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	<title>golpe de exame - Portal NDC</title>
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	<description>Sempre em Cima da Notícia</description>
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		<title>Médica dava diagnóstico falso de câncer de pele para que os pacientes se submetessem a cirurgias de autovalor com ela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2024 03:28:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[dano as vítimas]]></category>
		<category><![CDATA[diagnósticos de câncer]]></category>
		<category><![CDATA[golpe de exame]]></category>
		<category><![CDATA[mais de 20 queixas]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia Civil do Paraná investiga 22 queixas feitas contra a médica Carolina Biscaia Carminatti, de 35 anos, acusada por pacientes de aplicar golpes informando falsos diagnósticos de câncer de pele. De acordo com a investigação, a médica, que atua na cidade de Pato Branco, buscava lucrar com a realização de procedimentos cirúrgicos sem efeito. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1972127479" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div><p>A Polícia Civil do Paraná investiga 22 queixas feitas contra a médica Carolina Biscaia Carminatti, de 35 anos, acusada por pacientes de aplicar golpes informando falsos diagnósticos de câncer de pele. De acordo com a investigação, a médica, que atua na cidade de Pato Branco, buscava lucrar com a realização de procedimentos cirúrgicos sem efeito.</p>
<p>Só uma das vítimas, contam os investigadores, teria sido lesada em cerca de R$ 13 mil — além do trauma e das cicatrizes. Caso seja indiciada, ela poderá responder pelos crimes de estelionato, lesões corporais e falsificação de documento particular.</p>
<p>A polícia recebeu uma série de denúncias dos pacientes que haviam descoberto, só depois de toda a exposição física e psicológica sofrida, que os diagnósticos de câncer entregues por Biscaia seriam falsos. Com a repercussão do caso, o número de supostas vítimas só aumentou: pessoas que dizem ter perdido de R$ 5 mil a R$ 13 mil em procedimentos falsos. Os investigadores cumpriram mandado de busca e apreensão no consultório da médica e foram recolhidos computadores, celulares e documentos, que passam por perícia</p>
<p>&#8220;As vítimas contam que procuravam a médica para uma consulta dermatológica por conta de algum problema e, já na primeira consulta, a médica olhava pintas, manchas na pele e indicava que podia ser câncer. Com isso, ela recolhia o material para mandar para exame e, na sequência, marcava uma nova consulta onde mostrava um laudo supostamente falsificado onde constava que aquela pessoa estava com câncer&#8221;, conta o delegado Helder Andrade Lauria, à frente das investigações.</p>
<p>Nesse mesmo momento ela já realizava procedimentos cirúrgicos para retirada dessas manchas e cobrava os valores. Algumas vítimas procuraram outro laboratório, onde acabaram recebendo um laudo original, onde não constava nenhuma doença. Ao contrário do que havia dito a médica, elas não tinham câncer.</p>
<div id="attachment_37484" style="width: 679px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-37484" class="size-full wp-image-37484" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/03/154edd38-1935-48a6-bfa5-43c1a078a04e.jpg" alt="" width="669" height="418" /><p id="caption-attachment-37484" class="wp-caption-text">Foto: Reprodução/ Redes Sociais</p></div>
<p>Os pacientes relatam que, desesperados, perguntavam à médica se os altos valores cobrados poderiam ser pagos via plano de saúde, mas ela negava. Além disso, pressionava para que o valor fosse pago, em dinheiro ou cartão, imediatamente, ali mesmo no consultório. Quem hesitava em aceitar a cirurgia, lidava com a insistência da profissional, segundo eles. A própria Carolina realizava as cirurgias. O advogado André Luiz Rodrigues Hamera, que representa esses pacientes, revela sobre o que essas vítimas relatam.</p>
<p>&#8220;Os pacientes tinham que pagar de imediato. Ela colocava uma pressão em cima desses pacientes que era surreal. Ela dizia: olha, se você não retirar, vai se alastrar e é muito grave, você precisa fazer a cirurgia com urgência. Uma cliente minha disse que ficou muito abalada com a notícia e que não tinha como decidir nada naquele momento. Ela, mais tarde, começou a encaminhar áudios falando: Tem que fazer, se o problema for dinheiro, agente tá um desconto&#8221;.</p>
<h3>Pontos e cicatrizes</h3>
<p>O advogado conta que as vítimas começaram a desconfiar quando pediram os exames à médica, que apontavam o suposto câncer, e ela retornava via WhatsApp com um documento cheio de erros. Quando foram ao laboratório informado no papel confrontar as informações, descobriram que a empresa também era vítima do suposto esquema.</p>
<p>Os pacientes relatam que, desesperados, perguntavam à médica se os altos valores cobrados poderiam ser pagos via plano de saúde, mas ela negava. Além disso, pressionava para que o valor fosse pago, em dinheiro ou cartão, imediatamente, ali mesmo no consultório. Quem hesitava em aceitar a cirurgia, lidava com a insistência da profissional, segundo eles. A própria Carolina realizava as cirurgias. O advogado André Luiz Rodrigues Hamera, que representa esses pacientes, revela sobre o que essas vítimas relatam.</p>
<p>— Os pacientes tinham que pagar de imediato. Ela colocava uma pressão em cima desses pacientes que era surreal. Ela dizia: &#8220;olha, se você não retirar, vai se alastrar e é muito grave, você precisa fazer a cirurgia com urgência&#8221; — conta. — Uma cliente minha disse que ficou muito abalada com a notícia e que não tinha como decidir nada naquele momento. Ela, mais tarde, começou a encaminhar áudios falando: &#8220;Tem que fazer, se o problema for dinheiro, agente tá um desconto&#8221;.</p>
<p>— Ela pegava um trecho do diagnóstico de alguém que realmente tinha a doença e fazia uma sobreposição no papel. Xerocava e depois apresentava às vítimas, como sendo de fato o exame verdadeiro — acrescenta.<br />
Rodrigues comenta também sobre os danos físicos — alguns permanentes — e psicológicos supostamente provocados pela médica.</p>
<p>— Algumas vítimas tiveram que costurar 10, 12 pontos por procedimentos sem nenhuma necessidade. Uma paciente ficou com uma cicatriz gigantesca na perna. Quem olha as fotografias fica impressionado — relata o advogado. — Fora os danos psicológicos. Porque uma coisa é você receber um diagnóstico de gripe, outro é ouvir que você tem câncer. Vários clientes meus estavam com parentes tratando câncer, e até câncer de pele, mesmo, quando receberam os diagnósticos. Uma tinha a avó fazendo radioterapia por câncer de pele. Então, quando as famílias recebiam essas notícias, se desestruturavam.</p>
<p>A reportagem apurou que o inquérito já está em fase final na Polícia Civil. Por conta da repercussão do caso, e o aparecimento de novas vítimas nas últimas semanas, os investigadores aguardam apenas um prazo para dar oportunidade para que novos pacientes que tenham sido vítimas do suposto esquema apareçam.</p>
<h3>&#8216;Não há provas&#8217;, defende advogado da médica</h3>
<p>Procurado, o advogado de Carolina Biscaia, Valmor Antonio Weissheimer, afirmou em nota que &#8220;não existe qualquer acusação formal contra sua cliente&#8221; e que nessa fase de investigações a defesa &#8220;aguarda a perícia técnica ser juntada aos autos de inquérito, para análise&#8221;.</p>
<p>&#8220;Após o nosso exame, iremos requerer a juntada de novos documentos, bem como testemunhas, à autoridade policial, desejando ajudar a instruir o relatório final&#8221;, acrescenta Weissheimer. &#8220;Se porventura sobrevir Ação Penal, estamos preparados para contestar ponto a ponto e confrontar, de forma técnica, todas as teses que virão para justificar ao magistrado a absolvição de nossa cliente&#8221;</p>
<p>Para o advogado, não há provas de crime ou infração cometidos pela médica.</p>
<p>&#8220;Sobre as possíveis ações cíveis entendemos que não existem quaisquer provas cabais que possam induzir o juízo a julgá-las procedentes. Com relação ao CRM, iremos comprovar que não restam evidências que possam levar o órgão de classe a qualquer punição em face da profissional. Nossa cliente está calma, porque é sabedora que tudo será esclarecido no momento certo&#8221;.</p>
<h3>Sem especialização em dermatologia</h3>
<p>O Conselho Regional de Medicina do Paraná informou que instaurou um procedimento sindicante, que corre sob sigilo, &#8220;para apurar possível desvio ético cometido pela referida médica&#8221;. Questionado, o CRM-PR informou ainda que Carolina Biscaia está regularmente inscrita, mas não possui registro de especialidade neste Conselho.</p>
<p>A Sociedade Brasileira de Dermatologia no Paraná reforçou o que disse o CRM-PR e acrescentou ainda que &#8220;a médica já havia sido denunciada e julgada anteriormente por anunciar indevidamente a especialidade&#8221;.</p>
<p>Carolina Biscaia Carminatti pertence a uma família de médicos muito conhecida na cidade de Pato Branco. Já protagonizou, inclusive, entrevistas e capa de revista na imprensa local. Segundo a polícia, não há indícios de que outras pessoas estejam envolvidas no esquema supostamente tocado pela médica.</p>
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<p>Fonte: Extra</p>
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