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	<title>hanseníase - Portal NDC</title>
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		<title>Humanos passaram hanseníase para tatus. Agora, eles estão devolvendo a doença</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/humanos-passaram-hanseniase-para-tatus-agora-eles-estao-devolvendo-a-doenca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Aug 2022 13:48:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[hanseníase]]></category>
		<category><![CDATA[tatu]]></category>
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					<description><![CDATA[No Brasil, não é incomum comer tatu, que dizem ter gosto de frango. Mas uma nova pesquisa adverte contra a prática, que pode provocar hanseníase. Em um estudo publicado recentemente na revista PLoS Neglected Tropical Diseases, pesquisadores descobriram que 62% dos tatus-galinha amostrados do estado do Pará, no Brasil, apresentaram sinais de exposição à bactéria que causa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-287791435" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>No Brasil, não é incomum comer tatu, que dizem ter gosto de frango. Mas uma nova pesquisa adverte contra a prática, que pode provocar hanseníase.</p>
<p><a href="http://journals.plos.org/plosntds/article?id=10.1371/journal.pntd.0006532" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Em um estudo publicado recentemente </a>na revista <em>PLoS Neglected Tropical Diseases</em>, pesquisadores descobriram que 62% dos tatus-galinha amostrados do estado do Pará, no Brasil, apresentaram sinais de exposição à bactéria que causa a hanseníase, também conhecida como lepra ou doença de Hansen.</p>
<div class="paragraph css-bsgw03">
<div>
<p>Além disso, o estudo constatou que as pessoas que comem carne de tatu-galinha com mais frequência apresentam maiores concentrações de anticorpos contra a hanseníase no sangue, sugerindo uma forte correlação entre a caça, o manejo e a ingestão desses animais e a contração da doença.</p>
<p>Um prato consumido em certas áreas pode ser particularmente problemático: ceviche de fígado de tatu, uma mistura de carne crua e cebola. Foi demonstrado que as bactérias causadoras da lepra se concentram no fígado, assim como no baço.</p>
<p>Os pesquisadores testaram 146 residentes locais e descobriram que 92 deles tinham anticorpos contra a bactéria da lepra, sugerindo ampla exposição.</p>
<p>Cerca de 65% das pessoas nessa parte do Brasil comem tatu pelo menos uma vez ao ano, diz <a href="http://csu-cvmbs.colostate.edu/academics/mip/Pages/John-Spencer.aspx" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">John Spencer</a>, imunologista da Colorado State University e autor mais experiente do estudo. “Isso já é muito”, ele diz. “Não sei se 65% dos americanos comem lagosta uma vez ao ano”. (E, muito provavelmente, não comem, sugere pesquisa).</p>
<h2 class="h3"><strong>Tatus-reservatório</strong></h2>
<p>Os cientistas suspeitam desde a década de 1970 que os tatus podem hospedar e transmitir a bactéria responsável pela hanseníase, conhecida como <em>Mycobacterium leprae</em>. Mas foi apenas em 2011 que a genética revelou uma correspondência entre as estirpes presentes em pessoas e tatus, em lugares como o Texas e a Louisiana. Foi a prova cabal, por assim dizer, de que as duas espécies estavam passando bactérias de um lado para outro.</p>
<p>Felizmente para as pessoas no sul dos Estados Unidos, apenas cerca de um quinto dos tatus-galinha de lá parece carregar sinais de lepra. No Pará, a prevalência de hanseníase em tatus é mais que o triplo.</p>
</div>
</div>
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<div class="ngart-img--gallery__controls css-1kise51">Então, por que tantos tatus do Brasil estão infectados? Provavelmente porque o povo brasileiro também tem taxas mais altas de hanseníase, diz Spencer.</div>
</div>
<div class="paragraph css-bsgw03">
<p>Os Estados Unidos registram cerca de 200 casos de lepra a cada ano – apenas 25% deles estão associados a tatus. Mas o Brasil registra cerca de 25 mil casos por ano, o que pode ser um número subestimado, de acordo com a pesquisa de Spencer.</p>
<p>E, embora seja verdade que os tatus podem servir como um reservatório para a lepra que às vezes pode passar de volta para os humanos, vale a pena notar que fomos nos que lhes passamos a doença em primeiro lugar. “As pessoas trouxeram a lepra da Europa, com os navios que vinham dos colonizadores”, diz Spencer. (Relacionado: “A lepra foi espalhada pelo colonialismo e pelo tráfico de escravos”)</p>
<h2 class="h3"><strong>“Tem gosto de frango”</strong></h2>
<p>Enquanto o consumo de carne de tatu pode parecer estranho, a prática é relativamente comum em lugares onde os tatus são abundantes e outras fontes de proteína são escassas.</p>
<p>Em português, a espécie é conhecida como tatu-galinha por causa do sabor da carne, diz <a href="https://www.icasconservation.org.br/team" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Danilo Kluyber</a>, veterinário-chefe do Projeto de Conservação do Tatu-canastra, patrocinado pelo zoológico de Naples, na Flórida.</p>
<p>Embora o tatu-galinha seja o favorito, algumas espécies de tatu-de-rabo-mole e grande-tatu-peludo também são procuradas por sua carne. O tatu-peba também é um alimento popular porque eles prontamente comem qualquer coisa que lhe for servida, de forma que pode ser mantido em cativeiro e engordado, como um pequeno porco cascudo.</p>
<p>Ao fazer isso, as pessoas às vezes lidam e até banham os animais, aumentando o risco de transmissão bacteriana, observa o estudo.</p>
<p>Tatus-canastra são mais raros e difíceis de encontrar, mas também são caçados como alimento porque os animais podem pesar o mesmo que um cão da raça labrador.</p>
<p>“Eles podem alimentar uma família”, diz Kluyber.</p>
<p>A boa notícia é que os tatus-galinha são abundantes o suficiente para ganhar um status de <a href="http://www.iucnredlist.org/details/6290/0" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">“pouco preocupante”</a> na listagem da <a href="http://www.iucnredlist.org/about" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)</a>, que avalia espécies ameaçadas de extinção. No entanto, nem todas as espécies de tatu têm tanta sorte, com várias outras espécies nativas do Brasil entrando para a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da organização, incluindo o tatu-canastra e o tatu-bola-da-caatinga.</p>
<h2 class="h3"><strong>Grandes descobertas, pequenos dados</strong></h2>
<p><a href="https://mypages.valdosta.edu/jloughry/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">James Loughry</a>, um especialista em tatu afiliado à IUCN, considerou o novo artigo importante “porque demonstra que o mesmo tipo de coisas está acontecendo em outros lugares, fora dos Estados Unidos”.</p>
<p>No entanto, ele teme que, como os pesquisadores conseguiram analisar apenas 16 tatus e 146 humanos, os resultados podem estar sujeitos a mudanças com uma amostragem mais ampla.</p>
<p>Spencer diz que o governo brasileiro concedeu permissão a ele e a seus colegas para coletar apenas 30 tatus no total. No entanto, a equipe teve que contar com caçadores locais, que deixaram parte de sua caça para ser analisada, algo que apenas um punhado deles estava disposto a fazer – talvez por medo de se meter em encrencas.</p>
<p>Isso porque é ilegal caçar qualquer tipo de vida selvagem no Brasil, de acordo com a lei federal.</p>
<p>“Mas se você é pobre e precisa de proteína em sua dieta, faz-se o que for preciso”, diz Spencer.</p>
<h5>FOTO DE <a class="css-1qaza9q" href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/fotografo/joel-sartore" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">JOËL SARTORE</a>, <a class="css-1qaza9q" href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/fotografo/national-geographic-photo-ark" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">NATIONAL GEOGRAPHIC PHOTO ARK</a></h5>
</div>
<p>Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC</p>
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