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	<title>formigas de fogo - Portal NDC</title>
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		<title>Conheça a história de Airão Velho e a lenda das formigas de fogo, no Amazonas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2022 18:11:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Airão Velho]]></category>
		<category><![CDATA[formigas de fogo]]></category>
		<category><![CDATA[Historia]]></category>
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					<description><![CDATA[Airão Velho ou Velho Airão, antiga sede do município de Novo Airão, no Amazonas, é uma vila que foi abandonada no meio da floresta amazônica e que, aparentemente, ficou assim após um ataque de formigas de fogo. Essa é uma das principais lendas do local, uma vez que não existe comprovação de tal acontecimento. De [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1659124556" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Airão Velho ou Velho Airão, antiga sede do município de Novo Airão, no Amazonas, é uma vila que foi abandonada no meio da floresta amazônica e que, aparentemente, ficou assim após um ataque de formigas de fogo. Essa é uma das principais lendas do local, uma vez que não existe comprovação de tal acontecimento.</p>
<div class="ebd-block   " data-type="text">
<p>De acordo com o historiador Victor Leonardi (1998), &#8220;na confluência do Rio Jaú com o Negro existem ruínas de uma pequena cidade chamada Airão, antiga Santo Elias do Jaú, fundada por missionários em 1694. Depois veio o processo de arruinamento definitivo do Airão, após rápido e não sustentável crescimento econômico gerado nos seringais entre 1880 e 1914. A velha cidade de Airão é hoje uma cidade morta às margens do rio Negro, 250 quilômetros a noroeste de Manaus&#8221;.</p>
<p>A vila foi, no passado, uma das mais importantes no Médio Rio Negro, desde a época dos colonizadores portugueses até a Segunda Guerra Mundial, quando os aliados encontravam sua maior fonte de borracha para a fabricação de pneus e materiais cirúrgicos no látex da Amazônia.</p>
<p><b data-redactor-tag="b"><span data-redactor-tag="span" data-verified="redactor" data-redactor-style="font-size: 16px">Decadência</span></b></p>
<p><b data-redactor-tag="b"></b>Airão concentrava toda a produção de borracha do Alto Rio Negro, do Rio Jaú e seus afluentes, e do Rio Branco, trazendo a produção de vilarejos próximos à Boa Vista (Roraima). Com o fim da guerra, os ingleses passaram a comprar látex de sua colônia na Malásia. Os produtores amazonenses não estavam preparados para isso e como Airão era um ponto de captação e distribuição, a cidade faliu.</p>
<p>Com a decadência do ciclo da borracha, seus moradores passaram a abandoná-la, até ser deixada pelo último morador em 1985. Boa parte de sua população mudou-se para vilarejos mais próximos à capital do Estado, Manaus, mas a maioria (108 pessoas) foi transferida para a vila de Itapeaçu, que passou a se chamar Novo Airão.</p>
<p><b data-redactor-tag="b"><span data-redactor-tag="span" data-verified="redactor" data-redactor-style="font-size: 16px">Lenda das formigas</span></b></p>
<p>Com o abandono da cidade surgiu a lenda das formigas de fogo. Um político da época divulgou que a população estava sendo atacada por formigas e pediu ajuda para mudar a sede do município. Verdade ou mentira, o fato é que a partir de 1950 a população começou a ser transferida para onde hoje é Novo Airão.</p>
<p><strong data-redactor-tag="strong" data-verified="redactor">Leia também: </strong><a class="" title="" href="https://portalamazonia.com/amazonia/conheca-7-especies-de-formigas-raras-encontradas-na-amazonia" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Conheça 7 espécies de formigas raras encontradas na Amazônia</a></p>
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<div class="eb-image-caption">Formiga de fogo, a vilã de Velho Airão. Foto: Divulgação</div>
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<div class="eb-image-caption">Shigeru Nakayama. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AM</div>
</div>
</div>
<p><span data-redactor-tag="span" data-verified="redactor" data-redactor-style="font-size: 16px"><strong data-redactor-tag="strong" data-verified="redactor">Ruínas </strong></span></p>
<p>A partir de 1985, a Marinha do Brasil começou a usar a cidade abandonada como alvo para treino de tiros de seus navios até o ano de 2005, quando a cidade foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Mas apenas em 2010 técnicos do IPHAN começaram a levantar dados no lugar.</p>
<p>Desde 2005, cerca de sete famílias retornaram ao lugar, fazendo suas casas em volta das ruínas e auxiliando na condução dos turistas que visitam o antigo vilarejo. Entre os moradores, há uma pessoa que ganhou notoriedade: trata-se de Shigeru Nakayama, um japonês que chegou ao Brasil na década de 1960 junto com o grande fluxo migratório japonês.</p>
<p>Ele chegou em Velho Airão em 2001, encontrou ruínas e o matagal tomando conta do patrimônio e decidiu limpar a área para restaurar a história do local. Com o decorrer do tempo, Nakayama passou a ser conhecido como guardião da cidade fantasma. </p>
<p>De acordo com a prefeitura de Novo Airão, &#8220;a extração do látex (borracha nativa) era o que movimentava a economia entrou em declínio. Com o fim das atividades as pessoas iniciaram o processo de abandono. Os últimos a saírem foram os Bezerra, família lusitana que ocupou a administração do município e comercializava a borracha&#8221;.</p>
<p>Hoje, apesar do processo de deterioração, ainda se vê uma série de ambientes que antes serviram como igreja, escola, casas coloniais, cemitério e prédios municipais. Abandonada, a cidade tornou-se apenas ruínas, com a vegetação ameaçando encobrir todo o local que, antes, guardava uma cidade próspera, e ainda aguarda iniciativas que superem os fantasmas do abandono e devolvam a glória do passado. </p>
<p>Foto: Montagem: Portal Amazônia</p>
<p>Fonte: Portal Amazônia</p>
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