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	<title>Facções criminosas - Portal NDC</title>
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	<description>Sempre em Cima da Notícia</description>
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	<title>Facções criminosas - Portal NDC</title>
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		<title>Facções criminosas já comandam um terço do Amazonas</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/faccoes-criminosas-ja-comandam-um-terco-do-amazonas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jan 2025 16:19:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Facções criminosas]]></category>
		<category><![CDATA[FACÇÕES CRIMINOSAS NO AMAZONAS]]></category>
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					<description><![CDATA[Em toda a Amazônia Legal, 260 municípios têm a presença de alguma facção criminosa. Em 176 deles, há monopólio O crime organizado, que já domina parte da Amazônia com rotas internacionais de tráfico, agora também avança para lucrar com crimes ambientais e exploração ilegal de recursos naturais da região. É o que aponta o novo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1473329489" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Em toda a Amazônia Legal, 260 municípios têm a presença de alguma facção criminosa. Em 176 deles, há monopólio<br /><br />O crime organizado, que já domina parte da Amazônia com rotas internacionais de tráfico, agora também avança para lucrar com crimes ambientais e exploração ilegal de recursos naturais da região. É o que aponta o novo estudo ‘Cartografias da Violência na Amazônia’, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). No Amazonas, um terço dos municípios já é dominado por facções criminosas. <br /><br />Como resultado deste cenário, em 2023 os estados da Amazônia Legal somaram taxas de violências 41,5% acima da média nacional, além de enfrentar recordes de queimadas e novos casos de conflitos de terra associados à exploração ilegal de terras. <br /><br />O levantamento também aponta que as facções criminosas estão presentes em ao menos 260 municípios amazônicos, dos quais 176 têm monopólio de uma facção e 84 com a presença de dois ou mais grupos em disputa. No caso daqueles monopolizados, 130 são dominados pelo Comando Vermelho (CV), 28 pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e os demais por grupos menores.</p>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs"> <strong>Cenário estadual</strong></p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs"> No Amazonas, as facções criminosas dominam pelo menos 21 dos 62 municípios do estado. Outro fator representado em gráfico é que no estado há presença de dois ou mais grupos criminosos em algumas áreas. As principais do estado são o CV, Piratas do Solimões e PCC. </p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">O Amazonas apresentou redução de 8,2% na taxa de mortes violentas intencionais entre 2022 e 2023, chegando à taxa média de 35,6 por 100 mil em 2023. Apesar deste resultado positivo no último ano, a análise por município mostra que a violência se distribui de forma bastante heterogênea no território. Considerando a taxa média de 2021 a 2023, os índices variam de 0 mortes em cidades como Nhamundá e Santa Isabel do Rio, à taxa acima de 100 por 100 mil, como é o caso de Iranduba, considerado o mais violento do estado.</p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs"> <strong>Processo histórico</strong></p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs"> A taxa de violência letal na Amazônia se manteve em patamares muito elevados: com taxa de 32,3 mortes a cada 100 mil habitantes. O advogado e associado sênior do FBSP, Eduardo Pazinato, relaciona o número ao fator histórico das disputas das organizações criminosas por território. </p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">“É um processo histórico que vem ganhando uma dimensão mais ampla na última década, mas que já é observado historicamente. Isso fez com que a taxa de homicídios, por exemplo, fosse bastante elevada na região, bem maior do que a média nacional. Mesmo com eventual redução no último ano, ela se mantém no patamar de taxa bastante acima da média nacional por conta dessa influência. É claro que há outros fatores regionais, estaduais, que também precisam ser verificados, como a interiorização da violência”, diz Pazinato. </p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">Além do aumento da violência, o advogado ressalta que ao longo dos anos houve uma clara diversificação das atividades dos grupos criminosos para se aproveitarem das várias atividades econômicas da região,  que passaram a ser exploradas como uma “alavancagem de novos negócios”.</p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">“Toda a influência das facções criminosas, por exemplo, na exploração do ouro, na extração de madeira e de atividades que em tese são legais, são exploradas pelas facções criminosas. Isso não só fez com que as organizações se mantivessem na região, como ampliassem seus domínios e, por consequência, a violência criminal gerada”, destaca Pazinato. </p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">Para o pesquisador, esse crescimento também está relacionado aos locais de exploração dos mercados ilegais, que se encontram especificamente em cidades menores, onde há mais dificuldade de fiscalização e em áreas onde o poder público não chega.</p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) para falar dos números apresentados, mas até o final da matéria não obteve retorno.</p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs"> <strong>Geografia da Amazônia é fator relevante</strong></p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs"> Professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e coordenador do projeto Governança Híbrida e Crime Organizado na Amazônia, Marcos Alan Ferreira explica que na Amazônia os fatores geográficos também apresentam contribuição para o agravo e manutenção do crime organizado. “Por isso acaba sendo tão importante a questão da cooperação internacional, que às vezes se fala muito pouco. Não se dá para combater esse fenômeno que avança, o crime organizado na Amazônia, se não avançarmos também as dimensões da cooperação internacional”, diz o professor. </p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">O pesquisador relembrou que na cúpula da Amazônia foram debatidos esses contextos da cooperação internacional com Colômbia e Peru, que devem envolver trocas de informações, inteligência e sistemas de informação de indivíduos ligados ao crime. Mas ressaltou que é preciso ir além de forças policiais para combater a presença do crime organizado.</p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">“Para o combate correto, o Estado também tem que pensar que lidar com segurança pública não é só segurança, traz a questão econômica, traz a questão social, justamente nas comunidades mais vulneráveis em que o crime organizado avança, seja essas comunidades vulneráveis na área rural ou na área urbana”, destaca.</p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs"> <strong>Organizações ampliam atuação para crimes ambientais na região</strong></p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs"> Entre os crimes que, segundo a pesquisa, apresentam sinais de participação significativa das organizações criminosas estão o mercado de mercúrio e de combustível, bem como a abertura de terras. Para solucionar isso, a pesquisa aponta que é necessário aperfeiçoar o Cadastro Ambiental Rural (CAR), qualificar a investigação criminal e os mecanismos de combate à lavagem de dinheiro como o fortalecimento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). </p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">Além disso, manter a articulação entre as instituições de segurança pública estaduais e federais (como as FICCO &#8211; Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, lideradas pela Polícia Federal), órgãos de controle ambiental, e da Justiça (Ministério Público e Poder Judiciário).</p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">Segundo Marcos Alan Ferreira, o principal fator para a expansão dessas organizações na região é de origem econômica. </p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">“Os principais indicativos sociais que fortalecem o crescimento dessas facções é a questão econômica. Pouco acesso a oportunidades por parte da população mais jovem, que acaba sendo a mais engajada no crime organizado, faz com que essas facções se fortaleçam. Acaba sendo um tema vasto, envolvendo o crime organizado e outras atividades ilegais”, explica Ferreira. </p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">O professor ressalta que, na Amazônia, pela rentabilidade na prática de crimes ambientais, as facções ‘migram’ suas práticas para outras atividades ilegais como forma de aumentar o seu poder e lucro. </p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">“Essa é uma característica peculiar da região. Nós, que pesquisamos o crime organizado, como eu e vários colegas envolvidos na cartografia da violência, chamamos esse fenômeno de ‘convergência criminal’. Trata-se de uma situação em que as organizações criminosas, já bem-sucedidas em atividades como o narcotráfico, aproveitam as oportunidades específicas de determinado local. No caso da Amazônia, destacam-se os crimes ambientais como um fator de grande relevância nesse contexto”, pontua.<br />Um exemplo da presença do narcotráfico em atividades ilegais associadas a ao meio ambiente é a pesca ilegal que acontece no Vale do Javari, região onde ocorreu o assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, conta o professor da UFPB.</p>
</div>
<div class="Block__Component-sc-1uj1scg-0 fVkgty">
<p class="styled__Paragraph-sc-fdx3oi-6 dyZdFs">“Quando a gente vai mais para cima, Roraima, temos o Primeiro Comando da Capital envolvido na questão da mineração ilegal. Então, o crime organizado vê oportunidade de diversificar negócios e gerar renda, lavar dinheiro e vai utilizando dessas outras oportunidades, se aliando a operadores independentes desses mercados ilegais”, destaca o pesquisador.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: A Crítica </em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Transferência de Líderes Criminosos: Operação de alto risco reúne quase cem policiais penais federais</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/transferencia-de-lideres-criminosos-operacao-de-alto-risco-reune-quase-cem-policiais-penais-federais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jan 2024 18:51:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Facções criminosas]]></category>
		<category><![CDATA[Farc]]></category>
		<category><![CDATA[investigações]]></category>
		<category><![CDATA[operação Próta]]></category>
		<category><![CDATA[PPF]]></category>
		<category><![CDATA[remanejo de presidiários]]></category>
		<category><![CDATA[RN]]></category>
		<category><![CDATA[SPF]]></category>
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					<description><![CDATA[Chefes do Comando Vermelho e de outras facções criminosas foram transferidos de presídios federais em uma operação que reuniu quase cem policiais penais federais e envolveu três penitenciárias. Ao todo, foram movimentados 11 internos que cumprem pena no regime fechado. Entre eles, Fernandinho Beira-Mar, Marcinho VP e Mano G. Segundo a Polícia Penal Federal (PPF), [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-3604359186" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div><p>Chefes do Comando Vermelho e de outras facções criminosas foram transferidos de presídios federais em uma operação que reuniu quase cem policiais penais federais e envolveu três penitenciárias. Ao todo, foram movimentados 11 internos que cumprem pena no regime fechado. Entre eles, Fernandinho Beira-Mar, Marcinho VP e Mano G.</p>
<p>Segundo a Polícia Penal Federal (PPF), o rodízio de custodiados do Sistema Penitenciário Federal (SPF) é uma medida que faz parte da rotina de segurança das unidades prisionais. A estratégia de inteligência penitenciária visa “desarticular as organizações criminosas”.</p>
<h3>Beira-Mar</h3>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-33806 aligncenter" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/01/2687c393-765b-4d36-8cb5-dbf4940f9894.jpg" alt="" width="531" height="390" /></p>
<p>Luis Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, é um dos chefes do Comando Vermelho e já foi considerado um dos maiores traficantes do Brasil. Ele está preso desde 2001, ano em que foi capturado na Colômbia em uma área dominada pelas Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc). Durante a Operação Próta, ele foi levado do presídio de Campo Grande (MS) para Mossoró (RN).</p>
<p>Policiais que investigaram Beira-Mar contam que ele ainda era jovem quando começou a furtar armas do Exército para vender a traficantes do Rio. Aos 20 anos, foi preso por assalto e condenado a dois anos de cadeia. Quando saiu, tornou-se um dos chefes do tráfico na Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ganhou projeção no mundo do crime até ser preso, em 1996, em Minas Gerais. Mas não ficou nem um ano em reclusão antes de fugir. A partir daí, muito visado pela polícia, decidiu sair do país.</p>
<p>Na soma de todas as suas condenações, Fernandinho Beira-Mar foi sentenciado a mais de 300 anos de prisão. Depois de deixar o complexo de Bangu, ele cumpriu pena em diferentes presídios federais de segurança máxima, como Catanduvas, no Paraná, e Mossoró, no Rio Grande do Norte. Ele havia sido transferido para a Penitenciária Federal de Campo Grande em 2019. O traficante estava lá quando soube que sua filha, a dentista Fernanda Costa, assumiu, em janeiro deste ano, uma vaga de vereadora na Câmara Municipal de Duque de Caxias.</p>
<h3>Marcinho VP</h3>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-33807 aligncenter" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/01/26b4de0b-f45c-46c6-bbb1-cdb206ac50f2-e1705516738360.jpg" alt="" width="500" height="329" /></p>
<p>Outro traficante transferido na operação, Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, é uma figura proeminente da criminalidade do Rio há quase três décadas. Preso desde 1996, quando ainda tinha 20 anos, ele passou mais tempo de vida atrás das grades do que em liberdade. No rodízio, ele foi transferido do Rio Grande do Norte para o Mato Grosso do Sul, caminho inverso de Beira-Mar.</p>
<p>Mesmo de dentro do sistema carcerário, ele se tornou, ao lado de Fernandinho Beira-Mar, um dos principais chefes da maior facção do estado. Nascido em Vigário Geral, Márcio mudou-se ainda bebê para São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O pai foi assassinado pouco depois, e a mãe foi presa quatro vezes, fazendo com que ele e três irmãos acabassem sendo criados por uma tia.</p>
<p>As condenações de Márcio, por tráfico de drogas e por homicídios, somam 44 anos de prisão. Um dos crimes creditados a ele é a morte do comparsa Márcio Amaro de Oliveira, curiosamente também conhecido como Marcinho VP. Amaro foi encontrado estrangulado em uma lata de lixo no presídio de Bangu 3, na Zona Oeste do Rio. A execução teria sido motivada por entrevistas dadas pelo bandido revelando detalhes do funcionamento do tráfico na capital fluminense.</p>
<h3>Mano G</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-33808" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/01/25447e16-73d8-4dff-9ff0-9754c7486f4c-e1705516795329.jpg" alt="" width="500" height="427" /></p>
<p>Gelson Lima Carnaúba, conhecido como Mano G, foi um dos fundadores e chefes da Família do Norte (FDN), criada em 2007. Quatro anos antes, em 2002, ele havia comandado uma chacina no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. A rebelião durou 13 horas e deixou 12 mortos.</p>
<p>Segundo o Relatório Anual da Justiça Global do mesmo ano, a rebelião foi motivada pela morte do detento André Luiz Pereira de Oliveira, que teria sido espancado e torturado por três agentes penitenciários. Mano G foi condenado pelo envolvimento no episódio somente em 2022, com pena de 48 anos de prisão.</p>
<p>No julgamento foram utilizados áudios de uma testemunha já morta, que dizia fazer parte da FDN. Ele afirmou que “Carnaúba era o comandante-geral do presídio e que mandava em tudo, além de usar armas e vender drogas na cadeia”. No depoimento, ele contou que tinha “medo de morrer” e que era “ameaçado por Carnaúba”.</p>
<p>A FDN tem domínio de diversos territórios do Norte do país, como Rondônia, Roraima e Acre, além de suposto envolvimento com as FARC. De acordo com a Polícia Federal, em 2017, a facção comandava praticamente todo o sistema prisional do Amazonas.</p>
<h3>Entenda a operação</h3>
<p>Segundo a PPF, a operação Próta, envolve alto grau de complexidade e risco, por lidar com presos considerados de &#8220;alta periculosidade e com posição de liderança nas organizações criminosas&#8221;.</p>
<p>Esta foi a primeira operação deste tipo em 2024. No ano passado, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) realizou 364 operações entre inclusões, devoluções, transferências e apresentação de presos em júri.</p>
<p>De acordo com a PPF, o SPF custodia as principais lideranças criminosas do país há 17 anos sem registro de fuga, rebelião ou entrada de materiais ilícitos.</p>
<p>O nome da Operação Próta faz referência ao primeiro preso custodiado no Sistema Penitenciário Federal: Fernandinho Beira-Mar. Em grego, o termo significa &#8220;primeiro&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Extra</p>
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		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">33805</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Arthur Lira solicita escolta policial para o Deputado Amom por estar sofrendo ameaças</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/arthur-lira-solicita-escolta-policial-para-o-deputado-amom-por-estar-sofrendo-ameacas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jan 2024 23:22:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[ameaça]]></category>
		<category><![CDATA[Facções criminosas]]></category>
		<category><![CDATA[PF]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Pública do Amazonas]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), solicitou à Polícia Federal nesta terça-feira (16) escolta policial para o deputado Amom Mandel (Cidadania-AM) nos compromissos do parlamentar no Amazonas. Em ofício encaminhado à Superintendência Regional da PF no Amazonas, Lira afirma que a medida é necessária uma vez que há relatos de que Amom tem sido [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-2261826161" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div><p>O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), solicitou à Polícia Federal nesta terça-feira (16) escolta policial para o deputado Amom Mandel (Cidadania-AM) nos compromissos do parlamentar no Amazonas.</p>
<p>Em ofício encaminhado à Superintendência Regional da PF no Amazonas, Lira afirma que a medida é necessária uma vez que há relatos de que Amom tem sido &#8220;constante alvo de crimes de ameaça e constrangimentos ilegais&#8221;.</p>
<p>&#8220;À vista da gravidade dos ilícitos e da necessidade de assegurar o livre exercício do mandato parlamentar, solicito a Vossa Senhoria a adoção de todas as medidas necessárias a garantir a segurança do congressista&#8221;, diz Lira no documento encaminhado ao delegado da PF Celso Antônio Vieira Paiva Junior.</p>
<p>Em comunicado à imprensa, Amom diz ser alvo de &#8220;intimidações&#8221; desde que fez uma denúncia à Polícia Federal sobre suposto envolvimento de integrantes da Segurança Pública do Amazonas com organizações criminosas.</p>
<p>A GloboNews teve acesso ao depoimento de Amom à Polícia Federal. Aos investigadores, no dia (5) de janeiro, o deputado afirmou ter recebido um relatório de inteligência do Amazonas, que associava “diretamente” integrantes da “alta cúpula” das secretarias de Segurança Pública e de Administração Penitenciária, e da Polícia Militar a organizações criminosas e ao tráfico de drogas.</p>
<p>Amom Mandel declarou ter encaminhado os documentos à PF e que, após o envio, foi alvo de movimentos de desinformação nas redes sociais e de uma &#8220;abordagem truculenta&#8221; da PM amazonense.</p>
<p>A GloboNews entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.</p>
<p>Procurada pela reportagem, a PF afirmou que investiga as denúncias e que não dará mais detalhes sobre o procedimento em curso.</p>
<h3>Pedidos a Lira e a Flávio Dino</h3>
<p>Dias após o depoimento, em (10) de janeiro, Amom enviou ofícios nos quais pede providências a Lira e ao ministro da Justiça, Flávio Dino.</p>
<p>No documento encaminhado a Dino, o deputado afirmou que o relatório revela um &#8220;grave cenário&#8221; na segurança pública do Amazonas. Ele pede ao ministro que a pasta atue para &#8220;garantir a integridade e eficácia das instituições de segurança pública no estado&#8221;.</p>
<p>“As evidências de corrupção, manipulação do sistema e conluio com facções criminosas por parte de agentes da mais alta cúpula da segurança estadual demanda atenção e providências”, disse.</p>
<p>Ao pedir escolta policial ao presidente da Câmara, Amom Mandel afirmou que as denúncias feitas por ele “apontam uma ampla atuação criminosa de ocupantes de cargos estratégicos, detentores de acesso privilegiado a informações, que estariam sendo usadas, de maneira deliberada, para privilegiar facções criminosas”.</p>
<p>O deputado avaliou que a denúncia fez com que ele sofresse uma série de ataques e a uma “crescente pressão desencadeada por uma milícia digital de blogs e portais jornalísticos”.</p>
<p>“Resta evidente que essa iniciativa difamatória decorre de figuras que teriam interesses prejudicados devido à minha denúncia, tendo como estratégia minar minha credibilidade através desses meios de comunicação”, afirmou.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: G1</p>
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		<item>
		<title>Polícia Federal desmantela esquema de tráfico de armas liderado por argentino no Paraguai</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/policia-federal-desmantela-esquema-de-trafico-de-armas-liderado-por-argentino-no-paraguai/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Dec 2023 02:17:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[argentino]]></category>
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		<category><![CDATA[Facções criminosas]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (5), uma operação contra um grupo suspeito de traficar 43 mil armas para facções criminosas no Brasil e movimentar cerca de R$ 1,2 bilhão. O principal alvo da ação é um argentino que vive no Paraguai. Trata-se de Diego Hernán Dirísio, o homem considerado como o maior contrabandista de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-4035097547" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div><p>A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (5), uma operação contra um grupo suspeito de traficar 43 mil armas para facções criminosas no Brasil e movimentar cerca de R$ 1,2 bilhão. O principal alvo da ação é um argentino que vive no Paraguai. Trata-se de Diego Hernán Dirísio, o homem considerado como o maior contrabandista de armamentos da América do Sul. Ele está foragido.</p>
<p>Dirísio é acusado de traficar armas por meio de sua empresa International Auto Supply (IAS), que tem sede em Assunção, capital paraguaia. De acordo com a investigação, o argentino comprava material bélico — milhares de pistolas, munições e fuzis — de vários fabricantes europeus sediados na Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia.</p>
<p>&#8220;Ele é o dono da empresa, que coordena todas as atuações da empresa, fazia as tratativas diretas para a venda e revenda com ciência de que essas armas deveriam ser raspadas e destinadas ao crime organizado. Foram cerca de 43 mil nessa situação, desde 2020&#8221;, explicou o delegado Flávio Márcio Albergaria Silva, superintendente da PF na Bahia.</p>
<p>Após chegarem em Assunção, capital paraguaia, as armas tinham a numeração raspadas e até recebiam logotipos de outras indústrias a fim de despistar os investigadores e eram então repassadas para as principais facções criminosas brasileiras — Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comanda da Capital (PCC). Segundo a PF, desde 2020, 659 fuzis e pistolas entregues pelo grupo aos criminosos foram apreendidas em dez estados brasileiro.</p>
<p>Segundo os investigadores, o esquema comandado por Dirísio envolvia doleiros e empresas de fachada no Paraguai e em Miami, nos Estados Unidos. As investigações apontam que os suspeitos em solo americano atuavam na parte financeira do esquema, realizando o pagamento das armas para os fabricantes no Leste Europeu: Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia.</p>
<p>A PF pediu a inclusão de 21 suspeitos na lista vermelha da Interpol, para que sejam extraditados ao Brasil, caso sejam presos. Nesta terça, também foram apreendidos centenas de armas e uma grande quantidade de dólares , ainda não contabilizada. Além disso também foi determinado o bloqueio de R$ 66 milhões em bens, direitos e valores no Brasil.</p>
<p>A operação, conduziada pela Justiça da Bahia, contou com a cooperação internacional da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD/PY) com o Ministério Público do Paraguai.</p>
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<p>Fonte: Extra</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Facções criminosas: veja quais são e onde atuam na Amazônia Legal</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/faccoes-criminosas-veja-quais-sao-e-onde-atuam-na-amazonia-legal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jul 2022 22:11:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>
		<category><![CDATA[Facções criminosas]]></category>
		<category><![CDATA[onde atuam]]></category>
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					<description><![CDATA[As facções criminosas presentes nos Estados brasileiros são um problema de segurança pública recorrente das cidades que protagonizam episódios de violência e mortes. Um dos casos que mais chamou a atenção no Amazonas, por exemplo, aconteceu no dia 1 de janeiro de 2017, quando uma rebelião aconteceu no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-3714303438" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>As facções criminosas presentes nos Estados brasileiros são um problema de segurança pública recorrente das cidades que protagonizam episódios de violência e mortes.<br /><br />Um dos casos que mais chamou a atenção no Amazonas, por exemplo, aconteceu no dia 1 de janeiro de 2017, quando uma rebelião aconteceu no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. No total, 56 pessoas foram torturadas e assassinadas. <br /><br />Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, o motim foi causado por confrontos de organizações criminosas rivais. As negociações duraram cerca de 17 horas. O massacre foi considerado o segundo maior do Brasil, ficando atrás apenas do Massacre do Carandiru, quando 111 detentos foram mortos, a maioria por policiais que entraram no local para conter a rebelião.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4979" src="https://quetudiz.com.br/wp-content/uploads/2022/07/b2ap3_large_g_20220726-203821_1.jpg" alt="" width="938" height="609" /></p>
<h5>Foto: Reprodução / Polícia Civil do AM</h5>
<p>A grande maioria das rebeliões em presídios são causadas pelas disputas entre facções. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública entre os anos de 2018 a 2021 aponta que existam 53 facções criminosas brasileiras em atividade atualmente.</p>
<p>Na Amazônia Legal, 34 facções foram registradas, divididas entre os Estados do Amazonas, Amapá, Acre, Pará, Mato Grosso, Roraima, Rondônia, Tocantins e Maranhão.</p>
<p>As principais facções são: Comando Vermelho (CV), Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC). O CV e o PCC estão em 8 dos 9 estados da Amazônia Legal. Diferente dos outros Estados, o Mato Grosso é o único comandado unicamente pelo Comando Vermelho (CV). </p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4980" src="https://quetudiz.com.br/wp-content/uploads/2022/07/b2ap3_large_faco.jpg" alt="" width="591" height="590" /></p>
<h5>Foto: Reprodução / Anuário Brasileiro De Segurança Pública 2018-2021</h5>
<p>Considerada a maior facção do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC) age não apenas na compra de drogas como maconha e cocaína de países produtores, mas também exporta toneladas de drogas para Europa, África e Ásia por meio de navios de carga que atracam na costa brasileira. </p>
<p>Em segundo lugar, está o Comando Vermelho (CV), que já é a facção mais antiga. Apesar de ter sido a primeira a chegar no Paraguai, onde busca drogas e armas, o CV não tem tradição de exportar cocaína para outros continentes, apesar de haver registros de envio de droga para fora do Brasil. </p>
<p>Das 27 unidades federativas do País, apenas São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí têm o domínio de uma só facção em seu território.</p>
<div class="ebd-block   " data-type="heading">
<h4>Atuação nos Estados da Amazônia Legal</h4>
</div>
<div class="ebd-block   " data-type="text">
<p>De acordo com o Anuário Brasileiro, o Estado amapaense concentra facções locais mais fortes e mais violentas do que as também presentes PCC e CV. As locais são: Família Terror do Amapá, Amigos Para Sempre e União do Crime do Amapá.</p>
<p>Além das facções do Amapá, uma das principais atuantes no Norte do País é a Cartel do Norte (antiga Família do Norte), tida como a principal da região. Ela tem como base o Amazonas, mas existem ramificações registradas em áreas do Pará. No Acre, PCC, Bonde dos 13 (B13) e Ifara são as facções que fazem frente ao CV. As autoridades apontam que, depois da morte de Jorge Rafaat Toumani, em junho de 2016, a B13 perdeu influência no Estado juntamente com o PCC. </p>
<p>Até 2021, no Acre, quem dominava o Vale do Juruá e Cruzeiro do Sul, próximo da fronteira com o Peru e com a Bolívia, era o CV. Aquela região é importante para o tráfico internacional de drogas porque é de lá que chega boa parte da cocaína produzida em território peruano no Brasil. O CV controla todos os afluentes do Rio Juruá, exceto o Moa, que é da B13, e também controla todo o tráfico de drogas em Cruzeiro do Sul.</p>
<p>Estruturado por Fernandinho Beira-Mar quando esteve no presídio federal de Porto Velho, o CV é a facção criminosa mais antiga em Rondônia, com registros de presença desde pelo menos 2009. Lá, existem núcleos duros do grupo nas cidades de Ariquemes e Vilhena. O PCC se instalou em meados de 2012, com núcleos em Rolim de Moura e Cacoal. A rivalidade entre PCC e CV é maior dentro das cadeias do que nas ruas. Pelo Estado, PCC e CV escoam pasta base de cocaína que vem de Guayaramerín, na Bolívia. Parte da droga fica estocada no Estado. O restante segue para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, como destinos temporários, antes de chegar para São Paulo ou Rio de Janeiro, os destinos finais. </p>
<p>Já Roraima é dominado pelo PCC depois de a facção ter exterminado integrantes do CV e do CDN. Há poucas disputas territoriais, já que o mercado local é fraco. Lá, o PCC é voltado para os negócios com grupos da Venezuela e da Guiana. Indígenas são tidos como público-alvo para o tráfico de maconha, de acordo com as autoridades de segurança pública locais. No Pará, o PCC foi detectado em 2006, está bem estruturado e segmentado. Seu principal inimigo é o CV, já seu principal aliado é o Comando Classe A. A facção paulista é influente dentro dos presídios, mas não hegemônica nas ruas. Já o CV foi detectado em 2009 e, atualmente, é a principal facção do Estado. </p>
<p>O CV cresceu utilizando a mesma tática que usou em outros Estados: fez cooptação para batismos e fomentou cisões no PCC. Ainda no Pará, há a presença do CDN, que é menor do que o PCC e o CV. Sem alianças, está quase em extinção na localidade. O CCA, também conhecido pela sigla 331, surgiu em Altamira, tida até hoje como muito forte. Antigamente, era aliada do CV, agora é do PCC e tem emissários no Peru. </p>
<p>Menores, ainda existem a Equipe Rex, que tem seu QG (&#8220;quartel general&#8221;) no bairro Terra Firme, na periferia de Belém, é aliada ao CV, mas está em processo de extinção. A Equipe Real, também aliada ao CV, é influente em Ananindeua, na região metropolitana da. E o Bonde dos 30 foi criado em 2014 depois da morte de um líder de um grupo de extermínio, mas vem perdendo força. </p>
<p>No Tocantins, o PCC era absoluto até 2009. Depois de uma rebelião ocorrida naquele ano, lideranças da facção foram transferidas para o sistema penitenciário federal. Com isso, o CV se fortaleceu no local, chegando a ser a maior facção até 2016. Em 2018, o PCC voltou a se recuperar no território e é, até hoje, a facção predominante no local. O Estado é usado pelas duas facções como um local de entreposto da cocaína que chega dos países produtores. O clima é tido como tenso entre as duas facções dentro e fora dos presídios </p>
<p>Leia mais no Portal Amazônia</p>
</div>
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