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	<title>Dora Tupinambá - Portal NDC</title>
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		<title>Machismo estrutural nas eleições: quando mulheres são julgadas pelo que não fizeram, não pelo que realizaram</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2024 17:11:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Dora Tupinambá]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[Diferença de tratamento em campanhas revela como as conquistas de mulheres em posições de poder são constantemente ofuscadas por um julgamento desproporcional, baseado no gênero. Por Dora Tupinambá (*) O machismo estrutural, presente em diversas esferas da sociedade, revela-se com ainda mais força durante as eleições, principalmente quando o eleitor precisa escolher entre candidatos de [&#8230;]]]></description>
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<p>Diferença de tratamento em campanhas revela como as conquistas de mulheres em posições de poder são constantemente ofuscadas por um julgamento desproporcional, baseado no gênero.</p>
<p><strong>Por Dora Tupinambá (*)</strong></p>
<p>O machismo estrutural, presente em diversas esferas da sociedade, revela-se com ainda mais força durante as eleições, principalmente quando o eleitor precisa escolher entre candidatos de gêneros diferentes. Esse cenário se torna evidente ao analisar a maneira como as campanhas de mulheres líderes, como a prefeita Patrícia Lopes, de Presidente Figueiredo (AM), e a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, são tratadas. Apesar das realizações significativas de ambas, o foco das críticas geralmente recai sobre o que ainda não foi feito, enquanto o peso das conquistas alcançadas é, muitas vezes, minimizado ou até ignorado.</p>
<p>Quando uma mulher assume o poder, seja em um pequeno município no Brasil ou no cenário global dos EUA, a expectativa em torno de sua gestão é desproporcionalmente elevada. Patrícia Lopes, prefeita de Presidente Figueiredo, entrou para a política em um contexto histórico marcado por décadas de gestões predominantemente masculinas. Mesmo assim, ela conseguiu, em um único mandato, impulsionar o desenvolvimento da cidade, resolver pendências deixadas por governos anteriores e implementar políticas públicas inovadoras. Porém, em meio às suas inúmeras realizações, os holofotes frequentemente recaem sobre aquilo que, segundo críticos, “ainda falta fazer”.</p>
<p>A mesma lógica se aplica a Kamala Harris, a primeira mulher negra e asiática a ocupar o cargo de vice-presidente dos Estados Unidos. Desde que assumiu o posto, sua atuação em diversas frentes tem sido fundamental para o governo Biden, mas a narrativa crítica quase sempre se concentra nas áreas em que ela &#8220;deveria ter feito mais&#8221;, subestimando os obstáculos enfrentados por mulheres no exercício do poder.</p>
<p><b>Realizações ignoradas pelo gênero</b></p>
<p>O julgamento desproporcional enfrentado por mulheres na política é uma expressão direta do machismo estrutural. A sociedade ainda impõe às líderes femininas um padrão mais alto e implacável do que o exigido dos homens. No caso de Patrícia Lopes, por exemplo, é evidente como parte do eleitorado e até de adversários políticos insiste em destacar os desafios não solucionados durante sua gestão, ignorando o fato de que ela enfrentou crises globais, como a pandemia de Covid-19, enquanto os prefeitos que a antecederam tiveram mandatos mais longos e não realizaram um terço do que ela já conquistou.</p>
<p>Kamala Harris passa por uma avaliação semelhante. Mesmo sendo uma das vozes mais influentes e estratégicas do atual governo americano, muitas das críticas direcionadas a ela desconsideram o contexto complexo em que suas decisões são tomadas, concentrando-se mais no que &#8220;não foi feito&#8221; do que no impacto positivo de suas ações.</p>
<p><b>Dura realidade do machismo eleitoral</b></p>
<p>Esse viés se revela ainda mais durante períodos eleitorais. Estudos mostram que, enquanto candidatos homens são avaliados majoritariamente por suas propostas e competências, as candidatas mulheres são submetidas a uma dupla jornada de provas: precisam demonstrar não apenas habilidade política, mas também se defender constantemente de ataques relacionados à sua competência, que são exacerbados pelo machismo.</p>
<p>Mulheres em cargos públicos, como Patrícia Lopes e Kamala Harris, são frequentemente julgadas com mais rigor porque quebram o estereótipo de que a liderança é um papel masculino. Esse julgamento não se limita ao ambiente político; reflete uma mentalidade estrutural que ainda valoriza mais a liderança masculina e enxerga o sucesso feminino como exceção.</p>
<p><b>Desafio da reeleição e o machismo velado</b></p>
<p>No caso de Patrícia Lopes, o desafio de buscar a reeleição expõe ainda mais essa disparidade. Mesmo com o reconhecimento de seu trabalho por parte de muitos eleitores, o debate ainda é permeado por questionamentos sobre sua capacidade de fazer &#8220;mais&#8221;. Assim como Harris nos Estados Unidos, Patrícia é constantemente colocada à prova em um cenário onde o machismo se disfarça de cobrança por “resultados” que, quando alcançados, ainda assim são relativizados.</p>
<p>O machismo nas eleições evidencia como, para as mulheres, o desafio não é apenas cumprir suas promessas de campanha, mas também sobreviver a um julgamento enviesado e desigual. Para uma sociedade mais justa e representativa, é essencial que a avaliação de lideranças femininas seja feita com os mesmos critérios aplicados aos homens, valorizando o que foi conquistado, não apenas o que ainda está por vir.</p>
<p>(*) Dora Tupinambá é jornalista e editora-chefe do Portal Valor Amazônico. Foi a primeira mulher a presidir o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Opinião Manauara </p>
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