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	<title>guerra do dendê - Portal NDC</title>
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	<description>Sempre em Cima da Notícia</description>
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	<title>guerra do dendê - Portal NDC</title>
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		<title>Vítimas da &#8216;guerra do dendê&#8217;: quem são as lideranças quilombolas mortas no conflito por terras no PA</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/vitimas-da-guerra-do-dende-quem-sao-as-liderancas-quilombolas-mortas-no-conflito-por-terras-no-pa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jul 2022 03:02:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[guerra do dendê]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>
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					<description><![CDATA[A morte de pelo menos quatro pessoas nos últimos anos no Pará é associada pela Polícia a conflitos de terra envolvendo o cultivo de dendê no nordeste do estado. Duas das vítimas eram lideranças quilombolas que defendiam o reconhecimento de terras, alvo também do interesse pelos empreendimentos que se instalaram na região. As outras duas eram [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-4188135979" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>A morte de pelo menos quatro pessoas nos últimos anos no Pará é associada pela Polícia a conflitos de terra envolvendo o cultivo de dendê no nordeste do estado.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="30" data-block-id="4">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Duas das vítimas eram <strong>lideranças quilombolas que defendiam o reconhecimento de terras</strong>, alvo também do interesse pelos empreendimentos que se instalaram na região. As outras duas eram familiares, também ameaçados.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="10" data-block-id="5">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><strong>Guerra do dendê:</strong> <a href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2022/07/03/guerra-do-dende-no-para-acusacao-de-grilagem-cartorio-fantasma-e-conflitos-entre-empresas-indigenas-e-quilombolas-entenda.ghtml?utm_source=share-universal&amp;utm_medium=share-bar-app&amp;utm_campaign=materias" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">acusação de grilagem, cartório-fantasma e conflitos; entenda</a></p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="32" data-block-id="6">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">O interesse de fazendeiros pela venda de terras a empresas e, por outro lado, a luta pelo reconhecimento territorial de quilombolas<strong> gera tensão na região</strong>, que já dura mais de 20 anos.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">No interior do Pará, as plantações de palma, matéria-prima para a produção do óleo de dendê, envolvem acusações de grilagem, ameaças a lideranças locais e até cartório-fantasma.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">O setor movimenta um negócio bilionário. Em 2020, o Pará produziu 2,8 milhões de toneladas, segundo dados do governo estadual. Hoje, a tonelada é comercializada por cerca de US$ 1,7 mil, o que dá, na cotação atual do dólar, em torno de R$ 10 mil. Usando como base a produção daquele ano, seriam R$ 28 bilhões.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Em um cenário de fiscalização frouxa, moradores relatam que as fazendas <strong>avançam sobre territórios na Amazônia já demarcado</strong>, que, em tese, deveriam ser protegidos. O mesmo acontece em outras áreas ainda em fase de reconhecimento, em processos que se arrastam há anos.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3089" src="https://quetudiz.com.br/wp-content/uploads/2022/07/fotos-vitimas.jpg" alt="" width="984" height="396" /></p>
<h6 data-track-category="Link no Texto">Artêmio Gusmão (à esq.) e Nazildo Brito (à dir.), lideranças quilombolas assassinadas por motivação de conflitos de terras no nordeste do Pará. — Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal</h6>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="4" data-block-id="15">
<div class="content-intertitle">
<h2>Quais são os conflitos?</h2>
</div>
<p>O <a href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2022/05/19/para-e-lider-em-conflitos-por-terra-diz-levantamento-da-comissao-pastoral-da-terra.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Pará é líder do ranking nacional de conflitos por terra</a> em 2021, com 156 casos, de acordo com o mapeamento pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), em seu levantamento mais recente &#8220;Conflitos no Campo Brasil 2021&#8221;.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="18" data-block-id="17">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Segundo a CPT, as disputas associadas ao dendê <strong>envolvem mais de 750 famílias</strong> e <strong>ocorrem nas seguintes regiões:</strong></p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="64" data-block-id="18">
<ul class="content-unordered-list">
<li>na cidade de <a href="https://g1.globo.com/pa/para/cidade/acara/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Acará</a>, entre a comunidade Bucaia, do Ramal São Lourenço, com a empresa BBF, antiga Biopalma, atingindo 60 famílias;</li>
<li>nas cidades de Acará, <a href="https://g1.globo.com/pa/para/cidade/tailandia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Tailândia</a> e Tomé-Açu, entre as comunidades quilombolas do Alto Acará e Balsas, com a empresa Agropalma, envolvendo 650 famílias;</li>
<li>e em Tomé-Açu, entre os indígenas Tembé da TI Turé-Mariquita I e II com a empresa BBF, envolvendo 47 famílias.</li>
</ul>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3090" src="https://quetudiz.com.br/wp-content/uploads/2022/07/0207-terra-indigena-nopara.jpg" alt="" width="984" height="1260" /></p>
<h6>Mapa mostra áreas de cultivo de dendê onde há mais conflitos — Foto: Arte/g1</h6>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="5" data-block-id="21">
<div class="content-intertitle">
<h2>Quem são as vítimas assassinadas?</h2>
</div>
<p><strong>Abiair Amaral Gusmão </strong>e<strong> Josivane Amaral Gusmão</strong></p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="33" data-block-id="23">
<ul class="content-unordered-list">
<li>No dia 7 de novembro de 2012, cinco quilombolas sofreram atentado a tiros no distrito de Quatro Bocas, em Tomé-Açu. Foram <strong>Abiair Amaral Gusmão</strong> e <strong>Josivane Amaral Gusmão</strong>. As outras três ficaram feridas.</li>
</ul>
<p><strong>Artêmio Gusmão</strong></p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="52" data-block-id="25">
<ul class="content-unordered-list">
<li>Em 7 de julho de 2014, a liderança <strong>Artêmio Gusmão</strong> teve o <a href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2014/07/lider-quilombola-e-assassinado-no-nordeste-do-para.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">corpo esquartejado a caminho de casa</a>, após assistir à partida entre Brasil e Colômbia, pela Copa do Mundo. Abiair e Josivane, assassinados dois anos antes, eram irmãos dele. Ainda no mesmo mês, um <a href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2014/07/preso-suspeito-de-participar-de-assassinato-de-lider-quilombola-no-pa.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">suspeito de envolvimento no caso foi preso</a>.</li>
</ul>
<p><strong><em>Relembre o caso:</em></strong></p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="4" data-block-id="29">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><strong>Nazildo dos Santos Brito</strong></p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="151" data-block-id="30">
<ul class="content-unordered-list">
<li>Já em 14 de abril de 2018, <strong>Nazildo dos Santos Brito</strong>, também liderança quilombola, foi <a href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/lideranca-quilombola-e-morta-a-tiros-na-zona-rural-do-acara.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">morto por dois pistoleiros</a>, no ramal da Roda D&#8217;água, também a caminho de casa. Segundo a Polícia, ele foi alvejado com cerca de 20 tiros nas costas. Nazildo era presidente da associação quilombola.</li>
<li>A Polícia Civil apontou como mandante o madeireiro José Telmo Zani, dono da fazenda Rio Negro. Segundo os quilombolas, a propriedade sobrepõe o território reivindicado e a área que a então Biopalma tinha interesse em comprar para plantação de dendê.</li>
<li>Zani e os acusados de serem os executores, Marcos Vieira e Raimundo dos Santos, foram <a href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2019/01/16/trio-e-denunciado-pelo-mppa-por-assassinato-de-lider-quilombola-em-tome-acu.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">denunciados pelo Ministério Público do Pará</a> (MPPA), mas ainda aguardam julgamento. Os dois apontados como executores tiveram mandado de prisão preventiva decretada. Marcos Vieira chegou a ser preso, mas Raimundo dos Santos está foragido.</li>
<li>O g1 ainda não conseguiu contato com a defesa de Zani, Vieira e Raimundo.</li>
</ul>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="22" data-block-id="34">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Em todos os três episódios, a comunidade quilombola da Amarqualta pede Justiça, pois em nenhum deles houve condenação dos autores dos crimes.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="39" data-block-id="35">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">O <a href="https://g1.globo.com/pa/para/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">g1</a> solicitou nota à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), questionando que ações são feitas no combate ao conflito por terras na região nordeste do Pará, mas ainda não havia obtido resposta até a publicação desta reportagem.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3091" src="https://quetudiz.com.br/wp-content/uploads/2022/07/cronologia-da-expansao-do-dende-no-para-scaled-1.jpg" alt="" width="950" height="2560" /></p>
<h6 data-track-category="Link no Texto">Cronologia da expansão do dendê no Pará — Foto: Arte/g1</h6>
<p><em>Leia as principais notícias do estado no </em><a href="https://g1.globo.com/pa/para/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow"><em>g1 Pará</em></a></p>
<p>Foto: Reprodução / Agropalma</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
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