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	<title>COP-Belém - Portal NDC</title>
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		<title>FGV e USP organizam COP-Belém; e as instituições da Amazônia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jan 2025 13:42:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[Marilene Corrêa, Violeta e Paes Loureiro, pesquisadores da região, criticam o colonialismo interno na organização da COP-30, que acontecerá em Belém A escolha da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Universidade de São Paulo (USP) para planejar e organizar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas no Brasil (COP-30), marcada para novembro em Belém [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1006752280" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Marilene Corrêa, Violeta e Paes Loureiro, pesquisadores da região, criticam o colonialismo interno na organização da COP-30, que acontecerá em Belém<br /><br />A escolha da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Universidade de São Paulo (USP) para planejar e organizar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas no Brasil (COP-30), marcada para novembro em Belém (PA), é problematizada por pesquisadores da região.<br /><br />“Esse é mais um caso de colonialismo interno”, reagiu a pesquisadora da Universidade Federal do Pará (UFPA) Violeta Loureiro, em rodada de conversas sobre mudanças climáticas promovida pela Valer Teatro, em Manaus.<br /><br />O poeta e escritor Paes Loureiro, também da UFPA, expressou, no mesmo evento, a sua preocupação com essa escolha, que passa pelo crivo do governo federal, por intermédio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e da Casa Civil da Presidência da República.<br /><br />Para a socióloga Marilene Corrêa, a reputação e a competência das duas instituições não estão em questão. Mas a pesquisadora adverte que é preciso vigilância sobre a metodologia a ser aplicada na formulação do documento final do encontro. Isso para que as demandas das populações amazônicas não sejam deixadas de lado.</p>
<h4 id="h-colonialismo" class="wp-block-heading"><strong>Colonialismo</strong></h4>
<p>Violeta Loureiro disse que apesar da boa intenção do presidente Lula de colocar R$ 4 bilhões em Belém para preparar a COP-30, a entrega da organização do evento à USP e à Fundação Getúlio Vargas só reforça a sua tese que a Amazônia sempre foi e ainda é colônia do Brasil.</p>
<p>Ela é autora do livro Amazônia colônia do Brasil (Valer), lançado em Manaus (AM) na Valer Teatro, em sessão de autógrafos. O livro é resultado de estudos das etapas do colonialismo na região e seus efeitos na contemporaneidade amazônica.</p>
<p>Ela justifica que a sua inquietação se refere à escolha de duas instituições de impacto nacional para montar um evento da dimensão da COP-30, porque esse comportamento ignora os saberes e conhecimentos que existem na Amazônia.</p>
<p><em>“A escolha dos grupos [FGV e USP), instituições de alta competência, mas, de certa forma, é a reprodução de uma mentalidade colonialista que se reproduz internamente. É mais um exemplo desse comportamento de como o governo central brasileiro, historicamente, sempre, e até hoje, imagina a Amazônia como uma colônia do resto do Brasil”,</em> reafirma.</p>
<h4 id="h-fora-da-regiao" class="wp-block-heading"><strong>Fora da região</strong></h4>
<p>“A COP-30 está sendo organizada fora da região. Já vi, por exemplo, investimento fantásticos em atividades artísticas e culturais em grandes grupos de fora daqui”, advertiu Loureiro.</p>
<p>Há, segundo ele, uma sensação muito grande de que a COP-30 deixe apenas benefícios materiais para Belém, em razão do dinheiro destinado à preparação da cidade para receber o evento.</p>
<p>“A COP-30 pode vir a ser, também, o exemplo melancólico do conhecimento produzido na Amazônia e do conhecimento das pessoas, lá de fora, acham ter sobre a região”, afirmou.</p>
<p>Na avaliação de Loureiro, a Amazônia sofre hoje os efeitos da história de silenciamento da sua própria história, da sua própria cultura. No entanto, infere que a força da função do imaginário possui é absolutamente original e diversa.</p>
<p>A Amazonia é uma diversidade diversa. Não é uma diversidade comum. Ela tem muitos mais sentidos e diferenças que outras regiões”, sustentou o Paes Loureiro.</p>
<h4 id="h-metodologia" class="wp-block-heading"><strong>Metodologia</strong></h4>
<p>No entendimento de Marilene Corrêa, as populações da Amazônia estão contempladas na COP-30. No caso, por meio dos debates que antecedem ao evento. Mas reconhece que a metodologia de sintetização dos interesses dos segmentos sociais deveria ser elaborada por instituição mais próximas desses diálogos.</p>
<p>“Por que a FGV? Por que a USP”, questiona a pesquisadora?</p>
<p>Ela explicou que essa observação é importante porque somente os chefes de estados, diplomatas e assessores parlamentares terão acesso às sínteses produzidas pelos grupos sociais. O mais providencial, então, seria uma metodologia elaborada e realizada por instituições que vivenciam a realidade Amazônica.</p>
<p>Ela demarcou três grupos, ministérios, com interesses que podem se chocar:</p>
<p>1 – Ministério do Meio Ambiente dialogou com a comunidade academia e, sobretudo, com grupos de ongs;</p>
<p>2 – Relações Exteriores (Itamaraty) acolheu lideranças quilombolas, indígenas, trabalhadoras e políticos da região amazônica;</p>
<p>3 – Ciência e Tecnologia dialogou, em parte, com a comunidade acadêmica, em parte, com as instituições diplomáticas e, em parte, com as ongs.</p>
<p>“Não posso dizer que os grupos sociais, especialmente os do interior da Amazônia não estivessem mobilizados para os debates da pré-COP”, argumenta Marilene Corrêa.</p>
<p>O que deve ser evidenciado, para ela, é que os interlocutores do evento mudaram nessa COP. “Não são mais só os acadêmicos, as instituições acadêmicas, os campos disciplinares e os ditos intelectuais. Agora participam todos as sujeitas e sujeitos dos movimentos sociais”, acentuou Marilene Corrêa.</p>
<p>É nesse contexto que ela sugere que as instituições próximas aos debates preparatórios também coordenassem a elaboração do documento final, ao invés da FGV e da USP que são instituições distantes da vivência amazônica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: BNC Amazonas</em></p>
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