ela disse que não. “Eu creio que quando a pessoa entra só para atingir essa cota, acho que a pessoa vai assim meio ‘Maria vai com as outras’, que graças a Deus não é o meu caso”, disse.</p>
<p>Entre as oito candidatas que o PL lançou para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Rondônia está Rosana Lobo, de 34 anos, que também foi candidata a vereadora na capital de Rondônia há dois anos e recebeu apenas 33 votos. Na ocasião, ela usou um outro sobrenome na urna e gastou os R$ 4 mil que recebeu do fundo eleitoral com tesoureiro e contador de campanha — nada foi investido em material de divulgação. Agora, também não há nenhuma propaganda da candidatura dela em rede social. Procurada, Rosana desligou o telefone ao ser questionada sobre a candidatura a deputada.</p>
<h3><strong>As domésticas recrutadas pelo Agir</strong></h3>
<p>No Acre, outro estado do Norte do país, a solução encontrada pelo partido Agir, antigo PTC, que já teve o senador Fernando Collor entre seus filiados, foi recrutar empregadas domésticas para conseguir atingir o mínimo de 30% de mulheres na chapa de candidatos a deputado estadual. Uma delas é Adriana Andrade, de 41 anos, que ganha R$ 1,2 mil por mês trabalhando como diarista e como servente em um restaurante de beira de estrada na capital Rio Branco. Ela conta que aceitou o “desafio” de ser candidata em uma conversa com o presidente do partido no estado, mesmo sem saber o que faz um deputado na Assembleia Legislativa.</p>
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<div id="google_ads_iframe_/123935210/colunas-quadrado-4_0__container__">“Pra ser bem sincera, eu realmente nunca nem pensei (em me candidatar), nunca passou pela minha cabeça, mas veio essa proposta pra mim e eu aceitei esse desafio”, disse à coluna. Ela conta que foi prometida uma ajuda financeira para a campanha, com valor ainda não definido, e que ainda está se informando sobre as atribuições de um parlamentar estadual. “Sei dizer que eles têm que apoiar mais as pessoas carentes. Fazer o que tem que fazer. Tentar ajudar, não atrapalhar, né?”, disse Adriana, uma das sete candidatas mulheres do Agir, que lançou 21 nomes para a Assembleia (ouça abaixo).</div>
</div>
</div>
<div><iframe title="Adriana Andrade, Diarista Recrutada Para Ser Candidata A Deputada Estadual Pelo Partido Agir No Acre" src="https://cdn.jwplayer.com/players/Igc2YdOs-42E2TzAk.html" width="100%" height="100%" frameborder="0" scrolling="auto" allowfullscreen="allowfullscreen" data-gtm-yt-inspected-8="true" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
<p>Para atingir a cota de 30% o partido também convenceu a empregada doméstica Maria Zuila dos Santos Silva, de 57 anos, a repetir a dose nesta eleição, após ter sido praticamente abandonada há dois anos pelo PSDB, partido pelo qual disputou o cargo de vereadora na cidade de Acrelândia, no interior do estado. Na ocasião, ela recebeu cerca de R$ 300 em santinhos do partido e obteve apenas três votos. “Pra uns é pouco, mas para Deus é muito”, disse à coluna. Segundo ela, o cenário pode se repetir nesta eleição porque até agora o Agir não deu nenhuma garantia de que irá repassar dinheiro do fundo eleitoral para todas as campanhas.</p>
<p>Responsável por recrutar as candidatas, o presidente do partido no estado e candidato a governador, David Hall, responsabilizou as mulheres pelo que classifica como “pouco engajamento” político. “Nós saímos procurando candidatas em potencial, mas não com esse objetivo exclusivo de cumprir a cota”, disse. “Na verdade, isso (desconhecimento sobre a política) está se revelando agora. Quando eu fiz o convite eu não estava convidando para ser candidata laranja. Eu achei que elas toparam porque elas realmente queriam ser deputadas para representar a população”, completou o dirigente, que vai receber R$ 100 mil do fundo eleitoral para depois dividir com outros 31 candidatos do partido. Ao todo, o Agir terá R$ 23 milhões do fundão para bancar campanhas em todo o país.</p>
<h3><strong>A candidata de um voto que não pode falar</strong></h3>
<p>Partido mais rico do país depois da fusão do DEM com o PSL, o União Brasil também arregimentou uma candidata que não tem voto — e nem autonomia para falar — para compor sua chapa de deputados estaduais. Apesar de jovem, Amanda Bentes, de 26 anos, pode ser considerada uma veterana em eleições. Concorreu a vereadora em 2016 e 2020 e a deputada em 2018, pelo antigo DEM. Somando a votação das três disputas, ela obteve 18 votos. O pior desempenho foi há quatro anos, quando recebeu um único voto na urna.</p>
<p>A coluna entrou em contato com Amanda pelo telefone, mas a conversa foi interrompida por um homem que se identificou como coordenador da campanha da candidata. Ele se identificou como Amaro, e tomou a frente da conversa. Sem deixar que a própria Amanda falasse, alegou que a candidata a deputada estadual sempre se interessou pela política e conseguiu concretizar sua candidatura por meio de seu pai, que tinha contatos dentro do DEM. Na última eleição, quando concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de Macapá, ela recebeu R$ 25 mil do partido e gastou a verba com produção de santinhos em gráfica, aluguel de carro, um motorista, um coordenador de campanha e um coordenador. Conseguiu 15 votos.</p>
<p>Indagado sobre os motivos pelos quais Amanda voltou a se candidatar a deputada estadual nas eleições deste ano, o homem que se apresenta como coordenador da campanha disse que em “todo pleito existe sempre essa demanda (por candidaturas femininas)” e que, “como temos que cumprir essas exigências, é por isso que às vezes o pessoal repete os nomes”. Segundo ele, o partido irá avaliar as reais possibilidades de Amanda ser eleita 15 dias depois do início de sua campanha, que começou oficialmente na última terça-feira.</p>
<p>Fonte: Metrópoles</p>
<p>&nbsp;</p>
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