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		<title>Novo regime automotivo concede incentivo de R$ 19,3 bilhões em créditos tributários</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Dec 2023 00:47:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[CSLL]]></category>
		<category><![CDATA[IRPJ]]></category>
		<category><![CDATA[ônibus e caminhões]]></category>
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					<description><![CDATA[O novo regime automotivo brasileiro, batizado como Mover e que substitui o Rota 2030, foi lançado neste sábado (30) por medida provisória publicada em edição extra do Diário Oficial da União. O governo prevê a concessão de R$ 19,3 bilhões em créditos tributários, nos próximos cinco anos, para as empresas que cumprirem todos os requisitos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-3257479153" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div><p>O novo regime automotivo brasileiro, batizado como Mover e que substitui o Rota 2030, foi lançado neste sábado (30) por medida provisória publicada em edição extra do Diário Oficial da União.</p>
<p>O governo prevê a concessão de R$ 19,3 bilhões em créditos tributários, nos próximos cinco anos, para as empresas que cumprirem todos os requisitos do programa.</p>
<p>Os créditos poderão ser abatidos do Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) pagos pelas empresas.</p>
<p>Um valor de R$ 3,5 bilhões foi alocado para uso em 2024. O montante sobe gradualmente até alcançar R$ 4,1 bilhões em 2028.</p>
<h3>Ônibus e caminhões também</h3>
<p>O Mover, sigla do Programa de Mobilidade Verde e Inovação, terá abrangência maior do que o antigo regime automotivo. Além de automóveis e autopeças, como ocorre atualmente, ele contemplará ônibus e caminhões.</p>
<p>Também entraram no programa as “máquinas autopropulsadas”, modalidade em que estão os eVTOLs, um misto de helicóptero elétrico e carro voador cujos protótipos têm sido desenvolvidos pela Embraer.</p>
<h3>Critérios para benefícios</h3>
<p>De olho no processo de descarbonização da economia, o governo dará incentivos fiscais para veículos menos poluentes. Os benefícios serão concedidos, de forma escalonada, conforme o nível de emissão de gases-estufa.</p>
<p><strong>Os compromissos das empresas serão medidos com base em três critérios:</strong></p>
<ul>
<li>emissões “do poço à roda”, considerando a cadeia completa de carbono, calculada desde a origem do combustível;</li>
<li>reciclabilidade veicular;</li>
<li>e realização de etapas fabris no país.</li>
</ul>
<p>Atualmente, as medições são feitas pelo cálculo “do tanque à roda” — ou seja, considerando as emissões associadas apenas ao uso do veículo propriamente dito.</p>
<p>Na nova metodologia, técnicos do governo afirmam que veículos movidos a etanol podem ter menos emissões em sua cadeia completa de carros elétricos, por exemplo.</p>
<p>Isso ocorre porque carros elétricos emitem menos carbono ao rodar, mas carregam uma “pegada ecológica” possivelmente maior quando se leva em conta a exploração de minérios como o lítio, bem como a produção de energia — nem sempre de fontes limpas e renováveis.</p>
<h3>Programas anteriores</h3>
<p>O Rota 2030 substituiu o Inovar-Auto, regime automotivo lançado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que havia sido condenado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e precisou ser recauchutado.</p>
<p>O governo Dilma havia criado um “super IPI”, com alíquota de 30% para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e dava créditos tributários para quem fizesse investimentos em desenvolvimento tecnológico ou produção local.</p>
<p>Em 2018, o então presidente Michel Temer (MDB) criou o Rota 2030. Um dos principais eixos do programa era a eficiência energética e a segurança.</p>
<p>As montadoras foram obrigadas a cumprir metas de redução do consumo de combustíveis e de emissão de poluentes dos carros, com pesados investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D), a fim de obter deduções do IRPJ e da CSLL.</p>
<p>Fontes da área econômica do governo consultadas pela CNN avaliam que os objetivos do Rota 2030 foram alcançados. A exigência de investimentos em P&amp;D ficavam entre 0,25% e 1,2% da receita bruta das montadoras, no mínimo, mas na prática os fabricantes de automóveis passaram a investir cerca de 2% do faturamento total.</p>
<p>De acordo com relatórios de avaliação do Rota 2030, as metas de eficiência energética foram superadas. Houve redução de 13% do consumo de combustíveis e emissões por veículos leves. Nos veículos comerciais e 4×4, queda foi de 15% na comparação com o ano-base de 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: CNN</p>
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