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	<title>BC - Portal NDC</title>
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	<description>Sempre em Cima da Notícia</description>
	<lastBuildDate>Mon, 28 Jul 2025 15:02:10 +0000</lastBuildDate>
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	<title>BC - Portal NDC</title>
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		<title>Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 5,09%</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/mercado-financeiro-reduz-previsao-da-inflacao-para-509/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 15:02:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
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					<description><![CDATA[Estimativa para o PIB é de 2,23% este ano, diz BC A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,1% para 5,09% este ano. É a nona redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (28). A [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-2796408247" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Estimativa para o PIB é de 2,23% este ano, diz BC</p>
<p>A <strong>previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,1% para 5,09% este ano</strong>. É a nona redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (28). A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1652252&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1652252&amp;o=node" /></p>
<p><strong>Para 2026, a projeção da inflação foi reduzida de 4,45% para 4,44%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente.</strong></p>
<p>A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC.<strong> Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.</strong></p>
<p>Em junho, mesmo pressionada pela energia elétrica, a inflação oficial &#8211; divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) &#8211; perdeu força e fechou em 0,24%, marcada pela primeira queda no preço dos alimentos depois de nove meses. Apesar da desaceleração nos últimos meses, o índice acumulado em 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta de até 4,5%.</p>
<p>Esse período de seis meses acima de 4,5% configura estouro da meta pelo novo regime adotado em 2024. Cada vez que isso acontece, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao <a href="https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/historicometas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">ministro da Fazenda</a>, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.</p>
<h2>Juros básicos</h2>
<p>Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar do recuo recente da inflação, as<strong> incertezas em relação à economia fizeram o colegiado elevar os juros em 0,25 ponto percentual na última reunião, no mês passado, sendo o sétimo aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.</strong></p>
<p>Em ata, o Copom informou que deverá manter os juros no mesmo patamar nas próximas reuniões, enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. No entanto, não descartou mais aumentos, caso a inflação suba. <strong>O próximo encontro do colegiado ocorre nesta terça (29) e quarta-feira (30). </strong></p>
<p>A <strong>decisão surpreendeu parte do mercado financeiro, que não esperava um novo aumento e, nesse cenário, a estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano.</strong> Para o fim de 2026, a expectativa é de que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.</p>
<p>Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. </p>
<p>Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.</p>
<h2>PIB e câmbio</h2>
<p>A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,23% nesta edição do Boletim Focus. <strong>Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB &#8211; a soma dos bens e serviços produzidos no país) passou de 1,88% para 1,89%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.</strong></p>
<p>Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,4%, de acordo com o IBGE. <strong>Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%.</strong> O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.</p>
<p>A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,60 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,70.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<item>
		<title>Copom eleva juros básicos da economia para 14,75% ao ano</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1475-ao-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 May 2025 22:03:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[COPOM]]></category>
		<category><![CDATA[Juros]]></category>
		<category><![CDATA[taxa Selic]]></category>
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					<description><![CDATA[Taxa Selic sobe para maior nível em 19 anos A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 14,75% ao [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1116674077" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Taxa Selic sobe para maior nível em 19 anos</p>
<p>A <strong>alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros</strong>.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1641853&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1641853&amp;o=node" /></p>
<p>Por <strong>unanimidade</strong>, o <strong>Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic</strong>, juros básicos da economia, <strong>em 0,5 ponto percentual</strong>, <strong>para 14,75% ao ano</strong>. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.</p>
<p>Essa foi a <strong>sexta alta seguida da Selic</strong>. A <strong>taxa está no maior nível desde agosto de 2006</strong>, quando também estava em 14,75% ao ano.</p>
<p>A <strong>alta consolida um ciclo de contração na política monetária</strong>.</p>
<p>Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e três de 1 ponto percentual.</p>
<h2>Inflação</h2>
<p>A <strong>Selic é o principal instrumento</strong> do Banco Central <strong>para manter sob controle a inflação oficial</strong>, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).</p>
<p>Em abril, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, ficou em 0,43%. Apesar da desaceleração em relação a março, o <strong>preço dos alimentos continua impressionando a inflação</strong>.</p>
<p>Com o resultado, o indicador acumula alta de 5,49% em 12 meses, acima do teto da meta contínua de inflação. Os números do IPCA cheio de abril só serão divulgados na próxima sexta-feira (9).</p>
<p>Pelo <a href="http://href=&quot;https//agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-06/cmn-define-centro-da-meta-continua-de-inflacao-em-3%22%20target=%22_blank%22" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">novo sistema de meta contínua</a> em vigor desde janeiro, a<strong> meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC</strong>, definida pelo Conselho Monetário Nacional, <strong>é de 3%</strong>, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.</p>
<p>No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em maio de 2025, a inflação desde junho de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância.</p>
<p>Em junho, o procedimento se repete, com apuração a partir de julho de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.</p>
<p>No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-03/banco-central-reduz-previsao-de-pib-de-2%2C1%25-para-1%2C9%25-em-2025%E2%80%9D%20target=" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">elevou para 5,1%</a> a previsão do IPCA para 2025, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de junho.</p>
<p>As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim <em>Focus</em>, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a <strong>inflação oficial deverá fechar o ano</strong> <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-05/mercado-espera-ultima-alta-da-selic-em-2025-1475-ao-ano" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">em 5,53%</a>, mais de 1 ponto acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,65%.</p>
<h2>Crédito mais caro</h2>
<p>O <strong>aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação</strong>. Isso porque <strong>juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo</strong>. Por outro lado, <strong>taxas maiores dificultam o crescimento econômico</strong>. No último <em>Relatório de Inflação</em>, o Banco Central reduziu para 1,9% a projeção de crescimento para a economia em 2025.</p>
<p>O mercado projeta crescimento semelhante. Segundo a última edição do boletim <em>Focus</em>, os <strong>analistas econômicos preveem</strong> <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-05/mercado-espera-ultima-alta-da-selic-em-2025-1475-ao-ano" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">expansão de 2%</a> <strong>do PIB em 2025</strong>.</p>
<p>A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.</p>
<p>Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Copom deve elevar Selic em 1 ponto na reunião desta quarta-feira</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/copom-deve-elevar-selic-em-1-ponto-na-reuniao-desta-quarta-feira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2025 14:33:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[Boletim]]></category>
		<category><![CDATA[COPOM]]></category>
		<category><![CDATA[Focus]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[Juros]]></category>
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					<description><![CDATA[Elevação havia sido anunciada na reunião de dezembro Pressionado pela alta do dólar e do preço dos alimentos, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira (29) em quanto elevará a taxa básica de juros, a Selic. A reunião é a primeira sob o novo comando do presidente do BC, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-4079358585" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Elevação havia sido anunciada na reunião de dezembro</p>
<p>Pressionado pela alta do dólar e do preço dos alimentos, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira (29) em quanto elevará a taxa básica de juros, a Selic. A reunião é a primeira sob o novo comando do presidente do BC, Gabriel Galípolo.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1628205&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1628205&amp;o=node" /></p>
<p>Essa será a quarta elevação consecutiva da Selic. Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve subir 1 ponto percentual  nesta reunião, de 12,25% para 13,25% ao ano.</p>
<p>No comunicado da última reunião, em dezembro, o Copom informou que elevaria os juros básicos em 1 ponto percentual nas reuniões de janeiro e de março. Segundo o comitê, o agravamento das incertezas externas e os ruídos provocados pelo pacote fiscal do governo no fim do ano passado justificam o aumento dos juros básicos no início de 2025.</p>
<p>Nesta quarta-feira (29), ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e uma de 1 ponto percentual.</p>
<h2>Inflação</h2>
<p>Na ata da reunião mais recente, o Copom alertou para o prolongamento do ciclo de alta da Taxa Selic . O órgão informou que o cenário econômico exige uma política monetária contracionista e confirmou a intenção de duas elevações de 1 ponto. O Banco Central citou a alta recente do dólar e da inflação para uma “política ainda mais contracionista”.</p>
<p>Segundo o último boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras feita pelo BC, a estimativa de inflação para 2025 subiu de 4,96% há quatro semanas para 5,5%. Isso representa inflação acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3% para este ano, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.</p>
<h2>Taxa Selic</h2>
<p>A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.</p>
<p>Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.</p>
<p>Ao reduzir a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.</p>
<p>O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.</p>
<h2>Meta contínua</h2>
<p>Pelo novo sistema de meta contínua em vigor a partir deste mês, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.</p>
<p>No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em janeiro de 2025, a inflação desde fevereiro de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro, o procedimento se repete, com apuração a partir de março de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.</p>
<p>No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,5%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de março.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">49709</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Mercado financeiro eleva previsão da inflação de 4,63% para 4,71%</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/mercado-financeiro-eleva-previsao-da-inflacao-de-463-para-471/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Dec 2024 15:14:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
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					<description><![CDATA[Projeção de expansão da economia está em 3,22% este ano A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,63% para 4,71% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (2), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1305957929" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Projeção de expansão da economia está em 3,22% este ano</p>
<p>A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,63% para 4,71% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (2), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1621990&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1621990&amp;o=node" /></p>
<p>Para 2025, a projeção da inflação também subiu de 4,34% para 4,4%. Para 2026 e 2027, as previsões são de 3,81% e 3,5%, respectivamente.</p>
<p>A estimativa para 2024 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.</p>
<p>A partir de 2025, entrará em vigor o sistema de <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-06/bc-descumprira-meta-se-inflacao-ficar-fora-do-alvo-por-seis-meses" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">meta contínua</a> e, assim, o CMN não precisará mais definir uma meta de inflação a cada ano. O colegiado fixou o centro da meta contínua em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.</p>
<p>Em <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-11/inflacao-oficial-sobe-para-056-em-outubro-diz-ibge" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">outubro</a>, puxada principalmente pelos gastos com habitação e com alimentos, a inflação no país foi de 0,56%, após o IPCA ter registrado 0,44% em setembro. De acordo com o IBGE, em 12 meses o IPCA acumula 4,76%. A inflação de novembro será divulgada pelo instituto no próximo dia 10.</p>
<h2>Juros básicos</h2>
<p>Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-11/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1125-ao-ano" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">11,25% ao ano</a> pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o colegiado aumentar o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-11/copom-alerta-para-prolongamento-do-ciclo-de-alta-da-selic" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">ritmo de alta</a> dos juros na última reunião, no início deste mês.</p>
<p>A alta consolida um ciclo de contração na política monetária. Após passar um ano em 13,75% ao ano, entre agosto de 2022 e agosto de 2023, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano, começando a aumentar a Selic na reunião de setembro, quando a taxa subiu 0,25 ponto.</p>
<p>A próxima reunião do Copom está marcada para 10 e 11 de dezembro, quando os analistas esperam novo aumento da taxa básica. Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 11,75% ao ano.</p>
<p>Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica suba para 12,63% ao ano. Para 2026 e 2027, a previsão é que ela seja reduzida para 10,5% ao ano e 9,5% ao ano, respectivamente.</p>
<p>Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.</p>
<p>Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.</p>
<h2>PIB e câmbio</h2>
<p>A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano está subiu de 3,17% para 3,22%. No segundo trimestre do ano, o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-09/pib-cresce-14-no-segundo-trimestre-e-fica-acima-do-esperado" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Produto Interno</a> Bruto (PIB &#8211; a soma dos bens e serviços produzidos no país) surpreendeu e subiu 1,4% em comparação com o primeiro trimestre. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com o segundo trimestre de 2023, a alta foi de 3,3%.</p>
<p>Para 2025, a expectativa para o PIB é de crescimento de 1,95%. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro estima expansão do PIB também em 2% para os dois anos.</p>
<p>Em 2023, também superando as projeções, a economia brasileira <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-03/economia-brasileira-cresce-29-em-2023" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">cresceu 2,9%</a>, com valor total de R$ 10,9 trilhões, de acordo com o IBGE. Em 2022, a taxa de crescimento havia sido de 3%.</p>
<p>A previsão de cotação do dólar está em R$ 5,70 para o fim deste ano. No fim de 2025, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,60.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Economia cresceu 0,8% em setembro; 3º tri tem alta de 1,1%, aponta BC</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/economia-cresceu-08-em-setembro-3o-tri-tem-alta-de-11-aponta-bc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 14:20:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[IBC-Br]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
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					<description><![CDATA[De julho para agosto, IBC-Br apontou um crescimento de 0,2% A atividade da economia brasileira apresentou alta de 0,8%, em setembro na comparação com agosto, segundo os dados do Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) divulgado hoje (14) pelo Banco Central. O IBC-Br é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-2249919360" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>De julho para agosto, IBC-Br apontou um crescimento de 0,2%<br /><br />A atividade da economia brasileira apresentou alta de 0,8%, em setembro na comparação com agosto, segundo os dados do Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) divulgado hoje (14) pelo Banco Central. O IBC-Br é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).<br /><br />O resultado veio após o aumento em agosto. Na passagem de julho para agosto, o IBC-Br apontou um crescimento de 0,2% na economia brasileira. Os dados são dessazonalizados, ou seja, são retiradas variações que acontecem em determinados momentos do ano.<br /><br />Os dados do IBC-Br mostram ainda que, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o índice teve alta de 5,1% em setembro.<br /><br />Ainda de acordo com o BC, a atividade econômica do Brasil apresentou alta de 1,1% no período compreendido entre julho e setembro deste ano. Na comparação com o mesmo trimestre de 2023, a alta registrada foi de 4,7%.<br /><br />No acumulado em 12 meses o índice apresentou um avanço de 3%. No ano, o índice já acumula alta de 3,3%.<br /><br />O IBC-Br é visto como uma prévia do Produto Interno Bruto, que é calculado oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice acompanha mês a mês a atividade econômica e antecipa possíveis pressões inflacionárias.<br /><br />No dia 3 de dezembro, o IBGE divulgará os números do PIB do terceiro trimestre. No segundo trimestre, entre abril e junho, a economia brasileira expandiu 1,4% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.<br /><br /><br /><br />Fonte: Agência Brasil</p>
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		<title>Copom divulga ata, aponta para incerteza nos EUA e indica que próximos ajustes dependerão do governo</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/copom-divulga-ata-aponta-para-incerteza-nos-eua-e-indica-que-proximos-ajustes-dependerao-do-governo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 15:26:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[Comitê de Política Monetária]]></category>
		<category><![CDATA[Comitê de Política Monetária (Copom)]]></category>
		<category><![CDATA[COPOM]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[taxa Selic]]></category>
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					<description><![CDATA[Comitê divulgou nesta terça-feira (12) a ata de sua última reunião e pediu medidas fiscais estruturais do governo a fim de melhorar as projeções inflacionárias e impactar o nível de juros O Banco Central (BC) divulgou nesta terça-feira (12) a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) detalhando a decisão de aumentar a taxa Selic [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-755936376" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Comitê divulgou nesta terça-feira (12) a ata de sua última reunião e pediu medidas fiscais estruturais do governo a fim de melhorar as projeções inflacionárias e impactar o nível de juros<br /><br />O<strong><em> Banco Central</em></strong> (BC) divulgou nesta terça-feira (12) a ata do <strong>Comitê de Política Monetária</strong> (Copom) detalhando a decisão de aumentar a <strong>taxa Selic</strong> em 0,50 ponto percentual, de 10,75% para 11,25% ao ano. A elevação reflete a necessidade de uma política monetária mais restritiva para tentar conter a inflação e aproximá-la da meta, segundo o <strong>BC</strong>.</p>
<p>A decisão do comitê representa uma aceleração no ritmo de aumento dos juros, já que a alta anterior foi de 0,25 ponto percentual. O Copom indicou que os próximos ajustes dependerão das medidas fiscais do governo e da estabilidade econômica. A ata destacou que o aumento da Selic foi necessário para fortalecer a credibilidade do BC em controlar a inflação e enfatizou o compromisso com a convergência da inflação à meta.<br /><br />Em um cenário de incertezas econômicas e políticas, o BC alertou que a execução de medidas fiscais estruturais pelo governo pode melhorar as projeções inflacionárias e impactar o nível de juros. A estabilidade das contas públicas é vista como essencial para a contenção dos preços no longo prazo. O BC também observou que o cenário internacional, principalmente a política monetária nos Estados Unidos, afeta o Brasil, gerando volatilidade nos preços de ativos e aumentando o prêmio de risco. Com isso, o Copom reforçou a cautela na condução da política monetária, considerando o impacto de eventos externos e a possibilidade de uma taxa de juros neutra mais elevada se as reformas estruturais e a disciplina fiscal forem negligenciadas.<br /><br />As projeções para a inflação foram revistas para cima. O BC agora estima uma inflação de 4,6% para 2024 e 3,9% para 2025, ambos acima da meta de 3% estabelecida para esses anos. O objetivo do BC é trazer a inflação de volta à meta até o segundo trimestre de 2026.<br /><br /><br /><br />Fonte: Jovem Pan</p>
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		<item>
		<title>Lula: BC deveria ser autônomo, mas sofre interferências políticas</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/lula-bc-deveria-ser-autonomo-mas-sofre-interferencias-politicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jun 2024 17:57:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[Desoneração]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Orçamento]]></category>
		<category><![CDATA[taxação]]></category>
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					<description><![CDATA[Para o presidente, juros altos não condizem com baixa inflação O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira (18) a forma como o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, tem conduzido as políticas da instituição. Em entrevista à Rádio CBN, ele disse que a aproximação do presidente do banco com a oposição levanta suspeitas, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-2248135095" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div>
<p>Para o presidente, juros altos não condizem com baixa inflação</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira (18) a forma como o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, tem conduzido as políticas da instituição. Em entrevista à Rádio CBN, ele disse que a aproximação do presidente do banco com a oposição levanta suspeitas, chegando a admitir que, provavelmente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, exerça influência maior no BC do que o próprio governo.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1600163&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1600163&amp;o=node" /></p>
<p>“Nós só temos uma coisa desajustada no Brasil neste instante. É o comportamento do Banco Central. Temos um presidente do BC que não demonstra nenhuma capacidade de autonomia e que tem um claro lado político. Na minha opinião, ele trabalha muito mais para prejudicar do que para ajudar o país”, afirmou o presidente.</p>
<p>Lula afirmou que é um dos chefes de Estado com mais experiência em toda a história do país. E citou sua escolha pelo economista Henrique Meirelles, que esteve à frente do BC de 2003 a 2011. “Eu duvido que esse Roberto Campos tenha mais autonomia do que tinha o Meirelles”, afirmou o presidente, ao criticar a aproximação de Campos com o governador de São Paulo.</p>
<p>“Sinceramente, acho que o Tarcísio de Freitas tem mais influência [com o Roberto Campos] do que eu”, disse Lula ao se referir ao pedido do presidente do BC para integrar a equipe econômica do governador de São Paulo durante evento na capital paulista.</p>
<p>“Não é que ele se encontrou com Tarcísio numa festa. A festa foi do Tarcísio para ele [Roberto Campos]. Foi uma homenagem que o governo de São Paulo fez para ele. Certamente porque o governador está achando maravilhosa a taxa de juro em 10,5%”, completou.</p>
<p>Segundo ele, não há nenhuma explicação que justifique a taxa de juro atual, e isso é percebido até mesmo por autoridades estrangeiras, inclusive financeiras. “Tenho viajado o mundo e tenho conversado com muitos presidentes. Recebi presidentes do FMI [Fundo Monetário Internacional]; de bancos asiáticos; do Citibank; do Santander. Todos os bancos demonstram que não há país com mais otimismo do que o Brasil. Prova disso é que fomos o segundo país a receber mais investimento externo”.</p>
<p>“Portanto, temos uma situação que não necessita desta taxa de juros. O Brasil não pode continuar com essa taxa proibitiva de investimento no setor produtivo. Precisamos baixá-la para um nível compatível com a inflação, que está totalmente controlada. Só que agora ficam inventando o discurso de inflação do futuro. Vamos trabalhar em cima do que é real”.</p>
<h2>Taxações e desonerações</h2>
<p>Lula também apontou o que chamou de contradições que retratam o cenário atual do país. Ele disse que os que hoje criticam gastos do governo são os mesmos que defenderam desonerações de setores com altos lucros.</p>
<p>Para o presidente, juros altos não condizem com o contexto de baixa inflação, promovidos por um Banco Central que deveria ser autônomo, mas sofre interferências políticas da oposição.</p>
<p>Na entrevista, Lula afirmou que legisladores se mobilizam para taxar pequenas importações, geralmente feitas por pobres, sem cogitar fazer o mesmo com os ricos. Sua fala foi uma referência à proposta de taxação, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2024-06/taxacao-de-importacao-ate-us-50-e-projeto-mover-vao-sancao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">aprovada recentemente no Congresso</a>, de compras de até US$ 50 feitas pela internet, e a não taxação de compras de até US$ 2 mil de quem viaja para o exterior.</p>
<p>“O que está acontecendo hoje é que as mesmas pessoas que falam que é preciso parar de gastar são as que têm R$ 546 bilhões de isenções e de exoneração de folha de pagamento. Ou seja, são os ricos que se apoderam de uma parte do orçamento do país e se queixam daquilo que você está gastando com o povo pobre”, observou.</p>
<p>O presidente se disse disposto a discutir “de forma séria” o orçamento com parlamentares, empresários, banqueiros e com a imprensa, mas garantiu que a solução será “em cima das pessoas mais humildes deste país”.</p>
<p>“Acabamos de aprovar uma desoneração para 17 setores da indústria brasileira, e qual foi a contrapartida deles para o trabalhador? Qual é a estabilidade no emprego que eles garantiram? Qual foi o aumento do salário que asseguraram? Nenhum. Tudo foi apenas para isentar da carga fiscal. Não teve nenhum compromisso com o povo trabalhador. O compromisso que se teve foi apenas o de aumentar o lucro”, argumentou o presidente.</p>
<p>Ele lembrou que a Previdência Social é destino de quase R$ 1 trilhão, valor que ficará ainda maior com as novas aposentadorias. “Mas o que, de fato, é muito é você ter quase R$ 600 bilhões em isenções e desonerações”, acrescentou.</p>
<p>Lula afirmou que, nas conversas que vem tendo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou-se à conclusão de que caberá aos empresários beneficiados e ao Senado a busca por uma solução. “Já há uma decisão da suprema corte, de que, daqui a uns dias, a desoneração vai cair e vai morrer. Aí não vai existir mais e a única possibilidade será a de se chegar a um acordo. Portanto, se não tiver a proposta, cai a desoneração. Espero que eles sejam maduros o suficiente e cheguem a um acordo”, completou.</p>
<h2>Reeleição</h2>
<p>Perguntado sobre uma possível candidatura à reeleição, Lula disse que, por enquanto, não quer discutir o assunto, uma vez que cumpriu menos da metade do mandato e que há “muita gente boa” para se candidatar ao cargo.</p>
<p>Ele, no entanto, acenou com a possibilidade, caso seja a única alternativa “para evitar que os trogloditas que governaram esse país voltem governar”, mas que esta não é a primeira hipótese.</p>
<p>“Vamos ter que pensar muito porque tenho responsabilidade para com o Brasil. O fato é que não vou permitir que esse país volte a ser governado por um fascista negacionista”.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Agência Brasil </p>
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		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">41343</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Saques superam depósitos na poupança em R$ 20,1 bilhões neste mês de janeiro</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/saques-superam-depositos-na-poupanca-em-r-201-bilhoes-neste-mes-de-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Feb 2024 14:42:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[endividamento]]></category>
		<category><![CDATA[Poupança]]></category>
		<category><![CDATA[rendimento das contas]]></category>
		<category><![CDATA[Resultado Negativo]]></category>
		<category><![CDATA[retirada de dinheiro]]></category>
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					<description><![CDATA[O saldo da aplicação na caderneta de poupança voltou a cair com o registro de mais saques do que depósitos em janeiro deste ano. As saídas superaram as entradas em R$ 20,1 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira (7), em Brasília, pelo Banco Central (BC). No mês passado, foram aplicados R$ 332,3 bilhões, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-3293272782" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div><p>O saldo da aplicação na caderneta de poupança voltou a cair com o registro de mais saques do que depósitos em janeiro deste ano. As saídas superaram as entradas em R$ 20,1 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira (7), em Brasília, pelo Banco Central (BC).</p>
<p>No mês passado, foram aplicados R$ 332,3 bilhões, contra saques de R$ 352,4 bilhões. Os ren dimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 5,2 bilhões.</p>
<p>O resultado negativo do mês passado, entretanto, foi menor do que o verificado em janeiro de 2023, quando os brasileiros sacaram R$ 33,6 bilhões a mais do que depositaram na poupança. Já no mês anterior, dezembro de 2023, houve entrada líquida (mais depósitos que saques) de R$ 13,8 bilhões.</p>
<p>Diante do alto endividamento da população, em 2023 a caderneta de poupança teve saída líquida (mais saques que depósitos) de R$ 87,8 bilhões. O resultado foi menor do que o registrado em 2022, quando a fuga líquida foi recorde, de R$ 103,24 bilhões, em um cenário de inflação e endividamento altos.</p>
<h3>Juros</h3>
<p>Os saques na poupança se dão, também, porque a manutenção da Selic &#8211; a taxa básica de juros &#8211; em alta estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho.</p>
<p>De março de 2021 a agosto de 2022, o Comitê de Política Monetária do BC elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.</p>
<p>Por um ano &#8211; de agosto de 2022 a agosto de 2023 &#8211; a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas para segurar a inflação. Hoje, a Selic está em 11,25% ao ano.</p>
<p>Em 2021, a retirada líquida da poupança chegou a R$ 35,49 bilhões. Já em 2020, a caderneta tinha registrado captação líquida &#8211; mais depósitos que saques &#8211; recorde de R$ 166,31 bilhões. Contribuíram para o resultado a instabilidade no mercado de títulos públicos no início da pandemia de covid-19 e o pagamento do auxílio emergencial, depositado em contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal.</p>
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<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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		<item>
		<title>Decisão do STF sobre correção do FGTS pode dificultar acesso à moradia para os mais pobres</title>
		<link>https://noticiasdascomunidades.com.br/decisao-do-stf-sobre-correcao-do-fgts-pode-dificultar-acesso-a-moradia-para-os-mais-pobres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 00:42:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Abrainc]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[dificuldade no financiamento da casa própria]]></category>
		<category><![CDATA[fgts]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[INPC]]></category>
		<category><![CDATA[MCMV]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
		<category><![CDATA[TR]]></category>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para quarta-feira (18) o julgamento do processo que trata da correção das contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). A depender da decisão, o acesso à moradia aos mais pobres pode ser mais difícil, segundo especialistas. A Corte começou a analisar o tema em abril, mas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="notic-1027483778" class="notic-antes-do-conteudo notic-entity-placement"><a href="https://chat.whatsapp.com/IQDtvJQbzmEGWEW0qqNL0p" aria-label="banner"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://noticiasdascomunidades.com.br/wp-content/uploads/2024/08/banner.webp" alt=""  width="728" height="112"   /></a></div><p>O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para quarta-feira (18) o julgamento do processo que trata da correção das contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). A depender da decisão, o acesso à moradia aos mais pobres pode ser mais difícil, segundo especialistas.</p>
<p>A Corte começou a analisar o tema em abril, mas um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques interrompeu o julgamento. A ação foi proposta em 2014 pelo Solidariedade. Hoje o rendimento do FGTS é a TR (Taxa Referencial) mais 3% ao ano. Com a mudança, a correção seria de TR mais 6% ao ano, índice usado para a poupança.</p>
<p>Segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), caso a regra entre em vigor, os financiamentos do FGTS, que atendem as famílias beneficiárias do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), teriam aumento de até 3 pontos percentuais.</p>
<p>“O FGTS é super importante para a habitação popular. O impacto desta mudança seria dramático. Só para se ter uma ideia, isso impactaria três a cada quatro beneficiários do Minha Casa, Minha Vida”, afirma o presidente da Abrainc, Luiz Antônio França.</p>
<p>Ainda de acordo com França, as mudanças também seriam críticas para empregos gerados pelo programa. Ele indica que 1,3 milhão dos 2,7 milhões de postos poderiam ser impactados.</p>
<p>O FGTS é a principal fonte de recursos para o crédito imobiliário para famílias de baixa renda, como o MCMV, com taxas de juros mais baixas, o que deixa os valores das parcelas menores, permitindo que famílias mais pobres possam ter acesso ao programa.</p>
<p>Se o FGTS render mais, o custo dos recursos encarece, e os juros para o crédito imobiliário também ficarão mais caros. Assim, segundo estudos da Abrainc, a alteração tira o acesso à casa própria de 13 milhões de famílias de baixa renda.</p>
<p>“Dentre os cotistas do FGTS, 85% ganham menos do que quatro salários mínimos. Os 15% restantes, que ganham mais de quatro salários, são responsáveis por 83% das aplicações do fundo. Ou seja, o grande benefício é para os que ganham até quatro salários mínimos, que podem ter sua casa própria e viver dignamente”, diz França.</p>
<p>Ex-presidente do Banco Central (BC) e sócio da Tendências Consultoria Integrada, Gustavo Loyola reiterou em entrevista à CNN que a mudança na correção do FGTS tornaria o crédito imobiliário mais caro e poderia “inviabilizar” a aquisição de moradia à população mais pobre.</p>
<p>“Com esse piso de juros, que o Supremo está indicando que vai colocar, o crédito fica mais caro, as prestações aumentam. Então haverá necessidade de uma renda familiar maior. Muitas famílias não terão como pagar e ficarão fora do crédito, justamente do programa Minha Casa, Minha Vida, que é destinado a essa classe de pessoas”, disse.</p>
<p>“Ao inviabilizar o financiamento, [a mudança] acaba inviabilizando a aquisição porque essas famílias não têm poupança própria para comprar o imóvel à vista ou mesmo com uma entrada mais alta”, diz o economista.</p>
<h3>Acesso à moradia</h3>
<p>A associação indica que essa alteração nas regras impactaria diretamente 75% dos atuais beneficiários do programa, que deixariam de ser elegíveis ao MCMV. Além disso, o PIB brasileiro pode sofrer um decréscimo de até 1 ponto percentual em 2024.</p>
<p>Luiz Antônio França dá um exemplo: a compra de uma residência de R$ 180 mil por uma família com renda de R$ 1.900. Ele aponta que, se a composição de custo do FGTS subir três pontos percentuais, essa família não conseguiria comprar uma casa de R$ 180 mil. Só teria acesso se tivesse uma renda bem maior, de R$ 4.250.</p>
<p>O governo é contra uma eventual mudança, e cita impactos bilionários no fundo, caso tenha que “reembolsar” valores do passado. Cálculos do então Ministério da Economia, de 2021, indicam que a União teria que colocar um montante de R$ 295,9 bilhões para manter o FGTS, se tivesse que atualizar pela inflação as contas desde 1999.</p>
<p>Para o governo, a ação deve ser rejeitada porque houve alteração posterior da legislação. A Advocacia-Geral da União (AGU) argumentou que leis de 2017 e 2019 mudaram a forma de remuneração das contas do FGTS.</p>
<p>Conforme o órgão, o fundo passou a distribuir parte dos seus lucros aos trabalhadores, “de modo que a remuneração das contas passou a ser influenciada não apenas pela correção monetária, calculada através da TR, como também pela capitalização de juros de 3% ao ano e pela distribuição dos resultados positivos auferidos”.</p>
<p>O novo cálculo, segundo a AGU, trouxe remunerações “superiores” às da TR e à inflação.</p>
<h3>A ação</h3>
<p>O argumento principal da ação do Solidariedade é o de que a TR não acompanha a variação da inflação e acaba prejudicando o trabalhador, ao fazer com que o dinheiro depositado nas contas do FGTS seja corroído pelo aumento dos preços.</p>
<p>Por isso, o partido entende que a TR não deveria ser usada como índice de correção monetária. A sigla sugere como alternativas o IPCA-E, o INPC calculado pelo IBGE ou “outro índice à escolha” da Corte “desde que inflacionário”.</p>
<p>Caso houvesse correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre 1999 e 2023, o ganho aos trabalhadores chegaria a R$ 720 bilhões, segundo estimativa do Instituto Fundo de Garantia, voltado a evitar perdas no FGTS por seus associados. Por isso a oposição do governo.</p>
<p>Além do FGTS, a TR também é um dos componentes que definem a rentabilidade da poupança. A taxa foi criada nos anos 1990, durante o governo Collor, com o objetivo de conter a tendência de indexação dos preços e salários e para combater a alta inflação no país durante o período.</p>
<p>Em 2022, a TR foi próxima de zero em todos os meses. Chegou a ficar zerada em fevereiro. No acumulado de janeiro do ano passado a janeiro de 2023, o valor foi de 1,63%. Para o mesmo período, por exemplo, a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 6,34%.</p>
<p>Na ação, o Solidariedade argumenta que a TR acompanhava a inflação, mas teve uma queda abrupta a partir de 1999.</p>
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<p>Fonte: CNN</p>
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