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	<title>1° caso de contaminação - Portal NDC</title>
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		<title>São Paulo confirma 1° caso de contaminação por superfungo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação - Portal NDC]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jun 2023 13:10:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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<p>São Paulo confirmou nesta quarta-feira (7) o primeiro caso de contaminação pelo superfungo Candida auris no estado. A doença, registrada em 18 de maio, foi diagnosticada em um bebê prematuro que está internado no Hospital da Mulher da Universidade de Campinas (Unicamp), o Caism, no interior paulista.</p>
<p>Em nota, o Caism informou que o bebê infectado apresenta boa evolução clínica, e que algumas das fragilidades encontradas no seu estado de saúde estão relacionadas ao fato da criança ter nascido de forma prematura. O hospital afirmou também que, até o momento, a contaminação pelo Candida auris não atingiu outros pacientes do hospital, e que continua monitorando outros internados.</p>
<p>Foi adotada, de acordo com o hospital da Unicamp, a metodologia de precaução de contato para os pequenos que foram atendidos por médicos que tiveram contato com o caso fonte. Além disso, medidas de prevenção e controle da doença foram adotadas pelo hospital. Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado informou que o hospital implementou “todas as medidas de prevenção e controle” sobre a doença.</p>
<p><strong>ALTA LETALIDADE E RESISTÊNCIA<br /></strong>Uma característica do superfungo Candida auris é alta letalidade e a capacidade de resistir aos remédios usados para combater o agente patológico. Há várias linhagens do fungo, e algumas são imunes a todas as três classes de remédios existentes. E embora os meios de transmissão sejam incertos, a contaminação dentro de hospitais é um traço comum no histórico do superfungo.</p>
<p>No Brasil, onde o primeiro caso foi detectado em 2020, já foram registrados três surtos da doença: dois em Salvador, na Bahia, e um, mais recente, no Recife, em Pernambuco. Todos aconteceram dentro de unidades hospitalares. Em um desses surtos, 48 pessoas foram infectadas entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022.</p>
<p>Neste ano, os casos voltaram a surgir. No último 11 de maio, a confirmação de um diagnóstico positivo para a doença levou o Hospital Estadual Miguel Arraes, na cidade de Paulista, que fica na Região Metropolitana de Recife, a suspender o recebimento de novos pacientes na unidade. Três dias depois, um paciente que estava internado em um hospital da capital pernambucana também foi contaminado.</p>
<p>De lá para cá, outras pessoas foram positivadas, e fazem o estado nordestino somar, até esta quarta, nove confirmações de contaminados para Candida auris. A alta letalidade, inclusive, pode estar relacionada justamente ao fato de o fungo contaminar pacientes hospitalizados que já estão com a saúde fragilizada.</p>
<p>Segundo agências de saúde como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, do governo dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), a taxa de mortalidade dos infectados chega a 60%. O CDC informa que as principais medidas de prevenção e controle contra o superfungo são a higienização das mãos (usar luvas não é suficiente) e a limpeza e desinfecção do local onde o paciente está internado.</p>
<p>Foto: CDC/Shawn Lockhart</p>
<p>*Pleno.News</p>
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