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	<title>Complexo Industrial da Saúde - Portal NDC</title>
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	<title>Complexo Industrial da Saúde - Portal NDC</title>
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		<title>Investimentos reforçam criação de complexo industrial de saúde no país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2025 16:33:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Complexo Industrial da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Há uma revolução na recuperação da indústria deste país&#8221;, diz Lula Três decisões estratégicas do governo, anunciadas há cerca de dez dias, vão ao encontro de um dos principais braços da política de incentivo à indústria: o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), que, ao mesmo tempo, busca fortalecer a produção industrial e prover o Sistema [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1528665619" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>&#8220;Há uma revolução na recuperação da indústria deste país&#8221;, diz Lula</p>
<p>Três decisões estratégicas do governo, anunciadas há cerca de dez dias, vão ao encontro de um dos principais braços da política de incentivo à indústria: o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), que, ao mesmo tempo, busca fortalecer a produção industrial e prover o Sistema Único de Saúde (SUS).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1639246&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1639246&amp;o=node" /></p>
<p>Em cerimônia na cidade mineira de Montes Claros, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a multinacional dinamarquesa Novo Nordisk, anunciou o investimento de R$ 6,4 bilhões para produzir remédios no Brasil.</p>
<p><strong>A farmacêutica é importante fornecedora para o SUS de insulina e medicamentos para o tratamento de hemofilia. </strong>Atualmente, é responsável por 2,65 mil empregos diretos e indiretos, que devem ser acrescidos de mais 600.</p>
<p><strong>O objetivo do investimento anunciado é aumentar a capacidade de produção de tratamentos injetáveis para pessoas com obesidade, diabetes e outras doenças crônicas graves</strong>.</p>
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<div style="width: 375px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" title="Tomaz Silva/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/2QEHErlEoSKdS1qv-OCJeTYKbEE=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/04/13/_dsc8071.jpg?itok=03PpcMK0" alt="Rio de Janeiro (RJ), 13/04/2024 – População participa do dia D de vacinação contra a gripe, na Praça Afonso Pena, na Tijuca, zona norte da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" width="365" height="243" /><p class="wp-caption-text">BNDES, Finep e Fundação Butantan, responsável prertendem investir em em micro, pequenas e médias empresas inovadoras na área de saúde. Foto:Tomaz Silva/Agência Brasil</p></div>
</div>
</div>
<h2>Parceria tripartite</h2>
<p>No mesmo dia, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Fundação Butantan, responsável pela gestão de recursos do Instituto Butantan, informaram que <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-04/bndes-butantan-e-finep-investirao-r-200-milhoes-em-startups-de-saude" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">vão investir pelo menos R$ 200 milhões</a> em micro, pequenas e médias empresas inovadoras na área de saúde. </p>
<p><strong>O esforço conjunto será para a criação de um fundo que vai mirar em startups, empresas com potencial de inovação e grande uso de tecnologia. As três instituições buscam fortalecer a cadeia de suprimentos do SUS</strong>.</p>
<p>O BNDES, banco público ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), é um dos braços do governo que fomentam o Complexo Econômico-Industrial da Saúde. <strong>O banco deve aportar de R$ 50 milhões a R$ 125 milhões ao fundo</strong>.</p>
<p><strong>A Finep, empresa pública ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), destinará até R$ 60 milhões. Já o Butantan ─ maior produtor de vacinas e soros da América Latina ─ é ligado ao governo de São Paulo e aportará ao menos R$ 50 milhões</strong>.. </p>
<p><strong>A empresa, sediada em Aparecida de Goiânia (GO), venderá ao governo itens como stent farmacológico coronário, cateter e fio guia dirigível para angioplastia e balão periférico</strong>.</p>
<p>Stent é um pequeno dispositivo médico em forma de tubo, inserido em artérias para prevenir e evitar a obstrução do fluxo sanguíneo, ou seja, é diretamente ligado a intervenções cardiovasculares.</p>
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<div style="width: 375px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" title="Tomaz Silva/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/BvKwLyveXKc13OHnewvGnEcOyWo=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/04/13/_dsc8057.jpg?itok=TQMbPrjp" alt="Rio de Janeiro (RJ), 13/04/2024 – População participa do dia D de vacinação contra a gripe, na Praça Afonso Pena, na Tijuca, zona norte da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" width="365" height="243" /><p class="wp-caption-text">Uma das ações estratégicas é o financiamento à principal fornecedora de stents farmacológicos para o SUS. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</p></div>
</div>
</div>
<h2>Complexo Industrial da Saúde</h2>
<p><strong>A política industrial do governo, batizada de Nova Indústria Brasil (NIB), foi lançada em janeiro de 2024. É dentro deste conjunto de incentivo que estão as ações voltadas ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde, que faz parte da chamada Missão 2 da NIB.</strong></p>
<p>Além de gerar emprego e desenvolvimento econômico, a meta da política de incentivo é elevar a produção nacional de 45% para 70% da necessidade de medicamentos, vacinas, equipamentos e dispositivos médicos, materiais e outros insumos e tecnologias em saúde, até 2033.</p>
<p>Procurado pela <strong>Agência Brasil</strong>, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que os valores direcionados à Missão 2 superam R$ 57 bilhões, entre investimentos públicos e privados. É dinheiro que vai potencializar produção em laboratórios e indústrias.</p>
<p><strong>Ao defender a política de incentivo na fábrica de Montes Claros, o presidente Lula afirmou que há “uma revolução na recuperação da indústria deste país”, particularmente nas indústrias vinculadas ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde”.</strong></p>
<p>“Isso é possível porque o SUS é um grande comprador de tudo o que a gente fabrica aqui”, completou o presidente.</p>
<h2>Resultados práticos</h2>
<p>Uma das faces do efeito prático do investimento no Complexo Econômico-Industrial da Saúde é a redução da dependência externa, desafio que ficou visível durante a pandemia de covid-19, quando o Brasil dependeu da importação de vacina, equipamentos hospitalares, como ventiladores mecânicos, e insumos, como máscaras.</p>
<p><strong>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição referência em saúde pública, é uma das beneficiadas direta da Missão 2 da NIB</strong>.</p>
<p>A Fiocruz informou que, “por meio de Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), investe continuamente em inovação e desenvolvimento tecnológico para melhorar suas capacidades produtivas”.</p>
<p><strong>Um dos projetos mais significativos é o Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde, que está sendo construído em um terreno de 580 mil metros quadrados – equivalente a cerca de 80 campos de futebol &#8211; no Rio de Janeiro.</strong></p>
<p><strong>A unidade terá capacidade de produção anual estimada em 120 milhões de frascos de vacinas e biofármacos, para atender prioritariamente às demandas da população brasileira por meio do SUS.</strong></p>
<p>O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal prevê investimento de cerca de R$ 2 bilhões em quatro anos para a construção. A Fiocruz informou à <strong>Agência Brasil </strong>que ainda estão sendo captados aproximadamente R$4 bilhões de investidores e parceiros diversos.</p>
<p><strong>A Fiocruz acrescentou que, entre as medidas para buscar autossuficiência do país, tem investido em tecnologias avançadas, como a plataforma de RNA mensageiro (mRNA &#8211; transporta informações genéticas do vírus), incluindo uma vacina contra a covid-19, que está em fase pré-clínica.</strong></p>
<h2>Efeito multiplicador</h2>
<p><strong>A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classifica o Complexo Econômico-Industrial da Saúde como “estratégico para o desenvolvimento econômico e social do país”</strong>.</p>
<p>Na definição da especialista de Política Industrial da CNI, Caroline Giusti de Araújo, o complexo articula uma ampla base produtiva e tecnológica, que abrange desde a indústria farmoquímica e farmacêutica até vacinas, testes diagnósticos, terapias avançadas, hemoderivados e dispositivos médicos.</p>
<p><strong>O setor representa, descreve ela, cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB – conjunto de bens e serviços produzidos no país) e mais de 30% do esforço de ciência, tecnologia e inovação. A especialista aponta que investimentos no setor têm um efeito multiplicador.</strong></p>
<blockquote>
<p>“A cada R$ 1 milhão produzidos no setor farmoquímico e farmacêutico, geram-se, em média, R$ 2,46 milhões em valor bruto da produção”, calcula.</p>
</blockquote>
<p><strong>Relembrando que a pandemia de covid-19 expôs dependências do Brasil a fornecedores estrangeiros, a CNI afirma que políticas de incentivo industrial se tornaram essenciais para reduzir vulnerabilidades, assegurar a segurança sanitária e impulsionar a industrialização com base em inovação. </strong></p>
<blockquote>
<p>“Acreditamos que políticas como essas que integram o Complexo Econômico-Industrial da Saúde estimulam os investimentos em pesquisa e desenvolvimento por parte do setor, que já se destaca como um dos maiores na indústria de transformação brasileira”, avalia Caroline Araújo.</p>
</blockquote>
<h2>Ambiente econômico estável</h2>
<p><strong>O presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini, aprova a política de incentivo industrial, e enfatiza que o setor farmacêutico atua tanto na promoção da saúde e da qualidade de vida da população brasileira, assim como no desenvolvimento econômico</strong>.</p>
<blockquote>
<p>“A cadeia produtiva farmacêutica representa um polo industrial, tecnológico e científico de ponta, que emprega cerca de 900 mil pessoas de forma direta e indireta”, apontou ele à Agência Brasil.</p>
</blockquote>
<p>O representante de farmacêuticas nacionais e internacionais que produzem no Brasil defende que o incentivo ao setor deve ser tratado como política de Estado, baseada em regras claras e constantes.</p>
<p>“Uma política de desenvolvimento do complexo industrial da saúde necessariamente tem que ser uma política de Estado e, por isso, precisa ter marcos legais bem estabelecidos”, diz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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