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	<title>Boi Caprichoso 2023 - Portal NDC</title>
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	<title>Boi Caprichoso 2023 - Portal NDC</title>
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		<title>‘Beira Lixo’: conheça a história da quadrilha junina do Ceará, que faz homenagem ao boi caprichoso em 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jul 2023 13:54:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Boi Caprichoso 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrilha Beira Lixo]]></category>
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					<description><![CDATA[Era fim da década de 1980. Um grupo de amigos queria um lugar para jogar vôlei e resolveu capinar um terreno baldio no centro de Camocim, cidade do litoral oeste do Ceará. Como os moradores das ruas Independência e Humaitá jogavam sacolas de lixo na quadra improvisada, os integrantes acabaram escolhendo um nome peculiar para o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-3366934982" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Era fim da década de 1980. Um grupo de amigos queria um lugar para jogar vôlei e resolveu capinar um terreno baldio no centro de Camocim, cidade do litoral oeste do Ceará. Como os moradores das ruas Independência e Humaitá jogavam sacolas de lixo na quadra improvisada, os integrantes acabaram escolhendo um nome peculiar para o time: Beira Lixo.</p>
<p>A equipe masculina foi se consolidando e ganhando partidas na região. O time chegou a ter o nome de Beira Clube, mas seguiu sendo conhecido como Beira Lixo.</p>
<p>Em 1990, os jogadores precisavam de dinheiro para fazer uniformes. Uma ideia foi montar uma barraca no festival de quadrilhas juninas da cidade. Só depois eles descobriram que era preciso ter uma quadrilha para vender produtos no festival.</p>
<p>Foi aí que o time criou a quadrilha Beira Lixo, que estreou no festival de Camocim já conquistando o segundo lugar.</p>
<p>Quem conta a história é Rogério Araújo, conhecido na cidade como Rogério Boi Velho. Ele também jogava vôlei, mas não era do time do Beira Lixo. Entrou para o grupo quando soube da quadrilha de São João. O grupo junino foi uma ideia de Joaquim Fernandes, que hoje é tenente da Marinha.</p>
<p>“Tinha pessoas que gostavam de dançar. A gente sempre tinha dançado nas quadrilhas de colégio, mas nunca tinha ido para um festival. E como na cidade pequena quase não tinha movimento nem nada, foi uma festa para a gente poder fazer uma quadrilha. A gente se encontrava todos os finais de semana para ensaiar”, relembra.</p>
<p>Os 20 pares que dançaram no primeiro ano de quadrilha foram reunidos entre moradores das ruas próximas ao terreno do Beira Lixo, no centro da cidade.</p>
<p>No começo, o grupo dançava como uma quadrilha matuta: dentes pintados de preto, passos e comandos tradicionais de dança, homens vestindo calça jeans e camisa quadriculada, mulheres com vestidos estampados.</p>
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<div class="row medium-uncollapsed content-media content-photo" data-block-type="backstage-photo" data-block-id="14">
<div class=" mc-column content-media__container">
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="30" data-block-id="15">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">“Começou bem caipira. Aí dava certo, não se gastava tanto como se gasta hoje, com uma indumentária toda padronizada. Na época, não tinha nem tema para trabalhar”, conta Rogério.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Hoje com 56 anos, Rogério Boi Velho é professor de matemática na rede estadual de ensino. É também quadrilheiro de coração. Dedicou os últimos 33 anos ao grupo Beira Lixo. Foi brincante primeiro, coordenador do grupo dois anos depois.</p>
<h2>Aprendendo a transformar o São João em espetáculo</h2>
<div class="content-media-container glb-skeleton-box">
<figure class="content-media-figure"><img decoding="async" class="i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content b-loaded" src="https://s2-g1.glbimg.com/3DEHazEa4aPxVNJQZnIK2BG8Kj4=/0x0:1600x900/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/q/l/dNsxh3SBGrxwxyiMLkaQ/quadrilha-junina-beira-lixo-fotos-antigas-camocim-ceara.jpg" alt="Nos primeiros anos, o grupo Beira Lixo utilizava figurinos simples de uma quadrilha matuta — Foto: Quadrilha Beira Lixo/Divulgação" data-srcset="https://s2-g1.glbimg.com/q2_jR8a-SFD2z80L6XIpRtEB5uY=/0x0:1600x900/1000x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/q/l/dNsxh3SBGrxwxyiMLkaQ/quadrilha-junina-beira-lixo-fotos-antigas-camocim-ceara.jpg 1000w, https://s2-g1.glbimg.com/3DEHazEa4aPxVNJQZnIK2BG8Kj4=/0x0:1600x900/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/q/l/dNsxh3SBGrxwxyiMLkaQ/quadrilha-junina-beira-lixo-fotos-antigas-camocim-ceara.jpg 984w, https://s2-g1.glbimg.com/U8Q7w9bsp-PgW-cE2g2F-sWdwVI=/0x0:1600x900/640x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/q/l/dNsxh3SBGrxwxyiMLkaQ/quadrilha-junina-beira-lixo-fotos-antigas-camocim-ceara.jpg 640w, https://s2-g1.glbimg.com/qLZ4FYQ6w9Y4IZAhF5bXuRaXX4w=/0x0:1600x900/600x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/q/l/dNsxh3SBGrxwxyiMLkaQ/quadrilha-junina-beira-lixo-fotos-antigas-camocim-ceara.jpg 600w" /></figure>
</div>
<p class="content-media__description ">Nos primeiros anos, o grupo Beira Lixo utilizava figurinos simples de uma quadrilha matuta — Foto: Quadrilha Beira Lixo/Divulgação</p>
<p>Em Camocim, o encerramento dos festivais de quadrilha costumava ter a apresentação de grupos de Fortaleza. Os brincantes do Beira Lixo olhavam para as quadrilhas da capital como uma inspiração.</p>
<p>Ir a festivais de outras cidades também permitia essa troca de experiências. Ainda nos primeiros anos de atividade, chegou o convite para competir no festival de Quixadá, no sertão central do Ceará.</p>
<p>“Devido ao nome, nós éramos convidados. O pessoal tinha muita curiosidade para saber o que era esse Beira Lixo”, conta Rogério.</p>
<p>Enquanto se mantinha competitivo nos festivais da região, o Beira Lixo começava a olhar para o modelo das quadrilhas estilizadas. Havia outros grupos que já trabalhavam temas, músicas autorais e elementos de cena que incrementavam as apresentações tradicionais.</p>
<p>A admiração pelas novas tendências cresceu quando o time de vôlei acolheu um jogador de Fortaleza que também era quadrilheiro e conhecia a rotina de um grupo estilizado.</p>
<p>Outra influência foi da dançarina Melina Tomasini, que foi brincante do Beira Lixo e criou um dos primeiros portais online para divulgação da cultura junina no Ceará. Quem relembra é Marina Sampaio, historiadora e filha do Rogério Boi Velho.</p>
<p>“No período em que ela (Melina) dançava, ela residia em Fortaleza. Então ela sempre trazia vídeos, eram fitas VHS com as apresentações das quadrilhas. Foi uma parte muito importante para o crescimento do grupo”, relata Marina.</p>
<p>Foi com estas referências que o Beira Lixo entrou nas quadras com figurinos mais luxuosos e sem nenhuma estampa, testando novos modelos em 1998. Neste ano, a quadrilha ficou em quarto lugar no festival interestadual de Icapuí, cidade do litoral leste do Ceará. O resultado incentivou a busca por mais ousadia nos figurinos e nas coreografias.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="7" data-block-id="29">
<div class="content-intertitle">
<h2>Das artes plásticas ao Lago dos Cisnes</h2>
<div class="content-media-container glb-skeleton-box">
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</div>
<p class="content-media__description ">Na década de 1990, o grupo junino se inspirou nas quadrilhas estilizadas que viam nos festivais ou em fitas VHS — Foto: Quadrilha Beira Lixo/Divulgação</p>
<p>“E se Carmen Miranda viesse ao arraiá?” Este tema de 2006 exemplifica as ideias que passavam pela cabeça de Rogério Boi Velho já em agosto, logo após o período anterior de competições, que costumam se estender até julho.</p>
<p>Com uma ideia escolhida, era hora de pesquisar e pensar nos figurinos e materiais que ajudariam a representar o tema nas quadras.</p>
<p>A quadrilha começou a trazer apresentações temáticas em 1999. Uma primeira fase trouxe enredos de protesto, falando sobre a história de Camocim e injustiças sofridas pelo povo nordestino.</p>
<p>A partir de 2004, o Beira Lixo começou a propor um passeio pelas diversas linguagens artísticas. O cinema foi o primeiro tema desta nova fase. No ano seguinte, a arte do desenho e das pinturas entrou em foco. E o mundo da literatura foi a escolha para 2007.</p>
<p>“Muitas vezes, o grupo abordou temas que saem do senso comum. Isso é também um diferencial do grupo. É algo muito comentado aqui na região, por alguns outros grupos que falam da ousadia que a quadrilha tem de trazer estes temas”, comenta Marina Sampaio.</p>
<p>Dentre outros temas que se destacam, estão “A Inveja do Assum Preto da Asa Branca”, inspirado no balé Lago dos Cisnes, e uma homenagem à cultura francesa com “Na mula que ruge com muita emoção, eu vou dançar cancan no São João”.</p>
<p>Em 2019, a quadrilha contou a história de vida do Padre Cícero Romão, falando sobre a devoção dos romeiros e o processo de aceitação do santo do povo cearense.</p>
<h2>Boi Caprichoso em 2023</h2>
<div class="content-media-container glb-skeleton-box">
<figure class="content-media-figure"><img decoding="async" class="i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content b-loaded" src="https://s2-g1.glbimg.com/CstfUmG-OWNu6hv1q7hUmBAqEhU=/0x0:1080x894/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/Q/S/Bll3vpRcGgeOounFEWfg/quadrilha-junina-beira-lixo-camocim-ceara-tema-2023.jpg" alt="Em 2023, elementos da floresta e das tradições do Norte do país ajudam a contar a história do boi Caprichoso — Foto: Quadrilha Beira Lixo/Divulgação" data-srcset="https://s2-g1.glbimg.com/DYr_NpjEBEosiBOnYtOFEiUR7q4=/0x0:1080x894/1000x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/Q/S/Bll3vpRcGgeOounFEWfg/quadrilha-junina-beira-lixo-camocim-ceara-tema-2023.jpg 1000w, https://s2-g1.glbimg.com/CstfUmG-OWNu6hv1q7hUmBAqEhU=/0x0:1080x894/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/Q/S/Bll3vpRcGgeOounFEWfg/quadrilha-junina-beira-lixo-camocim-ceara-tema-2023.jpg 984w, https://s2-g1.glbimg.com/QGBY545FP1V9lx3QDv0ALJVV5ys=/0x0:1080x894/640x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/Q/S/Bll3vpRcGgeOounFEWfg/quadrilha-junina-beira-lixo-camocim-ceara-tema-2023.jpg 640w, https://s2-g1.glbimg.com/wGPdwkoYUDj5wx3tAGXzuHlXhYw=/0x0:1080x894/600x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/Q/S/Bll3vpRcGgeOounFEWfg/quadrilha-junina-beira-lixo-camocim-ceara-tema-2023.jpg 600w" /></figure>
</div>
<p class="content-media__description ">Em 2023, elementos da floresta e das tradições do Norte do país ajudam a contar a história do boi Caprichoso — Foto: Quadrilha Beira Lixo/Divulgação</p>
<p>O Beira Lixo fez seu evento de estreia da nova temporada no domingo (4/6). O tema de 2023 traz as origens do boi Caprichoso, que rivaliza com o Garantido nas festas folclóricas de junho no Amazonas. Os dois bois surgiram em cumprimento de promessas feitas a São João.</p>
<p>Trazer o azul do Caprichoso nas indumentárias não altera as tradições do Beira Lixo. É o azul já adotado ao longo dos anos para representar a quadrilha. A mesma cor das faixas laterais na bandeira de Camocim.</p>
<p>E contar a história do Caprichoso é falar do criador do boi, o cearense Roque Cid, que saiu da cidade do Crato para tentar uma vida melhor em Manaus e acabou criando uma festa tradicional e popular até hoje. No tema deste ano, ele é personificado pelo marcador do Beira Lixo.</p>
<h4><strong>Veja vídeo:</strong></h4>
<p><iframe title="BEIRA LIXO 2023 - Festival Botando Quente de Jordão 01/07/2023" width="740" height="416" src="https://www.youtube.com/embed/vAOpxSUl6fM?start=1668&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Escolha dos temas</h2>
<div class="content-media-container glb-skeleton-box">
<figure class="content-media-figure"><img decoding="async" class="i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content b-loaded" src="https://s2-g1.glbimg.com/H8N3NhQydsb5KXKK2RBJIGwtUtw=/0x0:1250x915/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/4/7/RBZhNYRPadDgtNIacmEg/quadrilha-junina-beira-lixo-camocim-ceara-apresentacao.jpg" alt="Para os últimos três temas, os membros do grupo puderam submeter as próprias propostas — Foto: Quadrilha Beira Lixo/Divulgação" data-srcset="https://s2-g1.glbimg.com/nuvPM1mvfGkPKHLk4RGMZ4FDuEY=/0x0:1250x915/1000x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/4/7/RBZhNYRPadDgtNIacmEg/quadrilha-junina-beira-lixo-camocim-ceara-apresentacao.jpg 1000w, https://s2-g1.glbimg.com/H8N3NhQydsb5KXKK2RBJIGwtUtw=/0x0:1250x915/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/4/7/RBZhNYRPadDgtNIacmEg/quadrilha-junina-beira-lixo-camocim-ceara-apresentacao.jpg 984w, https://s2-g1.glbimg.com/Y7Lb4vjh1OEZI6p0fRMj2UmrsfI=/0x0:1250x915/640x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/4/7/RBZhNYRPadDgtNIacmEg/quadrilha-junina-beira-lixo-camocim-ceara-apresentacao.jpg 640w, https://s2-g1.glbimg.com/uUbnQyx_i1IvuVnTeVrCAJ9Pz9Y=/0x0:1250x915/600x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/4/7/RBZhNYRPadDgtNIacmEg/quadrilha-junina-beira-lixo-camocim-ceara-apresentacao.jpg 600w" /></figure>
</div>
<p class="content-media__description ">Para os últimos três temas, os membros do grupo puderam submeter as próprias propostas — Foto: Quadrilha Beira Lixo/Divulgação</p>
<p>Montar a história e pensar no que cada destaque vai representar para o tema era tarefa individual de Rogério Boi Velho. Desde 2019, o processo mudou.</p>
<p>Geralmente no fim de setembro, brincantes e qualquer pessoa interessada podem apresentar uma proposta de tema para o ano seguinte, justificando os objetivos e prevendo os detalhes da narrativa. Quem analisa é um corpo de jurados apontado pela quadrilha.</p>
<p>“Eu escolhia o tema e achava muito autoritário. Eu mesmo criava, fazia tudo e não tinha participação, os ‘meninos’ ficavam meio de lado. Agora não, eles participam desde a criação do tema. É muito gratificante”, comenta Rogério.</p>
<p>Marina aponta que o método mais democrático tem aumentado o interesse dos brincantes. “A cada ano, mais membros do grupo têm se interessado em propor temas”, explica.</p>
<h2>O time de vôlei acabou, a quadrilha continuou</h2>
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<figure class="content-media-figure"><img decoding="async" class="i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content b-loaded" src="https://s2-g1.glbimg.com/5nr_Yuu9dlTLnvFPDFD9KkQYFwI=/0x0:1494x840/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/r/m/4lQwlqQpSUYzabLn3cqQ/quadrilha-junina-beira-lixo-camocim-ceara-festivais.jpg" alt="A quadrilha coleciona títulos de campeã em competições regionais e etapas do Ceará Junino — Foto: Quadrilha Beira Lixo/Divulgação" data-srcset="https://s2-g1.glbimg.com/1aLSHYxwYEzOBffnOLJmXw2rWPk=/0x0:1494x840/1000x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/r/m/4lQwlqQpSUYzabLn3cqQ/quadrilha-junina-beira-lixo-camocim-ceara-festivais.jpg 1000w, https://s2-g1.glbimg.com/5nr_Yuu9dlTLnvFPDFD9KkQYFwI=/0x0:1494x840/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/r/m/4lQwlqQpSUYzabLn3cqQ/quadrilha-junina-beira-lixo-camocim-ceara-festivais.jpg 984w, https://s2-g1.glbimg.com/NiBJZ-bWJsYVD8bCVOZhWoasx80=/0x0:1494x840/640x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/r/m/4lQwlqQpSUYzabLn3cqQ/quadrilha-junina-beira-lixo-camocim-ceara-festivais.jpg 640w, https://s2-g1.glbimg.com/rt2c0LNTS3eIpjZZAD5qVkYS6Gg=/0x0:1494x840/600x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/r/m/4lQwlqQpSUYzabLn3cqQ/quadrilha-junina-beira-lixo-camocim-ceara-festivais.jpg 600w" /></figure>
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<p class="content-media__description ">A quadrilha coleciona títulos de campeã em competições regionais e etapas do Ceará Junino — Foto: Quadrilha Beira Lixo/Divulgação</p>
<p>No centro de Camocim, o terreno onde o Beira Lixo nasceu não é mais abandonado. O proprietário ergueu muros e passou a utilizar o local para fins comerciais.</p>
<p>O time de vôlei também não existe mais. Pelas memórias de Rogério Boi Velho, a equipe se desfez por volta do ano de 2005. Mas a quadrilha segue ativa colecionando títulos nos festivais regionais. E hoje alcança um público diferente dos anos iniciais.</p>
<p>“Antes era mais formado por pessoas que moravam perto do terreno. Hoje temos dançarinos de todos os locais da cidade e até mesmo pessoas de outros municípios já vieram para dançar. Já tivemos dançarinos de Acaraú, que é até um pouco longe”, relata Marina.</p>
<p>Como filha de Rogério, a historiadora cresceu participando das apresentações e festivais juninos. Ela começou a dançar aos 12 anos. Já ocupou o lugar de noiva e de rainha na quadrilha. Hoje, aos 27 anos, é tesoureira do grupo e continua dançando.</p>
<p>“É como se o Beira Lixo fosse um irmão mais velho, é uma presença em casa como se fosse um corpo físico. A gente (ela e o irmão) cresceu num ambiente em que a cultura foi valorizada, foi tida como importante e não foi colocada em segundo plano”, recorda Marina.</p>
<p>Nos 33 anos de história, foram mais de 20 títulos conquistados pela quadrilha em competições de Camocim e outras cidades cearenses, como Reriutaba, Palmácia, Forquilha e Acaraú.</p>
<p>Sem conseguir participar de todas os festivais que acontecem em Fortaleza, o grupo considera positiva a realização de etapas regionais do Ceará Junino, que faz a competição entre quadrilhas de todo o estado.</p>
<p>Em 2012, 2013 e 2015, o Beira Lixo venceu as etapas regionais do Ceará Junino como representante do extremo oeste.</p>
<p>Atualmente, a quadrilha viaja com dois ônibus para levar materiais e cerca de 100 pessoas envolvidas nas produções, entre dançarinos, músicos e equipe de apoio.</p>
<p>A quadrilha tem uma torcida forte formada por familiares, amigos e ex-brincantes quando se apresenta em Camocim. A comunidade também abraça o grupo nos preparativos de cada temporada. Antes que tudo fique pronto, a arrecadação de dinheiro é feita com bingos e rifas.</p>
<p>Para Rogério Boi Velho, o grupo Beira Lixo é também é visto como parte da família.</p>
<p>“São duas coisas que eu amo na vida mesmo: dar aula de matemática e fazer quadrilha junina. E eu uso a matemática para fazer as minhas coreografias, eu uso a geometria plana. Nos anos em que não fiz a quadrilha, era como se tivesse faltando para completar a minha vida. Porque é um trabalho de criação muito gostoso, a mente vai trabalhando a partir de agosto, tudo é inspiração”, detalha.</p>
<p>Pai e filha se orgulham por ver o grupo servindo de inspiração para outras quadrilhas da região, mesmo que agora seja mais fácil acompanhar as transmissões ao vivo de apresentações em outros estados. Com novos espetáculos, a quadrilha renova o jeito de fazer São João no interior do Ceará a cada ano.</p>
<p>Foto: Quadrilha Beira Lixo/Divulgação</p>
<p>Fonte: G1 Ceará</p>
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		<title>CEDEM Caprichoso completa 2 anos com muitos projetos no horizonte</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/cedem-caprichoso-completa-2-anos-com-muitos-projetos-no-horizonte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jan 2023 21:15:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Boi Caprichoso 2023]]></category>
		<category><![CDATA[CEDEM]]></category>
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					<description><![CDATA[O Centro de Documentação e Memória do Boi-Bumbá Caprichoso acaba de completar 2 anos e, apesar da pouca idade, já deixa um legado para a cultura do Boi-Bumbá de Parintins, além dos muitos projetos que já tem no horizonte. De acordo com o idealizador do projeto e seu coordenador, o professor da Universidade do Estado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-2185410385" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
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<p>O Centro de Documentação e Memória do Boi-Bumbá Caprichoso acaba de completar 2 anos e, apesar da pouca idade, já deixa um legado para a cultura do Boi-Bumbá de Parintins, além dos muitos projetos que já tem no horizonte.</p>
<p>De acordo com o idealizador do projeto e seu coordenador, o professor da Universidade do Estado do Amazonas, Diego Omar, a ideia surgiu durante o auge da pandemia, em 2020, quando todo o setor cultural estava sendo gravemente afetado pelas sucessivas ondas de Covid-19 e quando o Festival, e consequentemente, o espetáculo de arena, haviam sido suspensos. “Era um quadro delicado e estávamos perdendo inclusive vários de nossos baluartes, pessoas que viram o Boi brincar em outros tempos e cuja memória era fundamental para a nossa agremiação. Aos novos desafios, juntavam-se antigas angústias, compartilhadas por dirigentes e torcedores, quanto aos nossos acervos sonoros e visuais, que precisavam ser melhor cuidados&#8221;. <br /><br />Assim surgiu a ideia de criar no Boi Caprichoso um setor que pudesse desenvolver ações de salvaguarda e preservação e que fosse capaz de trabalhar em várias frentes e com projetos integrados, mobilizando várias áreas. O CEDEM foi aberto no dia 05 de janeiro de 2021 e inaugurado oficialmente alguns meses mais tarde, quando as políticas de isolamento social foram abrandadas por conta da vacinação. Já no primeiro ano, foi estruturado um espaço para receber e tratar acervos de diversos tipos. Também foram iniciados um programa de história oral, que conta hoje com mais de cem entrevistas em áudio e vídeo, e foram instalados espaços expositivos que ajudam a contar a história do Bumbá azul e branco. Além disso, a equipe do Centro de Documentação e Memória promoveu e participou de lives e deu início à publicação da coleção de livros “Bumbás de Parintins – nosso patrimônio” – parceria que envolve também a Editora da UEA e a Autografia.<br /><br />No segundo ano, as ações foram mais amplas e miraram no público infanto-juvenil, que era “aquele que estava mais carente de ações do Boi-Bumbá”, segundo Diego Omar. “Resgatamos a Tarde Alegre Azul e Branca, que foi o maior sucesso, por que acreditávamos que as crianças precisavam ter seu espaço assegurado e também com a consciência de que cuidar do patrimônio implica em dialogar com as novas gerações. Por isso, também publicamos duas histórias em quadrinhos – uma sobre a história do Caprichoso e outra inspirada no tratamento que temos dado às cosmologias indígenas, mais especificamente, a Yanomami”. A essas ações somaram-se a exposição “Boi Caprichoso: Um mural para a alegria&#8221;, inaugurada em dezembro e mais três livros da coleção: “Rivalidade e afeição”, que reúne textos publicados ao longo de mais de duas décadas pela antropóloga Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti; “Estrelas de um Centenário”, escrito há mais de 10 anos pela eterna madrinha do Boi Caprichoso, dona Odinea Andrade e a dissertação de mestrado do presidente do Conselho de Arte do Caprichoso, Ericky Nakanome.</p>
<p>Para 2023, o CEDEM promete atuar na consolidação das linhas de trabalho abertas nesses dois anos, fortalecendo os canais de diálogo com as políticas estaduais de cultura e com as diretrizes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para a preservação de bens imateriais. Novas publicações, ações de educação patrimonial, exposições e a intensificação dos cuidados com o acervo e sua futura disponibilização estão no horizonte. “Tem sido linda a forma como os torcedores têm abraçado nossos projetos. Da mesma forma, temos uma gratidão imensa a toda a diretoria, em especial ao presidente Jender Lobato, que sempre nos deu um grande apoio. Mas o sucesso e a continuidade do trabalho dependem, é claro, de novos editais de fomento e de formas alternativas de captação de recursos, fundamentais pra gente”, arremata do coordenador do CEDEM.</p>
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		<title>Boi Caprichoso 2023: O BRADO DO POVO GUERREIRO</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/boi-caprichoso-2023-o-brado-do-povo-guerreiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Nov 2022 13:43:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Boi Caprichoso 2023]]></category>
		<category><![CDATA[O BRADO DO POVO GUERREIRO]]></category>
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					<description><![CDATA[O Boi-Bumbá Caprichoso é uma construção coletiva, sonho, promessa e anseio de uma gente que teceu desde sua fundação uma nova forma de revolução, forjada na simplicidade de ser e na garra de seguir vivendo em meio a tantas adversidades. Surgido das mãos dos irmãos Cid, passou por muitos donos e donas – Emídio Vieira, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1028580720" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>O Boi-Bumbá Caprichoso é uma construção coletiva, sonho, promessa e anseio de uma gente que teceu desde sua fundação uma nova forma de revolução, forjada na simplicidade de ser e na garra de seguir vivendo em meio a tantas adversidades.</p>
<p>Surgido das mãos dos irmãos Cid, passou por muitos donos e donas – Emídio Vieira, Luiz Gonzaga, Luiz Pereira – e brincou nas ruas, terreiros e quintais, arrastando homens e mulheres, apaixonando multidões e conquistando todo o Norte do país.</p>
<p>Propriedade do povo, da gente simples – costureiras, artesãos, estivadores do porto, cantadores, pedreiros, tricicleiros, estudantes e professores – plantou em cada pessoa dessas coletividades o gênio do artista, a construir na poética da floresta a coragem e a ousadia, marcas de vanguarda que só o Caprichoso tem.<br />Nosso Boi é arquétipo e realidade, feito de pano e espuma na artesania popular, tecido entre sentimentos e sapiências das comunidades amazônicas. “Também é feito de lembranças e lutas, de um espírito que reúne sorrisos e abraços”. Como diz o poeta: “É mais que um ser do folclore, é o espirito livre da chama eterna de brincar de Boi”.</p>
<p>Foi assim que aquele brinquedo, que refletia sonhos ao redor das fogueiras de Parintins, transformou-se em ícone maior da cultura popular brasileira para hoje reluzir, na ribalta da floresta, em cada movimento, os anseios e as lutas de suas gentes pela preservação de seus territórios.</p>
<p>É a força de uma comunidade que brada por seus ideais, afirma sua existência e constrói sua resistência! É a dança dos povos originários, que pulsa o chão do curral e da arena! É o nome Caprichoso, que ecoa do quilombo manauara para todo o mundo! São as cores azul e branco da encantaria cabocla dos marujos das águas! É a estrela da juventude, das mulheres e dos trabalhadores que ilumina novos caminhos de esperança, trazendo luz para onde houver escuridão e obscurantismo&#8230;</p>
<p>É a força de todas essas gentes juntas que constituem nosso Boi Caprichoso, feito de alegria, fé, trabalho, arte, tradição, diversidade e muita esperança. Feito das vozes e do suor do povo de Parintins e da grande Amazônia. Indígenas, negros, caboclos que empunham o sonho altaneiro dos gente-floresta, um povo que fez do seu Boi-Bumbá um canto de luta.</p>
<p>*Assessoria</p>
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