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	<title>Catar - Portal NDC</title>
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		<title>Tutela masculina e violência doméstica: os problemas ainda enfrentados pelas mulheres no Catar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Nov 2022 13:17:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Catar]]></category>
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					<description><![CDATA[Em um país onde 85% da população é composta por trabalhadores imigrantes, apenas um quarto da população do Catar pertencente ao sexo feminino — e as circunstâncias em que essas mulheres preocupa quem olha de fora. Entre os motivos destes anseios estão, por exemplo, o regime de tutela masculina, a violência doméstica e os feminicídios [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-837911261" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Em um país onde 85% da população é composta por trabalhadores imigrantes, apenas um quarto da população do Catar pertencente ao sexo feminino — e as circunstâncias em que essas mulheres preocupa quem olha de fora. Entre os motivos destes anseios estão, por exemplo, o regime de tutela masculina, a violência doméstica e os feminicídios no emirado.<br /><br />&#8220;Imagine um lugar em que você não pode nem ter organizações que defendam os direitos das mulheres&#8221;, afirma Maria Laura Canineu, diretora do escritório brasileiro da ONG Human Rights Watch (HRW), em entrevista ao g1.</p>
<div id="chunk-efopr">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="34" data-block-id="8">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Um relatório da organização publicado em fevereiro de 2021 revelou que a falta de uma lei que proteja as mulheres contra a violência doméstica permite que abusos físicos e psicológicos sejam conduzidos sem consequências.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-cucnq">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="58" data-block-id="9">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Para a catariana Zarqa Parvez, que é professora na Universidade Georgetown e estuda a relação entre a relação das mulheres com a formação da identidade nacional do Catar, os feminicídios são o maior problema enfrentado pela população feminina do país. No entanto, ela não acredita que a criação de uma lei para a proteção feminina será o suficiente.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-ealea">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="26" data-block-id="10">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">De acordo com ela, é necessário mudar a forma com que as pessoas enxergam a violência doméstica no emirado, pois muitas vezes os abusos são naturalizados.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-cgf9i">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="44" data-block-id="11">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">&#8220;Nossa cultura é muito &#8216;particular&#8217;, assuntos como esse são colocados na esfera privada, pois pertencem à família. Portanto, uma mulher não só não pode relatar [o abuso], como, já que não há mecanismo para ajudá-la depois, ela não tem para onde ir&#8221;, conta Parvez.</p>
<div id="chunk-7co86">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="48" data-block-id="14">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">A falta de informações também é um problema: na produção desta reportagem, encontrar os índices de violência doméstica no Catar não foi possível. O documento da HRW, por exemplo, foi baseado na revisão de 27 leis e políticas do Catar, e em 73 entrevistas com moradoras do emirado.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-cd19j">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="32" data-block-id="15">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">&#8220;Quando uma mulher tenta denunciar ou fugir da violência doméstica ou sexual, ela pode ser devolvida à família abusiva, presa [e, como já vimos,] até enviada para um hospital psiquiátrico&#8221;, diz Canineu.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-56a0p">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="47" data-block-id="16">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">O documento da HRW também mostrou que um dos maiores problemas enfrentados pelas catarianas é o sistema de tutela masculina. O mecanismo faz com que muitas mulheres precisem pedir permissão para algum homem de sua família para poderem executar as mais diversas atividades, de estudar a viajar.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-9p8be">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="36" data-block-id="17">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Embora o sistema contrarie duas leis do emirado, a prática continua comum em muitas famílias, principalmente nas mais conservadoras, que usam cultura, religião e tradição como pretextos para impor este tipo de dominação sobre as parentes.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="3" data-block-id="20">
<div class="content-intertitle">
<h2>Perspectiva de melhora</h2>
</div>
<p>No entanto, um estudo publicado em 2019 pela pesquisadora Kaltham Al-Ghanim, da Universidade do Catar, revelou que esta visão está mudando — inclusive entre as mulheres.</p>
</div>
<div id="chunk-5qv80">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="68" data-block-id="22">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">&#8220;Neste estudo, a variação de idade foi significante: a maioria das participantes mais jovens acredita que o poder deveria ser distribuído [na família] entre homem e mulheres e que recém-casados deveriam compartilhar suas opiniões, enquanto os grupos mais velhos têm mais a opinião de que &#8216;mulheres têm a liberdade de tomar decisões, mas devem obedecer seus maridos'&#8221;, afirma a estudiosa na análise, publicada no Journal of Arabian Studies.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-20c0n">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="15" data-block-id="23">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Apesar dos problemas, a evolução dos direitos femininos no Catar nos últimos anos é notável.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-u4cq">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="53" data-block-id="24">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">O estudo estatístico do governo do Catar publicado em dezembro de 2020 mostrou que 96% dos homens são economicamente ativos, enquanto o percentual feminino é de apenas 58%. Este número promete crescer, entretanto, considerando a presença das mulheres na universidades: em 2019, elas eram 67.5% dos formandos no emirado, enquanto eles eram 32.5%.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-7cn0l">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="43" data-block-id="25">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Estes dados, muitas vezes, podem soar contraditórios para quem é de fora. &#8220;[Muitos jornalistas do Ocidente] me perguntam como uma mulher graduada, com doutorado, ainda vive com a família, ou por que meu marido ainda permite que eu publique [artigos acadêmicos]&#8221;, relata Parvez.</p>
<div id="chunk-a8jq8">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="52" data-block-id="28">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">É por isso que a pesquisadora alerta para a importância de evitar simplificações e generalizações. &#8220;Quando eu morava no Reino Unido, ouvia uma mulher sendo espancada todos os dias fora do meu apartamento. Isso durou meses. [A polícia era chamada e] nada era feito&#8221;, lembra. &#8220;Eu deveria generalizar este país por isso?&#8221;</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-e4v7l">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="16" data-block-id="29">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Outro ponto importante ao tratar qualquer assunto relacionado aos direito humanos é se atentar ao contexto.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-9egja">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="25" data-block-id="30">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">&#8220;[O Ocidente] gosta de se promover como moralmente superior e as mulheres do Oriente Médio sempre foram desprezadas, como quem precisa de salvamento&#8221;, explica Parvez.</p>
</div>
</div>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="48" data-block-id="31">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Esta superioridade mencionada pela catariana, que é amplamente discutida no livro &#8220;Do muslim women need saving?&#8221; (&#8220;Muçulmanas precisam de salvação?&#8221;, em português), da conceituada antropóloga palestino-americana Lila Abu-Lughod, deixa de lado, muitas vezes, a história dos diversos povos que viviam no Oriente Médio antes e durante a colonização.</p>
<div id="chunk-8dscs">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="39" data-block-id="33">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">&#8220;As mulheres árabes sempre foram politizadas [usadas para fazer política]&#8221;, afirma Parvez. &#8220;Durante o período colonial, [os europeus já] estavam aqui &#8216;defendendo&#8217; a mulher árabe muçulmana, afirmando que era necessário &#8216;largar a tradição e se modernizar&#8217; com o colonizadores.&#8221;</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-f3ltv">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="21" data-block-id="34">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Esta ideia, além de levar à criação de estereótipos em relação ao Oriente Médio, é danosa para as mulheres do Ocidente.</p>
</div>
</div>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="33" data-block-id="35">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">&#8220;As mulheres sofrem de diferentes formas ao redor do mundo. Não há um lugar onde [o cenário seja perfeito]&#8221;, diz Parvez. Por isso, entender os diferentes tipos de opressão é essencial para resolvê-los.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Foto: AP Photo/Pavel Golovkin</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">*g1</p>
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