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	<title>cruzado - Portal NDC</title>
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	<title>cruzado - Portal NDC</title>
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		<title>Os riscos do aleitamento cruzado: entenda por que só mãe deve amamentar filho</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/os-riscos-do-aleitamento-cruzado-entenda-por-que-so-mae-deve-amamentar-filho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Aug 2022 16:52:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aleitamento]]></category>
		<category><![CDATA[cruzado]]></category>
		<category><![CDATA[Os riscos]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando a mãe permite que outra mulher amamente o seu bebê, o chamado aleitamento cruzado, ela está colocando em risco a saúde da criança, pois algumas doenças podem ser transmitidas através do leite materno. No passado, os bebês costumavam ser amamentados pelas &#8220;amas de leite&#8221;, mas há tempos foi comprovado, cientificamente, que isso é errado. Para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1066522318" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Quando a mãe permite que outra mulher amamente o seu bebê, o chamado aleitamento cruzado, ela está colocando em risco a saúde da criança, pois algumas doenças podem ser transmitidas através do leite materno.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="67" data-block-id="4">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">No passado, os bebês costumavam ser amamentados pelas &#8220;amas de leite&#8221;, mas há tempos foi comprovado, cientificamente, que isso é errado. <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1993/prt1016_26_08_1993.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Para se ter ideia, uma portaria do Ministério da Saúde, publicada em 1993, já abordava o assunto orientando que &#8220;as equipes de saúde deviam proibir que as mães amamentassem outros recém-nascidos que não os seus</a>. O mesmo posicionamento adota a Rede de Bancos de Leite Humano.</p>
</div>
<div class="content-ads content-ads--reveal" data-block-type="ads" data-block-id="5">Valdenise Tuma Calil, pediatra neonatologista e coordenadora-médica do Banco de Leite Humano do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), explica o aleitamento cruzado passou a ser contraindicado após o advento do HIV, por volta da década de 1980, porque a doença também é transmitida através do leite materno.</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="68" data-block-id="8">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">&#8220;Existe uma janela imunológica, então, às vezes, mesmo que a gestante tenha feito exames, eles podem ainda não estar detectando a infecção, porque ela não tem a quantidade de anticorpos suficientes, por exemplo&#8221;, explica Calil, reforçando que essa prática é muito arriscada, inclusive, para a mulher, visto que, embora seja menos comum, ela também pode ser infectada pelo bebê, já que a amamentação é um contato extremamente íntimo.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="69" data-block-id="9">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Eveline Campos Monteiro de Castro, pediatra e chefe da unidade de neonatologia da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand da Universidade Federal do Ceará (MEAC-UFC), vinculada à Rede Ebserh acrescenta que, em algumas regiões do país, onde o acompanhamento do pré-natal é mais escasso, os riscos são ainda maiores. &#8220;A realidade é mais difícil em alguns hospitais públicos onde as mães não conseguem fazer o pré-natal de forma correta&#8221;, comenta a médica.</p>
</div>
<div class="content-ads content-ads--reveal" data-block-type="ads" data-block-id="10">E além do risco iminente de infecção pelo HIV, causador da Aids, outras doenças também podem ser transmitidas para o bebê através do leite materno, como hepatites, HTLVs (vírus da mesma família do HIV), mononucleose (ou doença do beijo), citomegalovírus (da família do vírus herpes).</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="8" data-block-id="12">
<h2 class="content-text__container">Doação de leite é indicada e extremamente importante</h2>
<p>Se a mulher precisa de leite materno ou quer doar, ela pode procurar um dos 220 postos de coleta dos Bancos de Leite Humano (BLHs) espalhados pelo país. &#8220;Grande parte dos bancos tem o serviço de coleta externa. Eles vão buscar o leite na residência da doadora, e isso já viabiliza, porque muitas vezes a mulher está amamentando o seu bebê e não consegue se deslocar para doar&#8221;, ressalta Ana Zélia Pristo de Medeiros Oliveira, enfermeira e coordenadora do banco de leite da Maternidade Escola Januário Cicco, vinculada à Rede Ebserh, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MEJC-UFRN).</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="36" data-block-id="14">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Nesse contexto é muito importante frisar que a doação para um banco de leite não é a mesma coisa que o aleitamento cruzado, porque o leite doado, antes de ser entregue a um bebê, é pasteurizado.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="77" data-block-id="15">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">&#8220;A pasteurização é um aquecimento do leite a 62,5°C por trinta minutos, e depois um resfriamento rápido a mais ou menos 4°C para evitar que o leite perca muitas propriedades imunológicas&#8221;, descreve Calil. &#8220;Com isso, existe uma inativação de 100% dos vírus e bactérias patogênicas, por isso ele pode ser utilizado para outros bebês que não são daquela mãe&#8221;, esclarece a especialista, que também é professora colaboradora da disciplina de neonatologia da Universidade de São Paulo.</p>
</div>
<div class="content-ads content-ads--reveal" data-block-type="ads" data-block-id="16">O leite materno é essencial para o bom desenvolvimento do bebê. Mas não raro é difundida a ideia de que, dependendo da cor ou da textura, ele é mais forte ou mais fraco. No entanto, isso não passa de um mito.</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="47" data-block-id="18">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Segundo os especialistas, não existe leite fraco, independente da aparência, ele tem sempre a quantidade de nutrientes adequada para cada fase do bebê, a não ser que a mãe tenha uma desnutrição muito severa (exceções), então o leite pode ter uma quantidade de gordura um pouco menor.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="40" data-block-id="19">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">O que acontece, na verdade, é que algumas mulheres produzem leite com um maior teor de gordura, dependendo da sua alimentação, o que não significa que o leite de outras seja fraco, tampouco que a nutrição do bebê será prejudicada.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="50" data-block-id="20">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">&#8220;As mães que têm restrição alimentar por não ter condições de se alimentar adequadamente durante a gravidez, também tem um leite muito bom, porque o organismo tira tudo que ela tem de melhor para alimentar o bebê&#8221;, reforça Castro, pediatra e chefe da unidade de neonatologia da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="49" data-block-id="21">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">A especialista ainda ressalta que a natureza é tão perfeita que o leite da mãe de um bebê prematuro é diferente de outro que nasceu na época certa. &#8220;A quantidade de nutrientes é exatamente a ideal para aquele bebê, a gente nem entende essa perfeição do corpo&#8221;, comenta Castro.</p>
</div>
<div class="row medium-uncollapsed content-media content-photo" data-block-type="backstage-photo" data-block-id="23">
<div class="mc-column content-media__container">
<div class="content-media-container glb-skeleton-box">
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</div>
<p class="content-media__description ">Para doar leite materno, a mulher pode procurar um dos 220 postos de coleta dos Bancos de Leite Humano (BLHs) espalhados pelo país — Foto: GETTY IMAGES/BBC</p>
</div>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="4" data-block-id="24">
<h2 class="content-text__container">Benefícios do aleitamento materno</h2>
<p>Não é segredo para ninguém que o leite materno é muito importante para o desenvolvimento do bebê. Mas você sabe exatamente por quê? Veja a seguir alguns dos principais motivos:</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="195" data-block-id="26">
<ul class="content-unordered-list">
<li>As proteínas do leite materno têm uma qualidade muito melhor se comparados com a fórmula, como já mostram diversos estudos;</li>
<li>O leite materno tem as quantidades de nutrientes exatas para o recém-nascido e para cada fase posterior;</li>
<li>Reduz o risco de mortalidade infantil;</li>
<li>Tem uma digestão mais rápida e melhor, além de o bebê ter menos incidência de refluxo e diarreia;</li>
<li>Protege contra a desnutrição e obesidade, já que possui uma quantidade muito mais equilibrada de nutrientes;</li>
<li>Diminui o risco de diabetes;</li>
<li>O leite materno tem fatores de defesa imunológicos que protegem, em especial, contra infecções digestivas e respiratórias;</li>
<li>Estudos apontam que o leite materno diminui o risco de transtornos mentais na infância e adolescência;</li>
<li>Bebês que mamam no peito correm menos risco de serem internados;</li>
<li>Favorece o desenvolvimento motor-oral, que inclui a da arcada dentária, mandíbula, lábios, língua, mandíbula, maxila, bochechas, etc;</li>
<li>Previne a má oclusão dental;</li>
<li>Protege contra doenças intestinais com origens imunológicas;</li>
<li>Previne contra doenças alérgicas e crônicas, como colesterol, cardiopatias, alguns tipos de cânceres e leucemia;</li>
<li>O aleitamento materno é muito mais prático, está sempre pronto e na temperatura ideal;</li>
<li>A amamentação fortalece muito os vínculos afetivos entre mãe e filho.</li>
</ul>
<p>E os benefícios não param por aí. Diversas pesquisas, incluindo uma brasileira e publicada na prestigiada revista médica The Lancet, mostram que o aleitamento materno também melhora a cognição, ou seja, bebês que mamam no peito tendem a ser mais inteligentes, com um QI mais elevado.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="70" data-block-id="29">
<ul class="content-unordered-list">
<li>E as mães também são beneficiadas, visto que o leite materno:</li>
<li>Diminui o risco do câncer de mama, de ovário e protege contra a diabetes tipo 2, como já demonstrado em estudos;</li>
<li>Ajuda na recuperação do pós-parto com a liberação de ocitocina, que contrai o útero para que ele volte ao normal mais rápido, independentemente do tipo de parto;</li>
<li>Auxilia na perda do peso;</li>
<li>Diminui o risco de depressão pós-parto.</li>
</ul>
<p>Além disso, segundo os especialistas, a amamentação ainda tem um efeito anticoncepcional. A mulher que amamenta com intervalos regulares tende a demorar mais para engravidar novamente, pois a produção hormonal inibe uma nova gestação.</p>
</div>
<div class="row medium-uncollapsed content-media content-photo" data-block-type="backstage-photo" data-block-id="31">
<div class="mc-column content-media__container">
<div class="content-media-container glb-skeleton-box">
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</div>
<p class="content-media__description ">A Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselha a manutenção do aleitamento materno por dois anos ou mais, e, de forma exclusiva, por 6 meses — Foto: GETTY IMAGES/BBC</p>
</div>
</div>
<div class="content-ads content-ads--reveal" data-block-type="ads" data-block-id="32">Contudo, há alguns casos que impedem que a mulher amamente o seu bebê, como o uso de alguns medicamentos para câncer ou doenças imunológicas, quimioterapias, entre outros.</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="71" data-block-id="34">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Algumas mães podem sofrer com mastite — uma inflamação que deixa o seio vermelho e bastante dolorido, e que requer medicação. Outras têm fissuras, que costumam surgir ainda no início da amamentação. Isso ocorre, principalmente, porque a criança ainda está aprendendo a sugar o leite. De qualquer forma é preciso ir ao médico para avaliação, que pode, por exemplo, receitar pomadas para um tratamento eficaz, sem precisar cessar a amamentação.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="31" data-block-id="35">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Caso o seio esteja muito machucado, atualmente, existem profissionais que fazem aplicação de laser para cicatrização, mas não é barato, por isso a técnica é inviável para a maioria da população.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="52" data-block-id="36">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">&#8220;A mãe pode deixar a mama machucada em repouso, passar a pomada receitada e retirar o leite para não empedrar. Não pode deixar cheia de leite e dura, porque isso predispõe a mastite&#8221;, alerta Cali, professora da USP e membro do departamento de aleitamento materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="50" data-block-id="37">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">A especialista comenta também que algumas mães, ao terem o seio machucado gostam de passar o próprio leite na região, o que faz bastante sentido. &#8220;Porque o leite materno tem propriedades cicatrizantes, então, ela pode passar o leite e deixá-lo secar, que isso também vai ajudar na cicatrização&#8221;, ensina Calil.</p>
</div>
<div class="content-ads content-ads--reveal" data-block-type="ads" data-block-id="38">Segundo ela, a maior parte das mães não precisa parar de amamentar por esses motivos, a não ser que haja, por exemplo, um abscesso mamário (infecção com saída de pus). Nesse caso, ela deve cessar a amamentação e esperar melhorar. Depois, caso queira, pode voltar a amamentar o bebê.</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="23" data-block-id="40">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Vale dizer que, às vezes, só um seio inflama e, nesse caso, a mãe pode seguir a amamentação apenas com o outro, provisoriamente.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="42" data-block-id="41">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Como forma preventiva, os especialistas reforçam que as mães precisam ser acompanhadas e muito bem orientadas por um pediatra ou uma consultora de lactação. Nos próprios Bancos de Leite Humano, a mulher pode receber orientações sobre como amamentar o seu filho corretamente.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="77" data-block-id="42">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">A amamentação é tão importante que entre os dias 1 e 7 de agosto ocorre a 31ª semana mundial de aleitamento materno. No Brasil, esse mês é conhecido como Agosto Dourado, porque simboliza a luta pelo incentivo à amamentação. A cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselha a manutenção do aleitamento materno por dois anos ou mais, e, de forma exclusiva, por 6 meses.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""> Foto: GETTY IMAGES/BBC</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Fonte: BBC</p>
</div>
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